Eliane Cantanhêde responde

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Eliane Cantanhêde responde episodes

  • É o PT que atrapalha o governo Lula ou ao contrário?

    Apuração de Vera Rosa, colunista do Estadão, conta que a reunião da Executiva Nacional do PT, ontem, foi marcada por críticas ao governo Lula, lavação de roupa suja em público e duras cobranças a respeito da necessidade de um “reposicionamento” do partido após derrotas sofridas nas eleições municipais. A portas fechadas, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, avisou os dirigentes que estava respondendo nas redes sociais, em tom duro, ao ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para quem o partido não conseguiu sair da zona de rebaixamento nas disputas pelas prefeituras. "Em time que está ganhando não se mexe; naquele que perde uma atrás da outra, começa o empurra-empurra de culpas. É o PT que atrapalha o governo Lula ou ao contrário? Todo mundo briga e ninguém (ou todos) tem razão. O PT erra muito, o presidente também, e o partido tem seu futuro ameaçado", opina Cantanhêde.

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    21 min
  • "Bolsonaro tem excesso de concorrentes na direita - oposto da esquerda, que só tem Lula"

    A eleição municipal nas capitais da Região Nordeste terminou com o União vencendo três prefeituras, o PL com duas e o PP, PSD, PT e PSB com uma prefeitura cada. Como saldo final, nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram os grandes vitoriosos do pleito na região. O bloco conhecido como Centrão (União, PP e PSD), ganhador em cinco das nove prefeituras em jogo, sai com a vantagem. Todos os principais nomes do bolsonarismo que tentaram disputar nas capitais nordestinas saíram derrotados. "Polarização é uma questão ideológica; muito mais abstrata. Eleição municipal é uma decisão sobre questões muito práticas do dia-a-dia dos cidadãos. E dessa vez ainda houve a ausência do presidente Lula. Já Bolsonaro viajou pelo País, mostrou que tem ainda muito voto e apelo com a população, apesar de a direita e o bolsonarismo saírem divididos. O ex-presidente não é mais hegemônico no espectro; ele tem excesso de concorrentes - oposto da esquerda, que só tem Lula. O mandatário sai deste pleito com uma grande interrogação: qual a chance de ser candidato em uma nova reeleição em 2026 - com 79 anos completos ontem e um PT e uma Esquerda frágeis", analisa Cantanhêde.

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    22 min
  • "Brics passa a ser adversário do Ocidente, mas só amplia a ditaduras"

    A ditadura da Venezuela chamou o veto do Brasil à sua entrada no Brics como um “gesto hostil” e uma “agressão”. O regime chavista, bem como a ditadura da Nicarágua, foram barrados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva por recentes desentendimentos com os ditadores Daniel Ortega e Nicolás Maduro. “A Venezuela contou com o respaldo e apoio dos países participantes nesta cúpula para a formalização de sua entrada neste mecanismo de integração, mas a representação da chancelaria brasileira, liderada pelo embaixador Eduardo Paes Saboia, decidiu manter o veto que (o ex-presidente Jair) Bolsonaro aplicou contra a Venezuela durante anos”, declarou o Ministério das Relações Exteriores venezuelano em comunicado. "É preocupante a relação do Brasil com a Venezuela, mas a reação do País é boa para a política interna do presidente Lula. A Cúpula preocupa porque os Brics passam a ser adversários do Ocidente, mas ampliação só atingiu ditaduras. O Brasil se preocupa com os critérios para novas adesões e parcerias. O Bloco está virando instrumento de poder internacional", diz Cantanhêde.

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    20 min
  • "Marçal consegue ser colocado de volta e no palanque e Boulos caiu na armadilha"

    Derrotado no primeiro turno da eleição paulistana, o ex-coach Pablo Marçal (PRTB) ressurgiu ontem para propor sabatina com os candidatos à Prefeitura de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL). Em publicação nas redes sociais, Marçal disse que o encontro seria para perguntar o que o povo quer saber dos candidatos ao cargo mais importante da capital paulista. A ideia é realizar os encontros hoje e amanhã. "Marçal é bom de Marketing pessoal, ele consegue a proeza de, nos últimos dias do segundo turno, ser colocado de volta sob holofotes e no palanque. E o Boulos caiu na armadilha. Eu acho, no mínimo, muito arriscado; Marçal não é uma pessoa razoável. Alguém pode achar que ele fez esse convite em boa fé? Se está chamando é para favorecer ele próprio", diz Eliane.

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    22 min
  • "Recados de Lula no discurso do Brics terão efeito praticamente nulo"

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, 23, aos líderes dos países do Brics, que está na hora de o bloco criar meios de pagamento alternativos para transações entre si. Brics e outros setores da política global, principalmente liderados pela China, buscam formas de fazer comércio sem precisar recorrer à moeda americana, o dólar, que domina os negócios globais desde o século passado. "Lula fez o que já estava esperado: usou essa reunião para mandar seus recados em relação às duas guerras. O mais duro deles, sobre Israel - que não foi citado e com quem o Brasil está rompido. O presidente também mandou um recado muito sutil, porque não quer bater de frente com a Rússia, de que é necessário negociar - para o país anfitrião e para a Ucrânia. E qual deve ser o efeito disso? Praticamente nulo", opina Eliane.

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    20 min
  • "Brasil deve propor adiar adesão no Brics e sugerir formatos para isso"

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o acidente doméstico que sofreu na noite do sábado, 19, foi “grave” e que os médicos vão saber o “estrago” daqui a três ou quatro dias. O petista teve um trauma cerebral após cair no Palácio da Alvorada e bater a cabeça. Com o acidente, Lula foi orientado a não fazer a viagem para a reunião da cúpula dos Brics, que vai ser realizada na Rússia entre esta terça-feira, 22, e quinta-feira, 24. "O Bloco está sendo ampliado, com adesão de parceiros 'complicados', e, agora, tem uma segunda etapa com Nicarágua, Venezuela e Cuba na lista. Ontem, Brasil já sinalizou que não apóia a adesão dos dois primeiros. A posição do governo será, possivelmente, de adiar e propor formatos para isso. Por trás do contexto, existe a guerra dos BRICs contra o chamado mundo unipolar - contra os Estados Unidos. O Bloco está comandando a discussão internacional sobre a desdolarização do mundo, a criação de moedas próprias para trocas comerciais, em vez de ficarem concentradas no dólar", diz Eliane.

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    20 min
  • "Saúde é fator político e pesa contra Lula em novo mandato em 2026"

    O cardiologista Roberto Kalil Filho, um dos médicos que acompanha o presidente Lula, contou ao Estadão que ele precisou receber alguns pontos depois de sofrer um acidente doméstico no sábado. Uma ressonância indicou “uns pontinhos de sangramento muito pequenos em outra região” e, nesses casos, explica ele, existe a possibilidade de o sangramento aumentar nos dias seguintes ao trauma. Na noite de sábado, o presidente deu entrada no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, depois de cair no banheiro do Palácio da Alvorada no final da tarde, e o tombo resultou em um corte na região de trás da cabeça, na área da nuca. "O presidente tem 78 anos. A idade tem sido um peso bastante grande, por exemplo, contra o Joe Biden, presidente dos EUA, que teve de desistir da tentativa de reeleição este ano. O fator também é político e pesa contra Lula e a possibilidade de mais um mandato seu em 2026. Não é a primeira vez que ele tem de cancelar uma agenda internacional por questão de saúde", afirma Eliane.

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    21 min
  • Eliane sobre Datafolha: "Foi uma queda pequena diante do estrago do apagão"

    A pouco mais de uma semana do segundo turno das eleições municipais em São Paulo, o novo levantamento divulgado pelo Datafolha ontem, aponta o prefeito e candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB) à frente da disputa, com 51% das intenções de voto.
    Concorrendo com ele, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) aparece com 33% das menções no cenário estimulado, em que os nomes da dupla são apresentados para os entrevistados. "Pesa muito ter a caneta na mão e 12 partidos de apoio como Ricardo Nunes tem. O Datafolha vai confirmando que, apesar de todas as incertezas na eleição, está dando o óbvio. Ele caiu quatro pontos, que não migraram para seu adversário, mas sim para brancos, nulos e abstenções. Foi uma queda considerada pequena diante do estrago do apagão. A diferença entre eles é de 18 pontos e é muito difícil Boulos tirar isso em dez dias da eleição", analisa Cantanhêde.

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    20 min
  • "Governo diz que está de mãos atadas porque depende da Aneel - comandada pelo bolsonarismo"

    A Enel, concessionária de energia elétrica, afirmou nesta quinta-feira, 17, que o apagão que atingiu a cidade de São Paulo e a região metropolitana no fim da semana passada foi maior do que o inicialmente divulgado. No total, foram 3,1 milhões de imóveis que ficaram sem luz - mais do que os 2,1 milhões inicialmente informados pela empresa. Com isso, o número de imóveis afetados supera ao do blecaute registrado em novembro do ano passado, quando o pico máximo de clientes desligados foi de 2,12 milhões, conforme relatório da própria empresa. "Existe uma divergência muito clara entre o governo de São Paulo com o federal. Enquanto Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes fazem pressão contra a Enel, o presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pressionam a Aneel. Na questão do contrato, Silveira concorda com a Enel, porque a empresa herdou um contrato que não aborda questões como a crise climática. O decreto atualizando foi assinado em junho e não tem efeito retroativo. O governo federal diz, mais ou menos, que está de mãos atadas, porque depende da Agência Reguladora - comandada pelo bolsonarismo. Enquanto isso, TCU toma providências de um lado e a AGU para outro. Nessa briga toda, quem acaba sofrendo é o usuário - que tem direito ao serviço", diz Eliane.

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    25 min
  • "Lula manda desaforos para setor financeiro, mas, por mudança no BC, quer aproximação"

    O presidente Lula recebe hoje no Palácio do Planalto, os presidentes dos maiores bancos privados do País para debater a conjuntura econômica e o acesso a crédito no País.O encontro estava previsto para começar 11h30 e também pode abordar a regulamentação das bets. Como mostrou o Estadão, o governo realiza os ajustes finais para promover uma nova forma de crédito consignado que fomente a competição entre instituições financeiras.A ideia é unir trabalhador e banco em uma plataforma com “leilão” por juro menor. "Essa agenda é quente. Lula de vez em quando manda desaforos para esta área financeira, reclamando dos juros, mas agora, com a mudança no Banco Central, ele quer uma aproximação com este setor. A aposta é que vá garantir a independência e autonomia da autoridade monetária. A pauta também terá o crédito; o segundo mandato do Lula foi um sucesso na Economia exatamente por isso, e o presidente está novamente nesta toada. Lula sempre é visto como um adversário do setor financeiro", afirma Cantanhêde.

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    18 min

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