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O texto apresenta uma reflexão de Valerio Arcary sobre o avanço da extrema direita na América Latina e os desafios para as eleições brasileiras de 2026. O autor defende a importância do diálogo político com setores conservadores, argumentando que a esquerda deve confrontar a visão de mundo reacionária com base na solidariedade e justiça social. Arcary critica a noção de meritocracia capitalista e propõe que a verdadeira liberdade só é alcançada através da igualdade coletiva. A obra enfatiza que a natureza humana é moldada pelo meio social, tornando essencial a persistência na luta ideológica para transformar a realidade. O artigo conclama os leitores a não desistirem da conversa com opositores, reafirmando que o socialismo busca garantir que ninguém precise buscar a felicidade de forma isolada.
Nestes primeiros dias de campanha, o fato político mais importante está sendo a disputa do espaço do bolsonarismo entre Pablo Marçal e Ricardo Nunes. Desde 2018 ficou claro que a capacidade de transferência de votos de Bolsonaro era imensa. Witzel venceu para governador em 2018 no Rio de Janeiro contra Paes, e Tarcísio de Freitas ocupou o lugar de Rodrigo Garcia em São Paulo em 2022. Mas a candidatura rebelde de Marçal, que não aceitou a ordem de comando de apoio a Nunes, criou uma nova situação. Ninguém sabe se Bolsonaro mantém autoridade sobre seu “movimento” ao ponto de centralizar a votação da extrema-direita em Nunes.
A questão central da situação na Venezuela foi e permanece sendo a apropriação da renda petroleira. A Venezuela tem as maiores reservas mundiais de petróleo e gás: é o seu privilégio e sua maldição. Os EUA querem acesso estratégico irrestrito, o que é incompatível com um Estado independente. O cerco imperialista do bloqueio é a explicação principal para a crise econômica de superinflação, desabastecimento, contração do PIB, desemprego e redução da produção de petróleo e migração em massa. Venezuela está sob boicote.
O atentado contra Trump foi uma tentativa de assassinato, que deixou um morto e duas outras pessoas, gravemente, feridas. Do pouco que já se sabe parece evidente que um atirador, do alto de um prédio de uma distância de cem metros errou a mira, ferindo Trump na orelha. Não faz sentido que fosse uma armação. Só faria “sentido” uma conspiração para forjar uma onda de solidariedade, se houvesse um mínimo de segurança que eliminasse o risco de morte. Isso era impossível. Evidentemente, o efeito “facada”, por referência ao ataque contra Bolsonaro no 7 de setembro de 2018, será muito forte. Só saberemos nas próximas semanas a dimensão do choque político-emocional do episódio.
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