A Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) receberá R$ 100 milhões por ano do Sistema S para investir na divulgação do Brasil no exterior. O acordo foi mediado pelo Ministério da Cultura, colocando fim a um impasse criado entre o governo e entidades como Sesc e Senai. “Mas isso não resolve o problema da Agência, que continua sem fonte de financiamento para o ano que vem”, avalia o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, em entrevista à Rádio Eldorado.
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 24, a Medida Provisória que cria incentivos para o setor de eventos e manteve no texto o repasse do Sesc e do Senac à Embratur. Mas para destravar a votação, os senadores fecharam um acordo com o governo Lula para vetar o trecho e buscar, futuramente, outra fonte de recursos para a entidade.
Desde que passou pela Câmara dos Deputados, a MP provocou uma queda de braço entre o Sistema S e a agência que cuida da promoção do turismo, entregue ao comando do ex-deputado Marcelo Freixo, um dos principais aliados do governo no Rio de Janeiro. Segundo Freixo, o ministério da Fazenda deve apresentar uma saída para financiar o funcionamento da agência, que deixou de integrar o orçamento do governo. Parte do valor arrecadado, pontua, poderia vir do imposto cobrado a partir da regularização do setor de apostas esportivas.
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