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O tema de nosso programa de hoje é o CD gravado em 2016 em Cuba, celebrando os 50 anos de existência do grupo Los Fakires, originário da cidade de Santa Clara. Los Fakires, por mais de uma oportunidade, já foram tema do Compasso Latino e hoje voltam de uma maneira diferente, acompanhando a voz de Angela Cervantes, exceto na primeira faixa, apenas instrumental.
Abriremos o programa com “Ojos malignos”, de Juan Pichardo e o encerraremos com “Aquellos ojos verdes”, de Nilo Menendez e Adolfo Utrera.
O programa de hoje é dedicado a um LP, gravado em 1966, com diferentes intérpretes e acompanhantes. Seus 13 temas, música e letra, são da autoria de René Touzet, pianista, diretor de orquestra e compositor, nascido em Havana, em 1916, e falecido em Miami, em 2003.
Abriremos com “Así soy yo”, a canção que dá título ao LP, na interpretação da Orquestra de René Touzet, seguiremos com “Así como tu eres”, na interpretação da Orquestra de Chucho Ferrer, e encerraremos com “Bonita”, na interpretação do conjunto de Mario Armengol, com Touzet ao piano.
Maria Graña, nascida em 1953, é uma destacada intérprete do tango da atualidade. Portenha, Maria começou a estudar canto aos 12 anos e iniciou cedo sua vida profissional, aos 17 anos. Curiosamente sua presença em discos é menor que a que se poderia esperar, tendo em vista o destaque da sua carreira e os prêmios que seus discos obtiveram.
Na audição de hoje ouviremos duas canções do disco “Cualquiera de estas noches”, de 2008.
Ouçamos, com María Graña, de Luis Salinas, Martina Iñiguez e dela, “Un vals” e, de Saul Cosentino e Eladia Blázquez, “Sin tu mitad”.
A barcelonesa Alba Armengou, nascida em 2001, começou a estudar música muito criança, aos 3 anos. Aos cinco, optou pelo trompete como o instrumento de sua preferência. Alba chegaria ao disco aos 16 anos, como solista do grupo de Joan Chamorro. No álbum, ela cantava e tocava trompete. 11 faixas, sete das quais são músicas brasileira, de diferentes épocas e autores. Este álbum é o nosso tema de hoje.
Selecionamos para a audição de hoje suas interpretações de “Prá muchucar meu coração”, de Ary Barroso, de 1943, e “Diz que fui por aí”, de Zé Keti, de 1964. Ouçamos.
Não há como falar das mulheres da América Latina pioneiras na composição de canções sem mencionar a peruana María Isabel Gandra, conhecida como Chabuca Gandra. Ela é o mais destacado nome dos compositores peruanos e sua obra tem reconhecimento internacional não alcançado por outro compatriota.
Escutaremos a seguir, de Chabuca Gandra, com a espanhola María Dolores Pradera, “Fina estampa”, gravação de 2012; com a argentina Lígia Piro, “Las flores buenas de javier”, gravação de 2011, e, com a própria Chabuca “María Landó”, da época de sua criação.
Curiosa a história da presença de compositoras na canção popular argentina. Em toda a primeira metade do século XX, ela foi rara e pontual. Três nomes deixaram uma marca a se considerar. A pianista uruguaia, Rosita Melo e as cantoras argentinas Azucena Maizani e Mercedes Simone.
Ouçamo-as nas canções do programa de hoje começando com Rosita Melo, interpretada por Adriana Varela, “Desde el alma”, posteriormente com Azucena Maizani, na voz de Cristina Banegas, “Pero yo sé”, e, finalmente Mercedes Simone, com Maria Volonté, “Cantando”.
María Teresa Vera, nascida em 1895 e falecida em 1965, cantora e compositora, foi a precursora feminina na arte de criar canções em Cuba. Ainda que sua obra autoral tenha sido pequena e seu impacto no exterior resumase a poucas canções, ela foi a pioneira. Seu destaque como cantora supera em muito ao de compositora.
Ouçamos as canções de hoje de María Teresa Vera e Guilhermina Aramburu, com Burçin Cingoz, “Veinte años” e, com Martírio, “Por qué me siento triste?”
María Grever compôs praticamente toda a sua obra nos EUA, mas não há dúvida: a música de María Grever é mexicana e ela foi a precursora das mexicanas nesse afazer. Ouçamos suas canções do programa de hoje, que são: “Te quiero, dijíste”, com Nana Caymmi, e, “Cuando vuelva a tu lado”, com Natalie Cole.
Vamos dedicar alguns programas a compositoras que foram pioneiras na canção popular na Latinoamérica. Selecionamos uma compositora para cada país contemplado, considerando a qualidade, quantidade e permanência de sua obra. Abrimos a série com o Brasil e com Chiquinha Gonzaga,
Ouçamos, com Olívia Hime, de Chiquinha Gonzaga e Hermínio Bello, “Atraente” e, com Lysia Conde, de Chiquinha Gozaga e Machado Careca, “Corta Jaca”.
Gumersindo Garay, nascido em 1867 e falecido em 1968, conhecido como Sindo, foi um dos primeiros criadores do bolero. É muito provável que ele tenha começado a criar boleros já no século XIX, ainda que esses seus primeiros boleros não tenham sobrevivido.
Suas primeiras canções que sobreviveram ao tempo são do início do século XX, em que se destacam “La tarde”, de 1907, e “Perla Marina”, de 1912.
Canções que ouviremos em gravações do século XXI, na interpretação da consagrada cantora catalã Sílvia Perez Cruz e da cubana Miriam Ramos, de 2019, respectivamente.
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