No EP37, o assunto principal foi a "Pequena Amanda" — a menina que apareceu numa igreja em Santa Catarina dizendo ter 12 anos (ou 19), fugindo de torturas, e que na verdade tem uns 37, 38, talvez 55. Foi desmascarada no melhor estilo CSI de quintal: uma tia com acesso ao Google cruzou os dados. Golpe aplicado em Goiás, Minas, Ceará, Rio, Paraná e Rio Grande do Sul, 200 agulhas espalhadas pelo corpo, e a tese de que ela só queria mamar, ser cuidada e nutrida — exatamente como o menino Neymar, mas esse, o povo passa pano.
Tem ainda o paralelo com Natalia Grace (o caso real por trás de A Órfã, americano desgraçado da cabeça), a sugestão de presente de Dia das Crianças — mamadeira com whey e Mounjaro — e o veredito de que, no fim, é óbvio que tem algum transtorno: o que ela precisa é da doutora Gisela, não de deboche.
No bloco do Mês do Orgulho, com a Ale de hétero de estimação pendurada: porque carro elétrico é coisa de gay (não faz barulho, carrega na tomada, aperta o botão e faz "ain"), o ódio à "mulher viado" que chega trejeitando e falando pajubá performado, a tese da Clara de que não tem ninguém mais afetado que homem hétero na Copa do Mundo, e o desabafo do Lipe sobre o peso de ser o "amigo viado chaveirinho" que precisa performar stand-up em todo churrasco.
Fecha com indicações de leitura e de ONGs: Amara Moira, Maria Clara Araújo dos Passos (Pedagogia das Travestilidades), Casa 1 e Casa Florescer.
Ninguém resolve nada. Todo mundo ri muito. A boneca convence mais.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.