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Muitas vezes colocamos a relação como objetivo e nos esquecemos que, muitas vezes, a relação é o caminho.É o caminho com quem você está escolhendo trilhar a sua jornada. Ao tirar isso da mente, esquecemos de olhar para outro, deixamos de estar afinado com as escolhas da outra pessoa, com seus gostos e desejos. A dificuldade em dizer 'não' quando queremos, ou então, a dificuldade em sermos nós mesmos, vem de um lugar onde acreditamos que o outro não vai nos acolher em nossa essência (e vice-versa) .Se a gente não desafia o lugar de ser perfeito nas relações, não vamos mostrar para a outra pessoa que nós somos de verdade, de forma espontânea. Estar em um relacionamento afetivo não é uma obrigação, e sim, uma vocação. Não é o fim, mas o caminho, o meio em que escolheu para aprender.
No extra dessa semana eu trago uma meditação para aqueles que estão se sentindo confusos, perdidos e ansiosos nesses dias e também para aqueles que querem novas ferramentas de autoconhecimento. Estamos todos com dificuldades de saber como lidar com algo que nunca vivemos. A cada vez que aquilo que parecia transitório se mostra duradouro um estado de grande confusão tem se instaurado em todos nós.Essa meditação foi inspirada nos recursos que eu mesma tenho utilizado para me reconectar comigo nesses tempos difíceis. As meditações que tenho ouvido, os livros, as músicas e os insights. E ela foi gravada com muito carinho para você!
Essa quarentena tem sido um grande exercício de mergulho no desconhecido, não é?
Olhar mais de perto tudo aquilo que a gente andou evitando. Encarar as limitações, as pessoas, as relações, os desafios, aqueles momentos que sempre nos deixam paralisados pelo medo. Todos aqueles chamados que estavam aí a muito tempo para nos ensinar e estão cada vez mais claros - não tem mais como não ver. O processo de autoconhecimento é esse descobrir da verdade relativa. SIM somos impactados pelo que acontece externamente a nós, mas NÃO, não somos determinados por isso, podemos reconhecer e questionar nossos padrões de sentimentos e pensamentos, e transformar nossas crenças sobre nós mesmos. Mas isso não vem sem a coragem de dar um passo além!
Qual a consequência da pandemia na sua saúde emocional, na sua vida, nas suas emoções? E na sua alimentação?
Muitas vezes nos alimentamos sem perceber o porquê. Convido você a refletir sobre quais necessidades de alimentos que você está sentindo vontade. Mas o que há por detrás dessas vontades? Muitas pessoas sentem a vontade do doce. E o doce causa dependência em nosso cérebro. E tudo porque ele causa um imediato aumento de nossa endorfina e daí vem a sensação de bem estar. Esse áudio não é para fazer você parar de comer o seu chocolate, não é isso, mas um convite a você a refletir o porquê dessa escolha e se conhecer mais.
Aquilo que a gente mais teme é a nossa luz. Sair da escuridão de nossas emoções de nossos bloqueios dá trabalho. Mas a vida nos convida a todo momento à brilhar. Muitas vezes a gente tem medo de ser uma pequena luz e queremos logo ser uma luz imensa, mas esquecemos que uma pequena vela ilumina uma escuridão.É muito importante aprender como a gente influencia o mundo, como a gente influencia as pessoas ao nosso redor mas sem ser tomado pela grande ambição de ser especial e diferente para não sermos tomados pelo orgulho ou pela vaidade. Neste capítulo desejo que você acredite em si mesmo, e proponho o desafio para que você conheça seus próprios defeitos, esse seu lado que diz 'não consigo', para que comece seu processo de autoconhecimento.
Música citada:
My Little Light de Beautiful Chorus
https://open.spotify.com/track/2Ang1MnkVoKhhRSyjyZMFh?si=JTfb70aDTfGw7zxak1GTwg
Celebro meu aniversário nesse áudio extra. Nosso aniversário é o nosso ano novo pessoal, afinal completamos mais um ciclo. Venho falar de vida, de morte e de celebração. Diferente do que muita gente costuma pensar, o oposto de morte não é vida, é nascimento. Vida e morte estão conectadas. Somos convocados para olhar para nossa finitude, para ciclos e limites. E isso inclui a morte. Muitas vezes vivemos como se fôssemos viver para sempre, perdemos olhar atento às coisas importantes e adiamos muitas coisas importantes para amanhã. Temos dentro de nosso imaginário um lugar muito aterrorizador da morte, como uma finitude ou castigo, mas o morte não é oposto à vida, ela nos faz parar, pensar e se alinhar. Saber que vamos morrer, também é uma oportunidade de reconexão com a nossa essência, nosso legado com o aquilo que faz a diferença e que desejamos construir.
Somos centelhas divinas, de fluidez.
Ao longo de nossas vidas, somos podados de nossa essência.
É preciso então reunir coragem para romper o padrão do pré-estabelecido.
Estar com o outro é estar junto numa jornada, numa parceria.
Fomos criados em um sistema de punição e recompensa e quando buscamos se envolver com uma pessoa, de certo modo, inconscientemente tentamos romper os antigos padrões familiares que fomos ensinados, mas é preciso ter coragem para sustentar esse movimento e fazer diferente.
Coragem não é ser destemido, mas tudo aquilo que nos faz sair da faixa mediana e também tudo aquilo
que nos faz o convite para criatividade, para a vulnerabilidade, para a conexão genuína e o encontro com a nossa essência.
Ao agradecer pelo que a gente recebeu, por tudo o que nos ocorreu, até mesmo aquilo que nos machucou, aumentamos nossa resiliência e então conseguimos acessar a energia da gratidão.
É aí que as duas energias se tocam, mas para fazer esse exercício é preciso ter coragem.
Compartilho com você uma meditação que criei unindo viagem a fantasia e manejo do trauma. A intenção é que através dessa meditação você possa ativar seus recursos - as ferramentas que fortalecem a energia de potência e cura.
Amor e coragem são coisas totalmente interligadas.
Não conseguimos agir na vida e construir coisas sem amor.
Muitos de nós ainda nos relacionamos de modo egoísta
ou com pouca parceria.Como estabelecer as nossas parcerias de uma forma
tranquila , saudável , nutridora?
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