Na comparação com os demais países, o Brasil fica abaixo de 82% deles, em um levantamento da FGV com dados do FMI. Por que estamos tão abaixo da média mundial e o que pode ser feito para reverter essa situação?
Em relação ao PIB, a previsão de investimentos no Brasil é de 18,4% para 2022, enquanto no mundo todo, a média vai ficar em 27,3%, nas economias avançadas, 22,9% e nas economias emergentes em 33,2%. Até mesmo na América Latina e Caribe, ficará em 20,5%, acima do Brasil.
A comparação com outros países é salutar, pois posicionando o Brasil entre os seus concorrentes na atração de investimentos, pode-se questionar sobre o que está sendo feito certo ou errado (no caso brasileiro, errado). O pico aconteceu em 1990, quando representou 26,9% do PIB.
O resultado é reflexo, principalmente, de uma política fiscal desastrosa dos últimos governos, que tirou a situação de superávit fiscal, levou à consequente perda do Grau de Investimento do país, até então inédito ao Brasil, e afugentou os investidores internacionais.
O investimento estatal, parcela significativa de algumas economias (China com 42,5%) comparadas à brasileira, e que não deve ser a fonte mais relevante para alavancar uma economia, caiu drasticamente por falta de orçamento e da necessidade de voltar a ter um superávit fiscal.
De todo jeito, o problema vai além disso, a carga tributária só tem se elevado ao longo dos anos e sua tamanha complexidade assusta não só os investidores internacionais como nacionais. Alguns avanços foram obtidos com a Lei de Liberdade Econômica, mas ainda é pouco.
O Brasil precisa realizar as Reformas Tributária e Administrativa para melhorar o seu posicionamento nos rankings internacionais de competitividade. Só assim destravará os investimentos para que a sua participação no PIB aumente, que levará a maior crescimento econômico.