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A megaoperação deflagrada pelo governo fluminense nesta terça-feira, 28, contra o Comando Vermelho (CV) teve efeitos para além das 64 mortes e do cenário de guerra no Rio de Janeiro. Ela causou um tremor político que chegou à Brasília e mexeu com a agenda de autoridades, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está fora do País. "O que aconteceu, começa no Rio de Janeiro e vai se espalhando pelo país. Além das mortes, o que choca é como o Estado está fora de controle e as organizações criminosas estão dominando a cena. Elas estão muito armadas; quando vemos fotos e vídeos das operações a primeira coisa que pensamos é na guerra em Gaza e na Ucrânia. É um estado em guerra; o Rio colapsou, um drama urbano como há muito não se via. Deixa muitas lições para o Brasil, inclusive sobre a importância de combater com inteligência e unidade o Crime Organizado. A população está refém", afirma Cantanhêde.
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A empresa de um sócio do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, recebeu R$ 12 milhões da execução de contratos de publicidade de duas estatais do governo Lula nos últimos dois anos, a Caixa Econômica Federal e a Embratur. Procurado, o ministro disse que não interferiu em favor das contratações e que se afastou da gestão de suas empresas após assumir o cargo público. "Lula comemora foto com presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e resultados em pesquisas de intenção de voto, pela recuperação da popularidade e desempenho eleitoral, e vem uma bomba dessas. É um campo minado para o presidente que passou pelo Mensalão, Petrolão e foi preso; quando fala em dinheiro público tudo fica complicado. A reportagem mostra que tudo é muito intrincado. Vai dar dor de cabeça ao Lula", diz Eliane.
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O ministro Mauro Vieira (Itamaraty) disse nesta segunda-feira, dia 27, que o governo americano concordou com uma cronograma de negociações com o Brasil para chegar a um acordo sobre o tarifaço contra o Brasil, nas próximas semanas. As reuniões na Malásia não foram suficientes para suspensão das tarifas impostas pelos EUA, como pedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Donald Trump. Eliane Cantanhêde conversou com Felipe Frazão, colunista da Eldorado e enviado especial do Estadão à Malásia, para cobrir a agenda de Lula na Ásia.
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A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou a negativa pela primeira vez desde novembro de 2024, segundo o levantamento mensal da Atlas/Bloomberg. A pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 24, aponta que 48% dos brasileiros consideram a gestão petista como ótima ou boa. Outros 47,2% avaliaram como ruim ou péssimo e 4,8% classificaram o governo como regular. "Este levantamento diz que o presidente que, no início do ano, era praticamente carta fora do jogo de 2026, agora é candidato único. Todos os outros estão 'patinando'; o governado de São Paulo, Taríciso de Freitas - o nome mais forte -, já tem dito que vai ser candidato à reeleição. Ele está vendo o presidente forte e está 'fugindo da raia', não quer trocar o certo pelo duvidoso, e todos os outros candidatos são possibilidades. Pela pesquisa, se inverteu: Lula hoje tem um aprovação maior que a desaprovação, o que mostra uma tendência de recuperação do presidente a partir de todas as medidas sociais e a 'colher-de-chá' que o bolsonarismo - particularmente, Eduardo Bolsonaro - o deu. A situação de Lula é muito confortável", diz Cantanhêde.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ganhar uma festa antecipada de 80 anos, nesta quinta-feira, dia 23, na Indonésia. Ao celebrar a idade, Lula reafirmou que está decidido a disputar um quarto mandato presidencial, em 2026, quando tentará a reeleição. "É um tanto arriscado isso. Lula está no palanque, em plena campanha, e a toda ação corresponde uma reação. A do Congresso pode ser maléfica não apenas para os interesses eleitorais do presidente como para o Brasil. Se Lula se confirma por ações e falas, ele deixa parte do Legislativo que não é a seu favor com 'arma na mão' para impedir aprovações de projetos enviados pelo Governo. Cada vez que o presidente fala assim está provocando os adversários - que vêm não com pedras na mão, mas com votos contrários a ele. Isso transforma seu último ano de trabalho em tenso e com muito risco de derrotas no Congresso", analisa Cantanhêde.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta quarta-feira, 22, o acórdão do julgamento que condenou Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentarem dar um golpe de Estado. O documento contém os votos revisados dos cinco ministros que integram a Primeira Turma. "Não foi por acaso que foi publicado exatamente hoje. STF está tomando providências para que a condenação passe a valer ainda este ano. A pressa é porque o ministro Luis Fux continua dando sinais de protelar a condenação e a ida de Bolsonaro à prisão. Novembro vem aí. Em dezembro tem o recesso do Judiciário e o Supremo só volta a funcionar em fevereiro. Isso tudo é dar tempo para Jair Bolsonaro", conta Eliane.
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O encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz inácio Lula da Silva, às margens da Cúpula do bloco econômico do Sudeste Asiático (Asean), pode ocorrer na tarde do domingo, 26, em Kuala Lumpur, na Malásia (fim da madrugada no horário de Brasília). O diretor do departamento de Índia, Sul e Sudeste da Ásia, Embaixador Everton Frask Lucero, disse a jornalistas nesta segunda-feira, 20, que a conversa entre os líderes é possível, mas que ainda não está confirmada. "Com o tarifaço, Brasil ampliou horizontes comercias e um deles é exatamente o sudeste asiático e particularmente a Indonésia, o quarto país mais populoso do mundo. É um belo mercado para produtos brasileiros. Aproveitando o ensejo, as diplomacias brasileira e norte-americana articulam o primeiro encontro real, cara a cara, para discutir problemas comuns. Nesse ambiente de paz e amor de Trump, tem dois obstáculos claros: Venezuela e Colômbia e os dois têm tudo a ver. Como Lula vai se virar pra falar sobre isso com o norte-americano? Vai tentar calibrar essa pauta em sua conversa", diz Cantanhêde.
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Em discurso para estudantes de cursinhos populares em São Bernardo do Campo, no fim de semana, o presidente Lula disse que a América Latina deve ser um "continente independente" e que "nunca mais um presidente de outro país ouse falar grosso com o Brasil". Lula anunciou a ampliação da Rede Nacional de Cursinhos Populares para o ano que vem, para atender estudantes que querem ingressar na universidade. O presidente estava acompanhado dos ministros da Educação, Camilo Santana, e da Fazenda, Fernando Haddad. "O presidente mandou um recado para Donald Trump e não sei como isso bate em Washington, mas não sei se é conveniente. Claro que nós, brasileiros, apoiamos Lula, mas não sei se é prudente, antes do encontro com o norte-americano. Trump, apesar da aproximação com o Brasil, continua sendo quem é e avançando contra a América do Sul. Ele parte pra cima, agora, do Gustavo Petro, presidente da Colômbia, o país sul-americano mais parceiro do seu; é uma agressão que os vizinhos não podem ignorar", afirma Eliane.
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O Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) afirmou nesta quinta-feira, 16, que a conversa entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, foi “muito positiva em relação ao comércio” e nas “questões bilaterais em andamento”. "O que o Itamaraty diz é que a importância do encontro é confirmar que a aproximação é pra valer. Desde ontem, não são encontros de bastidores, com enviados especiais, mas negociação institucional, com os dois chanceleres sentados e conversando. O Brasil foca sempre na questão comercial, botando as sanções na mesa, mas está preparado para ceder, assim como os EUA. É um novo patamar nas conversas", afirma Cantanhêde.
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, vai se reunir nesta quinta-feira, dia 16, com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em Washington. A expectativa de realização do encontro, preparado há uma semana com discrição pelas burocracias de Estado brasileira e americana, foi confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O 'Lulinha Paz e Amor' em total negociação com os EUA. E é uma pauta muito clara, que Trump recue no tarifaço de 50%, que atrapalha negócios e empregos no país; é maléfico para economia do Brasil e os brasileiros. Também as sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos. As informações que saem do Itamaraty são de que Lula já autorizou os ministros Mauro Vieira, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad a um recuo no caso das bigtechs e acordo pelo uso das terras raras", afirma Eliane.
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