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Desse desdobramento prático, o autor dirige um ataque às leis dos pobres, leis de alívio dos principais impactos da pobreza, então vigentes na Inglaterra. Defendendo a necessidade de abolição dessas leis, mas reconhecendo que elas já haviam se consolidado nos costumes e hábitos, nosso autor propõe que o esforço legislativo deveria voltar-se para regular casamentos e a procriação. Dificilmente poderia estar mais claro que, nesse tipo de reflexão, a defesa da liberdade nem sempre alcança, ou deve alcançar, todos os membros da sociedade.
Bons estudos!
Realizado pelo Esquerda Online e com apoio da Usina Editorial, o curso em formato podcast, em dez capítulos, discuti as obras magnas e as ideias de Adam Smith, David Ricardo e Karl Marx.
Confira a primeira aula do curso sobre o economista David Ricardo: "Ricardo, irá formular uma contribuição própria, recorrendo à linha aberta por Smith em suas considerações iniciais sobre o valor-trabalho. Entretanto, sua principal preocupação não é exatamente essa. Vejam o que ele diz: “Determinar as leis que regulam essa distribuição é a principal questão da Economia Política: embora esta ciência tenha progredido muito com as obras de Turgot, Stuart, Smith, Say, Sismondi e outros, eles trouxeram muito pouca informação satisfatória a respeito da trajetória natural da renda, do lucro e do salário” (Ricardo, 1996, p. 19). Dessa forma, ele está preocupado em explicar a distribuição da riqueza. Nesse sentido, ele está inclusive assentando as bases para a linha que viria a ser predominante no pensamento econômico, especialmente a partir do último quarto do século XIX."
Bons estudos!
Realizado pelo Esquerda Online e com apoio da Usina Editorial, o curso em formato podcast, em dez capítulos, discuti as obras magnas e as ideias de Adam Smith, David Ricardo e Karl Marx.
EDITORIAL 27/02/2021 - O Brasil atravessa o pior momento da pandemia até aqui, com os piores números de óbitos e de novos casos e com a iminência do colapso total no sistema de saúde na maior parte do país, o que pode produzir uma elevação dramática no número de mortes. Oficialmente, a ocupação dos leitos de UTI já passa de 90% em 15 estados e mesmo a grande imprensa passa a admitir a necessidade de um lockdown.
Confira a última aula sobre a obra de Adam Smith: "Toda essa indisfarçada indignação com o emprego da riqueza que não seja acumulação de capital é dirigida, no restante do capítulo, às extravagâncias do Governo. Claro que os principais alvos da ira liberal de Smith eram os resquícios da sociedade feudal, que atravancavam o livre desenrolar das forças virtuosas da sociedade comercial. No entanto, nesse final de capítulo, encontramos diversas passagens que ecoam até hoje nas variadas concepções liberais."
Realizado pelo Esquerda Online e com apoio da Usina Editorial, o curso em formato podcast, em dez capítulos, discuti as obras magnas e as ideias de Adam Smith, David Ricardo e Karl Marx.
Pedro Augusto – Corrente sindical Travessia
Eric Gil Dantas – Economista do Ibeps e doutor em Ciência Política
Vagner Eufrásio - Presidente da associação dos motobys e ciclistas por aplicativo de Rondônio
Wagner Fernandes – Diretor do Sindpetro Ceará/Piauaí
Gerson Junior – Movimento dos entregadores do Rio de Janeiro
Nessa segunda aula, damos continuidade ao estudo da obra "A riqueza das nações" de Adam Smith, e visitamos os temas dinheiro, preço e componentes do preço.
Realizado pelo Esquerda Online e com apoio da Usina Editorial, o curso em formato podcast, em dez capítulos, discuti as obras magnas e as ideias de Adam Smith, David Ricardo e Karl Marx.
Realizado pelo Esquerda Online e com apoio da Usina Editorial, o curso em formato podcast e aula-live, durante 10 semanas discutirá obras magnas de Adam Smith, David Ricardo e Karl Marx. Em Adam Smith veremos a primeira tentativa sistemática de fundar a explicação do valor no trabalho. Em sua reflexão a respeito da riqueza das nações, abordaremos temas como a divisão do trabalho, mercado, dinheiro e acumulação de capital. Em Ricardo, encontraremos um discípulo crítico de Smith, que elabora argumentos originais para a renda da terra, o comércio exterior e a maquinaria que são utilizados até hoje (embora de maneira bastante mutilada e vulgarizada) em defesa de um liberalismo comercial. Com Marx, não temos um representante da economia política clássica, como os outros dois. Temos um crítico da economia política, que faz o que os dois economistas burgueses jamais poderiam ter feito: ele desnuda sem pudor as contradições da sociedade capitalista e demonstra a necessidade de sua superação. Veremos os primeiros passos desse esforço, passando pela discussão do valor, do fetichismo da mercadoria e do mais-valor (mais-valia).
No último podcast de nossa série Na trincheira com Iná, Teatro Político e de Resistência no Brasil, a professora Iná Camargo Costa nos propõem uma interessante reflexão sobre como a política e a censura atravessam a história do teatro brasileiro. O engajamento político e a rica reflexão estética, nos anos 1960, de artistas, militantes e grupos como o CPC da UNE, o Teatro de Arena, o Show Opinião, Tim Urbinati e as experiências teatrais dos anos 1970, as rupturas e permanências do teatro político em meio à censura da ditadura são alguns dos temas dessa conversa. Iná Camargo Costa nos conta ainda sobre sua experiência assessorando a brigada de cultura do MST. Homenageando Augusto Boal, Iná nos lembra que qualquer manifestação dos oprimidos é sempre uma ameaça à hegemonia cultural burguesa. Por fim, resgata a valiosa indicação de Bertolt Brecht e Walter Benjamin: na luta contra a ideologia dominante, é preciso expor o mundo como transformável. Imperdível!
Como nos releva ao final desta terceira conversa, Iná Camargo Costa trata neste podcast de uma de suas maiores paixões da vida, Bertolt Brecht. Iná relembra que o artista alemão além de dramaturgo, encenador, músico e poeta, sempre foi um militante em compromisso com a luta dos trabalhadores de seu tempo. Iná parte da participação de Brecht nos conselhos de trabalhadores durante a revolução alemã e de suas contribuições na luta contra o fascismo, seja nas peças de denúncia dos horrores do nazismo, seja em seus textos que, com enorme clareza, apontaram a íntima relação entre o capitalismo e o fascismo, sem medo das "dificuldades em dizer a verdade". Iná comenta ainda a recepção do teatro épico no Brasil através das importantes contribuições de dramaturgos como Augusto Boal e Vianinha, assim como de trabalhos contemporâneos como os da Companhia do Latão. Sob diversos prismas nossa entrevistada observa a atualidade da obra dramatúrgica e dos escritos políticos de Brecht e como sua obra pode nos inspirar na luta no campo cultural e político contra os retrocessos e o difícil momento atual. Confira! Canção ao final do Podcast, retirada do CD "Músicas e canções de Ópera dos Vivos", Companhia do Latão. "Muitas coisas mais" Letra: Sérgio de Carvalho Música e piano: Martin Eikmeier Voz: Adriana Mendonça Voz de apoio: Carlos Escher e Carlota Joaquina
EDITORIAL 15/10/2020 - A um mês da votação do primeiro turno das eleições municipais, a disputa eleitoral se acirra em todo o país. Três forças políticas principais se apresentam neste pleito. A direita tradicional (DEM, PSDB e MDB) e os partidos do Centrão compõem o primeiro campo, que representa a opção preferencial da burguesia brasileira na maioria das cidades. O segundo é formado pelas candidaturas bolsonaristas e outras variantes de extrema direita, distribuídas em diversas siglas de aluguel. O terceiro campo é constituído pelas candidaturas da esquerda (PSOL, PT, PCdoB, UP, PSTU e PCB), representando as alternativas ligadas à classe trabalhadora. Há ainda as candidaturas da centro-esquerda (PDT, PSB e REDE). Em um momento em que Bolsonaro abraça a “velha” política, costurando acordos com o Centrão no Congresso e com ministros do STF, ganha ainda mais importância o combate da esquerda contra o bolsonarismo e a direita tradicional nas eleições municipais.
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