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E' preciso não confundir instrução com educação. A educação abrange a instrução, mas pode haver instrução desacompanhada de educação.
A instrução relaciona-se com o intelecto: a educação com o caráter. Instruir é ilustrar a mente com certa soma de conhecimentos sobre um ou vários ramos científicos. Educar é desenvolver os poderes do espírito, não só na aquisição do saber, como especialmente na formação e consolidação do caráter.
Pela lei natural, o meio de alcançar independência econômica se encontra nos seguintes requisitos: trabalho, economia, perseverança, esforço e inteligência.
Os homens do século, porém, acham que não é assim. Aquele programa se lhes afigura moroso e áspero. Procuram, por isso, os processos artificiais e falazes. Querem enricar de momento. Atiram-se aos expedientes, dão tacadas visando a carambolar por tabela. Todas as farsas, então, lhes parecem aconselháveis. Olham o fim sem se preocuparem com os meios. E' preciso gozar, é mister saciar a fome e a sede de prazeres, de qualquer maneira. Para isso, aventuram-se em negócios arriscados, jogam cartadas decisivas. Tudo é lícito desde que colime aquele alvo, mesmo o emprego de métodos inconfessáveis.
Que vejo? Aqui, um marido exemplar suportando a esposa fútil, caprichosa e desamorável; ali, o reverso da medalha: uma esposa dócil, criteriosa, dedicada ao lar, sofrendo o convívio de um marido rude, desafeiçoado e libertino. Além, vejo pais solícitos e bons, sacrificando-se por filhos ingratos e maus, que os desdenham e menosprezam. Ao lado desse quadro pungente se me apresentam filhos meigos e respeitosos, cujos pais, velhacos e viciados, descuram completamente de sua educação e do seu futuro. (...)
Paixão é um sentimento vivo e forte, é um movimento intenso da alma; é a ditadura do coração. Resume-se numa idéia que empolga o Espírito e que chega mesmo a absorvê-lo e fasciná-lo completamente, quando vem de há longo tempo acalentada. A paixão pode ser boa ou má, elevada ou mesquinha, determinando a ascensão ou a queda do Espírito que alimenta.
Em qualquer dos casos, pode determinar lutas acerbas e acarretar sofrimentos e amarguras pungentes.
Acaba de vir às nossas mãos um bem lançado artigo a propósito da sentença que ora nos serve de epígrafe.
Alega-se no aludido artigo que os espíritas, quando no conselho de sentença, costumam absolver sistematicamente os réus.
Ignoramos se realmente tem sido essa a norma de conduta dos espíritas no Júri.
Quanto a nós, declaramos que, todas as vezes que servimos como juiz de fato, absolvemos, e disso não estamos arrependidos, por isso que entendemos, em consciência, que tais réus deviam ser absolvidos.
No entanto, não pretendemos firmar a doutrina da absolvição incondicional. Casos há em que, para evitar mal maior, seria lícito votar de modo a conservar o acusado recluso, dadas as suas condições de perigo para a segurança social. Assim procedendo, não estaremos julgando, mas acautelando a coletividade da qual somos parte integrante.
Na maneira de conduzir a obra da educação, está a chave do problema cuja solução o momento atual da Humanidade reclama.
Não há duas correntes de opinião, quanto ao valor da educação. Todos a reconhecem e a proclamam como medida salvadora. Porém, há divergência no que respeita ao modo de educar. Existem dois processos de educação: um falso, que mascara a ignorância; outro, verdadeiro, que realmente conduz ao saber. Um, que age de fora para dentro, outro que atua de dentro para fora. Um, artificial, ora maquiavelicamente empregado para confundir; outro, natural, cujo alvo é esclarecer, libertar e aperfeiçoar o homem
O homem que sabe línguas, ciências, filosofias, política e artes várias, não sabe ser bom e justo, tolerante e fraterno; não sabe, tão pouco, resolver os problemas da pobreza, da enfermidade e da dor!
Finalmente, o homem que tanto tem conquistado e tanto tem conseguido, ainda não se conquistou a si mesmo, ainda não conseguiu domar e vencer suas próprias paixões.
"Ninguém conhece o Filho senão o Pai; e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o revelar." (Mateus, 11:27.)
Quando o sangue do Redentor, exigido pelo interesse das classes parasitárias, borrifou a face dos algozes postados ao pé da cruz, a alma do Eterno vibrou flamejante de cólera no seio do Infinito. (...)
(...)O Cristianismo é, por excelência, a religião da vida em oposição às religiões da morte. "Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos.
Deus, não é Deus de mortos: para Ele todos vivem" — assim predicava o Mestre divino. Não obstante, os seus discípulos, testemunhas oculares da imortalidade manifesta em seu Mestre, dificilmente se renderam à evidência dessa revelação, a maior certamente de todas que, em sua misericórdia, o céu tem outorgado à Terra.
Paulo, o insigne pioneiro da nova fé, convertido pelo Cristo redivivo, insistia continuamente sobre a imortalidade, fazendo girar em torno desse assunto todas as suas prédicas e epístolas.
Jesus ressuscitou: eis a nova alvissareira para a Humanidade Eis a esperança — mais que a esperança — eis a fé; mais que a fé, eis a certeza, eis o fato positivo e palpável da continuidade da vida além do túmulo.(...)
1ª FORMA: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães, visto que tens fome.
Resposta: Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. (Lucas, 4:3 e 4)
Moralidade: A fraqueza da carne é uma das portas abertas às tentações. Por ela o Diabo penetra, agindo com grande êxito. Essa porta denominase luxúria ou incontinência, gulodice ou intemperança, e tudo o mais que se relaciona com as sensações físicas, cuja sede é a matéria.
E' do domínio da carne sobre o espírito que se originam todos os vícios repugnantes, tais como o alcoolismo, a concupiscência, a gula, o tabagismo, a cocainomania.
O corpo, quando não dirigido pelo Espírito, destrói-se a si mesmo através das continuadas sensações e exaltações a que se submete. Daí o dizer profundamente sábio do Mestre: Aquele que muito quer gozar a vida, perdê-la-á; o que renunciar, porém, à vida, por amor de mim, ganhá-la-á.
Todas as moléstias têm origem nas fraquezas da carne, as quais levam o homem a transgredir constantemente as leis de higiene, leis naturais e, por isso mesmo, religiosas. A enfermidade é herança do pecado — reza o Evangelho.
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