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O bilionário Elon Musk, que atuou como um dos principais apoiadores públicos e financiadores da campanha de Donald Trump, será o chefe do chamado “Departamento de Eficiência Governamental”, anunciou o presidente eleito na noite desta quarta-feira, 12. O CEO da Tesla e da SpaceX ocupará o cargo ao lado do empresário americano Vivek Ramaswamy. "Ele já arranjou um jeito de colocá-lo como assessor dentro de sua estrutura de governo. Musk tem uma bomba atômica, que é a Internet, e Trump tem pretensão de dominação internacional e liderança da direita; o empresário é um instrumento disso. No segundo governo Trump está radicalizando ainda mais", diz Cantanhêde.
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o governo Lula fez ajustes no conjunto de medidas de corte de gastos, mas negou que o pacote tenha sido desidratado durante as discussões com outros ministérios. Haddad afirmou que o presidente Lula pediu a inclusão de mais um ministério nas discussões sobre corte de gastos. Embora Haddad não tenha dito de qual pasta se tratava, o Estadão apurou que haverá uma reunião com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. O PT, o PDT, o PSOL, e o PCdoB assinaram um manifesto contra o corte de gastos em áreas sociais."O problema do Lula é com o PT, o Congresso e os ministros dele próprio. O pacote de corte gastos virou um grande problema para o governo, que está apanhando todo dia, há três semanas", diz Eliane.
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Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, executado a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na sexta-feira, 8, entregou esquemas criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de corrupção policial em depoimentos dados ao Ministério Público de São Paulo nos últimos meses. Gritzbach era réu em um processo por lavagem de dinheiro da facção criminosa. Ele teria atuado para lavar R$ 30 milhões provenientes do tráfico de drogas. "Essa história mostra o quanto o crime organizado está empoderado, audacioso e infiltrado nas instituições brasileiras. Este cidadão era um executivo do PCC e, quando foi pego, resolveu fazer a delação de todos os vínculos da facção com a polícia - aí colocam a polícia pra cuidar de sua segurança. Nada faz sentido. Enquanto isso, o Pacote que dá mais flexibilidade para entrada Federal nas investigações, está parado porque os governadores 'fecham a cara'. O crime, hoje, é federal; precisa que a União tenha poderes para entrar nesta guerra, se não é perdida", diz Cantanhêde.
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Lula e Biden conversaram ao telefone nesta quinta-feira por cerca de 30 minutos para discutir a preparação da cúpula no Rio e combinaram de se reunir durante o G-20. A Presidência da República confirmou ao Estadão que Lula não irá a Manaus. O plano do governo federal é que o presidente brasileiro viaje ao Rio para o encerramento da Cúpula Social do G-20, no dia 16. "Se o atual presidente dos EUA está conversando com Lula e o presidente eleito está conversando com o ex-presidente Jair Bolsonaro, tem alguma coisa errada. Lula apostou as fichas no governo que está indo embora, isso projeta alguma dificuldade nas relações entre ele e Trump. Lula não tem previsão de ir à posse de Trump, mas Bolsonaro vai tentar obter de volta seu passaporte para ir", afirma Eliane.
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Aliados de Jair Bolsonaro parabenizaram Donald Trump pela vitória da eleição para presidência dos Estados Unidos. Pelas redes sociais, apoiadores do ex-presidente também projetaram o próximo pleito no Brasil, marcado para 2026. O retorno do republicano à Casa Branca é uma aposta dos bolsonaristas para o fortalecimento da extrema direita no País. Bolsonaro está inelegível por determinação do Tribunal Superior Eleitoral, e os bolsonaristas apostam na aprovação no Congresso de uma anistia para que o ex-presidente possa ser candidato na próxima eleição presidencial brasileira. "Nas vésperas da eleição, presidente Lula defendeu a vitória de Kamala Harris em nome da democracia, mas já se sabia que ele reconheceria rapidamente o resultado e fez isso. A vitoria do Trump tem um efeito enorme no Brasil. Bolsonaro fazia loas a ele no primeiro mandato. O bolsonarismo está em festa também porque acha que isso interfere na inelegibilidade do ex-presidente, para que seja candidato em 2026 e para fortalecer o bolsonarismo no Brasil. Elon Musk vem aí para apoiar seus candidatos de direita, mundo a fora", afirma Cantanhêde.
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A colunista e o subeditor de Internacional do Estadão, Luiz Raatz, diretamente de Washington, conversam com Carolina Ercolin e Haisem Abaki sobre a reeleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.
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O presidente Lula deve se reunir hoje com mais ministros para discutir o pacote de corte de gastos em elaboração no governo, depois de ter discutido o projeto ontem, com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Esther Dweck (Gestão), Nísia Trindade (Saúde), Luiz Marinho (Trabalho) e Camilo Santana (Educação). A ideia, de acordo com nota do próprio Ministério da Fazenda, é que outros ministros também possam “opinar e contribuir” no pacote de cortes. Não ficou claro, porém, quais ministros serão chamados para as conversas. Também ainda não está definido quando o pacote será divulgado. "O dólar disparou e aí o presidente Lula acordou e determinou que Haddad cancelasse uma viagem para ficar concentrado na questão dos gastos. A questão técnica está bem definida, logo, o que está faltando é a decisão política - e é nisso que Lula vem trabalhando. Gastos obrigatórios podem estar na mira", diz Eliane.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, apresentam nesta quinta-feira, 31, a governadores a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A PEC é uma tentativa do governo de tentar minimizar os problemas numa das áreas pior avaliadas da gestão petista. Na reunião realizada no Palácio do Planalto, governadores que apoiam o governo e também os de oposição cobraram ações de combate à criminalidade que vão além do que está previsto na PEC. "Há um temor de que este pacote retire autonomia dos estados sobre segurança pública e dê ingerência do governo federal sobre os estados nesta área. Mas o ponto positivo é que esta aberta a discussão. A proposta é avaliada positivamente pelos especialistas, agora é debater, fazer ajustes e tranquilizar os governadores. O crime organizado hoje é transnacional. Lula só comete um erro: demora neste debate. O Ministério da Justiça apresentou esta proposta em março para a Casa Civil e eles enrolaram. Vamos ver se com a reunião, avança; é fundamental para o Brasil", diz Eliane.
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O presidente Lula discute hoje à tarde com governadores, no Palácio do Planalto, mudanças nas políticas de segurança pública no país. A ideia de Lula e de auxiliares é que o governo federal participe mais da formulação e implementação das políticas públicas sobre o tema, em especial no combate ao crime organizado. Lula também convidou representantes do Congresso Nacional e do Judiciário para o encontro, além de secretários estaduais de segurança. O presidente quer enviar ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição para ampliar a atuação da União na área. Atualmente, a maior parte das atribuições de segurança cabe aos governos estaduais com suas polícias civis e militares. "Este pacote está parado desde março porque há muitas dúvidas Jurídicas, especialmente por ser uma PEC; é necessário negociar muito delicadamente. Os governadores acionam o governo federal pedindo socorro contra o crime, mas, pela Constituição, o papel federal é muito restrito. A ideia é dar mais poderes ao governo federal para coordenação de ações na Segurança Pública, com maior sintonia com procedimentos comuns entre os estados", diz Cantanhêde.
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Jair Bolsonaro chamou de "utopia" e descartou a formação de uma vertente da direita que não gravite em torno dele. O ex-presidente declarou que já existiram tentativas semelhantes no passado e todas naufragaram. A afirmação é uma resposta a sugestões de viabilidade da direita longe do bolsonarismo. Neste ano, aliados do ex-presidente enfrentaram, e muitas vezes perderam, eleições para nomes de outros partidos de direita. "O presidente não sabe o que significa utopia, porque a palavra descreve uma sociedade ideal, da felicidade, e, falando isso, ele afirma que felicidade é não tê-lo liderando a direita. Além dos erros políticos, ele tem problemas na Justiça e está inelegível. Bolsonaro tem que repetir o tempo inteiro que é candidato porque está cada vez mais improvável que seja", afirma Eliane.
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