Conrado Vieira Podcast

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  • #24 O que significa Food Safety?
    A cultura de segurança alimentar de uma empresa é o compartilhamento de valores, normas e crenças que afetam a mentalidade e o comportamento em relação à segurança alimentar em toda a empresa..Você está preparado para trabalhar com a cultura Food Safety? Sabe como gerir um time alinhado com a Cultura Food Safety?.Compartilhe esse material com seus colegas de trabalho.....Entre no nosso grupo do Facebook, on discutimos sobre a cultura Food Safety, um grupo VIP...Solicite o acesso:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdq02HqfjPQ1fQSzqKLpvHVDtvnj9sYTYkb3PITz5Cks_jh_A/viewform?usp=sf_link..Links:Canal no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8A Instagram: @conradovieira - https://www.instagram.com/conradovieira/ LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/conrado-vieira-8804a53a/ TikTok: https://www.tiktok.com/@conradovieira0
    19 min
  • #23 | Escherichia coli, vilã ou não?
    Na indústria de alimentos, um dos grupos de microrganismos mais investigados são os Coliformes Totais, ou chamados apenas de coliformes. Muitos micróbios estão dentro desse grande grupo, mas, a principal finalidade é indicar a condição sanitária do processo produtivo. A presença de coliformes no alimento requer atenção, pois pode indicar que o mesmo, teve contato com fezes. A presença de mais de 100 UFC por mL/gr de coliformes no alimento indica um processo produtivo insatisfatório do ponto de vista higiênico-sanitário. A determinação da presença de coliformes de origem fecal no alimento está mais associada a presença de Escherichia coli. Outras bactérias que também são coliformes, podem ser encontradas no ambiente e podem contaminar importantemente o alimento, mas a E. coli indica diretamente o contato do alimento ou superfície analisada com fezes. Assim, é importante monitorar o ambiente fabril e adotar práticas para erradicar a presença de coliformes. Algumas espécies de coliformes podem inclusive formar biofilmes em superfícies, como em tubulações industriais e apresentar contaminação nos alimentos prontos para o consumo.A E. coli é uma importante bactéria aliada no indicativo das condições higiênico-sanitárias da sua indústria. Morfologicamente a E. coli é uma bactéria de vida livre, em forma de bastonete com fimbrias e flagelos que auxiliam na mobilidade e fixação em superfícies, incluindo tecidos do intestino. Todo animal mamífero, apresenta a E. coli no seu sistema gastrointestinal, assim, ela é eliminada junto com as fezes. Ao observar a E. coli, quer dizer que aquele alimento ou superfície, teve contato com fezes e pode ter muitos outros microrganismos patógenos humanos. Por isso é importante o monitoramento constante. Logo após o nosso nascimento, entramos em contato com muitos microrganismos. Alguns colonizam imediatamente o nosso intestino como a E. coli. Nós convivemos com a E. coli durante toda a nossa vida em uma relação de benefício mútuo. A E. coli raramente causa doenças, com exceção de pessoas imunocomprometidas ou devido a alguma barreira do sistema digestivo estar mais frágil, como em periodontitese. Contudo, algumas cepas mais agressivas podem transpor as nossas células e começar a colonizar dentro delas. Nesse caso, torna-se um patógeno. Algumas espécies bacterianas apresentam pequenas mudanças em seu material genético que trazem vantagens adaptativas para a colonização de ambientes inóspitos. O sistema imunológico de organismos mais complexos, como os animais, representa uma barreira de defesa muito difícil de ser burlada. Para colonizar então os nossos tecidos, a alteração na informação genética, com novas características fez com que algumas variantes de E. coli pudesse colonizar mais o nosso tecido. No caso das STECs, a alteração está relacionada a uma toxina que favorece a adesão da célula microbiana a nossas células. Contudo, esse processo é toxico e acaba matando as nossas células. Do ponto de vista da indústria de alimentos, as E. coli que produzem uma série de toxinas que causam intoxicação alimentar são conhecidas como STEC, pois produzem toxinas, conhecidas como “Toxinas shiga”. Essas E. coli STEC são reportadas em diferentes ambientes e um deles é no organismo de animais. Estudos científicos publicados sobre a prevalência de E. coli STEC em cães e gatos no Brasil indicaram que, enquanto os cachorros apresentaram quase metade das amostras positivas, os gatos não tiveram resultados positivos. Quando ingerirmos algum alimento contaminado com E. coli, potencialmente podemos ter alguns sintomas, principalmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido. Sintomas por infecção por E. coli podem incluir diarreia, infecção urinária e em casos extremos até mesmo a meningite.Fontes:Castro VS, Figueiredo EE de S, Stanford K, McAllister T, Conte-Junior CA. 2019. Shiga-Toxin producing Escherichia coli in Brazil: A systematic review. Microorganisms.Kaper JB, Nataro JP, Mobley HLT. 2004. Pathogenic Escherichia coli. Nature Reviews Microbiology 2:123–140.Martinko, and Jack Parker. Brock Biology of Microorganisms. Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall/Pearson Education, 2018.Robinson R. Dairy Microbiology Handbook: The Microbiology of Milk and Milk Products.; 2002.  Aproveite para se inscrever no canal no YouTube e apoie o canal deixando o Like, me siga no InstagramCanal no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8AInstagram: @conradovieira - https://www.instagram.com/conradovieira/LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/conrado-vieira-8804a53a/  Links do Podcast Apple PodCastshttps://podcasts.apple.com/br/podcast/anim%C3%A1lculos/id1503995322?i=1000472903502 Spotifyhttps://open.spotify.com/show/10vEUi1uZsND0mBMbcUhnB?si=PuvkMXvLQNK1GPnrxHn6IQ Deezerhttps://deezer.com/show/3191172    #Microbiologia #bacterias #microbio #alimentocontaminado #alimento #recalldealimentos #recolhimentodealimentos #microbiologiadealimentos #microalimentos #alimentobacteria #biomedicina #laboratorio #saúde #linkedIn #networking #foodquality #foodsafetyandhygiene #biofilme #biofilmebacteriano #SIF #SIE #SIM #foodsafety #foodsafetybrasil
    9 min
  • #22 | O que significa Food Safety?
    O termo em inglês Food Safety, representa em uma tradução livre “alimento seguro”, contudo, no meio empresarial alimentar, trata-se de uma cultura, onde empresas e pessoas atuam de forma a garantir o alimento produzido e comercializado de forma segura. “A cultura de segurança alimentar de uma empresa é o compartilhamento de valores, normas e crenças que afetam a mentalidade e o comportamento em relação à segurança alimentar em toda a empresa”. Dra. Lone Jesperson Há um crescente no mercado na adoção da cultura de Food Safety, a preocupação com o alimento seguro torna-se cada vez mais presente, e em concordância com o desenvolvimento e aumento da acessibilidade as tecnologias de controle, o mercado encontra-se em pleno desenvolvimento. Food Safety é a integração dentro das estratégias de negócios (Alocação de recursos e prioridades dentro da empresa). Do ponto de vista técnico, empresas com práticas de Food Safety trabalham de forma consciente em todos os seus processos de produção de alimentos, principalmente nos aspectos de higienização e seus controles. O Primeiro passo é a busca da excelência na matéria prima para que assim, seja possível produzir um alimento de alta qualidade e com a segurança que o mercado exige cada vez mais.Principais aspectos da cultura Food Safety: ·       Visão e missão: Estrutura do negócio, valores e propostas, direcionamento da gestão, expectativas e liderançao   Food Safety é a integração dentro das estratégias de negócios (Alocação de recursos e prioridades dentro da empresa)o   Organização da estrutura e alinhamento das expectativas·       Pessoaso   Aprender a organizaro   Incentivos, prêmios e reconhecimento·       Adaptabilidadeo   Mudança de modeloso   Entender as diferenças culturais (por exemplo, estados, negócios)o   Agilidadeo   Mudanças, gestão de crise e solução de problemas·       Consistência·       Padronização do ritmo de trabalho e comunicação dos resultados·       Medição da performance·       Documentação·       Entender os riscoso   Papeis e competência de cada pessoao   Ações em Food Safety para minimizar perdas“A cultura Food Safety ainda incipiente pode comprometer negativamente severamente a empresa, seus produtos, consumidores e marca. Assim empresas que adotam estratégias e planos em Food Safety conseguem se sair melhor e mais rápido frente os estágios da contaminação”. Dra. Lone Jesperson O cuidado com o alimento passa pelo controle da matéria prima, os processos produtivos e a distribuição. Em todos esses pontos o controle da higienização e microbiológicos vai garantir um produto de qualidade. Historicamente esse controle evoluiu a partir da introdução da pasteurização na década de 1930, como uma política pública para diminuir os riscos a saúde humana, associados ao envio de leite de uma cidade para outra, seja entre empresas ou para o consumo final. Com o avanço das investigações sobre surtos relacionados a alimentos contaminados, como causados por Listeria monocytogenes, ou ainda por sorogrupos patogênicas de Escherichia coli, os controles tornaram-se cada vez mais rigorosos exigindo que a indústria se organize a partir de leis, para garantir a segurança alimentar.Aproveite para se inscrever no canal no YouTube e apoie o canal deixando o Like, me siga no InstagramCanal no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8AInstagram: @conradovieira - https://www.instagram.com/conradovieira/LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/conrado-vieira-8804a53a/  Links do Podcast Apple PodCastshttps://podcasts.apple.com/br/podcast/anim%C3%A1lculos/id1503995322?i=1000472903502 Spotifyhttps://open.spotify.com/show/10vEUi1uZsND0mBMbcUhnB?si=PuvkMXvLQNK1GPnrxHn6IQ Deezerhttps://deezer.com/show/3191172    #Microbiologia #bacterias #microbio #alimentocontaminado #alimento #recalldealimentos #recolhimentodealimentos #microbiologiadealimentos #microalimentos #alimentobacteria #biomedicina #laboratorio #saúde #linkedIn #networking #foodquality #foodsafetyandhygiene #biofilme #biofilmebacteriano #SIF #SIE #SIM #foodsafety #foodsafetybrasil
    6 min
  • # 21 | Qual a importância dos selos de inspeção? SIF, SIE e SIM.
    O Serviço de Inspeção Federal (S.I.F.) está vinculado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA). A certificação concedida pelo S.I.F. é responsável por assegurar a qualidade e segurança de produtos de origem animal comestíveis e não comestíveis destinados ao mercado interno e externo, bem como de produtos importados. Atualmente, o SIF tem atuação em mais de 5 mil estabelecimentos brasileiro com mais de 120 mil rótulos cadastrados.Para receber o carimbo do S.I.F., o produto passa por diversas etapas de fiscalização e inspeção, cujas ações são orientadas e coordenadas pelo DIPOA, da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa).De forma prática, quando uma empresa possui o selo S.I.F. em seus produtos, ele está autorizado a comercializar os produtos em todo território brasileiro, além de ser elegível para a exportação, sendo esse o com maior abrangência. Além do selo Federal existem também os selos dos Serviços de Inspeção Estadual (S.I.E.), em que cada estado possui a sua autonomia em conceder ou não o documento as empresas. Nesse caso, os produtos com o S.I.E. podem comercializar os produtos dentro do mesmo estado, mas, sem que possa ultrapassar as suas fronteiras. Existe ainda o Serviço de Inspeção Municipal (S.I.M.) que regula a comercialização no município, sem que os produtos possam ser vendidos para outras cidades.Todos os selos possuem as suas especificidade e hierarquia, quando se tem o selo S.I.F., os selos estaduais (S.I.E.) e municipais (S.I.M.) não são necessários.Durante as inspeções e fiscalizações as indústrias passam por diferentes processos, como controle de documentos, de procedência da matéria prima, ingredientes e produtos utilizados na higienização e controles. Além disso, todos os protocolos são conferidos de forma prática na planta produtiva para garantir que o que está sendo feito pelos colaboradores está alinhado com as instruções de trabalho. As fiscalizações ocorrem de forma recorrente para garantir a segurança alimentar dos consumidores.Quando uma empresa, como um mercado, supermercado, padaria, pizzaria optam por comprar produtos com um dos selos, principalmente o S.I.F. há uma melhor garantia da segurança do alimento que será vendido ou ainda processado. Por outro lado, as empresas que trabalham com marcas sem nenhum dos selos, estão trabalhando com produtos clandestinos que podem levar ao risco a saúde dos consumidores, além do risco de serem multadas por utilizarem produtos não certificados pelos sistemas de inspeção. Assim, sempre compre produtos com selos, para garantir a segurança de seus consumidores.Podemos pensar que estamos economizando ao comprar um produto mais barato, uma vez que cada selo exige um maior investimento na indústria e logo possui um preço maior, na verdade estamos colocando em risco a vida dos consumidores, além do risco de interdição, fechamento ou até falência. Todo esse risco vale pena por uma economia que na verdade pode sair muito caro?Pensando em uma situação hipotética em que uma padaria produz um determinado salgado com um requeijão clandestino, caso o alimento esteja contaminado, há uma grande probabilidade que os consumidores possam passar por intoxicação alimentar. Na melhor das hipóteses, os consumidores podem ter diarreia e vômito e garanto que nunca mais vão voltar ao estabelecimento, além da repercussão na internet e com o seu ciclo social. Multiplique isso por inúmeros clientes e verá como a sua empresa será mencionada no comércio local. Em uma situação mais complexa, pode haver a morte de um ou mais consumidores e a repercussão nem precisa ser aqui descrita.O objetivo dos selos são de proteger a saúde e o bem-estar dos consumidores.Aproveite para se inscrever no canal no YouTube e apoie o canal deixando o Like, me siga no InstagramCanal no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8AInstagram: @conradovieira - https://www.instagram.com/conradovieira/LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/conrado-vieira-8804a53a/
    13 min
  • # 20 | Biofilmes bacterianos na indústria de alimentos
    Pela grande disponibilidade nutricional, a presença de micro-organismos na indústria de alimentos é um desafio diário. Em locais de difícil acesso há sempre o risco da formação de biofilmes microbianos.Link do vídeo no youtube: https://youtu.be/KoNt5Pr7xFgOs biofilmes podem ser formados por microrganismos, mas, na indústria de alimentos os bacterianos são os de maior importância. A capacidade de formar biofilme confere as bactérias a capacidade de colonizar ambientes inóspitos. O combate a biofilmes deve ser constante na indústria de alimentos e a sua detecção é difícil e laborosa.Um importante indício da presença de biofilmes em tubulações é a ocorrência de contaminação intermitente. Quando de tempos em tempos observamos a presença de micro-organismos, resultado do desprendimento de partes do biofilme microbiano.Quando pensamos em um processo de higienização eficiente dentro da indústria de alimentos, temos que garantir não somente o uso coreto dos produtos, mas também os procedimentos. Respeitar o tempo, temperatura, concentração e o uso do produto adequado, garante o controle microbiano de forma eficiente.De forma geral, historicamente, a higienização industrial segue um padrão com o uso de um produto alcalino, um ácido e um sanitizante. Esses produtos são muito importantes e sempre devem fazer parte dos procedimentos internos, mas atualmente outros produtos melhoram esse processo de higienização com o uso de enzimas.Produtos enzimáticos fazem cada vez mais parte das rotinas de higienização e atuam diretamente sobre os biofilmes, digerindo as estruturas microbianas e combatendo a fonte de contaminação. O uso de enzimas associados com a formação de microgotas, melhora a performance dos produtos pois consegue atingir pontos de difícil acesso por produtos comuns, como conexões de tubulações de inox, joelhos, derivações e em outros locais.  Fonte: Pan, Y., Breidt, F., Kathariou, S., 2006. Resistance of Listeria monocytogenes biofilms to sanitizing agents in a simulated food processing environment. Appl. Environ. Microbiol. 72, 7711–7717.Aproveite para se inscrever no canal no YouTube e apoie o canal deixando o Like, me siga no InstagramCanal no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8AInstagram: @conradovieira - https://www.instagram.com/conradovieira/LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/conrado-vieira-8804a53a/
    11 min
  • # 17 | Varíola do macaco (Monkeypox) – uma nova pandemia?
    A varíola humana foi a primeira doença a ser erradicada de forma artificial pela uso de vacina. Acredita-se que a última pessoa a morrer por uma infecção natural por varíola foi um paciente na Somália em 1977. Dez meses depois houve uma morte na Inglaterra, mas a partir de um caso isolado em que o vírus escapou de um laboratório de pesquisa de um laboratório. A erradicação da varíola humana foi possível pois a vacina foi eficiente, altamente difundida por campanhas mundiais da OMS e assim não há mais pessoas como reservatórios.Atualmente, apenas dois locais mantem o vírus da varíola em suas instalações para fins de pesquisa, um nos Estados Unidos, e outro na Rússia. Datas para a destruição desses estoques foram determinadas, mas múltiplas vezes adiados. Embora não haja campanhas de vacinação, alguns grupos como militares, profissionais da saúde em atividades em alguns países.Com o desaparecimento da varíola humana, existe uma preocupação com a varíola símia (monkeypox) que tem sido reportada recentemente na Europa e nos Estados Unidos. Essa doença surgiu primeiramente em zoológicos, entre macacos oriundos da África e do leste da Ásia. Nesses continentes o vírus é endêmico e circula em pequenos animais, principalmente roedores, como ratos. Surtos ocasionais ocorrem em seres humanos vivendo nessas áreas, e um surto envolvendo mais de 50 casos nos Estados Unidos, em 2003, foi atribuído ao contato com cães-da-pradaria adquiridos como animais de estimação. Eles aparentemente foram infectados ao serem mantidos em uma loja de animais onde também havia ratos gigantes de Gâmbia, importados da África ocidental.Os sintomas da varíola símia são muito semelhantes aos da varíola humana e muitos casos foram provavelmente confundidos. A taxa de mortalidade da varíola símia em seres humanos geralmente é de 1 a 10% em adultos, sendo maior ainda entre crianças. No surto dos Estados Unidos não foram relatadas mortes. O Monkeypox virus, como o Variola virus, é um Orthopoxvirus, e a vacinação contra a varíola apresenta um efeito protetor contra o primeiro. O vírus da varíola símia é conhecido por ser transmissível de animais para seres humanos, mas felizmente sua transmissão entre os seres humanos é bastante limitada. A Organização Mundial de Saúde está monitorando surtos recentes para avaliar se a transmissão entre seres humanos está aumentando, mas, pelas características de transmissibilidade do vírus a probabilidade de uma disseminação global como pelo SARS-CoV-2 é praticamente descartada.Fontes:https://www.rfi.fr/fr/podcasts/invité-france/20220520-variole-du-singe-cette-contamination-homme-homme-est-nouvelle-et-atypiquehttps://www.cnnbrasil.com.br/saude/oms-convoca-reuniao-de-emergencia-sobre-variola-dos-macacos/https://www.who.int/news/item/20-05-2022-who-working-closely-with-countries-responding-to-monkeypoxhttps://oantagonista.uol.com.br/brasil/brasileiro-e-1o-infectado-por-variola-dos-macacos-na-alemanha/Aproveite para se inscrever no canal no YouTube e apoie o canal deixando o Like, me siga no InstagramInstagram: @conradovieirahttps://www.instagram.com/conradovieira/Link canal YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8ALinkedIn: https://www.linkedin.com/in/conrado-vieira-8804a53a/
    10 min
  • # 19 | Novo caso de cronobacter em fórmula infantil – Numil milk - Danone
    Depois que o CDC declarou um surto de infecção por Cronobacter em produtos infantis nos Estados Unidos. Os produtos contaminados levaram a morte de bebês, além de uma escassez generalizada de alimentos infantis (Confira aqui a matéria completa).Vídeo Youtube: https://youtu.be/ij8dhGVqdi8Quando esse tipo de evento ocorre, globalmente muitos órgãos e empresas aumenta as suas vigilâncias microbiológicas, principalmente sobre patógenos. Como efeito disso a “National Food Safety Agency (ANSA)”, agência semelhante à nossa ANVISA do país Moldávia, que fica no leste europeu, determinou o “recall” (recolhimento) de dois lotes do produto “Numil”. O produto é uma fórmula infantil em pó, destinada para os primeiros anos de vida. O Numil é produzido na República Tcheca e distribuído por uma empresa polonesa para a Moldávia.A empresa Numil é uma empresa com fábricas além da República Tcheca, na Grécia, Espanha e Turquia, sendo de propriedade da Danone. A ANSA determinou a suspensão da venda, o recolhimento, recomendou que os produtos não sejam utilizados para a alimentação infantil e que sejam devolvidos.De acordo com a o governo Tcheco, de acordo com o “Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF)” que é um sistema nacional de vigilância sanitária, foram produzidas 1.850 latas e a Cronobacter foi detectada em 4 de maio de 2022. Como consequência, a empresa foi interditada, sendo necessária uma higienização especial, treinar todos os funcionários e verificar a segurança de novos lotes antes de serem liberados para a venda.A infecção por Cronobacter em bebês geralmente começa com febre e má digestão, choro excessivo, grunhidos ao respirar ou energia muito baixa. Alguns também podem ter convulsões. Aqueles com maior probabilidade de adoecer de infecções por Cronobacter incluem bebês de 2 meses ou menos, aqueles nascidos prematuramente ou com sistema imunológico enfraquecido, como aqueles submetidos à quimioterapia.Aproveite para se inscrever no canal no YouTube e apoie o canal deixando o Like, me siga no InstagramInstagram: @conradovieira https://www.instagram.com/conradovieira/Link do canal no youtube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8ALinkedIn: https://www.linkedin.com/in/conrado-vieira-8804a53a/ Links do Podcast Apple PodCastshttps://podcasts.apple.com/br/podcast/anim%C3%A1lculos/id1503995322?i=1000472903502 Spotifyhttps://open.spotify.com/show/10vEUi1uZsND0mBMbcUhnB?si=PuvkMXvLQNK1GPnrxHn6IQ Deezerhttps://deezer.com/show/3191172   Fontes: Forsythe, S.J. Microbiologia da segurança dos alimentos. 2 ed. Artmed, 2010. pp. 337-338. TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R; CASE, Christine L. Microbiologia. 12 ed. Porto Alegre: Artmed, 2017#Microbiologia #bacterias #microbio #alimentocontaminado #alimento #recalldealimentos #recolhimentodealimentos #microbiologiadealimentos #microalimentos #alimentobacteria #biomedicina #laboratorio #saúde #linkedIn #networking #foodquality #foodsafetyandhygiene #cronobacter #namil
    8 min
  • # 16 | Big Data na indústria de alimentos
    Alguns anos atrás o desafio era gerar dados, em todos os setores, incluindo a indústria de alimentos. Tudo foi sempre muito manual e com o passar do tempo toda a informação migrou do analógico para o digital. Na prática, tudo que era ou ainda é feito no papel, vai parar no computador.Os dados podem ser gerados a partir de anotações, como resultados de análises microbiológicas de produtos ou por sistemas automatizados e ainda mais recente por sensores. Por exemplo, na higienização industrial a presença de sensores pode determinar a concentração e temperatura dos produtos utilizados durante os procedimentos de limpeza. Outro exemplo, são etiquetas e produtos que podem indicar o não acondicionamento correto do produto e logo, o riso de sua ingestão. Existe ainda etiquetas capazes de emitir ondas de rádio que podem gerar informações do produto em tempo real, por exemplo ao notificar o supermercado que determinado produto já venceu ou foi acondicionado de maneira inadequada. Embora sejam ainda protótipos, logo devem chegar no mercado de alimentos, fornecendo ainda mais segurança para o consumidor.Os dados, porém, começam a ser gerados no campo, na cadeia de lácteo é possível rastrear o rebanho para identificar as melhores vacas ou se alguma está em tratamento de doença, como está a qualidade do leite, todas as informações do transporte, armazenamento, produção, distribuição e venda. O número de dados gerado é absurdamente grande, gerando grandes bancos de dados, conhecidos pelo termo em inglês “Big Data”. Pode ter acesso a esses dados faz muita diferença e a partir de softwares específicos podemos sair de simples gráficos que são sempre muito importantes, mas, para modelos criados por inteligência artificial (IA).O uso de IA é um futuro que já chegou e está revolucionando todos os setores da sociedade. Uma das vantagens é poder obter informações com uma abordagem multidisciplinar para criar modelos preditivos que podem por exemplo antever um surto de doenças transmitidas por alimentos, gerar dados que podem melhorar a produção, além de infinitas possibilidades.E agora, a sua empresa está preparada para a indústria 5.0? Onde tudo e todos estão conectados em tempo real? Posta aqui nos comentários o que você conhece sobre o assunto, dúvidas ou exemplos que põem ajudar outras empresas a se preparem.Fonte: https://www.promtec.com.br/com-tecnologia-brasileira-etiqueta-aponta-deterioracao-da-carne/########Link canal YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8AAproveite para se inscrever no canal no YouTube e apoie o canal deixando o Like, me siga no InstagramInstagram: @conradovieirahttps://www.instagram.com/conradovieira/LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/conrado-vieira-8804a53a/
    8 min
  • # 15 | Desafios do crescimento sustentável na indústria de alimentos
    O ano de 2021 fechou com a marca de 7,8 bilhões de pessoas, com um crescimento de 74 milhões em relação a 2020. Mesmo com as mortes pela COVID-19, a população continua em crescimento contínuo ao longo da série histórica de registro.Embora a economia tenha seus momentos de queda, ao longo dos anos sempre estamos em pleno crescimento do PIB global. Em 2020 e 2021 tivemos uma diminuição significativa do setor de serviços, mas com uma alta na venda de alimentos. E como o planeta vai conseguir sustentar todo esse consumo?Ao unir todas as informações, percebemos que temos uma economia que sempre cresce, uma população que sempre cresce e a fome que sempre cresce, e até quanto isso vai ser sustentável? Na verdade, a pergunta correta será, isso é sustentável? Definitivamente não!!!Estamos em uma fase em que as empresas deixaram de ditar as regras para ter que ouvir as pessoas. Ainda temos muitas pessoas na extrema pobreza e passando fome, mas para aquelas que podem escolher, há cada vez mais produtos que alinham com o crescimento sustentável.Um dos maiores poluentes atmosféricos é o dióxido de carbono (CO2), que antes estava literalmente aprisionado nos combustíveis fosseis e agora é deliberadamente solto na atmosfera. E isso impacta todos, não importa quais país está poluindo mais, todos estamos pagando a conta.Ainda não vi no Brasil, mas em alguns lugares como nos Estados Unidos, União Europeia e Grã-bretanha, algumas marcas de produtos já deixam claro no rótulo o quanto de CO2 foi liberado para produzir determinado alimento. Isso envolve toda a cadeia, desde o produtor rural, uso de fertilizante, logística, produção e distribuição. Assim, o consumidor na hora de escolher o alimento, além das informações nutricionais, pode optar por uma marca que poluiu menos. Isso é tendência de mercado, logo deve chegar forte aqui no Brasill.Grandes empresas já têm investido pesado em ações para reduzir a emissão de poluentes, vou citar aqui alguns exemplos de marcas conhecidas, a primeira é o McDonald's que passou a usar bandejas sustentáveis a partir da UBQ -Startup Israelense, em que há a conversão de resíduos domésticos em termoplásticos. Claro que entra polietileno, mas, em uma proporção bem menor. Os resíduos incluem matérias orgânicas como ossos por exemplo. Então se você estiver em um MacDonald’s e receber uma bandeja azul, saiba que ela vem de resíduos domésticos.Outra iniciativa que vale a menção é o Burguer King que divulgou recentemente embalagens reutilizáveis em seus restaurantes. Ainda não chegou no Brasil, mas logo devemos ter por aqui. Funciona assim, você pede o seu combo e paga um pouco a mais para receber as embalagens retornáveis e depois de usar, quando devolver, eles te reembolsam o valor.Participei essa semana (04/05/2022) do 8º Simpósio Internacional 3M Food Safety em São Paulo. Boa parte desse conteúdo foi apresentado em palestras, mas o mais legal foi ter participado de um evento carbono zero. Uma empresa, a Eccapan fez os cálculos de todas as emissões de CO2 do evento, incluindo o deslocamento de cada participante e a 3M fez a compensação com o plantio de árvores na Floresta Food Safety ( https://www.carbonfair.com.br/projeto/floresta-food-safety ), além disso cada participante pode contribuir, comprando árvores que serão plantadas ao custo de R$ 30,00 cada uma. Uma excelente iniciativa que inspira outros eventos a fazerem o mesmo.Instagram da empresa: https://www.instagram.com/p/CdJZdAivKM6/Pensando em uma economia linear com o extrativismo a todo vapor, precisamos criar meios para uma economia circular, onde os bens já produzidos possam retornar como matéria-prima. Nossos recursos são finitos e estamos em um ponto sem reversão de mudanças climáticas.Parte das informações que apresentei aqui, foi a partir da oportunidade de conversar com o Leonardo Lima, aproveita para seguir ele no LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/leonardo-lima-0b864ba/recent-activity/O que a sua empresa tem feito para mitigar a geração de resíduos e a liberação de carbono?Fontes:https://www.worldometers.info/pt/https://green.blogs.nytimes.com/2009/08/25/does-carbon-labeling-confuse-consumers/https://www.ubqmaterials.comhttps://startupi.com.br/2021/01/em-parceria-com-startup-mcdonalds-substitui-bandejas-de-plastico-por-versao-mais-sustentavel/https://www.cnnbrasil.com.br/business/burger-king-comecara-testes-de-embalagens-reutilizaveis-em-seus-restaurantes/https://www.carbonfair.com.br/projeto/floresta-food-safety########Link canal YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8AAproveite para se inscrever no canal no YouTube e apoie o canal deixando o Like, me siga no InstagramInstagram: @conradovieirahttps://www.instagram.com/conradovieira/
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  • # 14 | Decreto nº 66.634/2022 – Venda de carne moída no Estado de São Paulo
    Segundo o Decreto no 66.634/2022, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 05/04/2022, alterando o Decreto 12.342/1978 a partir de agora está autorizado aos açougues, incluindo dentro de mercado, supermercados e afins a venda de carne bovina moída já preparada.Anteriormente, a venda de carne moída somente era possível pela moagem na frente do cliente da quantidade solicitada, agora, pacotes podem ser preparados pelos próprios açougues e expostos para a venda. O decreto trata do produto como “Carne Moída Resfriada de bovino” e regulamento alguns critérios que devem ser seguidos.Em resumo, além das exigências de rastreabilidade da carne, com informações a indústria, número de registro, lote e outras informações, há também maiores exigências sobre as Boas Práticas de Fabricação (o que inclui a higienização) e a proibição da adição de outros componentes que não sejam de origem da carne fracionada.Do ponto de vista microbiológico, o consumo de carne moída bovina deve ser feito a partir de produtos de procedência e sempre que possível que a moagem sem o mais próximo do consumo possível. No processo de moagem, além do contato de praticamente toda a carne com a superfície do equipamento, que pode estar horas sem ser higienizado, há de forma significativa a incorporação de oxigênio, acelerando o crescimento microbiano. Mesmo se a carne moída for congelada, o prazo de validade tende a ser menor do que peças inteiras.De qualquer forma o decreto resguarda o direito do consumidor em exigir que a carne seja moída na sua presença, sempre que for solicitado.Do ponto de vista de mercado, é mais uma opção de produto que pode ser encontrado e adquirido de forma mais rápida, trazendo mais praticidade ao consumidor. Mas sempre procure comprar carne de procedência.Principal trecho do decreto.Artigo 2º"Artigo 461-B - É permitida a moagem, embalagem e rotulagem do produto cárneo denominado Carne Moída Resfriada de bovino, em açougue devidamente regularizado perante o órgão da vigilância sanitária competente, atendidos as prescrições do regulamento técnico sobre boas práticas para estabelecimentos comerciais de alimentos vigente e os critérios a seguir:I - a Carne Moída Resfriada de bovino deve ser obtida a partir da moagem de massas musculares de carcaças resfriadas de bovinos ou de carnes bovinas resfriadas embaladas, seguida de imediato resfriamento, e não deverá conter substâncias ou matérias estranhas de qualquer natureza;II - é permitida a utilização da gordura inerente ao corte manejado para a produção da Carne Moída Resfriada de bovino;III - a carne utilizada como matéria prima na elaboração da Carne Moída Resfriada de bovino deve estar livre de aponeuroses, linfonodos, glândulas, cartilagens, ossos, grandes vasos, coágulos, tendões e demais tecidos não considerados aptos ao consumo humano.Parágrafo único - Não é permitido no processo de moagem da Carne Resfriada de bovino o uso de:1. qualquer aditivo ou coadjuvante de tecnologia;2. carne oriunda da raspagem de ossos, ou obtida de qualquer outro processo de separação mecânica dos ossos;3. carne industrial;4 miúdos;5. mistura de cortes de carne e de outros produtos de origem animal.";Link canal YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCy7dohEzxDj6NQtkqGzIr8ALink do Decreto: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2022/decreto-66634-05.04.2022.htmlVídeo sobre a RDC 655/2022 – recolhimento de alimentos contaminados: https://youtu.be/c6dwNMl4tAMCaso do Kinder Ovo com Salmonella: https://youtu.be/ZMzRvwg-sc8
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