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O primeiro debate do segundo turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo, realizado ontem pela Band TV, reproduziu o confronto dos últimos dias entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL). Os dois candidatos trocaram acusações mútuas sobre a responsabilidade pelo apagão que atinge bairros da capital paulista desde sexta-feira. Boulos atribuiu a culpa à Enel e ao que classificou como inação do prefeito. Nunes, por sua vez, insistiu na necessidade de cassação da concessão da distribuidora de energia elétrica e cobrou o governo federal pela regulação e fiscalização do contrato. "É o empurra-empurra. Boulos se referiu ao presidente da Aneel nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mas tanto o deputado federal quanto o atual prefeito defendem a expulsão da Enel como prestadora de serviços na maior capital do país - nisso, os dois concordam. Foi um debate civilizado; teve cobranças mas se discutiu a cidade. Sem 'aquele outro' os encontros estão mais 'dentro dos conformes', mas não sei até que ponto mexem nos números da eleição", comenta Cantanhêde.
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O diretor-presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval de Araujo Feitosa Neto, considera a reação da Enel ao apagão que deixou 2,1 milhões de endereços sem luz em São Paulo aquém das expectativas. Na avaliação da agência, os trabalhos de atendimento à população foram, inclusive, mais lentos do que no blecaute de novembro do ano passado, quando mais de 2 milhões de clientes também ficaram no escuro. "As concessionárias deixam muito a desejar e a fiscalização não está funcionando. Claro que isso entra na campanha; quando você disputa a reeleição tem estes privilégios do cargo - recursos, tem o que mostrar e equipe -, mas os ônus também. Quando acontece algo assim, a população fica irritada e isso se destina a que está incumbido. Hoje tem o primeiro debate entre o prefeito Ricardo Nunes e o deputado federal Guilherme Boulos, e claro que o último vai usar a questão contra o adversário", diz Eliane.
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A três finais de semana do segundo turno das eleições municipais, o levantamento divulgado pelo Datafolha ontem, aponta o prefeito e candidato à reeleição Ricardo Nunes (MDB) tende a herdar 84% dos eleitores que afirmaram ter votado em Pablo Marçal (PRTB) no primeiro turno – enquanto seu adversário, Guilherme Boulos (PSOL), fica com apenas 4% desse eleitorado. "O eleitor não é gado que vai sendo tocado; ele faz sua escolha independentemente do que o derrotado diga. O pleito de São Paulo tem uma lógica enorme, que não parecia no primeiro turno. Nunes e Boulos estão assumindo algumas das ideias do ex-coach em seus planos porque as pesquisas mostram que o eleitorado gostou delas. Mas Boulos só consegue reagir ao cenário da pesquisa se trabalhar pela abstenção de votantes no Marçal, falando mal de Ricardo Nunes", analisa Eliane.
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O PSD, partido do ex-ministro e secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab, foi a legenda mais vitoriosa nas eleições municipais deste domingo, 6. A sigla elegeu 878 prefeitos no primeiro turno, conforme números atualizados até terça-feira, 8. O MDB foi o segundo partido com mais prefeitos eleitos, vencendo em 847 cidades nesta primeira etapa. Sobre o resultado do pleito municipal, Gilberto Kassab, presidente nacional do Partido Social Democrático, conversa com Eliane Cantanhêde, Carolina Ercolin e Haisem Abaki no Jornal Eldorado.
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O Senado aprovou, em plenário, o nome do atual diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, para a presidência da instituição, por 66 votos a 5, em votação secreta, ontem à tarde. Mais cedo, a indicação havia sido aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado por 26 votos a zero. Galípolo foi indicado para o cargo pelo presidente Lula em agosto e precisava passar pela sabatina com os senadores. O diretor comandará a autoridade monetária a partir de janeiro de 2025, quando o atual presidente, Roberto Campos Neto, deixará a presidência da instituição. "É a votação mais expressiva de um presidente do BC no Senado desde 1999. Galípolo entra com força. Campos Neto e ele têm uma relação muito produtiva e já combinaram de fazer algumas viagens para que o primeiro o introduza no ambiente internacional, como o futuro presidente. Isso dá estabilidade e tranquilidade. Espera-se que o presidente Lula faça sua parte; ele passou este tempo todo em guerra com Campos Neto e com a alta de juros e, desde a indicação de Galípolo, está quietinho. É o que se espera: que respeite as decisões técnicas da autoridade e que o BC tenha autonomia no papel e na prática", avalia Eliane.
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O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que governou o Estado de São Paulo por quase três décadas, viu o número de candidatos eleitos para os Executivos municipais despencar pelo segundo pleito municipal consecutivo. Neste ano, os tucanos elegeram 273 prefeitos em todo o País — 250 a menos do que em 2022, quando comemoraram a vitória de 523 postulantes. Na cidade de São Paulo, o resultado deste ano foi ainda pior para os tucanos — que já conseguiram vencer uma eleição em primeiro turno na cidade com João Doria, em 2016. O nome escolhido pelo partido, José Luiz Datena (PSDB), encerrou sua participação no pleito com amargos 1,84% dos votos válidos. Foi o pior desempenho da sigla na história das eleições paulistanas, local considerado pela legenda como “berço político”.
Sobre o momento do Partido, Eliane Cantanhêde conversa com o presidente nacional da sigla, Marconi Perillo - junto de Carolina Ercolin e Haisem Abaki.
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A disputa pela Prefeitura de São Paulo será definida no segundo turno entre o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), e o deputado federal, Guilherme Boulos (PSOL). Com 100% das urnas apuradas na capital paulista, o emedebista somava 29,48% dos votos válidos ante 29,07% do psolista. As pesquisas de intenção de voto divulgadas na última semana de campanha eleitoral indicavam uma disputa acirrada entre Nunes, Boulos e Pablo Marçal (PRTB), que ficou de fora da disputa. Ele tinha 28,14%. "Vamos ver se o presidente Lula vai continuar longe da disputa ou mergulhar de cabeça; o risco é de uma vitória muito forte da direita na capital do principal estado do País no segundo turno. O grande nome é Gilberto Kassab, do PSD, que fez o maior número de capitais do País. A maior dupla vencedora é ele e o governador do estado, Tarcísio Gomes de Freitas. A direita moderna pode engolir o bolsonarismo. O PSD se tornou o grande herdeiro do PSDB - que comandou São Paulo por duas décadas", analisa Cantanhêde.
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Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB) protagonizaram os principais embates do debate de maior alcance do primeiro turno, realizado pela TV Globo na noite de quinta-feira, 3. Criticado por todos os adversários, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) defendeu sua gestão, buscou fazer acenos ao eleitorado de direita e bolsonarista que disputa com Marçal, mas evitou embates diretos com o ex-coach. A exceção foi quando o prefeito se posicionou sobre o boletim de ocorrência por violência doméstica registrado por sua mulher em 2011, novamente mencionado pelo candidato do PRTB.
O encontro é analisado por Eliane Cantanhêde durante sua coluna no Jornal Eldorado, em conversa com Carolina Ercolin e Haisem Abaki.
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A TV Globo promove o último debate do primeiro turno das eleições de 2024 nesta quinta-feira, 3, às 22h. Para o encontro, a emissora convidou os candidatos à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL), José Luiz Datena (PSDB), Pablo Marçal (PRTB), Ricardo Nunes (MDB) e Tabata Amaral (PSB) e será mediado pelo jornalista César Tralli. Dois critérios foram utilizados para escolher os participantes, segundo a emissora: candidatos de partidos com representação no Congresso Nacional de, no mínimo, cinco parlamentares – como estabelece a legislação eleitoral – e candidatos que tenham alcançado pelo menos 6% das intenções de voto na última pesquisa Quaest, que foi divulgada em 30 de setembro. "Esse debate é sempre o último da campanha; hoje vai ter em 56 cidades de todo País, mas o foco é em São Paulo. Ele é muito decisivo - particularmente neste ano, porque a eleição paulistana chega ao final muito incerta. Há tantas dúvidas já que não se sabe se há o trabalho de voto útil; em todos os pleitos, os candidatos que têm menos chance começam a perder eleitores para candidatos de seu campo que têm mais chance de ir para o segundo turno, mas isso não está previsto dessa vez. A grande pergunta do debate de hoje é quem o Boulos vai mirar como seu adversário principal? Ele tem boa chance pela esquerda e tem que optar se quer segundo turno com Nunes ou Marçal", diz Eliane.
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Exatamente cinco meses depois da melhora da perspectiva de rating (classificação de risco) do Brasil, a agência de classificação de risco Moody’s decidiu elevar a nota do País — de Ba2 com perspectiva positiva, para Ba1, um grau abaixo do grau de investimento — e manteve a perspectiva positiva. A instituição se adiantou às concorrentes — Fitch e Standard & Poor’s (S&P) — que com ela formam as Big 3 no setor. Apesar da melhora do rating pela Moody’s, nas três agências, o País segue como um mercado de investimento de grau “especulativo”, que antecede o primeiro nível do selo de bom pagador. "O próprio ministro Fernando Haddad admite que a questão fiscal ainda é um empecilho para a recuperação do Grau de Investimento. O Brasil melhora e é uma boa notícia, mas é surpreendente. O que impulsionou foi o crescimento da Economia. O ano começou com previsão de crescimento baixo e chega ao fim com previsão de crescimento significativo. O governo é gastador e a questão agora é controlar gastos e garantir arrecadação. O recado de Haddad é mais para o Governo que para todo o País", avalia Cantanhêde.
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