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Chegamos ao final da nossa série especial Carbono: Desafios e Oportunidades e dessa vez conversamos com o projeto Raízes do Purus, realizado pela Operação Amazônia Nativa, com apoio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e que apoia a gestão territorial de terras indígenas por meio do manejo sustentável de produtos da sociobiodiversidade, organização coletiva e vigilância comunitária.
No episódio Carbono e Comunidades, nossos especialistas falam sobre o importante papel das terras indígenas para a conservação da biodiversidade e estocagem de carbono e como a gestão territorial impacta na proteção, geração de renda e soberania alimentar das comunidades indígenas.
No quarto episódio da série, recebemos o projeto Florestas de Valor, realizado pelo Imaflora com apoio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Suas ações buscam disseminar e fortalecer técnicas de produção sustentáveis na Amazônia brasileira, fomentar a restauração florestal, estruturação de cadeias da sociobiodiversidade e negócios comunitários, contribuindo com a fixação e manutenção de estoques de carbono, bem como com a geração de renda a partir de atividades sustentáveis para manter a floresta em pé e valorizar as populações tradicionais guardiãs do patrimônio socioambiental.
Helene Menu e Eduardo Gusson nos trazem uma perspectiva da bioeconomia e carbono florestal, as oportunidades de uso sustentável de recursos florestais e como as comunidades locais podem ser beneficiadas nesse contexto.
No episódio de hoje, “Carbono na Restauração”, trazemos nossa experiência com o projeto Viveiro Cidadão, que em 10 anos de atuação já recuperou 470 hectares de áreas desmatadas, estimando uma estocagem de carbono de mais de 46 toneladas nessas áreas.
Nesse diálogo, os especialistas abordam como a restauração florestal contribui para a estocagem de carbono, os processos ecológicos envolvidos e como isso afeta a biodiversidade e os ecossistemas locais.
No episódio 1 desta série especial sobre Carbono, rebemos a galera do projeto No Clima da Caatinga, realizado pela Associação Caatinga, que atua no semiárido brasileiro desde 2011 e está em sua quarta fase.
O objetivo do projeto é diminuir os efeitos potencializadores do aquecimento global por meio da conservação do semiárido, a partir do desenvolvimento de um modelo integrado de conservação da Caatinga.
No episódio desta quinta feira, 10 de novembro, refletimos rapidamente sobre os reflexos na COP 27 no Egito sobre as cadeias de valor da bioeconomia na Amazônia e suas relações com a conservação e redução das emissões de gases.
#bioeconomia #amazônia #cop27
O anúncio foi realizado pelo Ministro de Meio Ambiente norueguês, na segunda-feira, 31, dia seguinte à eleição. A ajuda financeira contra o desmatamento da Amazônia no Brasil foi congelada desde 2019 durante a presidência de Bolsonaro, após uma série de acusações do então ministro Ricardo Salles e intenções de mudanças de finalidade do fundo, associado a revogação de regulamentos que reduziram a representação da sociedade nos os espaços de controle social do ministério como por exemplo o Conselho Nacional de Meio Ambiente, atitude amplamente criticada até hoje.
De acordo com o ministro norueguês, cerca de 2,5 bilhões de reais aguardam para serem liberados para ser utilizados no fundo de preservação da floresta amazônica, esse valor, só para termos uma noção do volume é 35 vezes maior do que da SEDAM, órgão ambiental de Rondônia que é de 71 milhões previsto para 2023. A própria SEDAM é beneficiária do fundo e já havia captado, até o bloqueio, mais de 45 milhões do fundo.
O objetivo central do Fundo Amazônia é promover projetos para a prevenção e o combate ao desmatamento e também para a conservação e o uso sustentável das florestas na Amazônia Legal, os recursos do fundo contribuiram para redução das taxas de desmatamento e implementação de uma série de projetos voltados a conservação e desenvolvimento sustentável da região, os quais beneficiaram e impulsionaram atividades economicas de povos indígenas e comunidades tradicionais, bem como ações dos governos estaduais. Exclusivamente em territorio rondoniense, foram apoioados 7 projetos que trouxeram para o o Estado mais de 100 milhões de reais, contudo estiveram parte de sua execução em Rondônia 28 projetos.
A descontrução das políticas públicas ambientais dos ultimos 4 anos, culminou nos já conhecidos aumento de 70%, do desmatamento na Amazônia brasileira, o que, nas palavras de Barth Eide, ministro norueguês foi escandaloso, e que isso foi uma das motivações para que seu país, a Noruega entrasse em um "confronto frontal" com Bolsonaro sobre a questão.
Além da Noruega, Alemanha e Petrobras também compõe doações ao fundo em valores menores do que 5% do valor total. Ao longo da existência do fundo Amazônia, a Noruega se comprometeu a doar mais de 5 bilhões em apoio ao Brasil.
Há 4 dias antes das eleições, o STF formou maioria para determinar reativação do Fundo Amazônia, quando os ministros do supremo concederam prazo de 60 dias para que a União adote medidas para a reativação do fundo.
A expectativa de reativação do fundo e liberação dos recursos, são o início da retomada agenda ambiental Amazônia condizente com os problemas voltados ao controle de desmatamento e avanço do desenvolvimento da bioeconomia. Os sinais dessa retomada já estão sendo factíveis com a confirmação do presidente eleito a COP27 no Egito em novembro e as conversas com o presidente dos EUA Joe Biden e Emmanuel Macron da França.
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