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No EP30 estreia o Giro de Notícias — o quadro em que Lipe pega as notícias mais esdrúxulas da semana e joga de surpresa nas apresentadoras.
Na primeira rodada: ex-jogador de futebol expulso de condomínio na Barra da Tijuca após mais de 50 ocorrências (orgias na varanda, ameaças de disparo e urina no corredor — "jogador de futebol, acaba, não precisa nem de predicado"); o Elon Musk brasileiro, suspeito de esquema de pirâmide com venda antecipada de carros elétricos no Espírito Santo; Eliezer, que descobriu que contratou uma funcionária procurada por dez crimes — e ligou para a Viih Tube mandar trancar a porta; moradia social nos Jardins com entrada de R$191 mil; Guta Stresser e a briga com Pedro Cardoso; padre Fábio de Melo processando companhia aérea; e Virgínia, que tomou uma decisão importante sobre os stories — vai mudar o horário de publicação por causa do fuso.
Tem também: o ex-psiquiatra de Clara encontrado num podcast de OVNIs como especialista em contatos alienígenas ("por isso que não me diagnosticava"), a cantora gospel que agradeceu pela prisão e anunciou que virou mulher renovada ("dou quatro dias pra dar outro golpe"), e Ale sendo impedida de entrar no elevador junto com uma funcionária num prédio nos Jardins.
Fecha com a promessa de uma edição especial do Fuxico Gospel.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
No EP29, Clara, Ale e Lipe fizeram um levantamento da machosfera brasileira — com ajuda do ChatGPT para não ter que assistir mais do que o necessário, porque "todo mundo é a mesma pessoa usando muito b****** ao mesmo tempo."
No cardápio: Raiam Santos, que foi à Rússia, ficou com mulheres dentro do padrão eurocêntrico e voltou transformado; o cara que bebeu o leite materno do filho porque "fede a t******"; Gabriel Breier, que provou que fome biológica e mapa da fome são a mesma coisa; Breno Faria (o "café com teu pai"), que dá consultoria de comportamento feminino e foi processado por misoginia — e respondeu dizendo que estavam atacando "um pai de família cristão"; e o Sedutor Afro, que explica que a mãe solteira "entregou o útero" para outro homem. Ale, que fez histerectomia há dois anos, ficou com dúvidas sobre o paradeiro do seu.
Tem também: a distorção do conceito de red pill (que no Matrix era para encarar a realidade e construir coisas novas, não para falar mal de mulher), Chad e Stacy como o Ken e a Barbie da machosfera, macho alfa em excesso sem espaço para o Betinho, e Clara desenvolvendo a tese de que homens que só falam de homem, só admiram homem e só lambem homem são homoafetivos — e não há nada de errado nisso, só que eles deveriam admitir.
Fecha com uma dica prática: verifique se você tem pessoas em comum que seguem esses perfis e escolha o que fazer com essa informação.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
No EP28, Clara chegou com cervical retificada — pescoço de galinha, dor de cabeça, sensação de morte — e o médico sugeriu yoga. Ela disse que não. O programa saiu daí.
O papo é sobre o que acontece quando práticas orientais chegam ao Ocidente e viram produto: hot yoga (yoga dentro de sauna, "você vai passar mal, é isso que vai acontecer"), academia para bebês com flor de lótus na logo, massagem tântrica aplicada por quem "aperta dois negócios nas suas costas", e o yoga Kundalini vendido como o yoga verdadeiro — aquele da evolução espiritual — por apenas um milhão de reais.
Tem também: o documentário Wild Wild Country e o Osho (seita disfarçada de comunidade evoluída, trabalho sujo delegado para a mulher); a senhora do documentário da HBO que tomou prata coloidal, ficou azul, ficou doida e morreu acreditando que Robin Williams e a Princesa Diana eram galácticos; a religião à la carte e onde mora o perigo quando ela vira seita; e Clara explicando por que não aguenta mais ter que dizer "não estou generalizando" — e com quem ela fica p* quando isso é cobrado.
Fecha com a promessa de um quadro chamado Práticas Arrombadas e um "desculpa, padre."
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Clara Averbuck e Lipe Basilio.
No EP27, Clara — que odeia BBB, acha insuportável e não entende como alguém aguenta ver gente enlouquecer dentro de uma casa — resolveu falar de BBB. Só porque Ana Paula não enlouqueceu.
O episódio é uma análise da resistência de Ana Paula dentro da casa: a conversa com o Alberto Cowboy, que garantiu que mulheres já não são mais chamadas de bruxas ("com que c****** de conhecimento de causa você está falando?"); o Babu tentando intimidá-la com olhar fixo, ela passando por ele sem piscar; e Jonas, que a Milena chamou de inútil que só sabe limpar piscina — resposta dele: "vai tomar o o*** do seu corpo." Zero pessoas aplaudiram.
Tem também: machulência (o termo, a origem, o perfil), a festa dos líderes com show de sertanejo e desfile de mister, Zé Felipe com chip de testosterona dizendo que "o bicho fica inofensivo", Clara desenvolvendo a tese de que esses machos que se lambem podem estar redirecionando o desejo, e o manifesto final de por que Ana Paula é uma mulher desagradável — e que bom que ela existe.
Fecha com a dialética do Coice, que Clara promete desenvolver em livro.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Clara Averbuck e Lipe Basilio.
No EP26, chegou um relato pelo Threads: revisora de livros médicos, desde 2023, acumulou quase 80 mil reais em pagamentos atrasados — a editora contratou uma consultoria financeira que nunca entrou em contato com ela, o gestor financeiro visualiza e não responde, e o diagramador que trabalha com ela tem mais de 20 notas fiscais emitidas sem pagamento. Ela ainda assim ficou, com medo de não receber nada se fosse embora.
A palavra que a Clara não aceita: "a responsabilidade também é minha." Não é.
Tem ainda: a prática de 30-para-120 dias que o mercado foi normalizando porque as pessoas precisavam, gestoras esquiando na Suíça enquanto o prestador espera, o perfil do gestor financeiro que herda a sequóia dos outros, e a vez que Clara foi a pé até Pinheiros no dia 23 de dezembro para cobrar um cheque sem cruzar — porque precisava de Natal com a filha.
Lipe também contou da revista que o usava como palhaço sem pagar, esperou atrasar o prazo para sinalizar que precisava do dinheiro, e ouviu: "se não mandar até amanhã, pode parar de escrever." Parou. A revista foi à falência. Ainda bem.
Fecha com um convite para quem trabalhou no Banco Master e tem história bizarra para contar.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Clara Averbuck e Lipe Basilio.
No EP25, Clara e Lipe assistem ao vivo ao vídeo do promoter que organizava as festas de Daniel Vorcaro — dono do Banco Master, preso pelo maior escândalo financeiro do país — enquanto ele cantarola "e fuma, e cheira, e fuma, e cheira". O que começa como react vira uma análise implacável de tudo que está errado.
Na pauta: o iate de 95 metros com piano branco, piscina de 12 metros e heliporto que custou 9,5 milhões por cinco dias (mais da metade do orçamento anual de políticas para mulheres no estado com mais feminicídios do Brasil), o cabelo ceboso do Vorcaro, os gladiadores de tênis gritando "que comece a guerra!", o clube em Saint-Tropez onde cerveja custa R$ 150,00 e preto entra pela porta de serviço, e o DJ internacional cujo grande hit é um remix de ABBA.
Tem ainda: a filha trans do Elon Musk servindo em evento de moda, a resposta elegante da Alessandra para quem a chamou de feia no Instagram, e a tese final da Clara para quem sonha em ficar bilionário se esforçando.
Fecha com um pedido de delação premiada.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Clara Averbuck e Lipe Basilio.
No EP24, chegou um e-mail do quadro Meu Emprego de Merda: ouvinte que ama o trabalho, equipe uma bagunça, coordenadora foi defender doutorado e deixou o barco à deriva, colega foi chamada de histérica, nova gestão pede para a equipe "fazer coisas erradas" — e as apresentadoras ficaram desesperadas para saber o que eram essas coisas erradas.
A palavra "histérica" abre uma pausa para a doutora Letícia explicar a origem do termo — que vem do grego para útero, porque histeria era considerada doença de mulher causada pelo útero, não pela opressão. Ale: "Tirei o útero, agora não sou mais histérica." Clara: "Curou!"
Tem ainda: Clara em modo manifesto anticapitalista ("o patrão quer você sem vida"), o conselho clínico mais libertador do episódio ("seja menos competente, pegue o FGTS"), o ex de Clara que faz 15 anos falando mal dela para outras mulheres com o mesmo script — e o desfecho dessas mulheres, e um monólogo sobre falocentrismo que encerra o episódio com classe.
Fecha com uma foice e um martelo.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Clara Averbuck, com Letícia Menezes.
Três semanas antes desta gravação, o César — marido e melhor amigo da Ale — morreu de forma inesperada, com ela presente.
Neste episódio, Ale, Clara e a psicóloga Letícia Menezes sentam juntas para falar sobre o que é o luto de verdade: a culpa constante, os flashes de memória que ficam e os buracos onde a memória some, porque anoitecer é pior, o que as pessoas falam (e não deveriam falar), e a imagem que Ale encontrou e que faz mais sentido do que "o tempo cura" — o luto não diminui, você cresce em volta dele.
Tem também: rituais de despedida que foram encurtados, dois dias de licença nojo, a privatização dos cemitérios, escrita como processo de atravessar o insuportável, e os amigões do César que falavam com ele todo dia e não deram notícias — para quem Ale tem um recado no final.
Fecha com um pedido direto para os homens fazerem exames.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Clara Averbuck, com Letícia Menezes.
No EP22, chegou uma carta: ouvinte de 23 anos, homem de 30 e poucos recém-divorciado, dois meses de relacionamento saudável — e então ele surtou. Faz três meses que terminou, ele manda mensagem toda semana falando de "interesses em comum", e ela ainda não superou. Ale e Lipe têm um diagnóstico, um apelido pra esse tipo de situação e um perfil físico bastante detalhado do suspeito.
Tem ainda histórias pessoais dos dois apresentadores sobre ex que fizeram exatamente isso — e como cada um encontrou o próprio encerramento. Um deles envolveu semáforo.
Ninguém resolve nada. Todo mundo ri muito. Vamos botar esse cavalo pra girar.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Lipe Basilio.
No EP21, sem a Clara (de mudança, com gato doente, exausta de responder homem no Twitter), Ale e Lipe resolveram falar de restaurante — e o que saiu foi um catálogo de crimes culinários de São Paulo.
Tem: batata congelada servida em lugar caro (com garçom confessando mediante promessa de gorjeta), palmito com chuchu e um creminho laranja de origem suspeita, salmão criado em cativeiro, Saiko Katsu Sando por R$ 490,00 com fila e 30 unidades por mês, e um risoto com ovo por cima num restaurante de hotel no aniversário do Lipe. O Cationara — o crime culinário que tem que ser preso.
Tem também: "cozinha afetiva", "comida de verdade" e "dia do lixo" — termos que os dois têm ódio, a portinha secreta que fica na Avenida Liberdade e existe há 50 anos, e a rua de São Paulo que parece querer matar a Ale (Inglês Afetivo, Gelato Agrícola, whey gostoso e saudável, Fechaduras and Bagno — nessa ordem).
Fecha com a única recomendação genuína do episódio e um teaser de padarias arrombadas para o próximo ep.
Ninguém resolve nada. Todo mundo passa fome de raiva. Chama de Oswaldo.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Lipe Basilio.
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