É isso e Fi!

É isso e Fi!

By Filipa Santos LopesSociety & CulturePersonal Journals
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É isso e Fi! episodes

  • Episódio 16 // É Isso e Fizemos a Playlist da Nossa Vida, com Ana Filipa Lopes

    Há pessoas que são música na nossa vida - que nos embalam, animam, deixam com vontade de dançar, ensinam, protegem. A Filipa é uma dessas pessoas.

    Sabia que queria falar de música como arte, mas também como casa. E sabia que ninguém como ela, a minha homónima, ritmo do meu ritmo, entenderia este amor tão bem. 

    Desafiei-a a escolher as 10 músicas mais importantes da sua vida - aquelas que, através da letra, envolvidas pelos acordes, contam uma história. Eu escolhi outras 10. Explicámos as escolhas, cantámo-las, demo-vos, literalmente, música. E mostrámos muito de nós.

    Cantem connosco, nas plataformas do costume. E digam-nos, qual é a música da vossa vida? 

    1 hr 30 min
  • Episódio 15// É Isso e Fixar o Mundo com Palavras, com Miguel Henriques

    O Miguel baptizou-me. Não no sentido literal, religioso, católico, mas num talvez ainda mais importante para quem sonha. Foi das mãos dele, talentosas como poucas, que recebi o primeiro voto de entrada num mundo a que sempre almejei: o das histórias. 

    Estávamos longe de imaginar o mundo como é hoje, tudo aquilo que mudou neste tempo que nos conhece, mas o essencial não se molda. Falámos sobre o jornalismo e a escrita, e sobretudo sobre aquilo que nos move. Falámos sobre a paixão, a geografia da descoberta, a certeza de que o tempo não pára e que a reinvenção é precisa.

    Hoje como em 2007, admiro o Miguel pela generosidade tão humilde com que vê e recebe os outros. Hoje como em 2007, aprendo com o Miguel a ser melhor.

    Obrigada pelo privilégio, Padrinho. É bom viajar contigo. Venham connosco, sem saírem do lugar - estamos no Spotify, no Apple Podcasts e no Podbean. 

    1 hr 27 min
  • Episódio 14 // É Isso e Fitar o Público desde o Palco, com Mariana Romão

    A @mariannedancer fala como anda, na ponta dos pés, com a sensibilidade própria de quem não pertence ao mundo terreno. 

    Conhecemo-nos quando dançar era ainda um sonho, apesar de objetivo, uma ideia imaginada e tentada todos os dias. Sempre a vi determinada, apaixonada, capaz. Lembro-me de ir para o recreio do colégio, de braço dado com as amigas com quem conversava sobre tudo o que importava pouco, e de ela ficar, com a irmã gémea, na sala de aula a estudar. Lembro-me de me questionar, e, agora, quando a vejo voar, entendo.

    1 hr 25 min
  • 11// É isso e Fitar o Corpo ao Espelho, com Marta Raminhos

    A @martaraminhos passou pelo processo a que quase todas as mulheres estão votadas: primeiro, sentiu-se mal com o seu corpo, depois, esforçou-se além do tolerável para mudar (perdeu 30 quilos em seis meses), e, no fim, percebeu que o seu valor nada tinha a ver com o número que a balança marcava. 

     

    Eu também me restringi, contei calorias, treinei duas horas, duas vezes, todos os dias da semana, recusei convites para jantar fora, lidei com compulsões e obsessões com a imagem. As dietas loucas que fazemos para nos encaixarmos num padrão de beleza inatingível, imposto pela sociedade, são um reflexo da necessidade de nos sentirmos amadas, mas também da podridão de indústrias como a da beleza, da moda e da farmacêutica, que tudo fazem para nos manipular e manter presas.

     

    Com a Marta conversei sobre o nosso processo para nos libertarmos do culto do corpo como caminho único para a felicidade; ela explicou-me como funcionam aquelas famosas empresas que prometem transformar o nosso físico em meia dúzia de semanas, quando é que percebeu que se estava a torturar e como é a sua relação consigo, hoje em dia. Para ouvir e pensar, nas plataformas de sempre.

    55 min
  • 10 // É Isso e Ficar em Cima do Muro, com Catarina Martins
    Não, não é essa. A @catmartins22 está, aliás, ideologicamente muito afastada da líder do Bloco de Esquerda, partido que tem o meu voto. No entanto, concorda comigo no essencial: não dialogar, discutir e debater são os alicerces da morte da democracia moderna como a conhecemos. Não querer saber de política é estar preso a privilégios de que não queremos abdicar.
    Por isso é que nesta conversa demos palco a estratégias para combater a abstenção, pensámos em alternativas para envolver os jovens, demos espaço a fascistas porque é falando deles e levando-os a sério que os erradicamos, e porque é da diferença que nasce o progresso.
    O nosso décimo episódio (já?!) está nas plataformas do costume.
    Votem em nós! Mesmo quando eu chamo Gil Eanes ao Ramalho porque, enfim, navegar é preciso. Pelo menos a Catarina faz uma imitação perfeita de José Sócrates.
    1 hr 7 min
  • 9 // É isso e Fintar o Machismo no Futebol, com Daniela Raposo e Maria Gomes de Andrade

    Há um poeta do nosso tempo (ou do YouTube) que diz que quando a bola beija a rede é golo. Eu acrescento que haverá no mundo poucos momentos que me comovam mais do que esse instante em que, em comunhão, celebramos, ou choramos, a nossa sina.

    Infelizmente, o futebol é ainda por muitos encarado como um privilégio masculino. Nas bancadas, no campo e no jornalismo, o lugar da mulher é apagado, diminuído, questionado. Somos chutadas para canto muito mais facilmente. Porquê?

     

    A minha formação em jornalismo desportivo não me faz esquecer as dificuldades numa profissão ainda muito dominada por ideias arcaicas, mas foram as idas quinzenais ao estádio, desde muito miúda e de mão dada com o meu pai, que primeiro me despertaram a semente da desigualdade. 

    A Daniela (@daniffox) e a Maria (@mariagandrade), que tentam há mais de dez anos quebrar profissionalmente este autocarro de 11 jogadores atrás da linha da bola, falaram comigo sobre como é ser-se mulher num mundo de homens.

    De reportagens hilariantes, à magia da Taça, de boleias perigosas a Francisco Geraldes, de mini saias a "quem é o Ozil?", falamos de tudo. E, modéstia à parte, demos quinjajero ao adversário.

    1 hr 30 min
  • 9 // É Isso e Fintar o Machismo no Futebol, com Daniela Raposo e Maria Gomes de Andrade
    Há um poeta do nosso tempo (ou do YouTube) que diz que quando a bola beija a rede é golo. Eu acrescento que haverá no mundo poucos momentos que me comovam mais do que esse instante em que na união todos celebramos, ou choramos, a nossa sina. Infelizmente, o futebol é ainda por muitos encarado como um privilégio masculino. Nas bancadas, no campo e no jornalismo, o lugar da mulher é apagado, diminuído, questionado. Somos chutadas para campo muito mais facilmente. Porquê? A minha formação em jornalismo desportivo não faz esquecer as dificuldades numa profissão ainda muito dominada por ideias arcaicas. As idas quinzenais ao estádio com o meu pai nunca deixaram de ser incómodas ou estranhas aos restantes olhares. E a Daniela e a Maria, que estão há mais de dez anos a quebrar profissionalmente este autocarro de 11 jogadores a defender, falaram comigo sobre como é ser-se mulher num mundo de homens. Falámos de reportagens hilariantes, de boleias perigosas, de Francisco Geraldes e muito mais. Modéstia à parte, demos 15-0 ao adversário.
    1 hr 30 min

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O É isso e Fi é sobre temas fraturantes e ideias que unem, sobre a vida e coisas bonitas, mas sobre aquilo que nos dói, também.