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Desde o governo Lee Teng-hui, Taiwan tem voltado os olhos para o Sudeste Asiático: nas últimas décadas desenvolveu-se uma diplomacia não oficial com os países da ASEAN e uma reivindicação de seu status de berço das línguas e civilização austronésias. Hoje, a maioria dos jovens taiwaneses se definem como não chineses; minorias étnicas indonésias, vietnamitas e filipinas ganham proeminência inédita na vida política da ilha; o idioma hokkien vem substituindo o mandarim em repartições públicas, nas artes e na esfera pública. Para pensarmos o atual cenário, discutimos as origens da província taiwanesa com o regime autoritário do Kuomintang, a "Política Rumo ao Sul" de Lee Teng-hui e sua sucessora (1993-2015), além de tensões geopolíticas com a China de Xi Jinping e o recente Movimento Girassol (2015).
Episódio 3 da série sobre colonização alemã na Era Guilhermina (1884-1914). Alguns temas tratados: crise no Reichstag; "colonialismo humanitário" de Albert Dahl e Wilhelm Solf; Segunda Guerra Samoana e boicotes do povo samoano contra empresas alemãs; as ilhas do pacífico como contraponto à decadência europeia em Rousseau, Chamisso e Malinowski; a exotização da Papua e surgimento de seitas naturistas no Arquipélago de Bismarck. August Engelhardt e os cocovoristas.
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BIBLIOGRAFIA
Amberger, Julia. Robert Koch und die Verbrechen von Ärzten in Afrika. Deutschlandfunk, 26.12.2020. https://www.deutschlandfunk.de/menschenexperimente-robert-koch-und-die-verbrechen-von-100.html
Conrad, Sebastian. German Colonialism: a Short History. Cambridge: Cambridge University Press, 2012. (sobretudo capítulos 4-8)
Dernburg, Bernhard. Zielpunkts des deutschen Kolonialwesens: zwei Vorträge. Berlin: Mittler und Sohn, 1907.
Erckenbrecht, Corinna. „Die wissenschaftliche Aufarbeitung der deutschen Kolonialzeit in der Südsee“. Anthropos, Bd. 97, Heft 1, 2002, p. 163-179.
Gordon, Naomi. A Critical Ethnography of Dispossession, Indigenous Sovereignty and Knowledge Production in Resistance in Samoa. Dissertação de Mestrado em Educação. Department of Educational Policy Studies. University of Alberta (Canada), 2017. (sobretudo capítulo 2)
Meinert, Julika. „Bildgewordene Männerfantasien aus der Kolonialzeit“. Welt. 02.01.2014 https://www.welt.de/kultur/history/article123466309/Bildgewordene-Maennerfantasien-aus-der-Kolonialzeit.html
Meleisea, Malama. The Making of Modern Samoa: Traditional Authority and Colonial Administration in the History of Western Samoa. Suva, Fiji: University of the South Pacific Press, 1987.
Moses, John A. “The Solf Regime in Western Samoa: Ideal and Reality”. New Zealand Journal of History, April, 1972, P. 42-56.
Marie Muschalek. Violence as usual: Policing and the Colonial State in German Southwest Africa. Ithaca: Cornell University Press, 2019 (sobretudo p. 1-13).
Schmokel, Wolfe W. Dream of Empire: German Colonialism, 1919-1945. (capítulo 1)
MÚSICA DE DESFECHO: Jay Shootah - "FAAVAE I LE ATUA SAMOA" (2019)
TEXTO/PESQUISA/NARRATIVA: Felipe Vale da Silva
Episódio 2 da série sobre colonização alemã na Era Guilhermina (1884-1914). Alguns temas tratados: o nexo entre o Mandato Britânico da Tanganica e a África Oriental Alemã, a administração Carl Peters, Rebelião Maji Maji e formação da nacionalidade tanzaniana. Genocídio dos povos matumbi, pangwa, vidunda, segeju etc etc.
José Arturo Saavedra Casco. La rebelión Maji Maji: Un análisis historiográfico. México, D.F.: El Colegio de México, 2014.
James Giblin & Jamie Monson. Maji Maji: Lifting the Fog of War. Leiden: Brill, 2010.
Adolf Graf von Götzen. Deutsch-Ostafrika im Aufstand. Berlin: Reimer, 1909.
G. C. K. Gwassa & John Iliffe. Records of the Maji Maji Rising, Part One. Dar es Salaam: East African Publishing House, 1967.
John Iliffe. “The Effects of the Maji Maji Rebellion of 1905-1906 on German Occupation Policy in East Africa”, in: Prosser Gifford & Wm. Roger Louis (ed.) Britain and Germany in Africa: Imperial Rivalry and Colonial Rule. New Haven: Yale University Press, 1967, p. 557-576.
John Iliffe. “The Maji Maji rebellion, 1905-7”, in: A Modern History of Tanganyika. Cambridge: Cambridge University Press, 2011, p. 168-202.
Reginald Elias Kirey. “Memories of German Colonialism in Tanzania”. In: Jürgen Zimmerer. European Colonialism in Global Perspective, Volume 2. Oldenbourg: De Gruyter, 2023.
LINKS
Entrevista com Reginald Elias Kirey [em inglês] https://kolonialismus.blogs.uni-hamburg.de/2019/03/06/denkmalsturz-reginald-kirey-im-interview-englisch/
Documentário sobre Carl Peters (em alemão) - Die Liebe zum Imperium - Deutschlands dunkle Vergangenheit in Afrika. Dirigido por Peter Heller, 1978. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=LrsSqVR7qVA
Acervo Digital Suaíli - http://www.acervodigitalsuaili.com.br/
Renné Panduro Alegria. "A construção de uma língua oficial africana: o suaíli na Tanzânia" (2000) - https://repositorio.usp.br/item/001078654
Canal NTVTANZANIA (National Television Tanzania) sobre Maji Maji (em inglês): https://www.youtube.com/watch?v=E9JgvEZ0csw
MÚSICA DE DESFECHO: X Plastaz - Nini dhambi kwa mwenye dhiki (2008)
TEXTO/PESQUISA/NARRATIVA
Felipe Vale da Silva
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Episódio 1 da série sobre colonização alemã na Era Guilhermina (1884-1914). Alguns temas tratados: problemas entre Otto von Bismarck e o imperador Wilhelm II. Namíbia, ou Deutsch-Südwestafrika. Genocídio dos Herero e Nama.
"Archiv des Deutschen Kolonialrechts". herausgegeben von Dr. Norbert B. Wagner. Brühl/Wesseling, 2. berichtigte Auflage, Juni 2008.
K. Schwabe. Der Krieg in Deutsch-Südwestafrika 1904-1906. Berlin: C. A. Weller, 1907.
"Das Buch der deutschen Kolonien". Herausgegeben unter Mitarbeit der früheren Gouverneure von Deutsch-Ostafrika, Deutsch-Südwestafrika, Kamerun, Togo und Deutsch-Neuguinea. Leipzig: Wilhelm Goldmann Verlag, 1937.
C. von François. Deutsch-Südwest-Afrika. Geschichte der Kolonisation zum Ausbruch des Krieges mit Witbooi. Berlin: Dietrich Reimer, 1899.
Hans-Ulrich Wehler. Bismarck und der Imperialismus. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 1985.
Jürgen Osterhammel. Kolonialismus. Geschichte, Formen, Folgen. München: Beck Verlag, 2002.
Marie A. Muschalek. Violence as Usual. Policing and the Colonial State in German Southwest Africa. Ithaca: Cornell University Press, 2020.
Matthias Fiedler. Zwischen Abenteuter, Wissenschaft und Kolonialismus. Der deutsche Afrikadiskurs im 18. und 19. Jahrhundert. Köln: Böhlau, 2005.
Reinhard Wendt. "Kolonialwaren". In: Europäische Erinnerungsorte. Band 3: Europa und die Welt. München: Oldenburg, 2012, p. 207-213.
MÚSICA DE DESFECHO
Exuma - Mama loi, Papa loi (1970)
TEXTO/PESQUISA/NARRATIVA
Felipe Vale da Silva
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Introdução à série sobre a Alemanha de Wilhelm II e sua presença na África e Oceania como potência colonizadora.
Episódios previstos para a série:
1º. Deutsch-Südwestafrika. Namíbia e o primeiro genocídio do século XX.
2º. Ostafrika. Tanzânia e a lógica do Estado policial.
3º. Deutsch-Neuguinea e Deutsche Samoa-Inseln. A resistência nativa. Influência da Ethische politiek neerlandesa sobre a administração Solf da Samoa. Fracasso do projeto colonial alemão.
Parte 2 da série que conta como o sionismo deixou de ser uma ideia e para se concretizar como o Estado de Israel. Falamos do final da dominação do Império Otomano sobre a Palestina e a entrada da Grã-Bretanha e da ONU na região. Conflitos árabe-israelenses começam aqui: antes de Israel existir oficialmente como Estado.
Alguns temas tratados aqui: os kibbutzim, Declaração Balfour (1917), segunda onda migratória para a Palestina, Mandato Britânico da Palestina, Partilha da Palestina de 1947. Figuras/obras tratadas: Zeev Jabotisnky, Felix Weltsch, Max Brod, Georg Landauer, Chaim Weizmann, além "Os Protocolos do Sábio de Sião" e "Mein Kampf" de Adolf Hitler.
As bases teóricas do sionismo foram escritas em língua alemã por judeus da Áustria-Hungria que nem falavam hebraico, nem professavam a fé judaica. O objetivo do sionismo era formar um Estado para judeus étnicos espalhados pelo mundo, primeiramente para fins de autodefesa; a década de 1880 viu uma onda crescente de violência antissemita na Rússia czarista, e de lá em diante a coisa só piorou. O nazismo marca o ápice de uma perseguição sistemática de judeus que aconteceu na Europa, desde sempre. O desenvolvimento dessa ideia singela - levar os judeus para uma só região - é cheio de reviravoltas inesperadas, e contamos suas origens até a morte de Theodor Herzl em 1904.
Neste mês inteiro dedicado à pesquisa sobre Taiwan e sua cultura, fizemos uma playlist comentada de últimos lançamentos da música indie e experimental magnífica que eles têm por lá. Dia 28/08 sai nosso especial sobre história taiwanesa.
Lista de músicas:
Narração: Jacob/F. V. Silva
O Festac'77 foi um festival de artes e afirmação cultural africana realizado na Nigéria, mas não foi um festival no sentido que a gente está acostumado. Foi menos um Lollapalooza, mais algo como as Olimpíadas. Hoje é amplamente reconhecido que o Festac'77, ou "Segundo Festival Mundial de Artes de Cultura Negras e Africanas", foi um ponto de virada na diplomacia nigeriana e sua contribuição à cultura diplomática global. A gente conta o que aconteceu e como ele dá continuidade a um antigo sonho de união pan-africana ensaiado em Festival de Artes Negras em Dakar (1966) e no Panaf da Argélia (1969).
Chris Abani. Lagos: A Pilgrimage in Notations. In: Ntone Edjabe & Edgar Pieterse. (ed.) African Cities Reader. Cape Town: University of Cape Town, 2009. p. 1-8.
Andrew Apter. Beyond Négritude: Black cultural citizenship and
the Arab question in FESTAC 77. Journal of African Cultural Studies, 2015, p. 1-14.
Andrew Apter. Festac 77: A Black World’s Fair. in: Oxford Research Encyclopedias, African History (online).
Alice Aterianus-Owanga. A Pan-African space in Cape Town? The Chimurenga archive of Pan-African festivals. Journal of African Cultural Studies, 2019, p. 1-19.
Jonathan Fenderson. Building the Black Arts movement: Hoyt Fuller and the cultural politics of the 1960s. Urbana: University of Illinois Press, 2019.
Emmanuel C. Ojukwu & Chuka Enuka. Culture as an instrument of Nigeria's Afrocentric Foreign Policty: the Festac'77 example. Nigerian Journal of African Studies, Vol. 2 No. 1, 2020, p. 59-66.]
Arthur Monroe. Festac 77: The Second World Black and African Festival of Arts and Culture: Lagos, Nigeria. The Black Scholar, vol. 9, no. 1, (September 1977), p. 34-37.
Ugochukwu-Smooth C. Nzewi & Thomas Fillitz (ed.) Dak’art: The Biennale of Dakar and the Making of Contemporary African Art. London: Routledge, 2021.
Alma Robinson. "African Art in Foreign Hands", in: Festac'77. Lagos: Africa Journal Limited, 1977, p. 56-69.
Bénédicte Savoy. A luta da África por sua arte (trad. Felipe Vale da Silva). Campinas: Unicamp, 2023.
MATÉRIAS DE JORNAL e BLOGS
Jonathan C. R et al. FESTAC: Culture, Confusion And Dust. The Washington Post (24/01/1977)
Jonathan C. R et al. FESTAC: Upbeat Finale . The Washington Post (14/02/1977)
Ernest Danjuma Enebi. 40 Years Later…Why FESTAC still matters. Medium, 15/01/2020 (https://medium.com/@thedanjuma/40-years-later-why-festac-still-matters-87a2a7c4f71d)
Benin Kingdom's most symbolic treasure - The Queen Idia Mask. Vervepoints, 29/07/2019. (https://vervepoints.blogspot.com/2019/07/queen-idia-festac-mask.html#more)
DOCUMENTÁRIOS e PODCASTS
story story (Lanaire Aderemi Productions, Nigeria). Episode 4: Festac'77 (28/10/2021)
NKATA: Dots of Thoughts (Nikata Podcast Station, Nigeria). Episode 03: Morrison's Black Book, Chimurenga's Festac '77 - "Unwritable Stories" in a Book Form (29/04/2020)
The Sample Axis Podcast (Nigeria). Episode 77. Festac'77 feat Dele Adeyanju (28/05/2023).
África: Mundo Novo (prod. Hermano Penna, TV Cultura). 1977 (em 4 blocos).
Samuel Adams foi um advogado casca-grossa que comprou a briga do século com Thomas Hutchinson e o rei George II da Grã-Bretanha, abrindo caminho para uma cultura de militância antimonárquica que, 11 anos mais tarde, virou a Guerra de Independência dos EUA. Falamos também do eterno debate entre federalistas e antifederalistas, contradições na democracia americana e a mitologia em torno dos founding fathers.
Trilha: Béla Bartók . Music for strings, sz. 106
(Em breve a bibliografia será postada)
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