Confluências, o bate-papo da ocareté

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Confluências, o bate-papo da ocareté episodes

  • #19. Papo Ocaretense (A APIB Comete Crime de Lesa Pátria?)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo sobre as acusações feitas à APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e à Sônia Guajajara, e sobre as responsabilidades e omissões do governo brasileiro. Com Henry Mähler-Nakashima, Emanuel Fonseca, Luciano Alvarenga e Alex Vieira.


    1º Bloco - O que é Crime de "Lesa Pátria", a APIB o comete?

    2º Bloco - Responsabilidades e Omissões do Governo Brasileiro;

    3º Bloco - Considerações Finais.


    Recentemente, o General Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, se pronunciou pelo twitter sobre a APIB, que é a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. De acordo com o ministro, os objetivos da APIB são “publicar fake news contra o Brasil, imputar crimes ambientais ao Presidente da República; e apoiar campanhas internacionais de boicote a produtos brasileiros”. Disse ainda que a APIB se associa a pessoas “que trabalham 24h por dia para manchar a nossa imagem no exterior”. Aqui, fica a dúvida se essa “nossa imagem” é a dos brasileiros ou a do governo.

    Bom, não sabemos quanto a vocês, mas nós, como brasileiros, não sentimos nossa imagem manchada pelas ações da APIB.

    Enfim. Após essas acusações, o General Heleno disse que a APIB comete o crime de lesa-pátria, apontando como responsável a Sônia Guajajara, sobrando até mesmo para o ator Leonardo DiCaprio.


    Ouça a conversa no episódio #19 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    1 hr 6 min
  • #18. Papo Ocaretense (Mudanças Climáticas e Povos Indígenas)

    Nesse episódio fizemos Um bate papo sobre como as mudanças climáticas afetam os povos indígenas. Com Henry Mähler-Nakashima, Emanuel Fonseca, Taily Terena e Alex Vieira.


    1º Bloco - O que são e o que Provocam as Mudanças Climáticas;

    2º Bloco - Como os Povos Indígenas Serão Afetados;

    3º Bloco - Considerações Finais.


    Você tem a impressão de que a cada ano os dias ficam mais quentes? Pois, saiba que isso não é só impressão: de acordo com o IPCC, que é o Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas da ONU, medições feitas desde 1850 apontam que as duas últimas décadas foram, sucessivamente, as mais quentes do planeta.

    Mas essas mudanças no clima terrestre tem como consequências mais do que o aumento do calor.

    As mudanças climáticas aumentam a frequência de temperaturas extremas, ou seja, além de mais calor, também há mais frio. Elas também alteram os regimes de chuvas do planeta. Enquanto algumas regiões têm excesso de chuva, outras sofrem com secas severas.

    Para o século que estamos vivendo agora, o século XXI, há previsões de alagamentos de regiões costeiras e uma grande perda na biodiversidade ao redor do mundo.

    Então, não é a toa que, apesar de existirem aqueles que negam esse fato, as mudanças climáticas têm despertado tanta preocupação.

    Mas esse problema não afeta todos de forma igual: os grupos que menos contribuem, os que menos provocam as mudanças climáticas, serão justamente os mais afetados. Entre esses grupos estão os povos indígenas.


    Ouça a conversa no episódio #18 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    1 hr 5 min
  • #17. Papo Ocaretense (Por que Decolonizar?)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo sobre os motivos de os ocaretenses terem um posicionamento decolonial. Com Henry Mähler-Nakashima, Fernanda Santos, Luciano Alvarenga, Emanuel Fonseca, Taily Terena, Raquel Kubeo, Liana Lima e Alex Vieira.


    Ouça a conversa no episódio #17 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    50 min
  • #16. Com Graciela Chamorro e Giba Vieira (Missionários e Povos Indígenas)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Graciela Chamorro e Gilberto Vieira (Giba) sobre quem são os missionários e suas relações com os povos indígenas. Com Henry Mähler-Nakashima, Liana Lima e Alex Vieira.


     1º Bloco - Quem são os Missionários?

    2º Bloco - Ações dos Missionários Junto aos Povos Indígenas;

    3º Bloco - Considerações Finais


    No início de 2020, o governo brasileiro nomeou Ricardo Lopes Dias para assumir a Coordenadoria Geral de Índios Isolados e Recém Contatados (CGIIRC) da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), provocando fortes críticas de organizações indígenas e indigenistas, de pesquisadores, dos próprios servidores da FUNAI e da Defensoria Pública da União. O motivo: Dias é pastor evangélico e ex-missionário.

    Aquele que acompanha minimamente a situação dos povos indígenas do Brasil compreende instantaneamente a gravidade de se nomear um religioso, especificamente de uma vertente cristã protestante, para um cargo de tão sensível tema. Não por serem as religiões um elemento necessariamente negativo, mas porque alguns grupos protestantes têm demonstrado no Brasil que sua fé está acima de qualquer outra fé e de qualquer política pública, no nível da intolerância, a despeito de o Brasil, em tese, ser um país laico.

    Sobre os missionários, dois pontos são importantes: seu esforço proselitista, exercido no afã de converter os indígenas sob a justificativa de que suas almas devem ser salvas, e a forma como sempre estiveram associados ao poder vigente, seja no Brasil Colônia e Império, seja no Brasil já constituído como república. Mas aqui, é preciso atenção ao entendimento sobre a ideia de “missionário”. O uso desse termo associado aos povos originários pode levar a crer que se trata de um grupo único e uniforme. Grosso modo, tratam-se todos de missionários cristãos, mas as similaridades findam aí.

    Neste episódio falamos sobre esse tema tão complexo. E para nos ajudar, temos a presença de duas pessoas super gabaritadas no assunto, a professora Graciela Chamorro e o Gilberto Vieira.


    Ouça a conversa no episódio #16 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    1 hr 37 min
  • #15. Papo Ocaretense (Democracia e Direitos Humanos)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo entre os ocaretenses Henry Mähler-Nakashima, Fernanda Santos, Luciano Alvarenga e Emanuel Fonseca sobre Democracia e Direitos Humanos.


     1º Bloco - O que é Democracia?

    2º Bloco - Direitos Humanos e sua Relação com Democracia;

    3º Bloco - Considerações Finais


    Especialmente nos últimos anos, tem se espalhado por aí uma série de comentários com grande teor racista, preconceituoso, ofensivo, abusivo.

    Com a internet cada vez mais presente em nossas vidas, essas atitudes têm aumentado. E sempre que um caso desses ganha uma proporção maior, é comum se utilizar o argumento de que tudo não passava de uma brincadeira.

    Mas é muito frequente essas pessoas dizerem que, por estarmos em uma democracia, elas têm o direito de expressar o que elas imaginam ser uma opinião. Também é comum ouvirmos expressões como "direitos humanos para humanos direitos" ou frases como "as minorias devem se submeter à maioria".

    Em parte, isso acontece porque é possível que essas pessoas tenham uma ideia muito errada sobre o que é Democracia e Direitos Humanos.

    Então, pra tentar esclarecer um pouco, neste episódio discutimos sobre Democracia e Direitos Humanos, e a relação entre essas duas noções.

    Ouça a conversa no episódio #15 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    1 hr 7 min
  • #14. Com Jorge Lúzio (Arte e Descolonização nas Relações Sul-Sul)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Jorge Lúzio sobre os impactos das colonialidades na arte e no meio ambiente. Com a participação dos ocaretenses Henry Mähler-Nakashima, Raquel Kubeo, Luciano Alvarenga, Emanuel Fonseca e Alex Vieira.


    1º Bloco - Descolonização da Imagem como Ideia de Arte;

    2º Bloco - Como a Colonização da Arte Impacta o Meio Ambiente;

    3º Bloco - Considerações Finais.


    A expansão marítima de Portugal, que resultou nas rotas oceânicas para os continentes africano e asiático, e nas invasões à terra chamada de Brasil, produziu um grande fluxo comercial que fez parte do império colonial português.

    Isso acabou criando um intercâmbio mercantil e cultural, entre o os oceanos Atlântico e Índico, por meio do trânsito dos navegadores, missionários e mercadorias. Isso promoveu uma profunda interação entre o que chamamos de Ocidente e Oriente e foi determinante para o estabelecimento estético e artístico na iconografia da arte brasileira, refletindo muito na nossa arte colonial.

    Nesse episódio desconstruímos esse processo. Falamos sobre Arte e Descolonização nas relações sul-sul. Ficou confuso? Não se preocupe.


    Ouça a conversa no episódio #14 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    1 hr 16 min
  • #13. Com Du Evangelista (Patrimonialização Histórico-Cultural)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Du Evangelista sobre a patrimonialização histórico-cultural no Brasil a partir da cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Com a participação dos ocaretenses Henry Mähler-Nakashima, Liana Lima, Luciano Alvarenga, Emanuel Fonseca e Alex Vieira.


    1º Bloco - Como foi Conduzida a Patrimonialização de Ouro Preto;

    2º Bloco - A Importância dos Africanos, Povos Originários e seus Descendentes na Construção de Ouro Preto;

    3º Bloco - Novos Olhares Sobre o Patrimônio de Ouro Preto e Outras Cidades e Paisagens Brasileiras.


    Você já foi a Ouro Preto, em Minas Gerais?

    Você sabia que o Centro Histórico de Ouro Preto recebeu da Unesco o título de patrimônio cultural da humanidade em 1980?

    O título resultou, principalmente, do conjunto arquitetônico da cidade e da importância histórica dela para o Brasil. No século XVIII, Ouro Preto, que ainda se chamava Vila Rica, era a capital de Minas Gerais e recebeu de Dom Pedro I o título de “Cidade Imperial”. Durante o Ciclo do Ouro, sua população aumentou significativamente devido ao grande número de exploradores em busca de riquezas e ao deslocamento forçado de africanos escravizados.

    Palco da Inconfidência Mineira, Ouro Preto estimula estudos e recebe milhares de turistas do Brasil e do exterior. Seu conjunto arquitetônico merece destaque. São mais de vinte igrejas, as mais célebres com contribuições de Antônio Francisco Lisboa, que todos nós conhecemos como Aleijadinho.

    A arte barroca está presente em muitas partes da cidade e impressiona estudiosos e viajantes de todo o mundo. Todavia, o patrimônio de Ouro Preto não se resume à beleza e à originalidade do casario e do Centro Histórico da cidade. Um olhar decolonial nos convida a ver a paisagem ouro-pretana de outra perspectiva, reconhecendo nela os testemunhos e a importância fundadora dos povos africanos e habitantes originários daquelas terras.

    Neste programa conversamos um pouco sobre a necessidade de uma perspectiva decolonial sobre o processo de patrimonialização de Ouro Preto e, a partir daí, tendo esta cidade como mote, sobre a patrimonialização de outras paisagens no Brasil.


    Ouça a conversa no episódio #13 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    1 hr 27 min
  • #12. Com Eliane Potiguara e Trudruá Dorrico (Literatura Indígena: Identidade e Ativismo)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Eliane Potiguara e Julie Dorrico sobre o que é Literatura Indígena e sua relação com identidade, oralidade e ativismo. Com a participação dos ocaretenses Henry Mähler-Nakashima, Raquel Kubeo, Taily Terena, Emanuel Fonseca e Alex Vieira.


    1º Bloco - O que é Literatura Indígena?

    2º Bloco - Oralidade e Literatura Indígena;

    3º Bloco - Literatura Indígena e Ativismo.


    Quando você pensa em literatura e povos indígenas, muito provavelmente se lembra do movimento romântico lá do século XIX. Afinal, somos  praticamente obrigados a conhecer autores como José de Alencar, que escreveu a trilogia O Guarani (1857), Iracema (1865) e Ubirajara (1874), e Gonçalves Dias, que publicou os famosos poemas Os Timbiras e Y-Juca-Pyrama.

    Em grande parte, esse período da história brasileira foi responsável por criar e cristalizar a figura do “bom selvagem”, que basicamente é aquele indígena que se volta contra as próprias tradições para defender bravamente os valores dos brancos.

    Mas ainda bem que os tempos mudam!

    Tem surgido cada vez mais escritores indígenas, autores de suas próprias histórias, ocupando o papel do narrador que antes era sempre do não-indígena.

    Ailton Krenak, Graça Graúna, Auritha Tabajara, Daniel Munduruku, Kaká Werá, Aline Pachamama, Olívio Jekupé, Chirley Pankará, Márcia Kambeba, são apenas alguns dos muitos autores que estão registrando suas narrativas.

    E para falar sobre o tema, temos a grande honra de contar com a presença de Julie Dorrico e da Eliane Potiguara, umas das pioneiras da literatura indígena.


    Ouça a conversa no episódio #12 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    1 hr 32 min
  • #11. Com Anápuàka Tupinambá (Comunicação e Etnomídia Indígena)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Anápuàka Tupinambá sobre como a etnomídia indígena é importante para comunicação, representatividade, decolonização e ativismo. Com a participação dos ocaretenses Henry Mähler-Nakashima, Raquel Kubeo, Taily Terena, Emanuel Fonseca e Alex Vieira.


    1º Bloco - Comunicação e Etnomídia Indígena;

    2º Bloco - Comunicação e Ativismo Digital;

    3º Bloco - Comunicação e Música.


    Por vivermos em uma sociedade estruturada em valores ocidentais, quando pensamos em mídia e comunicação, o que nos vêm à mente são veículos de grande alcance. Mas você sabia que também existe comunicação e etnomídia indígena?

    Pois, é. Para falar um pouco sobre isso, está conosco uma pessoa que entende muito sobre o assunto, o Anapuaka Tupinambá.


    Ouça a conversa no episódio #11 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    1 hr 19 min
  • #10. Com Enoc Merino Santi (Sexualidades Colonizadas)

    Neste episódio fizemos um bate-papo com Enoc Merino Santi sobre o impacto das colonialidades nas sexualidades. Com a participação dos ocaretenses Henry Mähler-Nakashima, Helena Burgos, Raquel Kubeo, Emanuel Fonseca e Alex Vieira.


    1º Bloco - Colonização da Sexualidade;

    2º Bloco - Impactos da Estrutura Colonialista;

    3º Bloco - Avanços e Expectativas.


    Quando falamos em colonialidades, é preciso entender que elas estão atuando em todas as esferas da sociedade. E quando falo todas, quero dizer literalmente todas. Logo, isso inclui também a sexualidade.

    Ao ficar estabelecida a verdade eurocêntrica/ocidental e sua perspectiva dualista muito fundamentada nos dogmas cristãos, ficou também estabelecida a hétero normatividade como a única possibilidade sexual. Isso implicou e implica em exclusões sociais, perseguições, agressões, assassinatos, as mais variadas violências, às pessoas que não se encaixam nesse sistema colonialista.

    Esse é um tema tão complexo e abrangente que não seria possível abordar em sua totalidade aqui, já que cada cultura do mundo não-ocidental tem suas próprias concepções sobre o assunto.

    Então, optamos por debater sobre esse processo colonizador e convidamos uma pessoa para trazer outra perspectiva sobre o assunto, o Enoc Merino Santi.


    Ouça a conversa no episódio #10 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


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    58 min

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