Escriba Cafe

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By Christian GurtnerEducation
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Escriba Cafe episodes

  • Acta Saturnalia I

    Bom dia!

    “O que quer dizer? Está me desejando um bom dia, ou quer dizer que é um bom dia, quer eu queira ou não; ou que você se sente bem neste dia; ou que é um bom dia para ser bom?” - Tolkien

    Nessa agradável leitura de sábado de manhã, começo com uma lembrança que me voltou à memória enquanto começava a escrever o e-mail: o cheiro de café, a mesa posta, todos reunidos e meu pai lendo o jornal.

    É interessante saber que muitas crianças hoje sequer viram um jornal, daqueles de papel, em funcionamento real.

    Mas era um ritual: o cheiro do papel e da tinta, bem específicos, se misturavam com o cheiro do café da manhã. Alguns pegavam partes do jornal enquanto outros liam outras. Eu, criança, me contentava em espiar a contracapa que meu pai lia: “corrupção e crime no Brasil e guerra em outras partes do mundo”… nada de novo. E abocanhava eu uma fatia de pão alemão com manteiga e leberwurst. Boas memórias matinais.

    E agora vamos ao que interessa…

    Para assistir

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  • O Paradoxo da Liberdade

    Não somos livres.

    Por mais que tenhamos o anseio de o sermos, por mais que guerras sejam travadas em nome da liberdade e revoltas históricas tenham se romantizado, não somos e, principalmente, não queremos ser livres.

    Tratei, num artigo recente, o Conceito de Angústia1 de Kierkegaard2, em que, inaugurando o existencialismo, ele coloca a liberdade como a causadora dessa angústia. O homem é livre para tomar as decisões que influenciam sua vida e é obrigado a sofrer as consequências dessas decisões.

    O problema da liberdade começa nesse ponto. Perdida, a pessoa se aflige diante das possibilidades; ela tem vertigem. Assim, um dos grandes pensadores brasileiros resumiu esse pensamento de Kierkegaard num famoso aforismo:

    “O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade?” — Alexandre Pires

    A liberdade cotidiana — aquela em que somos livres para tomar decisões sobre nossa vida, escrever asneiras na internet e andar pelas ruas — nos ilude. A liberdade total é algo muito mais profundo e perigoso. É sermos livres para fazer absolutamente tudo o que quisermos. E isso é possível?

    Viver em sociedade envolve leis, regras e protocolos. Tudo isso para que a liberdade de um não tolha a liberdade de outrem e que a liberdade geral não cause o caos. Abrir mão dessas leis e regras certamente causaria uma sucessão de tragédias.

    “Não estou dizendo para matar todos os idiotas. Estou dizendo é para remover todas as placas de perigo e deixar a coisa se resolver por si só.”

    A liberdade total, inclusive, seria uma catástrofe. Ninguém quer ser totalmente livre. Seguindo um pensamento de Thomas Hobbes3, ao nos livrarmos de todas as amarras da sociedade, do emprego, da família e do coletivo, nos encontraremos vivendo em um modelo selvagem: seríamos nós e a natureza. E essa, de forma simples e sem nenhum julgamento, é a mais cruel das ditadoras. Ali se vive sob a constante prisão do medo, da necessidade, da fisiologia e do clima. Vive-se sob a “lei da selva”. Ou seja, quanto mais livre, menos livre. Esse é o Paradoxo da Liberdade.

    Assim, trocamos pedacinhos de liberdade por segurança, conforto, comida e até prazer.

    Por outro lado — numa sociedade civilizada e que preza pela máxima liberdade possível —, todos são livres para escolher quem são. No pensamento sartriano4, a “existência precede a essência”. Nós não nascemos com um propósito ou manual de instruções. São nossas escolhas contínuas que constroem quem somos, ou seja, nossa Essência. Porém, unindo isso ao pensamento kierkegaardiano, nota-se a angústia diante dessa liberdade.

    E não adianta tentar fugir: é impossível escolhermos não sermos livres, pois até mesmo a recusa em tomar uma decisão é, per se, uma escolha.

    “O homem está condenado a ser livre.” — Jean-Paul Sartre

    A obra usada como capa desse artigo é Prometeu Acorrentado, óleo sobre tela, de Thomas Cole, 1847

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    A Angústia de ser livre, disponível neste link.

    2

    Søren Aabye Kierkegaard (1813 - 1855). Filósofo dinamarquês, fundador do existencialismo

    3

    Thomas Hobbes (1588 - 1679). Filósofo inglês, autor de Leviatã e um dos fundadores da filosofia política moderna.

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    Jean-Paul Charles Aymard Sartre (1905 - 1980). Filósofo existencialista francês.

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  • A angústia de ser livre

    Um dia você recebe a proposta para um trabalho secreto em que, para manter o sigilo, seu cérebro receberá um implante que vai virar uma chave em sua memória dependendo de onde você está. Assim, enquanto você estiver fora da empresa, não terá uma memória sequer do trabalho e, assim que atravessar a porta de entrada da empresa, não terá qualquer memória de sua vida pessoal.

    Essa é a premissa (e um leve spoiler dos primeiros minutos) da série Ruptura, disponível no Apple TV+.

    Genial. Se não genial, uma fábrica de questionamentos e debates filosóficos.

    Mas já começo aplicando no seriado minha antiga tese do egoísmo primordial1. A pessoa aceita o emprego e sabe o que vai acontecer: ela não terá nenhuma memória do trabalho, portanto, ela nunca mais precisará trabalhar — afinal, alguém está trabalhando por ela. Ela explora uma outra versão dela para não passar pelo sofrimento e o estresse do trabalho. Ela escravizou a si mesma.

    Enquanto isso, temos a outra versão da pessoa: ela “nasceu” no escritório e não tem a menor ideia do que acontece lá fora. Ela não tem memória de dormir, acordar, divertir-se ou descansar; ela simplesmente trabalha todos os dias e horas de sua vida sem nunca parar.

    Assim abrimos um leque de conceitos filosóficos que foram nitidamente usados pelos escritores do seriado para criar a trama.

    Começamos com o Mito da Caverna de Platão2, a mais clara referência na série: as versões trabalhadoras das pessoas não conhecem o mundo externo e não sabem nada do que acontece lá fora. Sua realidade é um escritório sem janelas no qual lhes são apresentadas as “sombras”, como no mito, que, no caso, são as instruções dos chefes e o trabalho sem sentido que realizam ali.

    Uma pequena pausa: o Escriba Cafe vive de seus assinantes. Assine e faça parte.

    Mas um dos homens consegue sair da caverna e tenta mostrar para os demais o que realmente está acontecendo. O resto da história já sabemos. Se não sabe, procure os episódios do Hall3 por aqui sobre o Mito da Caverna.

    Na sequência, as referências a Søren Kierkegaard, um dos pais do existencialismo, são as mais profundas. O próprio fundador da empresa recebeu o nome de Kier, como alusão ao pensador. E é aqui que quero que nos atentemos um pouco, independente se você viu o seriado ou não.

    "Existir significa 'escolher', mas isso não representa a riqueza, mas a miséria do homem. Sua liberdade de escolha não é sua grandeza, mas seu drama permanente." - Søren Kierkegaard

    A filosofia de Kierkegaard gira em torno da angústia (angst), que foi definida por ele como a “vertigem da liberdade”. Ou seja, o ser humano desenvolve essa angústia quando percebe que é completamente livre para escolher e que essas escolhas trazem consequências.

    A entrada na empresa do seriado é o salto no escuro, ou de fé, onde o personagem abdica do controle de suas escolhas ou, pelo menos, no que tange à outra versão. Mas, de forma quase paradoxal, ele escolheu isso.

    Kierkegaard usou uma metáfora interessante para isso: o homem na beirada de um abismo sente medo de cair ao mesmo tempo que sente o impulso de se jogar voluntariamente.

    Caminhante sobre o mar de névoa, óleo sobre tela. Por Caspar David Friedrich, 1818

    Estamos com uma thread aberta em nosso chat aqui do Substack onde estamos conversando sobre como a história e a filosofia têm influenciado nossa vida e nossas decisões. Kierkegaard apareceu nessa conversa. Considero que estamos, então, na era Søren Kierkegaard. E convido todos a participarem dessa discussão que está aberta também para assinantes gratuitos:

    Uma sugestão de leitura para se introduzir no mundo de Kierkegaard é a obra disponível nesse link: https://amzn.to/3RRohMk

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    A tese de que absolutamente tudo que fazemos é por egoísmo. Até mesmo o altruísmo é egoísta. me apontou o dedo dizendo que essa tese foi explicitada num determinado seriado um pouco mais antigo, mas afirmo que eu já a tinha bem elaborada há muito mais tempo. Hollywood me plagiou.

    2

    O Mito da Caverna, presente na obra “A República”, de Platão. Você pode ouvir os episódios do Hall sobre esse tema e entendê-lo melhor através dos links a seguir:

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    Assim como citado na nota acima.

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  • Tiradentes, a cidade

    Nessa visita de apenas três dias, tentamos trazer um pouco da história e curiosidades da cidade de Tiradentes, um dos destinos prediletos dos mineiros e turistas de toda a parte.

    História? Tem. Clima romântico? Tem. Pra turma toda? Tem. Religiosidades? Tem também. É uma viagem para agradar gregos e troianos. Só não tem mar. Mas se quiser mar, vai pra Paraty, que é Tiradentes com mar.

    Abaixo estão as indicações mencionadas nesse episódio do “Escriba Expedições”. É claro que contamos com vocês nos comentários para também deixarem suas indicações e experiências por lá. Ou, quem sabe, nos sugerir o nosso próximo destino para virar um episódio.

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    1 min
  • O Misterioso Portal Inca

    ​Sempre que nos chega algo relacionado aos povos andinos, o assunto está correlacionado com “mistério”. É como falar dos egípcios, mas em uma versão local não tão famosa e, consequentemente, com muitas perguntas ainda a responder.

    ​Mas isso não quer dizer que seja algo místico ou um mistério paranormal. Olhar para esses povos e achar que precisariam de ETs ou mágica para realizar algo complexo demais é uma forma de menosprezar sua capacidade técnica.

    ​É o caso de Ñaupa Huaca, situado no Vale Sagrado dos incas, a 3 mil metros de altitude (para fins de curiosidade comparativa, São Paulo está a 800 metros de altitude). Lá foram encontrados um portal e um altar esculpidos em pedra com precisão e geometria espetaculares para as ferramentas da época. É claro que rapidamente o assunto ganhou as páginas de sites e posts sensacionalistas com insinuações místicas e paranormais. Até mesmo as imagens usadas nesses posts (e até em alguns jornais) foram imagens falsas, criadas com I.A. para trazer uma visualização mais enigmática ainda.

    ​Mas aqui estão imagens reais de Ñaupa Huaca:

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  • Manuscritos e Scriptorium

    Nesse Hall das curiosidades, podcast exclusivo para assinantes premium, descubra um pouco mais sobre o tema tratado no último episódio do podcast Escriba Cafe: a História do Livro.

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    1 min
  • A História do Livro

    A história do livro é a história da humanidade. Viaje por milênios de conhecimento em mais um épico episódio do podcast Escriba Cafe.

    Código de HamurabiLinks citados no episódio
    • Sociedade Literária do Escriba Cafe

    Bibliografia
    • ACERVO ARTE EM REVISTA. A História do Livro no Ocidente. Disponível em: https://acervo.arteemrevista.com.br/a-historia-do-livro-no-ocidente/. Acesso em: 23 abr. 2026.

    • BIBLIOTECA NACIONAL DO BRASIL. História do Livro. Disponível em: https://www.bn.gov.br/explore/editora/historia-livro. Acesso em: 23 abr. 2026.

    • BRITO, L. C. A História do Livro. Revista de História da Biblioteca Nacional, 2010. Disponível em: https://www.revistadehistoria.com.br/edicoes/61/textos/2471. Acesso em: 23 abr. 2026.

    • BURKE, Peter. A Cultura da Escrita e o Livro Impresso na Europa Moderna. Tradução de Anelisa de Camargo Mello. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012.

    • CARROLL, Robert L. The Book of Kells. London: Thames & Hudson, 2004.

    • CAEMA. Biblioteca Digital da CAEMA: A história do livro. Disponível em: https://biblioteca.caema.ma.gov.br/a-historia-do-livro/. Acesso em: 23 abr. 2026.

    • CURRAN, James. Media and Society. London: Bloomsbury Academic, 2016.

    • DARNTON, Robert. A questão dos livros: passado, presente e futuro. Tradução de Daniel Pellizzari. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

    • ECO, Umberto; CARRIÈRE, Jean-Claude. Não contem com o fim do livro. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro: Record, 2010.

    • EISENSTEIN, Elizabeth L. The Printing Revolution in Early Modern Europe. Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

    • INSTITUTO SOMOS. A História do Livro: Conheça as principais fases dessa trajetória. Disponível em: https://institutosomos.com/noticias/a-historia-do-livro-conheca-as-principais-fases-dessa-trajetoria/. Acesso em: 15 abr. 2026.

    • MANGUEL, Alberto. Uma História da Leitura. Tradução de Pedro Maia Soares. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

    • ONG, Walter J. Oralidade e cultura escrita: a tecnologização da palavra. Tradução de Enid Abreu Dobránszky. Campinas: Papirus, 1998.

    • PORTAL DO CESAD UFS. História do Livro. Disponível em: https://www.cesad.ufs.br/historiadolivro/. Acesso em: 13 fev. 2026.

    • RUPERT, A. E. From Scrolls to Codices: The Ancient History of the Book. The Met Museum, 2000. Disponível em: https://www.metmuseum.org/toah/hd/scro/hd_scro.htm. Acesso em: 23 mar. 2026.

    • SCHILLER, Dan. Digital Capitalism: Networking the Global Market System. Cambridge, MA: MIT Press, 1999.

    • CARR, Nicholas. A geração superficial: o que a internet está fazendo com os nossos cérebros. Tradução de Mônica Santos. Rio de Janeiro: Agir, 2011.

    • LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. 3. ed. São Paulo: Editora 34, 2010.

    • POSTMAN, Neil. Amusing Ourselves to Death: public discourse in the age of show business. 20th anniversary ed. New York: Penguin Books, 2005.

    • SANTAELLA, Lúcia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004

    • WOLF, Maryanne. O cérebro no mundo digital: os desafios da leitura na nossa era. Tradução de Rodolfo Ilari. São Paulo: Contexto, 2019.

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  • A era dos iletrados
    A Leitora, por Jean-Honoré Fragonard. Óleo sobre tela, 1772

    Note algo: o mundo nunca escreveu tanto e nunca leu tão pouco.

    A quantidade de publicações, livros, textos on-line e até mesmo mensagens e e-mails está hoje a níveis nunca vistos. É muito conteúdo sendo publicado.

    Porém, estamos escrevendo para nichos, pois a grande maioria não lê mais: muitos são…

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    0 min
  • A era da curadoria
    Este quadro que ilustra o presente texto é o “Arquiduque Leopoldo Guilherme em sua Galeria de Pinturas em Bruxelas, de David Teniers, o Jovem (1651)

    Conhecemos as sete maravilhas do mundo antigo não por causa das talentosas e geniais pessoas que as criaram, mas por causa de uma pessoa que as catalogou e listou (conheça a história no episódio “As Sete Maravilhas”, do podcast Escriba Cafe).

    Desde tempos remotos, a curadoria foi uma importante ferramenta para o acesso dos “consumidores” ao que é bom, interessante e credível. Isso porque é impossível termos conhecimento de tudo o que é produzido, escrito ou falado neste mundo. E se na antiguidade já era impossível, hoje, então, é inimaginável — e com um fator de dificuldade a mais: a facilidade de publicação e consumo e a quantidade de lixo.

    O podcast Escriba Cafe ainda une os dois mundos: a curadoria e a produção. Eu seleciono os temas para virar episódios e produzo os episódios.

    Mas e quem só indica conteúdo? A curadoria exige confiança. Por mais imbecil que sejam o curador e o consumidor, eles, ainda assim, precisam criar um laço de confiança: o consumidor confia que o curador vai entregar o conteúdo imbecil na relação entre os dois, assim como você confia que o podcast Escriba Cafe vai entregar um conteúdo de qualidade para você.

    No mundo que avança para o raro conteúdo humano, onde cada vez menos a criação de conteúdo é artesanal e cada vez mais conteúdo é disponibilizado, o curador se tornará uma parte essencial nesse mundo de garimpo intelectual: as pessoas não buscarão mais o conteúdo diretamente; elas buscarão quem faz o garimpo desse conteúdo para se livrar do lixo e entregar o ouro.

    Os infames “influenciadores” de hoje são basicamente isso: uma espécie de curadores que dizem aos seus “seguidores” o que consumir ou fazer, ou seja, influenciam.

    A situação está tão absurda hoje que, analisando pelo lado dos influenciadores, temos até mesmo curadores de curadores, ou seja, aqueles que dizem quem seguir e quem evitar.

    Mas, saindo desse mundo falso e imbecilizado dos influenciadores, a curadoria irá se tornar crucial num futuro próximo. O curador precisa ter conhecimento, discernimento, bom senso e metodologia para que consiga filtrar o falso, o ruim, o errado e o mal — por mais subjetivas que sejam essas características, afinal, a relação do curador é com seu público.

    E quem vai criar o conteúdo?

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  • A morte da república

    É interessante acompanhar os tiros nos pés que vemos pela história e, como boa parte deles, no âmbito político, se dá pela arrogância, estupidez e paixões narcisistas.

    A morte de Júlio César (44 a.C.) é um perfeito exemplo desse tiro pé, ou melhor, dessa punhalada nas próprias costas. Ouça mais nesse episódio gravado ao vivo.

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A história, o homem, seu mundo e o universo! Esse é o podcast mais épico do Brasil! Aqui você encontra podcasts, textos e vídeos sobre lugares, história, filosofia, mistérios e livros. Leia, ouça e…