Elas com Elas

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By Grupo BandeirantesSociety & Culture
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Elas com Elas episodes

  • #100 - Algoritmos e Robôs Transformando Padrões
    Os algoritmos, a inteligência artificial, os robôs estão nas manchetes de jornal. Em várias áreas, de vários jeitos. São tecnologias cada mais sofisticadas e, podemos dizer, inteligentes. A máquina que aprende sozinha é uma realidade. Mas ela não aprende do nada, o processo começa com uma pessoa. E pessoas, você sabe, têm questões, têm preferências, têm preconceitos. Então não dá muito para pensar em uma tecnologia neutra e isso tem implicações. No episódio desta semana do Elas com Elas, vamos debater se algoritmos e robôs podem contribuir para transformar padrões sociais, para apontar os problemas nos comportamentos que reproduzimos. Vamos olhar duas pontas: de um lado, a produção da tecnologia, como ela é pensada, como ela é desenvolvida e como ela reproduz racismo, machismo, homofobia e um tanto de vieses; de outro lado, como ela é usada, como são as interações de quem depende destes recursos ou escolhe usá-los. Se a inteligência artificial aprende partindo de premissas humanas, por onde ela começa esse percurso de aprendizado? E se a inteligência artificial também aprende trabalhando, a partir das interações com usuários e usuárias, o que ela anda aprendendo? Os impactos na nossa vida são vários, e na construção de uma sociedade mais igualitária, menos violenta e mais justa também.
    2 hr 6 min
  • #99 - Democracia Deliberativa e Participação Cidadã
    Par a conversa de hoje, vamos fazer algumas apresentações. Neste episódio, vamos falar de política e de cidadania. Vamos discutir democracia. Primeiro, vou te contar o que o dicionário define como deliberação: 1- debate com o objetivo de resolver algum impasse ou tomar uma decisão. 2. questionamento, reflexão tendo em vista a resolução de um problema ou o planejamento de uma atitude. Certo, isso já nos dá pistas para entender o que é a democracia deliberativa. Mas antes de partir pro debate, uma segunda apresentação se faz necessária: vou te contar rapidinho de um alemão chamado Jürgen Habermas. Ele é filósofo, sociólogo, nasceu em 1929 e tá vivo, ativo, escrevendo, pensando. Por que eu estou falando dele? Porque ele é bem importante nessa proposta de democracia deliberativa e, como propositor do modelo, vai aparecer em algumas conversas de hoje. Eu vou me arriscar numa simplificação, peço desculpas às especialistas se eu exagerar nos termos leigos, mas as entrevistas que vêm na sequência vão deixar tudo em boas mãos. Bom, pra entender um ponto importante do que Habermas propõe, imagine a sociedade como uma estrada com duas mãos. De um lado, circulam informações especializadas, técnicas. De outro, o senso comum, as informações gerais que circulam de boca em boca, a partir das nossas experiências. Para chegar a um lugar de resoluções, precisamos de uma intersecção entre as duas mãos da pista – talvez uma rotatória, onde a informação especializada possa se encontrar com a linguagem comum, sendo traduzida, virando palatável para quem não é especialista; e a informação geral, que circula na esfera pública, ganha embasamento especializado, para que as experiências das pessoas, as demandas vindas das nossas vivências, tenham respaldo técnico. Quando esse encontro acontece, temos a possibilidade de usar a linguagem comum para ajudar a construir políticas, para guiar ações do Estado. Essa ideia é que vai moldar as experiências que você vai conhecer aqui e que vão nos ajudar com reflexões sobre a ampliação da participação cidadã na nossa democracia. Vem com a gente!
    2 hr 11 min
  • #98 - As Crises e as Perdas de Direitos das Mulheres
    “Basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados.” A frase virou pop. Estampa camisetas, bolsas, bottons e adesivos. Mas sua reprodutibilidade não a deixou menos verdadeira. Simone de Beauvoir alerta para a necessidade de vigilância constante, porque os direitos não são permanentes. Os retrocessos aparecem quando a conjuntura aperta. Imagine, então, quando as crises são sobrepostas: política, econômica, religiosa, sanitária... tudo junto. Neste episódio do Elas com Elas convidamos mulheres para nos ajudarem a pensar de que maneira a pandemia no Brasil de 2021 gerou crises que já abalam garantias e direitos das mulheres. Tentamos entender como a ocupação de espaços por mulheres – em especial de espaços de poder – fica comprometida no atual cenário e em que medida esses retrocessos atingem mulheres diferentes.
    1 hr 45 min
  • #97 - Ghosting e Responsabilidade Afetiva
    Uma palavra em inglês para algo que a gente conhece há muito tempo: ghosting. Sabe o que é? Vem de ghost, fantasma. O ghosting é o sumiço de alguém com quem você se envolveu – ou nem se envolveu ainda. Repentino, sem explicações, só dar um perdido, dar o fora, desaparecer. Você começa uma relação – ou as vezes nem começa – e de repente a outra pessoa some sem dar satisfações. Para de responder, ignora as ligações telefônicas, não vê mais suas mensagens nas redes sociais, nem no celular, nem em nada. Te ignora completamente. Não é de hoje, não. Este é um comportamento antigo, um término que não é bem um término. Afinal, quando acaba a gente diz que acaba, né? Ou não? No ghosting, não. Não tem palavra, é puro silêncio. Quem ficou que lute. Neste episódio do Elas com Elas, a gente olha pra esse comportamento, tentando entender por que ele ficou mais recorrente, ainda que não tenha nascido agora. Tem algo a ver com o uso de aplicativos de relacionamento? Como a responsabilidade afetiva entra nessa história? Vem!
    1 hr 14 min
  • #96 – Rumo ao Topo do Everest, com Aretha Duarte
    Este é um daqueles episódios em que o Elas com Elas para pra conhecer uma pessoa, uma história. Para ouvir uma mulher. Seja pelo trabalho, pela pesquisa, pela vivência, pela reflexão, pela iniciativa, são mulheres que transformam o mundo – como tantas e tantas que você ouve semanalmente por aqui. Desta vez, vamos conhecer a Aretha Duarte, uma educadora física, a primeira da família a ter curso superior, nascida e criada na periferia de Campinas, no interior de São Paulo. Ela descobriu o montanhismo e agora pode ser a primeira mulher negra a chegar ao topo do Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, com quase nove mil metros de altura. O dia de lançamento deste episódio é a véspera do embarque de Aretha para o Nepal. Ela já esteve por lá em 2013, no campo base da montanha, a mais de 5 mil metros de altura. Agora vai subir mais e completar a rota. Até hoje 25 brasileiros chegaram ao topo do Everest – cinco eram mulheres. Uma missão que custa caro e, para fazê-la acontecer, Aretha tirou do papel outro projeto transformador, baseado na reciclagem de lixo. A ideia de chegar ao topo do mundo extrapolou altitudes e acabou virando bem mais do que isso. Simbólico, né, ver uma mulher negra e periférica chegar a esse cume? Vamos ouvir a Aretha, que tem muito para nos contar. Vem!
    37 min
  • #95 - Dá pra ser feliz na Internet?
    3 horas e 31 minutos. Este é o tempo médio que um brasileiro passa nas redes sociais por dia. Estamos na frente da média mundial, de 2 horas e 24 minutos de uso diário. Esta é uma medição pré-pandemia, diga-se. Porque em tempos de fique-em-casa, dá para estimar que este uso cresceu. A Internet tem sido lugar de encontros e desencontros também. Nem discutir dá para fazer mais pessoalmente, então vai online mesmo. As telas têm sido companhia constante: de trabalho, de estudo, de lazer. E aí vem uma oportunidade: será que não dá para aproveitar este momento de tanto tempo navegando pela virtualidade para repensar como usamos a Internet. A pesquisa Global Digital Overview 2020 mostrou que as pessoas têm estado mais conscientes no uso das redes e têm procurado estabelecer uma relação mais saudável com essas plataformas. Mas ainda precisamos construir entendimentos, limites e diretrizes – pessoais e coletivas – para que o ambiente da internet faça mais bem do que mal. Vamos recortar para as redes sociais: dá para manter a sanidade estando mergulhada no instagram, no twitter, no facebook ou onde quer que você prefira rolar feeds infinitos e decidir se um conteúdo merece ou não seu like, seu view, seu engajamento? A saúde mental pode pedir arrego se o uso das redes sociais for, pra usar uma palavra do momento, tóxico. Mas e aí? Estamos quase todas, todos lá. Produzindo e consumindo conteúdo. Como isto nos afeta? O papo deste episódio do Elas com Elas caminha por aí, tentando entender, em diferentes graus e sob diferentes perspectivas, se dá pra ser feliz na Internet.
    1 hr 2 min
  • #94 - 10 anos da Guerra da Síria
    15 de março de 2011 ficou marcado por protestos na Síria. Estudantes, jovens, eram boa parte dos que estavam nas ruas pedindo mais liberdade e criticando o governo de um ditador. 10 anos depois, o conflito que começou em meio à Primavera Árabe mudou de cara muitas vezes e chegou a ganhar dimensões intercontinentais. Em uma década, a Guerra da Síria deixou 350 mil mortos e obrigou metade da população do país e deixar suas casas. São 6 milhões de refugiados sírios pelo mundo e 6 milhões de deslocados internos. Atualmente, o ditador Bashar Al Assad, no poder desde 2.000, ainda controla 60% do país. Em meio à pandemia, a população, já empobrecida e em ambientes destruídos, viu os problemas dobrarem. E sem perspectiva de mudança. Em abril, tem eleições. Assad deve se candidatar para ficar mais sete anos no poder – no último pleito, em 2014, ele ganhou com 90% dos votos. Também não há no horizonte expectativa de um acordo de paz. Nem de reformas consistentes. Desde 2019, o Comitê Constitucional Sírio, que reúne regime e oposição e exclui os curdos, negocia uma nova constituição para o país. Mas até agora nada. Neste episódio do Elas com Elas, falamos sobre estes anos de guerra e para contar a história e as histórias do conflito, ouvimos uma estudiosa do tema e duas mulheres sírias que deixaram o país para fugir do conflito. Elas têm histórias de vida diferentes, experiências diferentes em ser mulher e trajetórias diferentes na vinda ao Brasil.
    1 hr
  • #93 - O 8M e os feminismos no Brasil de 2021
    A data é oficial desde 1975 – oficializada pela ONU, a Organização das Nações Unidas, mas a origem vem de antes, lá do início do século 20. Devemos às trabalhadoras, às operárias muito por esse dia em que relembramos e reforçamos as lutas diárias das diversas mulheres no mundo todo. Ainda que as agendas sejam múltiplas, que as reivindicações sejam várias, é a busca por igualdade que guia os movimentos de mulheres. Os feminismos, assim mesmo, no plural, foram mudando ao longo do tempo, mas têm sempre batido na tecla de garantir direitos, porque sem eles as demandas podem virar só isso mesmo, demandas. Este episódio do Elas com Elas tenta trazer diferentes perspectivas sobre esta data e combinar olhares sobre o que ela significa no Brasil de 2021. A ideia, claro, não é esgotar significados, nem reflexões, mas compor um cenário em que vozes diversas possam trazer questões que talvez nos escapem. Em meio a uma pandemia que agrava as desigualdades já vividas, como o 8 de Março chega para as brasileiras e que relevância têm os movimentos de mulheres agora? Estão na mesa: Eva Blay, Márcia Lima, Amara Moira, Sarah de Roure e Poty Poran.
    1 hr 33 min
  • #92 - Pedir ajuda e construir redes
    O que nos une? São as dores ou as delícias? Talvez os dois? Um pouco de cada? Depende da situação? Independentemente do contexto, acho que dá pra dizer que o vínculo exige algo de reciprocidade. Ou de convergência: duas intenções caminhando para o mesmo lugar. E quando os caminhos se cruzam, ou se aproximam, dá para fazer um movimento que traz força e consistência: criar redes. Foram muitos já os episódios do Elas com Elas que mencionaram as redes de apoio como espaços, inclusive, de sobrevivência. As redes de mobilização também. E hoje a gente olha para os pedidos de ajuda como uma iniciativa de começar a construí-las. Mas nem sempre é fácil. Pedir ajuda demanda olhar para si ou para o seu próprio grupo e entender fragilidades, vulnerabilidades e limitações. Pedir ajuda é abrir mão de controle, é se abrir para o outro e é se expor ao não. O movimento, afinal, é mútuo. Estar aberta a pedir ajuda e encontrar quem esteja aberta a oferecê-la. E dá para pensar nisso em vários âmbitos da vida e em vários níveis: em atuações individuais e coletivas; em ações amadoras ou em políticas públicas; em grupos pequenos e em grupos grandes; entre vizinhas ou entre coletivos de toda a América Latina. A extensão do nosso pedido de ajuda pode ser proporcional à extensão da rede de troca e apoio que estamos dispostas a criar. Vamos juntas para o episódio de hoje do Elas com Elas, em que vamos falar disso mesmo: da possibilidade de seguir caminhando lado a lado, especialmente quando estamos diante dos maiores muros que precisamos cruzar em buscar de direitos e liberdade?
    1 hr 5 min
  • #91 - Lugar de mulher é (também) na cozinha
    “Por que as mulheres, detentoras de um saber há anos transmitido de mãe para filha, não ocupam as cozinhas dos restaurantes?” Esta é a pergunta que abre o livro Fominismo – Quando o Machismo se Senta à Mesa, da francesa Nora Bouazzouni. Em ensaios curtos, ela questiona o espaço das mulheres na feitura e também na produção da comida. Inclusive, um levantamento da FAO, a agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, mostra que 43% da mão de obra agrícola no mundo são mulheres – apesar de elas serem 20% dos proprietários de terra. A autora percorre os caminhos da comida, das sementes ao prato feito à mesa, para tentar entender a relação das mulheres com a cozinha ao longo do tempo. Por que o lugar dedicado às mulheres no ambiente privado, doméstico, é negado a elas no ambiente público? Olhando para grandes guias de referência gastronômica, são poucas as chefs a brilharem com estrelas e fotos de página inteira. Nos festivais, também predominam os homens – entre os jurados e entre os premiados. Quando uma mulher se destaca à frente de uma cozinha profissional, ela é recebida, tantas vezes, como alguém que aprofundou um conhecimento que já lhe era direito. Os homens, por sua vez, quando superam as expectativas, são excepcionais e, portanto, mais visíveis, mais chamativos, com mais destaque. O Elas com Elas inaugura a temporada 2021 te convidando para esta conversa: se o lugar de mulher é também na cozinha, o que falta para que mais e mais chefs ocupem os espaços que desejam no mercado gastronômico?

    [Apresentação, produção, roteiro e edição: Gabriela Mayer; Sonorização: José Antônio de Araújo]
    1 hr 16 min

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O podcast Elas com Elas, da BandNews FM, é um programa semanal que reúne mulheres para debater temas diversos. Um espaço aberto para o diálogo e para discutir vários assuntos sob a perspectiva de quem…