Elas com Elas

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By Grupo BandeirantesSociety & Culture
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Elas com Elas episodes

  • #80 - O Aborto no Brasil
    O aborto é a interrupção da gravidez. Pode ser espontâneo ou induzido. No Brasil, ele é permitido em caso de risco à vida da gestante, em caso de gravidez consequente de estupro e, por decisão do Supremo Tribunal Federal, em caso de anencefalia do feto. Mas mesmo as mulheres que buscam o apoio do sistema de saúde para procedimentos garantidos pela lei encontram dificuldades e obstáculos. Se não estava claro, ficou evidente no caso da criança de 10 anos, estuprada repetidamente por um familiar no Espírito Santo, que precisou ir a outro estado para conseguir interromper a gravidez, mesmo com as leis a seu favor. A menina voltou a ser alvo de violência na ocasião, por parte de ativistas que a expuseram e de ativistas que cercaram o hospital para tentar impedir o procedimento. Pois uma portaria do Ministério da Saúde publicada no dia 28 de setembro acrescenta mais entraves. O texto muda o procedimento a ser adotado por médicos e profissionais de saúde no atendimento de mulheres que queiram abortar depois de um estupro. A portaria determina que o serviço de saúde ofereça para que a gestante veja imagens do feto, em ultrassonografia, e demanda que a mulher responda um questionário sobre a violência sexual. Além disso, diz que a equipe médica também deve comunicar o caso à autoridade policial, independentemente da vontade da vítima. Este episódio do Elas com Elas fala sobre aborto e convida mulheres para nos ajudarem a pensar sobre os diferentes aspectos que este tema engloba. Uma vez que o Brasil é um país laico e assim são também nossas leis, argumentos religiosos, que num país laico têm o contorno do foro íntimo e pessoal, ainda que digam de aspectos sociais, não estão na mesa.
    1 hr 44 min
  • #79 - Autossabotagem
    Tem hora que as coisas não dão certo. A gente tenta, se esforça, mas acaba se debatendo com uns obstáculos que aparecem no caminho. Mas será que eles estão lá mesmo ou a gente, de alguma forma, tá criando desvios para o caminho ficar mais difícil? Claro que a gente faz sem perceber, ninguém passa o dia construindo muros para depois ter que pulá-los. Mas justamente por fazer sem perceber, as vezes é mais demorado o processo de entender que pode não ser tão difícil assim. A autossabotagem, esse processo que já faz não dar certo antes mesmo de começar, é nosso assunto neste episódio no Elas com Elas. Tentamos entender quando as dificuldades vêm da gente e quando estão ali mesmo. Além disso, olhamos mais uma vez para a questão de saúde mental. Notar quando a procrastinação, por exemplo, elemento que bate carteirinha no checklist da autossabotagem, é só procrastinação e quando ela dá sinais de algo mais profundo, é importante pra saber se é de autossabotagem mesmo que a gente tá falando.
    42 min
  • #78 - Prevenção ao Suicídio
    Dados da OMS, a Organização Mundial da Saúde, apontam que cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos. Há registros de suicídio em todas as faixas etárias, mas entre jovens de 15 a 29 anos foi a segunda principal causa de morte em todo o mundo no ano de 2016. Em 2003, a Organização instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio e o mês passou a ser marcado por uma campanha de prevenção ao suicídio. Ainda que o assunto deva estar nas conversas o ano todo, o Setembro Amarelo reforça a importância da promoção da saúde mental. Este é o assunto deste episódio do Elas com Elas. Convidamos quatro profissionais à mesa para que a gente possa pensar como fatores individuais e fatores sociais podem contribuir para um adoecimento psíquico e como, ao mesmo tempo, o cuidado com eles pode levar à prevenção.
    Se você estiver precisando de ajuda, o CVV, Centro de Valorização da Vida, atende todos os dias, a qualquer hora, de graça, pelo telefone 188. E aqui, abaixo, no link do Mapa da Saúde Mental, que também te lembra que você não está sozinho, você não está sozinha, há várias indicações e referências de atendimento psicológico virtual e presencial em diferentes regiões.
    mapasaudemental.com.br
    CVV - 188
    1 hr 5 min
  • #77 - A experiência do ócio
    Para tudo! Respira. Deixa de trabalhar por um momento e pensa o que você gostaria de fazer com um tempinho de folga, para onde a quietação te leva. Não, este episódio aqui não vai ser nenhum tipo de meditação guiada, nem nada assim... É só um convite a pensar no nosso jeito de estar no tempo, nos tempos, nos momentos. Como você se sente quando não faz nada? E há quanto tempo você não para pra isso mesmo, pra fazer nada? Eu não to falando de preguiça, nem de moleza, nem de falta de disposição, muito menos de empenho. Aliás, para uma experiência de ócio, talvez a gente precise estar empenhado. Empenhado em resistir a essa vozinha na nossa cabeça – e as vezes fora dela também - que fica berrando dizendo que não pode parar, tem que fazer muitas coisas, tem que ser produtivo, tem que entregar, entregar, entregar. Sempre pra fora. Mas é pra dentro que essa experiência pode te levar. Já deu pra entender que este episódio do Elas com Elas vem fazer uma ode. Ao ócio, claro. Que tal uma conversa que talvez nos motive a acessar nossa subjetividade? Bora? Dá o play!
    44 min
  • #76 - Sexo na Quarentena
    Teve gente que passou a chamar de carentena. É que a distância imposta pela disseminação do coronavírus deixou os encontros mais difíceis e, por consequência, o sexo também. Haja saudade dos afetos, das trocas, da proximidade. Não pode abraçar, não pode beijar, não pode chegar perto, não pode tirar a máscara... as restrições que vieram com a pandemia impuseram obstáculos ao sexo para quem tem parceiros ou parceiras casuais. E para quem tem companheiros e companheiras na mesma casa o sexo também pode ter mudado. Enquanto teve gente que viu a libido chegar ao ápice, teve gente que perdeu o tesão e não quis mesmo saber de sexo. Cada pessoa uma pessoa. E as reações a tanta incerteza, angústia, tristeza, medo e à lista de conflitos internos e externos que têm nos acompanhado neste momento é múltipla e diversa. No episódio de hoje do Elas com Elas, tem uma conversa sobre como andam as relações na quarentena. Na mesa com a apresentadora Gabriela Mayer, a psicóloga e sexóloga Ana Canosa, e a ginecologista Dúnia Valle, autora do canal @ventre.vivo no Instagram.
    51 min
  • #75 - Os Nossos Lutos
    Não são números. Cada um dos centenas de milhares de mortos pelo coronavírus no Brasil têm uma história, uma trajetória, uma vida inteira. E deixam para trás famílias, núcleos de amigos, de vizinhos, de colegas de trabalho. As pessoas que ficam sofrem, se enlutam. E considerando quantas pessoas são impactadas por cada morte – os especialistas dizem que pode chegar a 10, os enlutados no Brasil estão na casa do milhão. Estamos lidando com estas perdas coletiva e individualmente. E quando digo coletivo não quero dizer que da mesma maneira. Aliás, nem pelas mesmas pessoas. Ou coisas. Porque os lutos se estendem aos processos, aos vínculos, às dinâmicas sociais, aos empregos, aos projetos, às relações que também terminaram, mudaram, se encerraram. Cada perda, uma elaboração. Neste episódio do Elas com Elas, a gente mergulha neste processo que é difícil, sim, mas talvez fique menos difícil se a gente falar sobre ele.
    1 hr 22 min
  • #74 - A pandemia nas prisões
    Se a prevenção ao coronavírus já é difícil para quem tem condições de ficar protegido, de adotar medidas de isolamento, de seguir protocolos de limpeza e higiene, imagine para quem não tem. Temos olhado para várias destas populações aqui no Elas com Elas, destacando os impactos de cada das vulnerabilidades. Neste episódio, olhamos para as penitenciárias, para a situação das mulheres com restrição de liberdade. O último Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, o Infopen, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostrou que o país tem cerca de 43 mil mulheres atrás das grades. Os dados foram divulgados em 2018, então podemos considerar que já cresceu. As recorrentes violações dentro das prisões, que passam por ausência de condições sanitárias adequadas, já eram um problema antes da pandemia, que ganhou novos contornos com a chegada do vírus. Em março, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou uma resolução com recomendações para a redução da população carcerária na tentativa de conter a disseminação do vírus no sistema prisional do país. Pouco antes, organizações de direitos humanos tinham entrado com liminar no Supremo Tribunal Federal para que medidas alternativas fossem tomadas no sentido de prevenir a exposição de presos ao vírus para a proteção da população carcerária. O ministro Marco Aurélio Mello chegou a sugerir medidas preventivas como a liberdade condicional para presos com idade igual ou superior a 60 anos; o regime domiciliar para presos entre os grupos de risco; regime domiciliar para gestantes e lactantes; regime domiciliar para presos que cometeram crimes sem violência ou grave ameaça; substituição da prisão provisória por medidas alternativas para delitos praticados sem violência ou grave ameaça. Mas plenário do STF rejeitou as medidas emergenciais sugeridas pelo ministro e a maioria da corte seguiu voto do ministro Alexandre de Moraes, que destacava que as recomendações do CNJ já eram suficientes. Neste episódio, o Elas com Elas traz um pouco de como tem sido o enfrentamento à pandemia nas penitenciárias femininas.
    47 min
  • #73 - A população refugiada na pandemia
    Não vamos nos ater só ao juridiquês, mas olhar também para as leis vai ser importante neste episódio. Vamos falar sobre a população refugiada, um status específico dentro do tema da migração. No Brasil, o refúgio como mecanismo legal é regido pela lei 9.474 de 1997. E podem ser considerados refugiados todos que saem de seus países de origem devido a “fundados temores de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas imputadas, ou devido a uma situação de grave e generalizada violação de direitos humanos.” Por que é importante saber isso? Porque nem todo migrante é refugiado e isso traz algumas diferenças jurídicas. Por exemplo, o processo de reconhecimento deste status. Todos os pedidos de refúgio no Brasil são analisados e decididos pelo Conare, o Comitê Nacional para os Refugiados, um órgão vinculado ao Ministério da Justiça. A composição do comitê é múltipla. Têm assentos integrantes de diversos ministérios e de organizações da sociedade civil que trabalham diretamente com a proteção aos refugiados. Mas nem todos que participam têm direito a voto, ainda que tenham direito a voz. É o caso do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e da Defensoria Pública da União (DPU). Dados de junho do Conare mostram que hoje o Brasil tem cerca de 43 mil estrangeiros com a condição de refúgio, a maioria venezuelanos. O número não chega a 0,5% da população de quase 210 milhões de habitantes do Brasil, apesar de argumentos não baseados em evidências que acusam um tsunami de refugiados de chegar ao país. Neste episódio, vamos trazer conversas que nos ajudam a entender melhor o que é o refúgio, como a chegada de estrangeiros contribui no desenvolvimento do país e que nos apontam como a pandemia impactou a população refugiada.
    Contatos Conare: (61) 2025-9225 e o e-mail [email protected]
    Cartilha para Solicitantes de Refúgio: https://www.acnur.org/fileadmin/Documentos/portugues/Publicacoes/2014/Cartilha_para_solicitantes_de_refugio_no_Brasil.pdf?view=1
    2 hr 17 min
  • #72 - Quem cuida de quem cuida?
    Vamos ao dicionário: cuidado. Melhor economizar definições, porque o vocábulo toma meia página. Mas vamos a algumas delas. Em que houve aprimoramento, aplicação na execução, bem-feito; comportamento vigilante, precavido, inquietação, preocupação; zelo, desvelo que se dedica a alguém ou algo; encargo, incumbência, responsabilidade; lida, trabalho, ocupação. Agora, pega tudo isso e mistura bem misturado. O zelo não tira a preocupação; a responsabilidade demanda vigilância; a dedicação não tira o tom de encargo. E é por isso que o cuidado, por mais que seja cheio de amor, que seja com a mais bela intenção de afeto, dá uma cansada... Uma vez ouvi uma especialista apontava como o cuidado nos é ensinado. E explicava que o cuidado tem três esferas principais: cuidar de si, cuidar do outro e cuidar do ambiente em que se está. Na fala, ela chamava atenção para o fato de que aos meninos não é ensinada nenhuma dessas dimensões, enquanto as meninas aprendem a olhar para as três desde muito cedo. Claro que isso tem efeitos. O cuidado é visto, muito frequentemente, como incumbência das mulheres. E não é visto como um trabalho ou, quando é, é um trabalho desvalorizado. A italiana Silvia Federici, filósofa, escritora, é alguém que traz essa pauta com força. Nos anos setenta, a autora impulsionou uma campanha por remuneração pelo trabalho doméstico. Em seus livros e em suas participações por seminários mundo afora, ela chama atenção para esse trabalho invisível e não remunerado que é fundamental para o desenvolvimento do sistema em que a gente vive, o capitalismo. Nas relações, o trabalho de cuidar de si, do outro e do ambiente fica nas costas das mulheres. Uma frase de Silvia Federici se espalhou nas ruas, talvez você já tenha visto ou ouvido, e resume bem: o que eles chamam de amor, ela diz, é trabalho não pago. E trabalho cansa, né, gente? Esgota. Exaure o corpo e a mente. Mesmo que a gente goste do trabalho, se ele é infinito, sem apoio e com acúmulo de funções, não há energia que baste. E aí? Como a gente cuida de quem cuida? Claro que o autocuidado é peça-chave. Aliás, a escritora caribenha-americana Audre Lorde dizia que cuidar de si não é autoindulgência, é autopreservação, um ato de luta política. E não é do autocuidado dos comerciais que ela fala, não, é de uma estratégia ampla e profunda de bem-estar. Fundamental. Mas será que alguém mais pode se dispor a cuidar de quem cuida? Vamos entrar nessa conversa neste episódio do Elas com Elas.

    [Relatório “Sem Parar – O trabalho e a vida das Mulheres na Pandemia”, feito pela Gênero e Número e pela Sempreviva Organização Feminista - http://mulheresnapandemia.sof.org.br/]
    [Produção, apresentação, edição: Gabriela Mayer; Sonorização: José Antônio de Araújo]
    1 hr 3 min
  • #71 - Cultura do Cancelamento
    Chegou o dia em que o dicionário, que tanto amamos e a que eu tanto recorremos, não vai dar conta de nos ajudar. Não é que a palavra não exista, mas os dicionários não estão modernizados o suficiente para dar conta do sentido de que vamos tratar neste episódio. Até dá para deduzir, mas não dá para captar as nuances. Nosso assunto é o cancelamento. Um tipo de cancelar que os frequentadores menos usuais das redes sociais talvez nem saibam o que significa. Neste mundo virtual, não são serviços ou compromissos os cancelados, são pessoas. É uma espécie de boicote, de empurrão ao ostracismo de alguém que o tribunal das redes considerou que pisou na bola. O cancelamento tem sido prática recorrente e tem nos trazido algumas questões sobre diálogo, sobre erros e acertos, sobre construções sociais. Tudo isso está na nesta mesa, em que a apresentadora Gabriela Mayer recebe Ayô Marques, socióloga, e Júlia Tolezano, a youtuber JoutJout.
    54 min

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O podcast Elas com Elas, da BandNews FM, é um programa semanal que reúne mulheres para debater temas diversos. Um espaço aberto para o diálogo e para discutir vários assuntos sob a perspectiva de quem…