Pois é, essa é a grande pergunta no ar, já que houve reajuste na sexta-feira (17/06) após 3 meses sem fazer o repasse dos ajustes no preço do barril de petróleo e do câmbio. Entenda melhor quando será.
A turbulência na relação Governo x Petrobras só se intensificou após o reajuste aplicado na sexta-feira (17/06) e levou ao pedido de demissão por parte do então presidente, José Mauro Coelho, logo na segunda-feira. O seu substituto, Caio Paes de Andrade, já está definido.
Mas o processo de Background Check de Integridade e aprovações em comitê de elegibilidade, Assembleia Geral Extraordinária e Conselho de Administração leva mais de 30 dias, deixando um interino no seu lugar durante o período, mas que não deve tomar decisões polêmicas.
Enquanto isso, o preço dos combustíveis nas bombas, segundo a ANP, ainda não refletiu a elevação da semana passada, mas deve sim trazer impacto na nova pesquisa de preços dessa semana, empurrando a inflação de junho, mais uma vez, e deixando os juros altos para combatê-la.
Mas ainda não respondi à pergunta sobre quando os combustíveis serão reajustados novamente. Antes disso, vale lembrar que até a eleição são aproximadamente 100 dias, ou 3 meses. O mesmo tempo que passou desde o último reajuste de março até junho, um indicativo.
Além disso, há uma forte pressão política para que a governança da Petrobras e das demais empresas públicas seja alterada, voltando ao modelo, antes praticado, onde a indicação política para o comando das estatais era praxe. Isso foi alterado na Lei das Estatais em 2016.
Há outra iniciativa para que estabeleça um aumento específico da CSLL – Contribuição Sobre os Lucros Líquidos, especificamente sobre a Petrobras, de forma temporária e irá representar mais um retrocesso. Tributar as exportações de petróleo também não é a solução.
Todas essas alternativas são prejudiciais à economia brasileira, não somente à Petrobras. Indicar políticos para empresas estatais gera mais corrupção. Aumentar a CSLL da Petrobras irá derrubar o valor da empresa e comprometer sua atuação. Tributar exportações gera escassez.
O aumento de preços dos combustíveis é um fenômeno mundial e a Petrobras não pode ser uma empresa considerada privada ou pública quando interessar ao Governo. Como maior acionista, o Governo Federal deve sim destinar melhor os vultosos lucros e royalties que recebe.