Aurora dos Campos é cenógrafa, artista e investigadora carioca. Interessa-se por quinquilharias, narrativas, afetos, memórias e paisagens.
Dedica-se a criar cenografias para teatro, trabalhos artísticos em espaços urbanos e a partir de situações cotidianas. Investiga assim relações entre materialidade e ficção utilizando variados meios, como objetos, textos, vídeos, desenhos e imagens.
É bacharel em Artes Cênicas com habilitação em cenografia pela UNIRIO (2006) e mestra em Arte e Design para o Espaço Público pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com a dissertação “Dramaturgias do Quotidiano: Especulações sobre a Dimensão Ficcional do Real” (2019). Atualmente, é doutoranda no programa de Artes Plásticas da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com uma bolsa de investigação da Fundação para a Ciência e Tecnologia. É membro, não doutorado, do Instituto em Arte Design e Sociedade. Também é membro da Associação Portuguesa de Cenografia, da qual fez parte da direção no biênio 2020-2022, e integrante do grupo de teatro Foguetes Maravilha (fundado em 2008, BR).
Recebeu importantes prêmios das artes cênicas do Brasil, entre eles o 5o Prêmio Cesgranrio por Tom na Fazenda (2017); 20o Prêmio do Festival de Teatro do Rio por Estamira - Beira do Mundo (2011); o 26o Prêmio Shell, o 1o Prêmio Cesgranrio e o 3o Prêmio Questão de Crítica por Conselho de Classe (2013) da Cia. dos Atores e o 7o Prêmio APTR por Breu (2012), em coautoria com Miwa Yanaguizawa e Maria S. Siqueira Campos.
Release do trabalho:
As criações, A Mina e Tribunal Mina, foram desenvolvidas junto com a comunidade a partir das histórias da região mineira da de São Pedro da Cova, situada no norte de Portugal. Este território, por quase dois séculos, teve como principal atividade a mineração de carvão. Pouco depois do fecho das minas, em maio de 1975, logo após o 25 de abril, os habitantes da vila ocuparam o complexo mineiro e fundaram o Centro Revolucionário Mineiro (CRM) que durou dois anos. Já no ano de 2001, foram depositadas toneladas de resíduos tóxicos da Siderurgia Nacional nos mesmos terrenos, um dos maiores crimes ambientais cometidos em Portugal. Assim, A Mina aciona memórias, tempos e questões contadas em palco por várias gerações de São Pedro da Cova. Já o espetáculo Tribunal Mina, criado em seguida, encena um tribunal “teatral” feito com a população, para analisar e julgar o caso dos resíduos tóxicos.
Ficha Técnica:
A Mina
Direção Artística - André Amálio e Tereza Havlíčková
**Criação, Dramaturgia, Interpretação -**André Amálio
Co-criação, Movimento - Tereza Havlíčková
Criação Musical e Interpretação - Edison Otero
Interpretação e Co-criação - Florinda Santos Sousa, Maria dos Santos Vicente, Maria Gama, José Sousa, José Gaspar Ferreira, Serafim Ramos, Daniel Vieira, Patrícia Lima, Vilma Lima, Carla Pontes Monteiro, Eduarda Bento, Rafael Magalhães, Bruna Rocha, Mário Sá, Marta Salazar.
Direção do Coro - Guilhermino Monteiro
CORO VOX POPULI (e convidados) da Escola Secundária de S. Pedro da Cova - Abel Alves, Manuela Santos, Teresa Queirós , João Mesquita, Alberto Lopes, Ana Ulisses, Inês Salselas, Rui Mendes, Luís Diego, Olga Martins
Direção Social - Helder Nogueira
Cenografia - Aurora dos Campos
Desenho de Luz e Direção Técnica - Joaquim Madaíl
Desenho de Figurinos - Cláudia Ribeiro
Vídeo - Marta Salazar
Produção Executiva - Maria Miguel Coelho e Susana Lage
Apoio à Produção e Comunicação - Ruana Carolina
Técnico em Digressão - Francisco Campos
Assistência de Encenação - Mário Sá
Assistência de Cenografia - Mariana Morais, Rachel Merlino
Assistência de Figurinos - Teresa Dias, Maria Eugénia Cavagionne, Ana Paulo
Equipa de Apoio Técnico - Lídia Silva, Raquel Rodrigues, Diogo Graça
Estagiária - Bruna Rocha
Tribunal Mina
Direção artística - André Amálio e Tereza Havlíčková
Criação, Dramaturgia, Interpretação - André Amálio
Co-criação e Movimento - Tereza Havlíčková
Criação Musical e Interpretação - Edison Otero