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Existem cada vez mais empresas fornecendo maquininha de cartão para microempreendedor. No podcast de hoje, conversamos com o Pedro Vieira, da Rádio Inconfidência, sobre a importância de escolher bem a maquininha. Recentemente falamos na Rádio sobre as mudanças no mercado de trabalho. À medida que vem caindo o número de trabalhadores com carteira assinada, aumenta o número de pequenos empreendedores.
O foco da conversa, hoje, é como esses empreendedores podem melhorar seu desempenho. Um dos fatores importantes é aceitar cartões de débito e crédito como forma de pagamento.
Aceita cartão?Até algum tempo atrás, aceitar cartões era coisa de empresas médias e grandes. Os custos para se manter uma estrutura eram altos, e só se justificavam se o volume de vendas fosse expressivo. Além disso, não eram todos os clientes que tinham acesso a cartões. Porém, isso foi mudando, e de alguns anos para cá o quadro é outro.
Um dos motivos é que aumentou muito o número de pessoas que têm cartões de crédito e débito. Primeiro, porque cada vez mais pessoas vêm tendo acesso aos bancos e, consequentemente, aos cartões oferecidos por eles. Depois, os cartões passaram a ser oferecidos também por estabelecimentos comerciais. Então, a pessoa não precisa nem ter conta em banco. Recentemente, surgiram também novas empresas financeiras – não necessariamente bancos – que oferecem cartões. O resultado é que mais pessoas passaram a ter acesso a eles.
Mais empresas de maquininhaAlém disso, aumentou muito o número de empresas que fornecem maquininha de cartão para microempreendedor. Até alguns anos atrás, quase toda maquininha que você via por aí era da Cielo e Rede, que tinha a exclusividade da Visa ou da Mastercard – em compras no crédito –, ou então da Visa Eletron ou da Maestro – nas compras no débito. Aos poucos você foi se familiarizando com os novos nomes como Pagseguro, Sumup, Payleven, Izettle, Getnet, Stone, Mercado Pago, Bin, Pago, PaggCerto, Vero, Moviu, Bestpay, PagSuper, Mobi, BeautyPay e tantos outros.
E agora, já reparou? Você vê por aí dezenas de tipos e marcas de máquinas. E, como em todo mercado em que existe livre concorrência, o campo está livre para a melhora nos serviços e nos preços.
Ranking de maquininhas mais clicadas no Comparador! Posição Empresa Plano Consultar 1 Sumup Top Plano Econômico AVALIAR 2 Pagseguro Minizinha (30 dias) AVALIAR 3 SumUp Super Plano Econômico AVALIAR 4 Mercado Pago Point Mini (30 dias) AVALIAR 5 Pagseguro Minizinha (14 dias) AVALIAR 6 Sumup Top Plano Acelerado AVALIAR 7 Pagseguro Minizinha (1 dia) AVALIAR 8 Cielo Fixa Linha Discada AVALIAR 9 Rede Com Fio (31 dias) AVALIAR 10 Pagseguro Minizinha Chip (14 dias) AVALIAR Mais empreendedores no mercado
Um terceiro sinal dessa mudança é o assunto da nossa conversa. O número de empreendedores aumentou muito. Muitas pessoas que antes trabalhavam com carteira assinada tornaram-se Microempreendedores Individuais – MEI. Ou porque perderam o emprego e precisaram reiniciar sua vida profissional, ou porque seu setor de trabalho se modificou e passou a contratar prestadores de serviço, em vez de registrar funcionários.
O fato é que o mundo mudou, e o mercado de trabalho acompanhou essa mudança. Os empreendedores que não acompanharem vão ficar para trás.
Melhor maquininha de cartão para microempreendedorNão existe aquela que seja, ao mesmo tempo, a melhor maquininha de cartão para microempreendedor, para profissionais liberais e para empresas maiores. E nem mesmo uma que seja boa para todos os microempreendedores. Aliás, se existisse, seria por pouco tempo, pois com tantas empresas entrando no mercado, se alguma aparecesse como a melhor, logo surgiria outra para desbancá-la.
O que existe é a melhor maquinha de cartão para o SEU negócio. Isto é, aquela que, para o seu perfil de vendas, lhe oferece os melhores preços, equipamentos e condições.
SimuladorMas como escolher, nesse mar de empresas, maquininhas, tecnologias e preços? Agora é fácil. Basta consultar o Simulador de Máquinas de Cartão do Educando Seu Bolso. Com ele, você informa o que precisa, quanto e como vende, e como prefere atender seu cliente, e em um clique fica sabendo qual maquininha de cartão é a melhor para seu negócio.
O simulador funciona bem para qualquer tipo de empresa ou profissional liberal. Porém, ele é especialmente útil para dizer qual é a melhor maquininha de cartão para microempreendedor individual. Afinal, o MEI geralmente trabalha sozinho e tem menos condições de consultar tantas empresas.
Além disso, se você entra em contato com um fornecedor de maquininhas, provavelmente vai conversar com um vendedor que vai querer te convencer que a maquininha dele é a melhor. O Simulador do Educando Seu Bolso é totalmente isento e transparente. Não queremos vender a maquininha A ou B, e sim te mostrar qual é a melhor solução para você.
Mesmo se você já oferecer aos seus clientes a opção de pagar com cartão, não deixe de conhecer o simulador. Pode ser que você esteja pagando mais caro, e haja uma empresa prontinha para te atender melhor.
Por que ter uma maquininha?E se você ainda acha que não precisa oferecer essa comodidade aos seus clientes, ou que seu negócio não combina com cartão, listamos a seguir alguns motivos para mudar de ideia.
Aumento De VendasNão há como negar que oferecer ao cliente a opção de pagar com cartão aumenta vendas. Cada vez mais as pessoas preferem usar cartões, por vários motivos:
Além disso, aceitar cartões permite ganhar aquelas vendas que o cliente não estava planejando. Nós, do Educando Seu Bolso, sempre aconselhamos as pessoas a tomar cuidado com as compras por impulso. Não é disso que estamos falando agora. Me diga aí: quantas vezes você não estava na rua e, de repente, se lembrou de que precisava comprar algo para sua casa? Ter um cartão no bolso não facilitou sua vida, na hora dessa compra não programada? Pois é. Oferecer essa comodidade ao cliente te permite realizar essas vendas.
As vendas com cartão representam uma fatia cada vez maior no faturamento das empresas. Pesquisa recente da Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL de Belo Horizonte, divulgada pelo Sebrae, mostra que elas já são mais de 60% das receitas da maioria das empresas. Em um terço delas, são mais de 80%! Não dá para ficar fora dessa.
As Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil, publicadas pelo Banco Central, mostram aumento no número de transações com cartão em 2016, em relação ao ano anterior – os dados mais recentes ainda não foram divulgados. Segundo a pesquisa, "foram realizadas 5,9 bilhões de operações com cartões de crédito e 6,8 bilhões com cartões de débito, o que representa um aumento, em relação ao ano anterior, de 6% e de 5%, respectivamente"
Seu Concorrente OfereceVocê se lembra daquele tempo em que muitos bares e restaurantes não aceitavam pagamento em cartão? É provável que, alguma vez, você tenha escolhido um estabelecimento porque lá aceitava cartão, enquanto o concorrente não aceitava.
Pois é. Se você não oferece maquininha de cartão, é possível que um potencial cliente seu prefira o seu concorrente que ofereça.
SegurançaFalamos logo acima que seu cliente prefere usar cartão, porque é mais seguro, certo? Agora vamos falar da SUA segurança. Ficar andando por aí com o dinheiro e os cheques das suas vendas não é nada seguro. É por isso que maquininha de cartão para microempreendedor, hoje em dia, é algo fundamental. Com ela, não tem risco. Vendeu, passou o cartão, pronto: daqui a pouco o dinheiro está na conta e ninguém tasca.
Custos CaíramComo dissemos, o número de fornecedores de maquininha de cartão para microempreendedor tem aumentado muito. Essa concorrência faz com que os serviços melhorem e os preços caiam. É a lei da oferta e da procura.
As Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões do Banco Central do Brasil comprovam isso também. Com o aumento no número de empresas, as taxas de desconto cobradas por elas vêm caindo. Em nossa avaliação, a tendência é de que caiam ainda mais, e que os serviços melhorem.
TecnologiaA cada dia surgem novas tecnologias. Se você tem mais de 40 anos, provavelmente se lembra de quando as vendas com cartão de crédito eram feitas com uma engenhoca de plástico e papel carbono. Depois surgiram as máquinas que liam tarjas magnéticas. Depois, as leitoras de chips.
Agora é tanta novidade que mal dá para acompanhar. E quanto mais novidade, mais facilidade para clientes e fornecedores. Ficar fora desse admirável mundo novo é perder o trem da história. E quanto antes se entra nesse trem, mais fácil é acompanhar a evolução. E, claro, mais vendas.
A pesquisa do Banco Central trata sobre isso também. Segundo ela, em 2016 foram feitas 16,7 bilhões de operações – incluindo transações bancárias – por meio de celulares. Isto representou 28% do total de transações. Em 2015 a participação foi de 19%. Isto é, o crescimento de transações em aparelhos móveis é ainda mais acelerado. Há mais espaço para crescer.
ConcluindoNão é à toa que a cada dia surge uma nova empresa, uma nova maquininha de cartão para microempreendedor, com novas tecnologias. Você possivelmente já ouviu falar da máquina chamada Vermelhinha, da GetNet. Já falamos especificamente sobre ela aqui, numa análise bastante sincera, isenta e transparente. Já deve ter visto a máquina amarelinha, chamada Moderninha. E vai passar a ver cada vez mais a azulzinha da Stelo, a verdinha da Stone e muitas outras.
Talvez esteja acompanhando notícias na imprensa, sobre abertura de capital de empresas como PagSeguro e Stone.
Possivelmente vem ouvindo falar sobre contas digitais de bancos como Inter, Nubank e Original. Aliás, se não ouviu falar, recomendamos muito que conheça! Elas são uma ótima opção, não apenas para empreendedores, como também para pessoas físicas. E também temos um Simulador de Contas Digitais que você precisa conhecer!
E por que tudo isso, o que explica tanta novidade? É que as empresas descobriram que o mercado de microempreendedores é imenso e ainda pouco explorado no Brasil. Elas vão batalhar para te atender. Aproveite. Ouça nosso podcast, visite nossos simuladores, leia nossa dicas. Não se esqueça: maquininha de cartão para microempreendedor, hoje em dia, é fundamental! Não fique fora dessa!
No podcast de hoje, falamos sobre como o mercado de trabalho no Brasil vem se modificando de alguns anos para cá. Conversamos com o Pedro Vieira, da Rádio Inconfidência, sobre como os brasileiros, de modo geral, vêm lidando com isso. Tanto a crise como as recentes mudanças na legislação afetaram bastante as condições de trabalho.
A longa e severa recessão que o país vem enfrentando – e que dá sinais de que, aos poucos, vai passando – teve como uma das piores consequências o desemprego. Todos conhecemos a capacidade que o brasileiro tem de se virar, se adaptar e enfrentar as dificuldades. Porém, até mesmo experientes analistas da economia se surpreenderam com a forma como isso ocorreu. Dados recentemente apurados mostram que dois milhões de pessoas foram trabalhar por conta própria, ou conseguiram emprego sem carteira assinada.
Estes dados, associados às recentes mudanças e discussões sobre previdência e relações de trabalho, indicam que o perfil do mercado de trabalho no Brasil está mudando.
Emprego ou trabalho?Há no Brasil, hoje, cerca de 92 milhões de pessoas trabalhando – perceba que eu, propositalmente, disse "trabalhando", e não "empregadas". Isto porque, daqui para frente, vamos falar mais em trabalho do que em emprego. Até 2014, as pessoas que trabalhavam com carteira assinada representavam cerca de 40% do total. Agora representam 36%.
É uma redução significativa, que sinaliza novos tempos. Não se trata, somente, de acompanhar índices de emprego e desemprego. Números recentes do IBGE mostram que a taxa de desemprego fechou 2017 em 12,7%. Mesmo que esse número se reduza daqui para frente – e deve se reduzir – é importante entender COMO as pessoas estão trabalhando. O que estão fazendo? Que relação têm com quem as contrata? Emprego ou prestação de serviço? Formal ou informal? Afinal, como anda o mercado de trabalho atual?
Como dissemos, a proporção de empregados formais no total de pessoas ocupadas caiu de 40% para 36%. Queda de 4 pontos percentuais, portanto. No mesmo período, a proporção de empregados sem carteira assinada subiu de 11,2% para 12,1% desta população. Aumento de 0,9 ponto percentual. E a proporção de pessoas que trabalham por conta própria subiu de 22,9% para 25,1%, aumento de 2,2 pontos.
Em resumo, vimos o emprego formal cair 4 pontos percentuais, e os trabalhos informais e por conta própria aumentarem 3,1 pontos percentuais. Esta dança de números nos permite concluir que, nos últimos 3 anos, muitas das pessoas que tinham emprego formal possivelmente passaram para a informalidade ou tornaram-se empreendedores.
E o efeito disto?
Quais as consequências dessa nova configuração do mercado de trabalho? Muitas, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade.
Para a sociedade, afeta a própria dinâmica do mercado de trabalho. Mudam as relações de trabalho, as questões jurídicas relacionadas a elas, além de mudanças importantes na economia. Por exemplo, diminui a arrecadação de obrigações relacionadas ao trabalho, aumenta a de tributos relacionados à produção, aumenta o volume de recursos em fundos de previdência, entre outras.
Mas é para o indivíduo que as mudanças são mais radicais. Esse mundo novo afeta, por exemplo, as férias, a seguridade social, a necessidade de mobilidade urbana, a rotina de trabalho, entre muitos outros aspectos. E, principalmente, afeta a própria relação do indivíduo com seu trabalho. Se, no "barco" anterior, ele estava apenas com o remo nas mãos, ao deixar o emprego formal ele tem, além do remo, o leme. Isto é, ele precisa decidir o rumo que seu trabalho irá tomar, de acordo com as oportunidades e dificuldades que avistar pelo caminho. Isto é, ao mesmo tempo, um direito e um dever, uma liberdade e uma responsabilidade.
Isto implica também que, além das questões do trabalho, ele tome decisões sobre sua vida, em áreas que o emprego formal, até então, atendia. Por exemplo, a aposentadoria. Se ele não contribui mais para o INSS por meio da empresa, precisa pensar no futuro. Como vai ser? Contribuir como autônomo? Partir para uma previdência privada? Compor uma reserva com recursos próprios?
Outro ponto: planejamento financeiro familiar, o famoso orçamento doméstico. Se, num ambiente de estabilidade, a pessoa pode manter uma reserva para emergências mais modesta, num ambiente de alto risco essa reserva precisa ser maior. Afinal, se o risco de ficar sem trabalho é maior, é bom garantir tranquilidade durante alguns meses, até as coisas melhorarem.
MEI é emprego?Nos números apresentados acima, vimos um aumento de 2 pontos percentuais no número de pessoas que partem para o empreendedorismo. Um componente importante para essa tendência é o surgimento da figura do Microempreendedor Individual – MEI. A alteração na legislação ocorreu em 2008, e a cada dia existem mais facilidades para os MEI, tanto na legislação como nos produtos e serviços criados sob medida para eles.
Na legislação vimos, por exemplo, uma Resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional – CMN em janeiro de 2018 permite que os MEI abram e encerrem contas de depósito pela internet. Isso despertou em instituições financeiras a criação e oferecimento de produtos e serviços voltados especialmente para este público, e já aproveitando as novas regras.
Essa evolução na legislação e nos produtos oferecidos aos MEI são um importante incentivo à formalização. E isso é muito importante, pois ainda há muitos empreendedores trabalhando informalmente. Como dissemos anteriormente, 25,1% das pessoas ocupadas trabalham por conta própria. Porém, destas, apenas 18,5% fazem isso têm um CNPJ – sejam MEI ou outra forma de empresa.
Vantagens da formalizaçãoA formalização tem muitas vantagens para todos. Primeiro, para os próprios MEI, que podem aproveitar dos benefícios da legislação e dos produtos feitos especialmente para eles. Os clientes ficam mais seguros, pois a relação de contratação é mais clara e transparente. Além disso, aumenta a arrecadação de impostos e melhora a qualidade nas estatísticas e informações sobre a economia, o que permite melhoria nas políticas públicas.
Até mesmo atividades que não estão totalmente regulamentadas pela legislação já se tornaram componentes importantes no mercado de trabalho. Por exemplo, os aplicativos de transporte individual, como Uber, Cabify entre outros. Muitas pessoas que perderam emprego recentemente adotaram esta atividade. Afinal, é uma forma de obter algum rendimento e, ao mesmo tempo, ter certa flexibilidade para providenciar outra ocupação.
É claro que empreender não é simples e não traz resultados imediatos, e isso é um problema sério no Brasil. Afinal, aquilo que sobra no brasileiro em criatividade e capacidade de adaptação, falta em capacidade de se planejar. Muitos negócios são abertos de forma improvisada e sem estudo. O resultado disso não poderia ser diferente: a maior parte dos negócios fecha as portas com menos de 1 ano. Problemas que poderiam ser evitados com um pouco de cautela e estudo, infelizmente não são. E aí, não é raro que aquilo que poderia ser uma opção de trabalho sustentável se torne um problema a mais na vida da pessoa.
Precarização do mercado de trabalhoAo final da conversa o Pedro trouxe uma questão muito complexa. Até que ponto vale a pena submeter-se à precarização nas condições do mercado de trabalho? Esse assunto é tão complexo que o Pedro demorou mais de um minuto só para formular a pergunta. E depois, claro, jogou no nosso colo, porque gostamos desses desafios!
O que o Pedro chamou de precarização é o trabalho com menos direitos do que aqueles aos que o brasileiro está acostumado. Mais especificamente, o trabalho sem carteira assinada. Por exemplo, quando o trabalhador transforma-se em MEI e, formalmente, passa a prestar serviço para a empresa, em vez de ser funcionário. Em muitos casos, ele cumpre exatamente as mesmas funções que, anteriormente, eram cumpridas por um trabalhador com carteira assinada. Só que, agora, a empresa não precisa arcar com INSS, FGTS e outros encargos trabalhistas. E o trabalhador, por outro lado, não tem esses benefícios para si.
E aí? Vale a pena? Ou é melhor não aceitar isso, e procurar um emprego com carteira assinada?
Existe escolha?Ora, sabemos que, em muitos casos, não é questão de valer a pena. Às vezes não há escolha, a pessoa precisa cuidar de si e da família. Uma semana sem trabalho pode significar dificuldades sérias, e aí a pessoa aceita o trabalho. E, aceitando, fica sem tempo e disposição para procurar algo melhor, e vai se acostumando com aquela situação.
Em outros casos, porém, a pessoa sente que existe possibilidade de batalhar por algo melhor. E aí vem a dúvida – e acho que foi esse o ponto que o Pedro quis ressaltar: vale a pena? O vínculo empregatício é algo precioso a ponto de justificar um esforço a mais, em busca da carteira assinada? Vale a pena investir suas horas diárias no mercado de trabalho formal, em vez de buscar algo com menos direitos, mas que, talvez, possa até remunerar melhor?
Nossa opiniãoEm nossa opinião, os benefícios de se ter carteira assinada não são de se jogar fora, não. Em outras palavras, EM PRINCÍPIO, se houver a possibilidade de trabalhar com registro na carteira, vale a pena. A contribuição ao INSS é interessante. EM MUITOS CASOS, aconselhamos que a pessoa contribua pelo mínimo e constitua uma reserva de outra forma – previdência privada, investimentos de longo prazo etc. Assim ela mantém os benefícios previdenciários e fiscais que o INSS provê.
O leitor viu que usei letras maiúsculas no parágrafo anterior, ao dizer "em princípio" e "em muitos casos". Isto porque, em determinadas situações, pode ser melhor abrir mão da carteira assinada e partir para outras formas. Por exemplo, se a pessoa se vê diante de uma oportunidade muito promissora de empreender em um segmento de que goste muito – gostar não é suficiente, mas é importante – e sente que as condições estão favoráveis, ela pode e deve se aventurar!
A conversa foi muito boa, mais uma vez. É sempre bom falar sobre assuntos relevantes, que dão pano para a manga, e que estão e estarão cada vez mais na vida das pessoas. Pedro, mais uma vez, brilhou na condução do tema. Recomendamos ouvir o podcast, ficou excelente.
Educação financeira é algo que o brasileiro em geral não tem. Novidade nenhuma nisso. Mas o que é educação financeira?
Grosso modo, educação financeira é uma forma de conhecer e planejar receitas e despesas, evitando surpresas e construir sonhos. A educação financeira ajuda a administrar dívidas e investimentos, bem como planejá-los.
Educação financeira, portanto, é saber lidar com seu dinheiro de forma saudável. É não gastar mais do que ganha. É fazer sobrar no fim do mês, e investir esta sobra. Antes, é saber a diferença entre poupar, guardar e investir. É não se deixar atolar em dívidas. É poder colocar a cabeça no travesseiro e não perder o sono por causa das contas a pagar, e demais despesas.
Este foi o tema da nossa conversa desta semana no programa Em Boa Companhia, da Rádio Inconfidência.
Fonte de informaçõesVeja que bacana vem a seguir, no próximo parágrafo: um banco, grande por sinal, ensinando um pouco de educação financeira.
Uma literatura interessante pode ser vista no site da Caixa Econômica Federal, através desta URL.
Através dela você pode aprender sobre juros, inflação, crédito, investimentos, tipos de investimentos, Imposto de Renda, investimentos de curto, médio e longo prazo.
Pode ver também formas de administrar seu dinheiro. Conceitos de despesa e receita, como manter o controle, aprender a gastar, usar as opções de crédito a seu favor, etapas de planejamento financeiro, como preparar para imprevistos, educar filhos, financiamento imobiliário, quando comprar a casa própria…
Fala também de cuidados com a compra de imóveis na planta, se vale a pena comprar imóveis para investir, se ganhar mais significa gastar mais, estilo de vida e riscos de endividamento, se ter dinheiro e crédito significa ter segurança financeira.
Ensina também a saber sair do vermelho: conhecer o tamanho da dívida, como funcionam os juros, como retomar o controle.
Ensina ainda como planejar o futuro. Como alcançar independência financeira, sobre previdência privada, seguros, e alternativas de investimentos.
Achei fantástica a iniciativa, especialmente partindo de um grande banco. Outros bancos também fazem isto: Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander são outros exemplos. Certamente não são os únicos, mas acredito que o conteúdo que estes 5 maiores oferecerem são bastante relevantes. Cada um puxando sardinha para seu lado, é verdade, mas é conteúdo gratuito e de certa forma muito esclarecedor.
Dados sobre a educação financeira no BrasilPesquisa recente do Banco Central mostrou mais uma vez dados alarmantes acerca da educação financeira do brasileiro. Vamos a alguns exemplos:
"64% dos brasileiros dizem pagar suas contas em dia". Note: isso é o que dizem! A situação pode ser pior. Talvez tenham vergonha de expor a verdade. De qualquer forma, 36% assumem a inadimplência, o que representa mais de um terço da população pesquisada.
"18% responderam corretamente sobre juros compostos". 82% falham no cálculo da matemática financeira que – naturalmente – afeta diretamente suas vidas. Mais de quatro quintos é muita coisa. Pelo menos em minha opinião. Juro é um conceito simples? Talvez não, especialmente em um país com nível de escolaridade tão baixo. Juro composto, então… Talvez esta situação calamitosa pudesse ser prevista sem a realização da pesquisa. Mas os números preocupam.
"56% não fazem orçamento doméstico ou familiar". Isto significa que estão indo ao sabor do vento. O dinheiro vai fugindo pelos dedos de mais da metade da população brasileira, e eles nem percebem. É outro dado muito alarmante.
"50% sentiram que, alguma vez nos últimos 12 meses, as despesas foram maiores que a renda". Duvido que metade da população brasileira tenha tido uma verdadeira emergência que exigiu o uso de recursos de forma não planejada. Duvido mesmo. O mais provável é que haja uma boa coincidência entre estes e os que não fazem orçamento. E, de repente, são surpreendidos com as despesas extrapolando as receitas. E mergulhando em dívidas.
Dados envolvendo gêneros"27% das mulheres são as únicas responsáveis pelas finanças da casa". Há uns 40 ou 50 anos, quem pensaria em mais de um quarto das mulheres administrando financeiramente os lares brasileiros? Parabéns à mulherada que está dando conta do recado. Mais: se 27% são as únicas responsáveis, outras 28% participam – majoritária ou minoritariamente – do provimento do lar. Ainda que ainda tenhamos 45% dos homens como únicos provedores, o número é muito relevante. 55% das mulheres e 73% dos homens participam dos custos das residências. É mais da metade das mulheres contribuindo, algo impensável há 50 ou mais anos.
"34% dos homens pouparam parte da renda nos últimos 12 meses, enquanto 27% das mulheres conseguiram guardar recursos no período". Seria a confirmação de que as mulheres são mais gastadeiras? Acho que não podemos afirmar isto sem saber o comparativo de rendas e/ou os valores absolutos poupados. Pode ser que sejam? Pode. Mas não podemos afirmar.
Analisando os dadosOutros dados relevantes poderiam ser elencados aqui, extraídos desta pesquisa. Mas vamos analisar estes primeiramente, pois já temos bastantes números.
Sobre pagar as contas em diaPagar contas em dia deveria ser dever de casa para todos. 36% de inadimplentes assumidos – qualquer que seja a razão – é percentual altíssimo. Isto precisa ser combatido com urgência. Mais de um terço da população reconhece que não consegue honrar seus compromissos financeiros. Sem dúvidas, uma parcela destes aceita isto como algo normal, o que é ainda mais absurdo.
Conheço um caso de uma pessoa que recebe mais de 20 salários mínimos líquidos mensalmente para manter uma residência com apenas 3 adultos e vive pendurada em dívidas. Isto é a antítese da educação financeira! É a total falta de educação financeira. Uma pessoa com renda discricionária tão alta não deveria ter o menor problema para equacionar sua situação econômica. Mas, antes, essa pessoa está totalmente enrolada. Deve a hipoteca da casa, o CDC do banco, o cheque especial, parentes e amigos. E deve muito! E não consegue pagar, acredite. Com isto, perde contato com as pessoas de quem gosta, e que gostam dela. Se afasta por vergonha ou por não ter mais desculpas a dar. Isto é a falta de educação financeira prejudicando seriamente a pessoa e, no limite, a sociedade.
Sobre o percentual de poupançaBaixo. Muito baixo. Menos de um terço da população conseguiu poupar algo em 2017. Isto também é consequência de falta de educação financeira. Uns não poupam por não conseguir fazer sobrar. Outros, porque as dívidas consomem todo seu recurso. Ainda há quem vive um eterno carpe diem, sem preocupar-se com o amanhã. Estes últimos talvez sejam os mais fáceis de se trabalhar: é possível que inserindo um pouco de medo possa resolver. E os outros casos? Será que não querem poupar também? Aliás, quem não quer ter tranquilidade financeira? Não consigo conceber algo diferente de uma resposta de desejo da estabilidade financeira.
Mas porque isto acontece, então? Porque não se esforçam mais para poupar? Porque esforçar-se nem sempre é fácil. Especialmente quando o resultado não vem, ou é pífio. Vejamos um exemplo prático, de um fundo de pensão.
Fundos de pensão são uma forma de poupança?Muitos falam que não poupam mas esquecem-se dos fundos de pensão. Em nossa realidade atual (Brasil) temos fundos de pensão trabalhando com meta atuarial de 4,5% ao ano acima da inflação. Isto significa que quando ele se aposentar terá uma renda média mensal aproximada de um duzentos-avos do valor acumulado. Os mais conservadores falam em um duzentos e cinquenta-avos.
Tomando pelo lado mais conservador, significa que de cada R$ 1.000,00 acumulados em um fundo de pensão, o cidadão terá aproximadamente R$4,00 mensais pelo resto da vida, corrigidos pela inflação. R$ 1.000.000,00 asseguram R$ 4.000,00. Pode parecer pouco relativamente ao montante, mas deve ser enxergado como uma renda vitalícia. Muitos "atropelam" esta situação, sacam o dinheiro ao se aposentar e partem para o consumo.
Resumo da óperaOs imediatistas tendem a passar necessidade financeira quando o recurso termina de ser consumido. Não percebem que cada milhão de reais, que não é pouco dinheiro, significa quatro mil reais mensais. Uma Mega Sena simples, cujo prêmio orbita em torno de 3 milhões de reais, é uma tentação para o consumo imediato, mas pode se transformar em uma venda vitalícia da ordem de doze mil reais mensais. Vitalícia significa para o resto da vida!!! Não considero pouco dinheiro para se viver, considerando que este valor será corrigido pela inflação…
Algumas empresas oferecem fundos fechados a seus empregados. Às vezes, até oferecem contrapartidas como 1 por 1 até certo limite. Isto significa que para cada R$ 1,00 colocado pelo empregado a empresa também coloca R$ 1,00. Normalmente há um limite neste aporte pelo empregador. O melhor caso que conheço, da ótica do empregado, tem a coparticipação em 12%. Coincidentemente, este é o percentual limite de abatimento no Imposto de Renda pela Receita Federal.
Título de capitalização e educação financeiraAh, para os que falam em "poupar" através de títulos de capitalização… Corra! Corra quilômetros. Mas não deixe que te vendam isto. Particularmente nem considero investimento. Aliás, isto ser autorizado que bancos comercializem entendo ser um absurdo. Os vendedores apostam justamente na falta de educação financeira para venderem produtos como isto. Eu já troquei de gerente de banco porque ele ofereceu (e insistiu) que eu comprasse título de capitalização. E se o gerente da agência não trocasse o gerente da minha conta, trocaria de agência. E se não trocasse de agência trocaria de banco. O que não dá é para trabalhar com um profissional no qual você perdeu a confiança.
Sobre o empoderamento femininoEspero não ser mal interpretado neste (e no próximo) tópico. Provavelmente, entretanto, serei. E muito. Por favor, tentem ler com o espírito desarmado.
O aumento do empoderamento feminino é um fato em nossa sociedade, acredito que isso seja indiscutível. Os números, inclusive, começam a refletir isto. Quando comparamos 73% e 55% percebemos que a distância percentual entre os provedores já está diminuindo. E a tendência é a redução paulatina desta margem até que – espero – cheguemos a números similares à margem de erro. Ou bem próximo a isto. Igualdade rigorosa é estatisticamente improvável. Pode ser que em alguns locais já até tenhamos a inversão, mas não vi este detalhamento na pesquisa.
Alguns indicadores, no entanto, permitem prever até mesmo uma virada: mulheres assumindo a dianteira no sustento da casa. É sabido que há uma relação direta com desvio padrão relativamente pequeno quando comparamos escolaridade e renda. Como o nível de escolaridade das mulheres tem sido sistematicamente maior que o dos homens, esta virada é possível. Depende de outros aspectos sociais, sim. E também. Mas é possível.
Vale observar que hoje, em média, uma mulher recebe aproximadamente a 76% do que um homem. Este dado é de levantamento feito no Brasil pelo PNAD em 2015. PNAD significa Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios.
Porque isto?Porque estou apontando isso? Porque a forma de pensar feminina é diferente da masculina. A mulher tem um instinto de preservação maior do que o homem. Isto também pode (deve, talvez) ser culturalmente alterado com o passar dos tempos. Mas fato hoje é que o homem é mais individualista, assume maiores riscos e costuma pensar menos no futuro. Não vou tecer comentários quanto a esses dados para não ficar (mais) machista este tópico.
Mas, a menos que os dados estejam errados, a tendência é que com o tempo, a mulher passe a poupar mais. A inversão dos números apresentados (34% x 27% na capacidade de poupança) é viável em médio prazo. Isto pode acontecer se a desigualdade de renda for reduzida. Isto implicaria em aumento da renda discricionária feminina. Menor comprometimento percentual com as despesas relativamente aos homens. Com maior renda discricionária e maior instinto de preservação, acredito que as mulheres passem a investir mais que os homens.
Sobre o descontrole financeiroTratarei conjuntamente dois fatos agora: os 56% e os 50%. 56% dos que não fazem orçamento e 50% dos que são surpreendidos. Note que são percentuais próximos. Algo me leva a crer que isto não é mera coincidência. A falta de orçamento pode, sim, ser uma causa importante para a surpresa. Há um dito popular que apregoa que tudo o que se mede tende a melhorar. Eu acredito nisso. Se você mede e controla, tende a perceber com mais facilidade que ajuste precisa ser feito. Ainda que não se saiba precisa ser feito, sabe que algo precisa mudar. E se tiver humildade, ainda que não saiba, pede ajuda.
Note o termo "sentiu" na questão dos 50% que sentiram que tiveram gastos superiores. O verbo sentir pode denotar que pode ter tido ou não os gastos superiores. Denota descontrole de gastos. Sentiu. Mas não tem certeza. Houvesse controle orçamentário, este sentimento poderia se transformar em afirmação categórica.
Para terminarEducação financeira é algo fundamental para se ter uma vida estável e equilibrada, não apenas economicamente. De certa forma, tudo orbita em torno de dinheiro, feliz ou infelizmente. Como aprender é algo sempre positivo, agrega valor e até qualidade de vida, sugiro que sempre busque este caminho. Adquirir conhecimento, inclusive financeiro, não deve lhe trazer prejuízos.
Aproveite para ouvir o podcast agora, clicando logo abaixo no play e até a próxima.
No podcast de hoje, falamos sobre o IPTU e o IPVA 2018. Esses impostos são nossos velhos conhecidos. Todo ano é a mesma coisa: chega dezembro, vêm 13º salário, natal, réveillon, férias e, logo depois, as despesas de janeiro.
Quem acompanha o Educando Seu Bolso sabe que nós sempre recomendamos que as pessoas façam suas reservas financeiras. No caso específico das despesas de janeiro, a reserva pode ser feita até mesmo com o 13º salário. Quem tem essa reserva, além de não ser apanhado desprevenido, pode aproveitar descontos.
IPVAComeçando a falar sobre o IPVA 2018. Mais especificamente, sobre a função e destinação deste imposto. Muitas pessoas pensam que ele se destina à manutenção de ruas e estradas. É muito comum vermos motoristas revoltados contra ruas esburacadas, reclamando: "Eu pago IPVA caro, tenho direito a trafegar em ruas decentes".
Sim, é claro que todos nós, que pagamos tantos impostos, merecemos receber bons serviços, entre eles, o de manutenção de vias públicas. Acontece que o IPVA não funciona bem assim.
De todo o valor que se paga em IPVA, 40% vão para a prefeitura do município onde o carro é registrado, 40% vão para o estado e 20% para o FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Ocorre que, tanto a prefeitura quanto o governo do estado não têm a obrigação de destinar todos os recursos do IPVA diretamente à manutenção de vias, sinalização e outros serviços relacionados ao uso dos veículos. O valor arrecadado vai para o caixa do governo, que pode destiná-lo da forma como bem entender.
O valor do IPVA é uma alíquota aplicada ao valor de mercado do veículo, segundo a Tabela Fipe. Esta alíquota varia de estado para estado, geralmente ficando entre 2% e 4%. Alguns estados aplicam alíquotas diferentes, conforme o caso. Em São Paulo, por exemplo, o IPVA é mais barato para veículos movidos a etanol, GNV ou energia elétrica.
E o desconto?Em Minas Gerais existe um desconto de 3% para quem paga o IPVA 2018 à vista. Outros estados também oferecem benefício semelhante. "Ah, mas 3% é muito pouco", dirão alguns. É verdade, não é lá grande coisa. Mas, como diziam os antigos, "é melhor pingar do que secar". Isto é, um desconto pequeno é melhor que desconto nenhum.
Mas quer ver que esses 3% não são tão ruins assim? Suponha que o valor do imposto seja R$ 900. Para quem aproveitar o desconto para pagamento à vista, fica em R$873. Para quem pagar parcelado, são 3 parcelas de R$ 300. Se você fizer um empréstimo de R$ 873 em um banco, para pagar 3 parcelas de R$ 300, estará pagando 1,53% de juros ao mês.
Não é nada exorbitante, mas, em tempos de inflação baixa, é bom evitar uma taxa dessas, certo? E, ao mesmo tempo, para quem não tem o dinheiro todo e aderir ao parcelamento, não estará pagando tão caro.
Outra vantagem para quem quita antecipadamente é não correr o risco de se esquecer de pagar as prestações seguintes. Já fica livre disso em janeiro, mesmo.
Em resumo: se você tem o dinheiro, aproveite o desconto. Se não tem, use o parcelamento.
Pagar IPVA 2018 pelo cartão de crédito?Uma novidade que surgiu este ano é a possibilidade de pagamento pelo cartão de crédito. Neste caso, o valor pode ser parcelado em mais vezes. Parece bom, mas não é. Afinal, esse parcelamento tem juros, e bem altos! Então, nossa recomendação firme: evite esta opção! Se estiver muito apertado e não tiver dinheiro nem para pagar em 3 vezes, procure uma opção de crédito mais barata.
Parcelamento para servidores públicosOutra novidade deste ano é consequência da crise pela qual os estados vêm passando. Em Minas Gerais, muitos servidores públicos tiveram seu 13º salário parcelado. Estes servidores públicos terão prazos diferenciados para pagamento do IPVA 2018 e do DPVAT – o seguro obrigatório. Quem teve o 13º parcelado em 2 vezes ganha algumas semanas de prazo a mais. Quem teve os provimentos parcelados em 4 vezes vai ganhar ainda mais prazo. Ouça o podcast para saber mais detalhes.
MultasOutra coisa importante a se lembrar é que, quem tem multas em aberto, não recebe o documento do veículo. Isto é, não basta pagar o IPVA 2018, o DPVAT e – no caso de Minas Gerais – a taxa de licenciamento. É preciso também quitar as multas. Então, nosso conselho é dar uma passada no site do Detran para saber a situação do seu veículo.
E o IPTU?Nosso outro velho conhecido de todo janeiro é o Imposto Predial e Territorial Urbano, o famoso IPTU. Este é um imposto municipal. Aliás, é o principal deles.
Existem vários casos de isenção de IPTU. Em Belo Horizonte, imóveis tombados, ou de valor baixo, ou adquiridos por meio do programa Minha Casa Minha Vida são exemplos de isenções.
Mas, para a maioria de nós, não há isenção. É preciso mesmo pagar o imposto. Ele não é barato, mas também tem desconto!
Assim como o governo de Minas Gerais concedeu 3% de desconto no pagamento à vista do IPVA 2018, a prefeitura de Belo Horizonte concedeu 5%.
E, também neste caso, a lógica é a mesma. Quem tem o dinheiro deve pagar à vista. No caso de BH, o desconto de 5% é ainda maior que o do IPVA 2018.
InquilinosPara quem é inquilino e precisa arcar com o imposto, em princípio vale a mesma regra. O cuidado a ser observado é para o caso de a pessoa desejar sair do imóvel ainda em 2018. Neste caso, é preciso levar isso em conta na hora de acertar a rescisão. Os valores pagos referentes a meses em que o inquilino não estiver locando o imóvel devem ser ressarcidos pelo proprietário.
Caso a pessoa vá sair do imóvel no início do ano, é preciso avaliar se isso vale a pena. Ver se compensa fazer um desembolso alto em janeiro, para depois receber isso de volta, apenas para obter um desconto válido para apenas alguns meses.
Valor do impostoÉ comum que proprietários recorram às prefeituras para uma revisão do valor do seu imposto, quando acham que está caro demais. É uma atitude legítima, que pode ter bons resultados. Isto é especialmente comum quando o imposto aumenta inexplicavelmente de um ano para o outro.
Em muitos casos pode haver erro, realmente. Mas, em outros, pode ser uma reavaliação feita pela prefeitura. Muitas delas estão lançando mão de novas tecnologias na fiscalização e arrecadação de impostos. No caso do IPTU, algumas estão usando drones para observar os imóveis e tentar identificar benfeitorias que justifiquem o aumento do IPTU.
ConclusãoA conversa foi muito boa, o podcast ficou muito bacana. E útil. Afinal, do IPTU e do IPVA ninguém consegue escapar. Quanto melhor soubermos lidar com eles, mais tranquilo será.
Na nossa última participação no programa Em Boa Companhia em 2017, falamos sobre o futuro. Ou será que falamos sobre o presente? O foco da conversa foi a relação dos chamados millenials com os serviços financeiros. Falamos sobre uma pesquisa feita pela empresa KPMG. Eles têm uma Fábrica de Inovações, recentemente fizeram uma apresentação na Comissão de Valores Mobiliários – CVM, e nós trouxemos para o programa algumas das conclusões apresentadas.
Quem são os millenialsA KPMG pesquisou diversas empresas, executivos e clientes. O foco era a chamada geração dos millenials, isto é, aquelas pessoas nascidas entre 1980 e 2000, que hoje têm hoje entre 17 e 37 anos de idade.
Segundo a pesquisa, milhões de millenials estão em busca de algo diferente, inclusive em termos de produtos e serviços financeiros. É uma geração inquieta, questionadora, que não se satisfazem com algo que o mundo simplesmente lhes impõe. Se as pessoas de gerações anteriores se conformavam com a explicação "é assim porque sempre foi assim", os millenials não se conformam. "Se sempre foi assim e não está bom, então é hora de mudar" parece ser seu lema. Isso está provocando inúmeras mudanças no mundo, e geralmente para melhor.
"Não vejo diferença entre meu banco e os outros"Segundo a pesquisa, mais de 53% dos millenials pensam assim. E é verdade. Os bancos, apesar de serem diferentes, oferecem sempre os mesmos serviços. Não há inovação, parece não haver concorrência. Entre um banco e os outros, mudam as cores, as propagandas, mas os produtos são parecidos e, pior, as taxas e tarifas cobradas também são parecidas. Eles não se esforçam para concorrer entre si.
Pense em outros segmentos da economia. Empresas baseadas em tecnologia, por exemplo. Elas estão sempre tentando inovar, oferecer funcionalidades mais avançadas que suas concorrentes. E o mais interessante: elas parecem estar sempre atentas às pessoas, ao que elas precisam, ao que desejam, e até ao que ainda não desejam porque nem sabiam que poderiam desejar. Isto é, a indústria da tecnologia antecipa as necessidades dos clientes.
33% dos entrevistados estão abertos a mudar de banco nos próximos 90 dias. 33% não acham que vão precisar de uma instituição bancária. 68% acreditam que, em 5 anos, a maneira como nós acessamos nosso dinheiro será totalmente diferente.
Contas digitaisNosso amigo Pedro Vieira, da Rádio Inconfidência, que é um millenial, concordou com tudo isso. Explicou as razões pessoais e profissionais que atualmente o impedem de mudar de banco, mas afirmou que está sempre de olho nas taxas que seu banco lhe cobra. E acrescentou: no que dependesse dele, passaria a usar apenas fintechs e contas digitais.
Millenials não fazem questão de agências bancárias. Aliás, eles não gostam delas. Quem gosta de agências com atendimento presencial são as pessoas de gerações anteriores. Os jovens buscam modernidade, agilidade, querem resolver suas necessidades com as pontas dos dedos em um smartphone.
Pensando nisso, e por falar em contas digitais, o Educando Seu Bolso oferece um Simulador de Contas Digitais. Por meio dele a pessoa pode encontrar a conta digital mais adequada às suas necessidades. Basta informar seu perfil, do que gosta, do que precisa, e o Simulador apresenta a opção de mercado que melhor – e de forma mais barata – vai lhe atender.
Vale lembrar que as contas digitais não são boas apenas para os millenials. Algumas pessoas que vêm de gerações anteriores podem pensar que não vão se acostumar com elas. Preferem estar vinculadas a uma agência, ter um gerente, porque não se acostumam com tanta novidade. Mas nós garantimos: não precisa ser assim. Uma conta digital, livre de uma agência, não é nenhum bicho de sete cabeças. Oferece tudo o que uma conta tradicional oferece, e pode oferecer mais e melhores serviços – e o principal: são mais baratas.
FrustraçãoOutros dados da pesquisa. 88% das pessoas acham frustrante quando provedores não conseguem entregar suas promessas de serviços. Provedores de serviços que não buscam ter os melhores interesses, saber o que o cliente busca, soluções baseadas no ciclo de vida do cliente, customização.
Pedro trouxe mais um ótimo testemunho de sua vida de millenial que tem de se virar em um mundo antiquado: algumas vezes, quando seu banco tenta inovar, tenta oferecer uma solução mais moderna e adequada aos novos tempos, a emenda fica pior que o soneto. Aplicativos que não funcionam direito, com navegação complicada, com controles excessivos e repetitivos. Até o ponto de ele desistir e ir pessoalmente ao banco.
PrivacidadeNesse ponto entra uma questão importante e intrigante: a privacidade. Como as empresas podem te conhecer, saber do que você gosta e precisa? Colhendo dados sobre você, certo? Como elas fazem isto? Te rastreando, acompanhando em que sites você navega, que aplicativos usa, o que tem comprado com seu cartão de crédito.
Já ouviu falar que o seu celular, mesmo quando não está sendo usado, te bisbilhota? Pois é. São inúmeros os relatos de pessoas que estavam conversando próximas ao celular e, logo depois, quando foram acessar o Facebook, ou o Google, se depararam com uma propaganda de algum produto sobre o qual elas estavam falando. Um pouco assustador, não? Sim, mas, por outro lado, é assim que as empresas conhecem os hábitos e necessidades das pessoas, e criam serviços úteis.
Me permitaMuitos millenials reclamam também de empresas que dificultam a realização de negócios. Querem transacionar de qualquer lugar, a qualquer hora e de qualquer maneira. Ser simples e transparente. Mais uma carapuça que serve direitinho nos bancos… Quantas vezes nós tentamos contratar algo em um banco, mas não sabemos exatamente como funciona aquilo que estamos comprando? Não sabemos quais são os custos, as permissões, as proibições, as consequências. E o pior: muitas vezes perguntamos ao nosso gerente, e ele também não sabe.
PressãoA boa notícia é que os bancos estão sentindo a pressão. Toda a inovação tecnológica, todas as demandas dos millenials, todas as possibilidades do admirável mundo novo estão fazendo com que eles se mexam. Estão tentando acompanhar as mudanças, seja desenvolvendo soluções próprias, seja incorporando empresas mais jovens e mais ágeis para serem seus laboratórios de inovações. Nós, do Educando Seu Bolso, acreditamos que vem coisa interessante por aí. É nosso papel informar e alertar as pessoas, incentivá-las a conhecer o novo, a exigir dos seus bancos que lhes entendam.
Feliz 2018, feliz mundo novo!Foi uma conversa muito boa. Uma ótima maneira de terminar 2017 olhando para a frente e para o alto. A parceria com a Rádio Inconfidência no ano que termina foi sensacional. Muitas conversas interessantes, muita informação, muitos alertas, muita educação financeira. Agradecemos a todos da Rádio e, principalmente, a todos os ouvintes e leitores. Em 2018 estaremos juntos. Feliz ano novo!
Nossa conversa de hoje, no programa Em Boa Companhia, da Rádio Inconfidência, foi com o Júlio Baranda. Nosso amigo Pedro Vieira está curtindo suas merecidas férias. E falamos sobre investimentos, de um jeito também diferente. Ficou muito legal.
Fim do ano chegando, 13º salário na praça. Tem gente com algum dinheirinho a mais disponível, querendo fazer uma aplicação. Júlio se lembra que vem aí a Mega Sena da virada. R$ 220 milhões. Quem ganhar, o que fazer?
Resolvemos trazer algumas frases interessantes para as pessoas pensarem em seu comportamento, e na forma como investem dinheiro. Vamos lá!
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A pessoa ganhou na Mega Sena algumas dezenas de milhões de Reais? Não é hora de inventar moda. Não dá para colocar em risco parte dessa fortuna tentando ganhar ainda mais dinheiro, de forma irresponsável.
– Certa vez – me disse o Júlio – você me falou que os gerentes de banco indicam para o cliente os investimentos bons para eles próprios, os gerentes. Então, quando a pessoa vai buscar o prêmio da loteria na Caixa, ela busca conselhos com o gerente, que nem sempre são os melhores.
Pois é. Os gerentes nesse nível geralmente são certificados, entendem bem do mercado. Mas possivelmente, ou provavelmente, vão indicar investimentos que sejam do interesse do banco. É por isso que, hoje em dia, vemos clientes – mesmo os de Private – saindo dos bancos e migrando para plataformas de investimentos. Isto porque estas plataformas são abertas, isto é, oferecem produtos de diversos gestores, dão muito mais opções para o cliente.
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Frase que valoriza a simplicidade e critica o excesso de sofisticação. Um tanto exagerada no conservadorismo, mas faz sentido.
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Ciclos econômicos existem desde que a economia existe, para o bem e para o mal. Só que muita gente parece se esquecer disso. Então, quando acontece uma crise mais séria, alguns agem como se aquilo fosse o fim do mundo, uma tragédia perpétua. E, por outro lado, quando ocorrem períodos de economia em forte crescimento, essas mesmas pessoas agem como se o país tivesse finalmente entrado no caminho eterno da prosperidade.
Vamos com calma. Crises são coisa séria e precisam ser evitadas, adiadas, amenizadas. Enquanto estão ocorrendo, requerem mudança de comportamento e atenção aos fatos, e são ótimas oportunidades de aprendizado.
Por outro lado, períodos de bonança também são coisa séria, e devem ser bem aproveitados, estendidos, ampliados. Enquanto estão ocorrendo, são momento de amadurecimento, e também são ótimas oportunidades de aprendizado.
Nem as crises, nem as venturas, são eternas. Atenção, ação…e calma!
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Livros geralmente são feitos para durar. São – ou deveriam ser – redigidos de forma mais cuidadosa, criteriosa, com propósito consistente. Os livros de investimentos não fogem a essa regra. Não raro, permitem uma melhor contextualização no tempo e no espaço, mesmo quando são lidos muitos anos após serem escritos. Artigos, por outro lado, geralmente não têm esse objetivo, e podem se dar ao luxo de ser descartáveis. E alguns são, mesmo.
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Esta frase é irmã da anterior. Previsões, geralmente, ou são óbvias, ou são especulações. Por isso, costumam vir em artigos, não em livros. Não são feitas para durar. Quando acertam, são usadas pelo autor para autopromoção – "Viram? Eu avisei! Falei antes!". Quando erram, o mesmo autor tenta esquecê-la, ou justificar por que errou.
A história, por outro lado, tem o condão de nos ensinar. Não quer dizer que o que ocorreu no passado vá se repetir exatamente no futuro – especialmente em economia e investimentos. Mas algumas coisas se repetem, sim. E mesmo aquilo que não se repete pode, ao menos em parte, explicar o presente e nos ensinar alguma coisa sobre o futuro.
Dê uma olhada nas previsões que os economistas fizeram, no final de 2016, para nossa economia em 2017. Grande parte deles apostava que o ano terminaria com uma inflação de cerca de 5%, e a taxa Selic em cerca de 11%. O que aconteceu? Inflação de menos de 3% e Selic de 7%.
Isso quer dizer que os economistas não sabem nada? Não é isso. É que o exercício de predizer o futuro, em economia, é difícil mesmo. Por isso o comparo a artigos, não a livros.
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Que ansiedade é esta, de conferir seus investimentos todos os dias?
Se seus investimentos são conservadores, conferir sua posição todos os dias, além de desnecessário, é um pouco insano. Se investe em renda variável, pode ser útil, mas pode ser até perigoso, se você não souber como funciona o mercado e não conseguir domar sua ansiedade.
Sempre sugerimos aqui que você conheça a si mesmo, faça seus planos, se informe sobre como cuidar dos seus investimentos, estabeleça sua estratégia e coloque-a em prática. Depois, acompanhe sua posição apenas com a frequência que sua estratégia requer.
Conferir todos os dias o quanto rendeu seu fundo de renda fixa não vai fazê-lo render mais. E, mesmo se investir de forma mais arrojada, dependendo da sua estratégia, conferir sua posição todos os dias pode trazer uma ansiedade que será má conselheira nos negócios.
Enquanto isso, que tal conferir outras coisas? Como anda sua saúde? Como andam as conversas sobre amenidades com sua esposa, seu marido, seus parentes e amigos? Tem brincado com seu filho?
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Como é fácil enxergar o erro dos outros, não é mesmo? E os nossos próprios? Acompanhe os erros dos outros com atenção, autocrítica e humildade. Assim você aprende com eles.
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Diversificar é, como diz aquele velho ditado, "não colocar todos os ovos na mesma cesta". Assim, se uma cesta cai, as outras se salvam, e você não perde tudo.
Mas tem gente que quer ganhar em todas as "cestas". Isto, além de ser difícil, não é necessariamente um bom sinal. Pense bem: se você tem vários investimentos diferentes e todos estão tendo um ótimo desempenho, talvez eles não sejam tão diferentes assim. Existe risco de que, caso o vento vire em outra direção, todos eles passem a ter um desempenho ruim.
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Bem, é isso. Além dessas, comentamos rapidamente algumas outras. Nessa virada de ano, saboreie bem essas dicas ao cuidar dos seus investimentos. Se precisar de ajuda para escolher, consulte nosso Comparador de Renda Fixa. E se tiver qualquer outra dúvida, entre com contato conosco!
Lá se vai 2017, aí vêm o natal, o réveillon, as férias… e 2018. É o momento em que todos querem celebrar, comemorar, presentear. Tudo isso custa dinheiro. Será que é possível fazer as compras de natal, se preparar para as despesas de início de ano e ainda guardar algum dinheiro? Esse foi o tema da nossa conversa desta semana com o Pedro Vieira, no programa Em Boa Companhia, da Rádio Inconfidência.
A virada do ano traz a combinação de três elementos que precisam ser bem cuidados. Primeiro, há mais dinheiro circulando na praça, graças, principalmente, ao 13ºsalário. Segundo, há um intenso apelo ao consumo, devido ao trio natal-réveillon-férias. E terceiro, há gastos extras em janeiro, devido a outro trio: IPTU, IPVA e material escolar. Como gerenciar tudo isso para ter apenas alegrias, e não problemas?
FaxinaVocê sabe exatamente como andam suas contas? Sabe quanto dinheiro tem disponível? Tem dívidas? Já sabe quanto vai ter que gastar em janeiro? Organizar-se é o primeiro passo.
Faz parte da faxina construir uma reserva financeira para 2018. Quem acompanha o blog sabe onde encontrar boas dicas de investimento seguro e rentável, mesmo para pequenos valores.
Compras de natalFalamos sobre como economizar nas compras. Fazer lista de presentes antes de começar a comprar, pesquisar, usar a internet, usar o comércio local, pechinchar, e muitas outras dicas úteis. Ouça lá!
Espírito de natalNa reta final da conversa, lembramos que o mais importante desta época não é presentear, e sim celebrar. Se seu dinheiro está curto, não se entristeça ou se envergonhe de não poder presentear como gostaria. E, importante, não cometa irresponsabilidades, não contrate dívidas caras apenas para presentear. Calma! O mais importante não custa dinheiro. Por isso, independentemente da situação do seu bolso, não deixe de celebrar, de estar com pessoas queridas, de ser grato pelo que o ano trouxe em alegrias e aprendizado.
Nesse espírito, finalizei a conversa agradecendo a toda a família da Rádio Inconfidência e a todos os leitores e ouvintes por mais um ano de parceria. Boas festas!
No podcast desta semana, conversamos com nosso amigo Pedro, da Rádio Inconfidência, sobre algo que é o sonho de muita gente: enriquecer. Na verdade, falamos sobre o que NÃO fazer para ficar rico. Alguns comportamentos são verdadeiras armadilhas que armamos para nós mesmos, que nos impedem de ter uma vida financeira mais tranquila. Vamos conhecê-las?
1) Poupar apenas quando sobre dinheiroÉ importante você ter o compromisso consigo mesmo, de guardar uma parte do que recebe, todos os meses. Compromisso MESMO, como se fosse uma conta de água, luz ou supermercado. Mas QUANTO guardar?
2) Não planejar o que fazer com o dinheiroHá várias ferramentas que te ajudam a fazer isso. Ouça aqui como fazer.
3) Comprar por impulsoSeja nas vitrines ou nas telas de TV e smartphone, a todo momento vemos algo que dá vontade de comprar. Como evitar cair na tentação?
4) Ignorar pequenos gastosVocê sacou dinheiro anteontem, e hoje sua carteira está vazia. E você não comprou nada caro. Para onde foi o dinheiro?
5) Desistir de aplicar dinheiroÉ trabalhoso aplicar dinheiro? Dependendo de onde você vai, é mesmo. Mas há formas muito práticas. Aprenda a fazer da forma certa.
6) Pagar por serviços que não usaVocê usa todos os serviços pelos quais anda pagando? Tem certeza?
7) Melhorar o estilo de vida sem se planejarA vida tem altos e baixos, certo? O que você faz quando a maré está alta? Se planeja para quando ela baixar, ou age como se ela fosse ficar eternamente alta?
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É necessário ficar rico para ser feliz?Dinheiro, por si só, não traz felicidade. Se trouxesse, não veríamos tanta gente rica deprimida, ansiosa, insegura, dependendo de medicamentos para conseguir sair de casa. Por outro lado, sabemos que a extrema falta de dinheiro pode trazer infelicidade. Por isso, a lista de armadilhas que trouxemos hoje não é um guia para você procurar ser milionário, e sim para procurar a verdadeira riqueza, que é controlar seu dinheirinho, fazê-lo crescer o suficiente para realizar sonhos e ter uma vida tranquila, sem preocupações. Vale a pena!
O podcast de hoje está animado! A conversa com o Pedro Vieira, no programa Em Boa Companhia da Rádio Inconfidência, passou por vários assuntos. Primeiro respondemos a um leitor que está em dúvida sobre se deve investir em imóvel para alugar. Depois falamos sobre uma pesquisa que mostra que o brasileiro ainda poupa menos do que poderia. Terminamos o bate papo falando sobre o livro que estamos lançando em breve.
Investir em imóvel o dinheiro da rescisãoNosso leitor Fabiano contou que, infelizmente, foi demitido recentemente. Recebeu sua rescisão e o FGTS, e aplicou uma parte do dinheiro. Encontrou um imóvel próximo de onde mora, por um preço que ele poderia comprar à vista. Agora quer saber se compensa comprar o imóvel e colocá-lo para alugar.
Nossa primeira orientação ao Fabiano foi quanto à situação atual. Está desempregado, tem família para sustentar e precisa se organizar enquanto não retorna ao mercado.
Em seguida, comparamos as duas situações: investir em imóvel para alugar ou manter o dinheiro em aplicação financeira.
É claro que não podemos tomar a decisão pelo Fabiano, principalmente sem conhecer os detalhes da situação dele. Mas listamos os principais pontos a que ele deve ficar atento, pois investir em imóvel envolve muitas variáveis.
Brasileiro poupa poucoPesquisa realizada pela Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais mostra que o brasileiro ainda poupa menos do que deveria. E o mais grave: menos do que poderia, já que países mais pobres que o Brasil têm índices de poupança melhores que os nossos.
Quem acompanha o Educando Seu Bolso sabe que nós batemos nesta tecla desde o início do blog. Poupar não é questão de ter mais ou menos dinheiro, e sim de ter planejamento e disciplina, de pensar no futuro. E você, quer poupar, mas não sabe bem como fazer? Use nosso Comparador de Investimentos.
Falamos sobre essa pesquisa que mostra o perfil do brasileiro, como poupador. Alguns dados chegam a ser assustadores, confira lá.
Livro Educando Seu BolsoTerminamos a conversa falando sobre o lançamento do nosso livro, que aconteceu no dia 27 de novembro, na livraria Leitura do Shopping Center Pátio Savassi.
O livro traz 49 textos, de cinco dos autores que você já conhece aqui do blog. Falamos sobre educação financeira, comportamento, pais e filhos, tecnologia, investimentos, futuro. Enfim, sobre tudo o que valorizamos e recomendamos aos leitores.
Quer conhecer o livro? Clique na imagem abaixo!
Já ouviu falar em Bitcoin? É um tipo de moeda virtual. Em Dotz, possivelmente já ouviu falar, tem até propaganda na TV. Muita gente confunde um com o outro, mas eles não são a mesma coisa.
Dotz é um programa em que o cliente acumula pontos, que depois troca por produtos. Semelhante a um programa de milhagem de cartões de crédito.
Bitcoin é uma moeda realmente virtual, criada em 2009 por uma comunidade de programadores. Ele tem semelhanças com moedas normais, como Real ou Dólar, com a grande diferença de que não é emitida por nenhum país, e não tem nenhum organismo oficial (como um banco central) controlando.
Existem muitos mistérios e dúvidas envolvendo o Bitcoin. Pouquíssimos estabelecimentos o aceitam e, por isso, para usá-lo, é preciso convertê-lo em moedas oficiais. Se você quiser saber um pouco mais sobre essa moeda, pode assistir à nossa participação nos programas Caleidoscópio, da TV Horizonte, e Em Boa Companhia, da Rádio Inconfidência.
Além disso, ouça nosso podcast, no fim da página, e descubra se é confiável investir nessa novidade!
Hoje, nosso leitor André nos trouxe algumas dúvidas sobre investimentos em bitcoins.
Olá, galera do Educando Seu Bolso! Estou pesquisando plataformas para fazer investimentos de curto prazo em bitcoins. Testei a MercadoBitcoin, mas cobram taxa de entrada e de saída de 2%. Tem também a FoxBit, mas cobram uma taxa considerável na negociação. Gostaria de saber se vocês já testaram ou conhecem mais plataformas confiáveis e com preço justo para pessoas que queiram comprar e/ou investir em bitcoins. Obrigado e abraço!
Olá, André!
Não fizemos testes em todas, mas de fato as taxas cobradas pelas exchanges de bitcoins no Brasil são ainda bem salgadas e não há muitas opções, pois as três mais conhecidas dominam mais de 90% do volume negociado no mercado. Uma opção que não mencionou e que você pode avaliar é a Bitcoin to you. Caso queira, também pode comparar os preços entre elas pelo site Bitvalor, onde estão disponíveis as cotações e diversas outras informações sobre negociação de bitcoins no Brasil.
Exchanges no exteriorOutra possibilidade seria utilizar plataformas estrangeiras que funcionam como mercados de bitcoins e outras criptomoedas. Uma das mais famosas é a Poloniex, mas não é necessariamente a melhor. Consideramos a Bitfinex, Kraken e a Bittrex mais confiáveis. Outra muito utilizada é a Coinbase. Pode ser vantajoso utilizar estas plataformas, em razão da diferença do preço de negociação do bitcoin lá fora e aqui. Mas isso implica em um esquema operacional mais complexo, pois envolve a transferência de recursos para uma conta em uma instituição no exterior.
Arbitragem em bitcoinsImportante destacar que pelo Bitvalor você pode acompanhar as negociações nas exchanges no Brasil e muitas vezes surgem até oportunidades de arbitragem entre diferentes exchanges. Isto é, comprar em uma mais barato, transferir e vender imediatamente em outra por um preço mais elevado. Se quiser, pode acompanhar estas oportunidades de uma forma melhor pelo Arbcoin. Contudo, fique de olho nas taxas e faça as contas, pois realmente conforme mencionou nem sempre estas são justas!!!
Boa sorte com seus investimentos em bitcoins!
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