Confluências, o bate-papo da ocareté

Confluências, o bate-papo da ocareté

By OcaretéEducation
Download on the App Store

Confluências, o bate-papo da ocareté episodes

  • #39. Com Joyce Mendez (O que é Ecocídio?)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Joyce Mendez sobre o termo ecocídio, as dificuldades para incluí-lo nos sistemas legais e as possibilidades de articulações locais para incorporá-lo a nível nacional.


    1º e 2º Blocos - Definições de Ecocídio e Dificuldades de Aceitação Como Crime e as Possibilidades Para Incorporá-lo a Nível Nacional;

    3º Bloco - Considerações Finais.


    O ser humano sempre tirou da natureza tudo o que ele precisa para viver, seja sua alimentação ou matéria-prima para a construção de algum produto.

     Mas a partir da revolução industrial, começou-se a mudar radicalmente os meios de produção, o modo de vida e, claro, a forma como se explora a natureza. Para satisfazer o consumismo e alimentar a ideia de modernidade e progresso, os impactos ambientais passaram a crescer cada vez mais.

    Oceanos repletos de plástico, florestas sendo derrubadas, animais sendo extintos, o ar e rios poluídos, enfim, estamos destruindo tudo o que precisamos para viver.

    Alguns países localizados em ilhas no Oceano Pacífico, temendo a subida do nível do mar devido às mudanças climáticas, começaram a pressionar o Tribunal Penal Internacional, que julga crimes contra a humanidade para que se considere o ecocídio entre os delitos alvo de processos.

    Agora, governos europeus como o belga, o francês e os escandinavos passaram a apoiar essa iniciativa e a meta é que em 2021, finalmente, o tema entre na agenda. 

    E pra falar sobre esse assunto, pedimos ajuda para Joyce Mendez, que participou também do episódio #36 Colonialidades no Ativismo Pelo Clima.


    Ouça a conversa no episódio #39 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Instagram da Joyce Mendez : https://www.instagram.com/multiculturalsustainable/


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0

    1 hr 14 min
  • #38. Papo Ocaretense (O que é Tokenismo?)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo sobre Tokenismo, Representatividade e Racismo.

    “A noção de que a integração por meio de tokens vai satisfazer as pessoas é uma ilusão. O negro de hoje tem uma noção nova de quem é”.

    Em um livro chamado Por que não podemos esperar, lançado em 1964, ele analisa a história dos Direitos Civis até chegar às marchas públicas que ocuparam as ruas na década de 1960, e dedica atenção a esse termo, “token”.

    De todo modo, desde então, tem-se utilizado a expressão “tokenismo” para se referir a uma prática de incluir as minorias apenas para passar uma imagem progressista ou de defesa da igualdade. 

    Nesse episódio conversamos sobre esse termo e como ele se manifesta na sociedade.


    Ouça a conversa no episódio #38 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0

    1 hr 22 min
  • #37. Com Tatiana Dias Gomes (O que é Racismo Fundiário?)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Tatiana Dias Gomes sobre os desdobramentos do racismo na distribuição de terras no Brasil.


    1º Bloco - O que é Racismo Fundiário?

    2º Bloco - Quais são os desdobramentos do Racismo Fundiário?

    3º Bloco - Considerações Finais.


    Em 9 de julho de 1970, foi criado o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, mais conhecido como INCRA. De acordo com o site oficial dessa autarquia, sua missão é “executar a reforma agrária e realizar o ordenamento fundiário nacional”, além buscar ser “referência internacional de soluções de inclusão social”.

    Sem dúvida nenhuma, um dos grandes problemas do Brasil é justamente a terra. Ou melhor dizendo, a forma como ela foi distribuída e como hoje ela é ocupada.

    Isso porque no decorrer da história a distribuição de terras e sua ocupação foram feitas de forma arbitrária tanto pela coroa portuguesa quanto pelo Estado brasileiro.

    Desde as capitanias hereditárias, passando pelas inúmeras invasões e roubos de terras indígenas, até a distribuição de terras por parte de governos estaduais. Por trás de tudo isso está o que pode ser chamado de racismo fundiário.

    Se você nunca ouviu falar, não se preocupe, esse é o assunto desse episódio. E para nos ajudar, está conosco a Tatiana Dias Gomes.


    Ouça a conversa no episódio #37 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Instagram da Tatiana Dias Gomes: https://www.instagram.com/diasgomestatiana/


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0

    1 hr 23 min
  • #36. Com Joyce Mendez (Colonialidades no Ativismo Pelo Clima)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Joyce Mendez sobre colonialidades e racismos no ativismo pelo clima.


    1º Bloco - A Atuação dos jovens não-brancos e racismos no ativismo pelo clima;

    2º Bloco - Como decolonizar esses espaços?

    3º Bloco - Considerações Finais.


    Muito tem se falado sobre a importância de se preservar o meio ambiente. Mas isso não é algo recente. Já em 1972, na Suécia, aconteceu o primeiro grande evento voltado ao tema, a Conferência de Estocolmo. Vinte anos depois, no Rio de Janeiro, foi realizado um evento muito maior, a Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecido como Eco-92, de onde saíram convenções sobre biodiversidade e mudanças climáticas. Da Eco-92 também saiu a Agenda 21, um acordo entre 179 países voltado ao desenvolvimento sustentável. Alguns anos depois, em 1997, o aprofundamento da Convenção sobre Mudanças Climáticas levou ao surgimento do Protocolo de Kyoto, para a redução da emissão de gases que agravam o efeito estufa.

    Com o tempo, parece que os países começaram a se dedicar menos a esses temas, mas entre os jovens a preocupação aumentou. Em 2018, as ações da Greta Thunberg, então com apenas 15 anos, começaram a ganhar visibilidade no mundo todo.

    Além dela, diversos outros jovens têm surgido e se posicionado nessa luta, como a Autumn Peltier, uma indígena da Nação Wikwemikong do Canadá, a Hamangaí Pataxó, indígena Pataxó do Brasil, a Xiye Bastida, mexicana com ascendência indígena Otomi, Tolteca e Azteca, o Tahsin Uddin, de Bangladesh, a Mitzi Tan, da Indonésia, o Nkosilathi Nyathi, do Zimbábue, a Vanessa Nakate, de Uganda, entre muitos outros. 

    Já ouviu falar neles?

    Pois, é. Conforme a mídia internacional começou a dar espaço e destaque à atuação de Greta, começou-se a perceber que uns ganham mais atenção do que outros. 

    Por exemplo, em 2020, no Fórum Mundial de Davos, que acontece regularmente na Suíça, 5 jovens se reuniram para tirar uma foto. Estavam lá: Greta Thunberg e Isabelle Axelsson, da Suécia, Luisa Neubauer, da Alemanha, Loukina Tille, da Suíça, e a Vanessa Nakate, de Uganda. Na ocasião, agências como a Associated Press “cortaram” Vanessa Nakate, a única negra, a única que não era europeia, branca e loira, da foto.

    É claro que a luta pelo clima e pelo meio ambiente não é algo restrito aos “brancos”. Mas como podemos notar, paralelamente, é preciso também lutar contra o racismo.

    Nesse episódio conversamos com a Joyce Mendez, que também é uma desses tantos jovens que vêm lutando pelo meio ambiente.


    Ouça a conversa no episódio #36 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Instagram da Joyce Mendez : https://www.instagram.com/multiculturalsustainable/


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0

    1 hr 15 min
  • #35. Com Patrícia Ferreira Pará Yxapy ("Cinema Indígena")

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Patrícia Ferreira Pará Yxapy sobre o conceito de "Cinema Indígena", representatividade indígena na produção audiovisual e sobre as obras da convidada.


    1º Bloco - O Conceito de "Cinema Indígena" e Representatividade Indígena na Produção Audiovisual;

    2º Bloco - Entrevista com a Patrícia Ferreira Pará Yxapy;

    3º Bloco - Considerações Finais.


    Na década de 1980, dentro das atividades do Centro de Trabalho Indigenista, foi realizado um projeto de produção audiovisual por Vincent Carelli com os Nambiquara. Desde então, esse projeto cresceu e se tornou uma ferramenta de apoio às lutas dos povos indígenas para “fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais”. Esse famoso projeto, que agora já se tornou uma ONG independente, é o Vídeo nas Aldeias, e ao longo dos anos vem contribuindo na formação de cineastas de diversas etnias. Seu acervo já contém mais de 70 filmes, sendo vários deles premiados nacionalmente e internacionalmente.

    Hoje, há inúmeros cineastas indígenas espalhados pelo país que, mesmo sem o Vídeo nas Aldeias, conseguem desenvolver seus trabalhos. E havendo acesso à informação e à formação técnica, é inevitável que surjam cada vez mais.

    Entre aqueles que se formaram no Vídeo das Aldeias também é inevitável que acabem criando outros projetos, fortalecendo e ajudando a crescer a linguagem audiovisual entre os povos indígenas.


    Ouça a conversa no episódio #34 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Instagram da Patrícia Ferreira Pará Yxapy: https://www.instagram.com/yxa_py/


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0

    1 hr 9 min
  • #34. Com Maial Paiakan (Saúde Indígena)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Maial Paiakan sobre como funciona o sistema público de saúde indígena, a pandemia, vacinação, colonialidades e racismos.


    1º Bloco: SESAI, Vacinação e Outros Assuntos Relacionados;

    2º Bloco: O Conhecimento Medicinal Tradicional é Considerado nas Políticas Públicas?

    3º Bloco: Considerações Finais.


    No passado, quando os europeus chegaram a essa terra que, apesar de já ser habitada por diversos povos, foi batizada de América, além de terem trazido todas as práticas que provocaram conscientemente a morte de inúmeros indígenas, trouxeram também agentes invisíveis que acabaram dizimando populações inteiras: as doenças.

    Recentemente, já no Brasil República, sendo inevitável aceitar as especificidades que envolvem os povos indígenas, o Estado brasileiro começou a criar órgãos voltados para tratar de sua saúde. Por exemplo, na década de 1950, para prestar assistência médica a populações mais afastadas, Juscelino Kubitschek criou o Serviço de Unidades Sanitárias Aéreas, ligado ao Serviço Nacional de Tuberculose que, apesar do nome, também realizava trabalhos como vacinação, serviços odontológicos, etc. 

    Durante um tempo, a chamada saúde indígena ficou sob responsabilidade da FUNAI e da FUNASA, a Fundação Nacional da Saúde. Mas em 1999, a Lei nº 9.836 criou o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e transferiu ao Ministério da Saúde a incumbência de tratar do assunto. Mais tarde, nessa mesma pasta, foi criada a Secretaria Especial de Saúde Indígena, a SESAI, que ainda é responsável pelo assunto.

    Devido à pandemia, a saúde indígena tem ganhado as manchetes do país e conversamos sobre assuntos relacionados a saúde indígena com Maial Paiakan.


    Ouça a conversa no episódio #34 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Redes Sociais da Maial Paiakan:

    Instagram: https://www.instagram.com/maialpaiakan

    Facebook: https://www.facebook.com/maial.paiakan


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0


    1 hr 22 min
  • #33. Papo Ocaretense (O que é o Antropoceno?)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo entre os ocaretenses Henry Mähler-Nakashima, Emanuel Lima, Luciano Alvarenga e Alex Vieira sobre o conceito de Antropoceno.

    Todos nós estamos familiarizados à forma como se convencionou dividir a história da humanidade. Aprendemos desde a infância que antes da história havia a pré-história. E na história, há a história antiga, a história medieval, a história moderna e a história contemporânea.

    Aprendemos ainda que existem outras classificações que indicam uma forma de pensamento. Por exemplo: para o heliocentrismo, o sol era o centro do universo; no teocentrismo, Deus; para o geocentrismo, o planeta Terra; e a concepção que coloca o ser humano no centro de tudo, é o antropocentrismo.

    Mas como a Terra já existia muito tempo antes dos seres humanos, criou-se também uma divisão na história para o planeta, que chamamos de eras geológicas.

    Mais recentemente, um químico chamado Paul Crutzen, ganhador do Prêmio Nobel de Química de 1995, popularizou o termo que já havia sido proposto pelo biólogo Eugene F. Stoermer, um novo período nessas classificações: o Antropoceno. Ou seja, a Era dos Humanos.

    Será que essa classificação faz sentido?

    É sobre isso que falamos nesse episódio


    Ouça a conversa no episódio #33 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0

    55 min
  • #32. Papo Ocaretense (Estrutura Acadêmica e Colonialidades)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo entre os ocaretenses Henry Mähler-Nakashima, Raquel Kubeo, Taily Terena e Alex Vieira sobre Estrutura Acadêmica e Colonialidades.


    A estrutura acadêmica é uma dor de cabeça para muita gente.

    A maioria das pessoas deseja fazer uma faculdade, se especializar, fazer mestrado, doutorado, mas depois que entra se depara com o rigor, a metodologia, as cobranças, a produção,  etc...

    Às vezes, parecem exageros. Às vezes, parecem coisas de orientador chato. Mas afinal, quanto tudo isso reflete a forma colonizadora de se construir o conhecimento e quanto tudo isso é necessário para essa forma de entender ciência existir?

    E mais, será que para ser ciência, tem que ser como é?

    Nesse episódio discutimos tudo isso a partir de nossas próprias experiências.


    Ouça a conversa no episódio #32 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0

    1 hr 11 min
  • #31. Com Felipe Rinaldi de Campos (Fake News)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Felipe Rinaldi de Campos sobre como funcionam as Fake News e as suas consequências sociais e políticas. Com Henry Mähler-Nakashima, Emanuel Fonseca e Alex Vieira.


    1º Bloco – Atuação das Fake News na Atualidade?

    2º Bloco – As Relações Entre as Fake News e os Discursos de Ódio?

    3º Bloco – Considerações Finais.


    Temos certeza que você conhece o termo Fake News que em português significa notícia falsa. Especialmente após o ano de 2016 quando ocorreu a corrida presidencial nos EUA e os candidatos de Donald Trump espalharam notícias falsas sobre a candidata Hillary Clinton.

    Entretanto boatos e notícias falsas sempre existiram, basta lembrarmos da célebre frase "uma notícia repetida mil vezes torna-se verdade" atribuída a Joseph Goebbels, o ministro da propaganda da Alemanha nazista.

    Atualmente com o poder de alcance da internet que espalha notícias em tempo real, qualquer mentira é repetida muito mais do que mil vezes em muito pouco tempo. Como consequência pessoas inocentes são linchadas, discursos homofóbicos, xenofóbicos, racistas e a intolerância religiosa ganham forças, e casos de violência ganham legitimidade. Exemplos não faltam. Como se pode ver é um assunto muito sério e complexo.

    Para conversar sobre assunto esteve conosco o amigo Felipe Rinaldi de Campos.


    Ouça a conversa no episódio #31 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Redes Sociais da Felipe Rinaldi de Campos:

    Instagram: https://www.instagram.com/felipe.rinaldi.campos/

    Facebook: https://www.facebook.com/felipe.rinaldi.campos


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0

    1 hr 18 min
  • #30. Com Yvoty Rendyju Fabiane Medina (Existe Feminismo Indígena?)

    Nesse episódio fizemos um bate-papo com Yvoty Rendyju (Fabiane Medina) sobre a relação das mulheres indígenas com o feminismo. Com Henry Mähler-Nakashima, Raquel Kubeo, Taily Terena, Liana Lima e Alex Vieira.


    1º Bloco - Existe Feminsmo Indígena? 

    2º Bloco - Se Existe, quais são as Implicações Sociais?

    3º Bloco - Considerações Finais.


    Em 1949, foi lançado o livro “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, em que ela discute como a figura da mulher é sempre socialmente construída a partir do homem. A partir de perspectivas, como a literária, a psicanalítica, a biológica, a histórica, a antropológica, entre outras, ela demonstra como cada uma dessas perspectivas não define a mulher, mas a coloca como a alteridade, como “o outro” diante do homem.

    A partir da década de 1960, começaram a surgir mais autoras questionando a forma como a mulher é posta na sociedade e o movimento feminista ganhou mais força, se  espalhando por diversos países.

    Porém, pode-se dizer que, muito desse feminismo partia de um entendimento ocidental das relações sociais, consequentemente, excludente. Em outras palavras, era um feminismo de mulheres brancas.

    Isso começou a mudar quando autoras como Angela Davis ganharam notoriedade e incluíram o racismo nesses debates. Desde então, o número de autoras negras cresceu muito chegando à forma de pensamento do mulherismo africana.

    Em Abya Yala, também conhecida como América Latina, tem surgido mulheres como Julieta Paredes, uma mulher aymará da Bolívia, que está inserida em um movimento chamado feminismo comunitário.

    E no Brasil? 

    Algumas mulheres indígenas sempre estiveram na luta, como a Eliane Potiguara. Mas será que existe feminismo indígena?

    Nesse episódio conversamos sobre esse assunto com a Yvoty Rendyju (Fabiane Medina).


    Ouça a conversa no episódio #30 do decoloniza! O podcast da Ocareté.


    Redes Sociais da Yvoty Rendyju (Fabiane Medina):

    Instagram: https://www.instagram.com/yvoty_medina/

    Facebook: https://www.facebook.com/fabiane.medina.56


    Acompanhe a Ocareté:

    Instagram: https://www.instagram.com/coletivo.ocarete/

    Facebook: https://www.facebook.com/ocarete/

    Website: https://ocarete.org.br/


    Trilha: Oslodum por Gilberto Gil (Wired Magazine) / Creative Commons - Sampling Plus License 1.0

    1 hr 39 min

About Confluências, o bate-papo da ocareté

From the publisher's feed

Recebemos convidados especiais para batermos um papo sobre povos indígenas e comunidades tradicionais, culturas, racismos, meio ambiente e muito mais.