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Após audiência de conciliação realizada na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça determinou que órgãos públicos e empresas que fecharam acordos de leniência têm 60 dias para chegar a um consenso sobre os pactos. Segundo dados da Controladoria-Geral da União, os acordos totalizam cerca de R$ 9 bilhões, referentes aos valores acertados depois que executivos confessaram a formação de cartel em contratos da Petrobras e o desvio de dinheiro público. Com a decisão de Mendonça, no prazo estabelecido, não poderá ser aplicada qualquer sanção às companhias em caso de ‘eventual mora’ - um atraso no pagamento das multas pactuadas. "Essas pessoas cometeram crimes e as empresas admitem que não houve coação. Começou com uma decisão monocrática do ministro Dias Toffolli, do Supremo, então a segunda turna decidirá sobre ela", diz Eliane.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem, durante ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, que sofre uma perseguição que se recrudesceu depois que deixou a Presidência no fim de 2022 e pediu anistia a presos do 8 de Janeiro. Em um discurso para milhares de apoiadores, o ex-mandatário negou liderar uma articulação golpista depois da derrota nas eleições. "A foto do ato será utilizada como fator de pressão e constrangimento para a polícia e ações judiciais, além de nas eleições municipais de outubro. Foi uma vitória de Bolsonaro, uma demonstração de força popular. Ele, candidato ou não, mostrou que tem base e divide o país", analisa Cantanhêde.
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O secretário de Estado americano, Antony Blinken, indicou na reunião de chanceleres do G-20 que a Casa Branca pretende acelerar a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ao encerrar a reunião, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, disse que o Brasil pretende “impulsionar” a expansão do conselho, durante a presidência do G-20. "A semana começou muito ruim, a partir das declarações desastrosas do presidente Lula e a reação muito dura de Israel. O Brasil estava isolado em sua política externa e, no fim da semana, sai liderando questões importantes", opina Cantanhêde.
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Empossado hoje, o novo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, ao assumir a cadeira deixada pela ministra aposentada Rosa Weber, também herdará o acervo de 340 processos que estavam sob a relatoria dela. Compõem esse montante 235 processos que iniciaram sua tramitação diretamente no STF, e outros 105 recursais – ou seja, aqueles que vieram de outros tribunais ou juízos. A “herança” representa apenas 1,3% do acervo geral da Suprema Corte, que conta com 25.242 processos em tramitação. "Dino faz o circuito completo entre os Poderes - já foi do Executivo, deputado federal, rapidamente senador e agora assume uma toga no STF. Há expectativa pelo discurso do novo ministro; é esperado no Supremo como uma voz afirmativa, com estilo muito próprio e grande aliança com o presidente Lula. Apesar de ter feito carreira sempre na esquerda, jamais foi do PT. Agrega muito à Corte mas deixa dúvidas sobre como vai votar", avalia Cantanhêde.
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O secretário de Estado americano, Antony Blinken, deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira. A visita, no âmbito da reunião de chanceleres do G-20, no Rio, ocorre em um momento no qual a guerra de Israel contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza coloca as diplomacias de Brasil e Estados Unidos, na defensiva, ainda que por motivos distintos. "A crise [diplomática entre Brasil e Israel] está escalando e de maneira imprevista. Nestes casos, você tem uma declaração equivocada, uma reação e, depois, todos vão passando panos quentes. Neste caso, ninguém está fazendo isso", afirma Cantanhêde.
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, desembarca no Brasil, na noite desta terça-feira, 20, para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão é que o encontro entre os dois ocorra na quarta-feira, 21. Durante a agenda com Lula, Blinken deve discutir as questões bilaterais e globais entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa é que os dois também conversem sobre o conflito entre Israel e Hamas. Isso porque, como secretário, Blinken tem atuado na negociação entre países para tentar acabar com a guerra. "Lula cometeu um excesso antidiplomático e antipolítico que cria um flanco enorme não apenas com Israel, mas com toda diplomacia do Brasil. Sua ideia não é balancear sua frase equivocada, mas pisar no acelerador, dobrar a aposta e manter a crise com o País. Amanhã, ficarão Blinken e o presidente brasileiro falando sobre isso", diz Eliane.
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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou ontem que “comparar Israel ao Holocausto nazista e Hitler é cruzar uma linha vermelha”, em reação a uma fala do presidente brasileiro, Lula, durante entrevista coletiva em Adis Abeba, capital da Etiópia, ao finalizar sua agenda internacional da última semana. Antes, pelo X, o israelense também escreveu que decidiu “com o ministro de Relações Exteriores Israel Katz, convocar o embaixador brasileiro em Israel para uma dura conversa de repreensão”. "Lula tem todo capital para fazer uma política externa de excelência, mas ele, pessoalmente, vem causando muito estremecimento por falar demais e ideologicamente em um campo que deve ser tratado dentro dos interesses nacionais e com palavreado compatível com a diplomacia e a boa educação entre as nações", opina Cantanhêde.
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Em reunião ministerial do dia 5 de julho de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu “reação” contra uma alegada fraude no sistema eleitoral – do contrário, o País viraria “uma grande guerrilha”. Trechos da gravação do encontro, apreendida pela Polícia Federal (PF) na casa de Mauro Cid, foram divulgados pelo jornal O Globo. "Quem faz este tipo de ação criminosa grava, deixa no celular e dá, de graça, a prova para a Polícia, o Supremo Tribunal Federal e a sociedade brasileira tirarem suas conclusões; é impressionante como produzem provas contra si. O que está faltando para mostrar que havia, sim, um golpe em andamento no Brasil e que Bolsonaro era o mandante e grande beneficiário do crime? A situação agora é evidente, comprovada", afirma Eliane.
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), vai dividir palanque com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um evento em Belo Horizonte na manhã nesta quinta-feira, 8. Segundo Zema, que é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o petista será “bem recebido” por ele e pelos servidores da administração estadual. "Lula está fazendo investidas em um reduto eleitoral importantíssimo, que é o Sudeste. Os estados são governados por bolsonaristas e Lula chega com a bolsa cheia de ofertas para os governadores", comenta Cantanhêde.
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O presidente voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “ignorante”, “aloprado” e “maluco”. Em evento em Belford Roxo, o petista afirmou que o antecessor “não entendia nada, a não ser de falar bobagem”, ao se referir a investimentos do governo passado. No segundo turno da eleição de 2022, Bolsonaro foi o candidato à Presidência mais votado na cidade da Baixada Fluminense, superando a votação de Lula em 20 pontos percentuais. "Ao assumir, governantes passam a trabalhar para todos os brasileiros e o que prevalece nas relações - neste caso, com governadores bolsonaristas - são os interesses dos cidadãos. Mas Lula também busca palanques em Estados onde teve votações difíceis ou que perdeu. Em outubro, quer votos para PT, aliados de esquerda e novos aliados - tão fundamentais para a governabilidade", comenta Cantanhêde.
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