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O medo de amar talvez não seja mais, mas foi, um tema sempre visitado na música popular. Falaremos de 2 dessas canções hoje.
Ouçamos, de José Canet, com María Volonté, “Tarde”, e, de Vinícius de Moraes, com Nana Caymmi, “Medo de amar”.
O mexicano Roberto Cantoral, autor de notáveis boleros, como “El reloj” e “La barca”, gostava de fazer piadas com suas supostas desilusões amorosas. Dizia que elas lhe davam muito lucro. Vez por outra usou o humor em seus boleros.
Chico Novarro, outro argentino que compôs alguns belos boleros, gostou da ideia e também mesclou o humor em suas canções, não apenas em boleros. Falaremos de duas delas no programa de hoje.
Ouçamos essas desventuras amorosas de Chico Novarro, com Ariel Ardit, “Milonga del Raje” e, com Daniel Maza, “Amnésia.”
A Tumi music é uma casa de disco inglesa fundada em 1983. Seu fundador, o persa Mo Fini, é um apaixonado pela América Latina, especialmente por sua música. Em 1996, ele gravaria, em Havana, um álbum dedicado à música cubana. Quatro cds temáticos focados respectivamente no bolero, no danzón, no chachachá e o último compartilhando a guaracha e o son. Uma beleza.
O programa de hoje será dedicado ao danzón, um gênero seminal na canção cubana. Ouçamos, de Enrique Jorrín, com Chucho Valdés, Félix Reina e a Orquesta América e seus vocalistas, “Silver Star.”
No primeiro dia de maio de 2025, depois de longa hospitalização, faleceu a cantora Nana Caymmi. À parte seu lado polêmico, uma das mais destacadas intérpretes da MPB. Nana tinha a música em seu DNA. Filha de Dorival e Stella, irmã de Dori e Danilo.
Ouçamos músicas relevantes do seu repertório, como “Escribeme”, de Guillermo Castillo e “Frenesi”, de Alberto Dominguez.
São raras, mas existem. As canções cujos versos, de um mesmo autor, parecem capítulos de um livro: contam a sequência de uma história.
Hoje vamos falar de duas canções de Adelino Moreira, de enorme sucesso no Brasil dos anos de 1950, na voz de Nelson Gonçalves: “Última seresta”, de 1952 e “A volta do boêmio, de 1956. Ouçamos.
Voltamos ao último romance de Vargas Llosa, que veio a público em 2023, pouco antes de seu falecimento em 2025, cuja leitura me propiciou um agradável passeio pela canção peruana. Nesse passeio, encontrei um belo CD, gravado em 2015. Um dueto da cantora peruana Susana Baca com a pianista e cantora cubana Argélia Fragoso. Seu repertório consta de onze canções, incluindo 5 vals peruanos, que são o nosso tema de hoje.
As duas canções que selecionamos para a audição de hoje, na interpretação de Susana Baca e Argélia Fragoso, são “El huerto de mí amada” e “Rosas y azahar”. Ouçamos
Ao assistir uma dessas séries de televisão, ou coisa similar, me deparei com a atriz e cantora argentina Soledad Villamil, nascida em 1969. Ela, certamente, é muito mais atriz que cantora, mas tem se saído muito bem em suas aventuras musicais.
Seu primeiro CD, gravado em 2007, tem por título Soledad Villamil canta. Simples assim e muito bonito. A ele se seguiram, creio, outros 5, mas nosso tema de hoje é seu CD de estreia. Repertório variado, com 12 canções.
Ouçamos, com Soledad Villamil, de Atahualpa Yupangui, “Vendedor de Yuyos, e de Alfredo Zitarrosa, “Amor em entredicho”
A amiga Eliana me presenteou com o livro “Dedico a você meu silêncio”, do escritor peruano Vargas Llosa, cuja primeira edição é de 2023. Nobel de Literatura, Vargas Llosa faleceria pouco depois, em abril de 2025. O livro é uma história em torno da música criolla peruana, mais notadamente do vals peruano. O termo criollo refere-se ao filho de espanhol, às vezes também de qualquer europeu, nascido na América Hispânica.
Escutaremos a seguir duas interpretações de Cecília Barraza. Inicialmente, ela nos apresentará o vals peruano “Siempre te amaré”, de José Escajadillo, e a seguir, a canção “Canterrurias”, de Chabuca Granda, um tema mais identificado com a música afro-peruana. Cantero é aquele que extraía pedras para a construção civil, geralmente negros, muitos dos quais realizavam seu trabalho cantando. Daí, a canteruria. Ouçamos.
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A amiga Eliana me presenteou com o livro “Dedico a você meu silêncio”, do escritor peruano Vargas Llosa, cuja primeira edição é de 2023. Nobel de Literatura, Vargas Llosa faleceria pouco depois, em abril de 2025. O livro é uma história em torno da música criolla peruana, mais notadamente do vals peruano. O termo criollo refere-se ao filho de espanhol, às vezes também de qualquer europeu, nascido na América Hispânica.
Escutaremos a seguir duas interpretações de Cecília Barraza. Inicialmente, ela nos apresentará o vals peruano “Siempre te amaré”, de José Escajadillo, e a seguir, a canção “Canterrurias”, de Chabuca Granda, um tema mais identificado com a música afro-peruana.. Ouçamos.
O fumo, certamente, foi, e ainda é, um dos grandes responsáveis pelos males que atingem o ser humano. Há algumas décadas, essa compreensão tem se propagado e o uso do tabaco diminuiu sensivelmente, sobretudo no Brasil. Nos tempos em que fumar era visto apenas como um prazer, e não como a causa de males, belas canções surgiram em toda a América Latina, tendo o tabaco como mote. No programa de hoje, falaremos e ouviremos sobre essas canções.
Ouçamos de Juan Villadomat e Félix Garezo, com Cristina Banegas, “Fumando espero”; de Luiz Bonfá, com Nora Ney, “De cigarro em cigarro” e, de Eliseo Grenet, com o Cuarteto Las D’ainda, “Tabaco verde”.
“Franqueza” é um bolero composto, talvez, em 1956, por Consuelo Velázquez, a autora de “Bésame mucho”. Ela estava casada com Mariano Rivera, há cerca de 15 anos, tinham dois filhos e adorava o marido. Mas, a relação estava em crise; ele tinha um novo amor.
Dalva de Oliveira e Herivelto Martins se conheceram em um cinema mambembe no bairro de São Cristóvão, no Rio em 1935.. Casaram-se em 1937 e tiveram 2 filhos. Mas, o casamento foi se derretendo, inclusive com cenas de violência com consequências que ultrapassavam o lar.
Ouçamos “Franqueza”, de Consuelo Velásquez, com Cecília Touissant e “Franqueza”, de Dora Lopes e Lolita Proença, com Dalva de Oliveira.
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