Elas com Elas

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By Grupo BandeirantesSociety & Culture
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Elas com Elas episodes

  • #110 - Mulheres que Investem
    Em 2020, a Bolsa de Valores brasileira viu o número de pessoas físicas cadastradas crescer 92%, chegando a três milhões e 200 mil investidores. As mulheres são minoria, mas uma minoria crescente: subiu de 179 mil para 924 mil o total de CPFs femininos inscritos entre 2018 e março de 2021, hoje elas são 26% do total. O acesso à educação financeira, o alcance de mais postos de liderança, a conquista de remuneração melhor, a autonomia são alguns dos fatores que ajudam a explicar este aumento. A presença de mais mulheres trabalhando no mercado financeiro – ainda que devagar - e os bons resultados que elas trazem, também. Um estudo do banco Goldman Sachs mostrou que os fundos de ações geridos por mulheres tiveram desempenho melhor durante 2020 do que aqueles geridos por homens. No entanto, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais diz que só 6% das pessoas que tiraram a Certificação de Gestores de Carteiras, direcionada para quem quer trabalhar com carteira de investimentos e gestão de fundos, são mulheres.
    A vida daquelas que querem ingressar nesse universo não é fácil, não. Levantamento da Women In Banking and Finance, uma organização sem fins lucrativos, e da London School of Economics constatou que os gestores tendem a fingir empatia ao gerenciar mulheres. E que elas precisavam mostrar excelência contínua para progredir, enquanto os homens têm mais espaço para cometerem erros. O relatório foi construído a partir de 79 entrevistas: mulheres que trabalham em bancos, consultorias, fintechs, gestoras de ativos e seguradoras de Londres. Neste episódio do podcast Elas com Elas, falamos sobre mulheres que investem e atuam no mercado de investimentos.
    57 min
  • #109 - Quem tem medo de conflito?
    Um choque ou um enfrentamento que vem da diferença, da falta de entendimento, da ausência de consenso. O conflito nos acompanha desde que nascemos. Ele vai mudando de forma, de intensidade, de dimensão, mas está sempre ali, como um sussurro constante que nos lembra que tudo precisa ser negociado: nosso espaço, nossos limites, nossos objetivos. Essa tensão, ora entre o outro e eu, ora entre os outros e eu, ora entre nós e os outros, ora entre mim e mim mesma dá uma exaustão danada. Mas pode ser construtiva, se conseguirmos desenvolver e aprimorar ferramentas para isso. Quem tem medo de conflito? Talvez mais fácil seria perguntar: alguém não tem? A palavra assusta, remete a ruptura, destruição. Mas precisa ser assim? Neste episódio do Elas com Elas, duas mulheres nos ajudam a pensar de que maneira e em que contextos o conflito pode ser positivo, pode trazer transformações, melhorias.
    46 min
  • #108 - 15 anos de Lei Maria da Penha
    A cada minuto do último ano, 25 mulheres foram ofendidas, agredidas física e/ou sexualmente, ou ameaçadas no Brasil. Estes são números da pesquisa realizada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), que mostrou que 15% das brasileiras com 16 anos ou mais relataram ter experimentado algum tipo de violência psicológica, física ou sexual por parentes, ou companheiros e ex-companheiros durante a pandemia. São 13,4 milhões de brasileiras que encontraram em casa um risco à vida e à dignidade. Os índices são maiores entre mulheres de 35 a 44 anos (8%), pretas e pardas (7%) e com ensino fundamental (11%) – o que coincide com o perfil das vítimas de feminicídio no país, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    Apesar dos números alarmantes, a projeção de quem estuda o tema é de que estaríamos em um cenário ainda mais grave caso não existisse a Lei Maria da Penha, que foi um marco na conquista dos direitos das mulheres no Brasil. A lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, foi construída com amplo debate público, com a participação de grupos diversos da sociedade civil. Neste episódio do Elas com Elas, fazemos um balanço dos 15 anos de Lei Maria da Penha, debatendo os avanços conquistados nesta década e meia e os desafios que ainda temos pela frente para que a lei, considerada pela ONU uma das três melhores do mundo no combate à violência contra a mulher, ainda saia integralmente do papel.

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm

    https://www.policiacivil.sp.gov.br/portal/imagens/GUIA_DEL_ELETRONICA_VIOLENCIA%20DOMESTICA.pdf
    1 hr 22 min
  • #107 - Trabalhadoras do Transporte Público
    Este episódio do Elas com Elas conta a história de trabalhadoras do transporte público brasileiro em várias regiões do Brasil. A reportagem é um convite para você mudar os óculos. Porque muito provavelmente você que nos ouve faz ou já fez algum deslocamento usando veículos públicos, coletivos. Mas quantas vezes nestes espaços você foi guiada, conduzida, orientada por mulheres? Especialmente em algumas funções, como aquelas que propõem assumir o volante – ou a condução – do veículo, o ambiente ainda é muito masculino. Você já pensou sobre estas trabalhadoras? Profissionais que não costumam ser lembradas – a menos quando os ônibus, os trens, o metrô... têm problemas. Apesar da invisibilidade, no entanto, estas mulheres estiveram desde o início da pandemia na linha de frente, conduzindo um serviço essencial, que não parou. Neste episódio, falamos sobre representatividade, sobre assédio, sobre ocupação de espaços com as trabalhadoras que nos levam pra cima e pra baixo nos veículos coletivos. Vem!
    1 hr
  • #106 - As Mulheres e os Negócios de Impacto
    Desde 2017, a Pipe.Social, organização que desenvolve estudos sobre o setor de impacto socioambiental no Brasil, publica a cada dois anos um mapa deste ecossistema por aqui. A edição de 2021, a terceira, mostra uma diferença quantitativa não muito significativa entre os negócios fundados por mulheres e por homens. 27% dos empreendimentos sociais foram criados apenas por homens e 23% têm apenas mulheres entre suas fundadoras. Mas a análise qualitativa da jornada dos empreendedores deixa clara que homens e mulheres chegam a pontos diferentes do processo e também encontram obstáculos diferentes pelo caminho. Apesar de haver maior equidade de gênero (as mulheres estão presentes em 67% dos negócios mapeados), elas recebem menos investimentos e têm mais dificuldade em ver o negócio amadurecer. Das empresas fundadas apenas por mulheres ou as que têm maioria de mulheres no quadro societário, apenas 25% conseguiram investimentos. Neste episódio do Elas com Elas, falamos sobre o cenário dos negócios de impacto para as mulheres brasileiras.

    https://mapa2021.pipelabo.com/
    1 hr 6 min
  • #105 - Trabalho Escravo Contemporâneo
    O Elas com Elas te convida hoje para um olhar cuidadoso para o tema do trabalho escravo contemporâneo. No Brasil, entre 1995 e 2020, mais de 55 mil pessoas foram libertadas de condições de trabalho análogas à escravidão, segundo o Radar da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A maioria migrantes internos ou externos. Os dez municípios com maior número de casos de trabalho escravo do Brasil estão na Amazônia, oito deles no Pará. Em 2013, houve uma virada. Pela primeira vez, a maioria dos casos de trabalho análogo à escravidão ocorreu em ambiente urbano, principalmente em setores como a construção civil e o de confecções. O episódio reúne mulheres para refletir sobre onde precisamos avançar e o que podemos fazer para romper este ciclo.

    Se você desconfiar de uma situação de trabalho escravo, pode denunciar por telefone no Disque 100. Na página do Sistema Ipê, da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do governo federal, também é possível denunciar de maneira anônima (https://ipe.sit.trabalho.gov.br/).
    1 hr 53 min
  • #104 - Violência contra Crianças
    "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão."

    O artigo 227 da Constituição brasileira é bem claro ao atribuir a responsabilidade pela bem-estar das crianças a todos nós. Mas os números da violência mostram que não temos sido assertivos e eficientes em assumir este compromisso. Depois da morte de Henry Borel, no Rio de Janeiro, vítima da violência dentro de casa, o tema ganhou espaço e as reflexões viraram pauta. No caso de Henry, o padrasto, Jairinho, até aquele momento vereador carioca, e a mãe dele, Monique, são suspeitos pelo crime. Na última década, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, as agressões por meios não especificados foram causa de 451 mortes de crianças até 4 anos de idade, como Henry. 254 morreram por agressões com objetos contundentes. 164 foram mortas com objetos cortantes ou penetrantes e 190 foram vítimas de síndromes de maus-tratos. Um ponto em comum? A cronicidade da violência. As mortes de crianças vítimas de agressões, de maus-tratos e de negligência não costumam vir em episódio pontuais, pelo contrário. Vêm depois de um longo período de abusos. Em mais de 80% dos casos os agressores são os pais e as mães, que deveriam ser os guardiões primeiros destes sujeitos tão vulneráveis. Se considerarmos crianças e adolescentes de até 19 anos, a estatística é devastadora: entre 2010 e 2020, foram 103.149 mortes por agressões de tipos variados.
    Ouvindo as especialistas deste episódio, o convite que fica é o encararmos a violência como algo estrutural, só assim poderemos enfrentá-la de maneira efetiva. Também fica evidente a necessidade de virar uma chave, para que deixemos de pensar a violência como uma questão de segurança pública e passemos a enfrenta-la com a complexidade que ela merece, como uma questão de saúde pública, de assistência social e de tantas outras competências. Em especial no caso de crianças e adolescentes, que estão se formando física e mentalmente, as agressões de toda natureza têm o efeito de uma doença crônica.

    Importante: se você suspeita que uma criança está sendo vítima de maus-tratos, você pode denunciar o caso aos conselhos tutelares, às polícias Civil e Militar, ao Ministério Público, aos Centros de Referência Especializados em Assistência Social (CREA) e também pelo canal Disque 100, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Nos municípios menores, um desafio: a rede de assistência é pequena, às vezes inexistente, mas as delegacias também têm o compromisso de acolher e encaminhar as denúncias.
    1 hr 29 min
  • #103 - Eu não sou o meu trabalho (ou sou?)
    Quando você se apresenta, o que você diz às pessoas? Se você fosse uma convidada do Elas com Elas e eu te fizesse a pergunta que faço a todo mundo que passa pela mesa – quem é você?, o que você diria? Quanto da sua apresentação costuma ser dedicada à sua ocupação profissional? Você conta o que faz profissionalmente em todos os ambientes? Sempre foi assim ou isso foi mudando? Você repara a mesma coisa nas outras pessoas? Muitas perguntas, né... é que no episódio de hoje vamos tentar responder se somos ou não somos o nosso trabalho. Dado que estamos em um mundo capitalista, que o trabalho tem centralidade em nossa vida, será que dá para desassociar a nossa identidade do que está no nosso crachá? Bem, e quando fazemos um trabalho que não é reconhecido como trabalho, inclusive nem crachá tem, o que nos define? Acrescento ainda mais uma camada: em um país com 14 milhões de desempregados e desempregadas, em que a informalidade é crescente e poder escolher o trabalho, a profissão, é um baita privilégio, o que significa ser definido pelo que fazemos? Bem, eu não tenho as respostas, não. Mas tenho outras tantas perguntas. E convidei mulheres que, essas, sim, trazem respostas.
    1 hr 28 min
  • #102 - A pandemia e as desigualdades na universidade
    A ampliação do acesso ao ensino superior, a que o Brasil vinha assistindo nas últimas décadas, retrocedeu na pandemia. As desigualdades também se agravaram na universidade. O ensino remoto e a crise econômica, que obrigou mais gente a cortar despesas, deixou pelo caminho jovens que já tinham ingressado na faculdade. E bloqueou as perspectivas de outros, que não conseguiram concluir o ensino médio ou, ainda que tenham concluído, adiaram o desejo de completar o ensino superior pela necessidade urgente de sobrevivência. O episódio desta semana do podcast Elas com Elas fala sobre a pandemia e as desigualdades na universidade. Convidamos mulheres envolvidas de várias maneiras na educação superior para trazerem suas perspectivas. Você vai ouvir professoras, estudantes, pesquisadoras, gestoras, representantes de categorias - de universidades públicas e de universidades privadas.
    3 hr 59 min
  • #101 - Fome e Insegurança Alimentar no Brasil
    O Brasil voltou para o mapa da fome. A Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional apontou mais de 116 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar ou passando fome no Brasil em 2020. Deste total, cerca de 43 milhões não tinham alimentos em quantidade suficiente e 19 milhões de pessoas estavam passando fome - é maior taxa desde 2004 e quase o dobro do registrado em 2018, quando o IBGE identificou 10 milhões de brasileiros nessa situação. Uma pesquisa coordenada pelo Grupo de Pesquisa Alimento para Justiça: Poder, Política e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia, da Freie Universität Berlin, da Alemanha, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de Brasília (UnB) entrevistou famílias brasileiras e encontrou 59% dos domicílios em situação de insegurança alimentar. Há as pessoas que estão passando fome e aquelas que estão reduzindo qualidade e quantidade nas refeições. Na pesquisa, por exemplo, parte dos entrevistados contou ter diminuído o consumo de alimentos importantes para a dieta regular: 44% reduziram o consumo de carnes e 41%, o consumo de frutas. A extrema pobreza brasileira tem cara: são mulheres de periferia, chefes de família, negras e com baixo nível de escolaridade. Apesar de estarem em todo o país, nas regiões Norte e Nordeste há mais gente passando fome. O problema é histórico, mas o Brasil já soube como evitar o cruzamento da linha da segurança alimentar. Durante a pandemia, andamos para trás. Neste episódio do Elas com Elas, é disso que falamos, de quem está com dificuldade de colocar comida na mesa.
    1 hr 37 min

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O podcast Elas com Elas, da BandNews FM, é um programa semanal que reúne mulheres para debater temas diversos. Um espaço aberto para o diálogo e para discutir vários assuntos sob a perspectiva de quem…