Falando Ciência

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By Rádio Universitária FM 107,9Science
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Falando Ciência episodes

  • A Pandemia de COVID-19 Acabou?

    Rede Monitoramento COVID Esgotos, lançada em webinar realizado em 16 de abril, acompanha as cargas virais e concentrações do novo coronavírus no esgoto de seis capitais e cidades que integram as regiões metropolitanas de: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro. Esse trabalho, uma das maiores iniciativas brasileiras de monitoramento da COVID-19 no esgoto, busca ampliar as informações para o enfrentamento da pandemia de COVID-19.

    Nesse sentido, os resultados gerados sobre a ocorrência do novo coronavírus no esgoto das cidades em questão podem auxiliar as autoridades locais de saúde na tomada de decisões relacionadas à manutenção ou flexibilização das medidas de controle para a disseminação da COVID-19. Também pode fornecer alertas precoces dos riscos de aumento de incidência do vírus de forma regionalizada.

    Com os estudos, o grupo pretende identificar tendências e alterações na ocorrência do vírus no esgoto das diferentes regiões monitoradas, o que pode ajudar a entender a dinâmica de circulação do vírus. Outra linha de atuação é o mapeamento do esgoto para identificar áreas com maior incidência da doença e usar os dados obtidos como uma ferramenta de alerta precoce para novos surtos, por exemplo.

    A Rede é coordenada pela ANA e INCT ETEs Sustentáveis com apoio do CNPq e conta com os seguintes parceiros: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além disso, a Rede conta com a parceria de companhias de saneamento locais e secretarias estaduais de Saúde.

    Notícia retirada do site da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) do dia 17/12/2021.

    29 min
  • O Genoma dos Microrganismos

    Os microrganismos foram os primeiros alvos na busca da elucidação dos mecanismos moleculares mínimos responsáveis pela vida, devido a facilidade de cultivá-los em condições controladas. Considerase que suas estruturas foram forjadas ao longo de 3,5 bilhões de anos e conservadas em organismos divergentes na escala evolutiva.

    Em sua luta pela sobrevivência, os microrganismos desenvolveram mecanismos finos de controle, para a mobilização de genes que permitissem tirar o máximo de vantagem do meio em que vivem. Isso lhes deu uma extraordinária versatilidade química possibilitando a existência de vida em condições extremas de temperatura, pH, salinidade e pressão.

    O avanço de ciências como a física, química, e computação permitiram construir instrumentos poderosos de análise que, aplicados ao seqüenciamento de DNA e proteínas, acelerou o processo de conhecimento dessas estruturas. Assim hoje, os bancos de dados de DNA contêm pelo menos 61 seqüências de genomas microbianos e outros 160 estão em sequenciamento. Espera-se então a investigação individual e comparativa desses genomas.

    As análises comparativas iniciais das enzimas envolvidas na conservação de energia, em procariotos, revelaram um perfil filogenético complexo sugerindo que a adaptação dos microrganismos a nichos especializados levou não só a perda de genes mas também a sua aquisição.

    26 min
  • Microrganismos

    Microrganismo é o nome dado a todos os organismos compostos por uma única célula e que não podem ser vistos a olho nu, sendo visíveis apenas com o auxílio de um microscópio. Essa é uma definição bem abrangente que pode reunir organismos pertencentes aos mais diversos grupos, como, por exemplo, vírus, bactérias, fungos unicelulares e protozoários. A área da ciência que estuda esses organismos é chamada de microbiologia. Micróbios são geralmente associados à transmissão de doenças. No entanto, nem todos os microorganismos são patogênicos, existindo até mesmo aqueles que são importantes para à saúde humana, como é o caso das bactérias da flora intestinal.

    As bactérias por exemplo, são seres microscópicos que surgiram na Terra há mais de 4 bilhões de anos. São organismos procariontes, ou seja, que não possuem um núcleo organizado. São unicelulares, medindo, em média, entre 0,3 e 2 micrômetros.

    O reino Fungi engloba uma grande variedade de organismos, cerca de 70.000 espécies, que habitam ambientes diversos e que apresentam uma grande variação de forma e tamanho. Eles não produzem seu próprio alimento, dependendo de fontes de matéria orgânica, viva ou morta, para a sua alimentação. Os fungos classificados como microorganismos são aqueles compostos apenas por uma única célula.

    Um exemplo de fungo unicelular é a levedura (Saccharomyces cerevisae). A levedura se reproduz rapidamente, através de processos assexuados. Para obter energia, a levedura realiza a fermentação e, por esse motivo, é utilizada na fabricação do pão e de bebidas alcoólicas.

    No programa de hoje, conversamos com a professora Vânia Maria Maciel Melo do Depto. de Biologia da Universidade Federal do Ceará.

    26 min
  • Outras formulações da Mecânica Quântica

    A mecânica quântica é a teoria responsável por estudar o comportamento da natureza em uma escala atômica.

    De fato, os fenômenos que ocorrem em uma escala muito pequena só podem ser corretamente explicados sob a luz da teoria quântica. Por outro lado, essa teoria deve corresponder a mecânica clássica quando os objetos envolvidos se tornam macroscópicos.

    A mecânica quântica teve suas bases estabelecidas por descobertas científicas no final do século XIX e início do século XX. Esta se desenvolveu de forma gradual, recebendo contribuições de vários teóricos. Entre os principais cientistas que colaboraram para o crescimento e consolidação da área, estão Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr, e Werner Heisenberg.

    Existem pelo menos nove formulações da mecânica quântica, que são incrivelmente diferentes, tanto do ponto de vista matemático como conceitual, no entanto realizam as mesmas previsões em todas as situações físicas.

    No programa de hoje conversaremos e conheceremos a Mecânica Quântica Não-aditiva (MQNA) é que é uma teoria desenvolvida a partir de primeiros princípios com o objetivo de entender quais são os efeitos da métrica do espaço na teoria quântica.

    Parte deste texto foi extraído da Tese de Doutorado em Física de João Philipe Macedo Braga.

    Título: Mecânica Quântica Não-Aditiva. 2015. Universidade Federal do Ceará, Orientador: Raimundo Nogueira da Costa Filho

    25 min
  • Tudo o que você queria saber sobre quântica

    O mundo muito pequeno e descrito pela física quântica. Ela é a única teoria que descreve o comportamento de átomos e das partículas fundamentais como por exemplo os quarks e elétrons e fótons. Nesse mundo muito pequeno não é possível determinar com precisão a posição de um elétron. O melhor que a teoria pode nos dizer é uma probabilidade de onde esse elétron pode estar.

    Essa ideia de que uma partícula pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo não é usual. Na nossa realidade, ou estamos em um local ou em outro. Não existe essa situação de estarmos 60% no trabalho e 40% em casa. Essa incerteza é uma característica do mundo nessa escala de tamanho tão pequena.

    As partículas são descritas pelo que chamamos de função de onda. E quando fazemos uma medida na posição, a incerteza dessa posição acaba e localizamos a partícula. Ou seja, se havia uma probabilidade de um elétron estar em qualquer ponto do espaço, instantaneamente ele passa a estar em apenas um ponto do espaço.

    Esse aspecto probabilístico das partículas atômicas e subatômicas é o que faz essa teoria ser estranha para o senso comum e para os próprios físicos. Ela é a teoria mais bem sucedida de física.

    Seu telefone celular, sua smart tv são exemplos de aparelhos que usamos no dia a dia que usam na teoria quântica. Além disso, o termo quântico permeia o imaginário coletivo das pessoas como sendo algo quase místico.

    26 min
  • Políticas Públicas e Vulnerabilidade Socioeconômica

    No Ceará, a vulnerabilidade socioeconômica dos jovens entre 15 e 29 anos tem colocado desafios para os gestores públicos, uma vez que essa população vive um cotidiano agravado pela evasão escolar, pela ausência de oportunidades e por questões diretamente relacionadas à criminalidade e à violência.

    O Estado aparece como o sexto entre os estados brasileiros com maior proporção de jovens, de 15 a 29 anos, na condição de “Nem-Nem”, ou seja, jovens que não estudam e não trabalham.

    O Programa Virando o Jogo – Juventude e Superação é uma política direcionada para esses jovens, que visa possibilitar uma oferta de vivências de cunho socioeducativo, de qualificação profissional, na  perspectiva de fomentar o retorno dos jovens ao ambiente escolar.

    Foi identificada a necessidade de aprofundamento do estudo acerca da situação desses jovens, seu perfil, relações com a escola, com o trabalho, a família e a comunidade.

    A articulação entre uma política pública bem desenhada e o monitoramento cuidadoso oferecerá  subsídios relevantes para o aprimoramento da eficácia das ações e para o sucesso do programa na construção de um futuro mais promissor para os seus participantes.

    Retirado do site da FUNCAP - Cientista Chefe de Proteção Social  (LINK: https://www.funcap.ce.gov.br/cientista-chefe-protecao-social/)

    30 min
  • Sabedoria Popular e Científico sobre maternidade e saúde

    Os bebês até os seis meses de idade devem ser alimentados somente com leite materno, não precisam de chás, sucos, outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.

    Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir a mortalidade neonatal – aquela  que acontece até o 28º dia de vida.

    O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mãe, pois, auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. E, além das questões de saúde, a amamentação fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.

    Bebês que são amamentados ficam menos doentes e são mais bem nutridos do que aqueles que ingerem qualquer outro tipo de alimento.

    Utilizar substitutos do leite materno, como fórmulas infantis ou leite de outros animais, pode ser um grande risco para a saúde do bebê. Isso ocorre principalmente quando os pais não podem comprar os substitutos na quantidade necessária ou quando a água que utilizam para preparar o alimento não é limpa o suficiente.

    Quase todas as mães conseguem amamentar com sucesso. Aquelas que não possuem confiança para amamentar precisam do estímulo e do apoio prático do pai da criança, bem como da família e dos amigos. Agentes de saúde, organizações femininas, a mídia e os empregadores também podem oferecer o seu  apoio.

    Todos devem ter acesso às informações sobre os benefícios do aleitamento materno. É obrigação de cada governo fazer com que as pessoas tenham acesso a essas informações.

    30 min
  • O que é Fitossociologia?

    Certamente, você já ouviu falar sobre Sociologia.

    Mas...e sobre Fitossociologia?

    Você já ouviu falar sobre esta importante área de estudos? A Fitossociologia é um ramo da Ecologia. Mais especificamente da Ecologia Vegetal.

    A Ecologia é a ciência que estuda as relações entre os organismos e a totalidade dos fatores físicos, químicos e biológicos que afetam ou são afetados por eles. Ela busca compreender como o organismo afeta seu ambiente e como este, por sua vez, afeta o organismo.

    A Fitossociologia é o ramo da Ecologia Vegetal mais amplamente utilizado para diagnóstico qualiquantitativo das formações vegetacionais.

    Esta importante área envolve o estudo de todos os fenômenos que se relacionam com a vida das plantas dentro das unidades sociais. Ela retrata o complexo vegetação, solo e clima.

    A Fitossociologia tem seu início por volta de 1913, em estudos realizados na Europa, em Montpellier e Zurique, na Suíça. Mas foi apenas em 1928 que o termo fitossociologia foi consagrado, devido à publicação do livro FITOSSOCIOLOGIA: BASE PARA OS ESTUDOS DAS COMUNIDADES VEGETAIS, escrito por J. BraunBlanquet, membro da prestigiosa Escola de Zurich-Montpellier.

    No Brasil, a Fitossociologia teve seus primeiros trabalhos realizados na década de 1940, mas somente na década de 1980, esta se firmou como uma área de pesquisa das mais relevantes em ecologia.

    26 min
  • Ecologia e Meio Ambiente

    Certamente, você já ouviu falar sobre Ecologia. 

    Mas...O que é ecologia? 

    Como podemos definir essa ciência? O termo “Ecologia” é atribuído ao biólogo alemão Ernst Haeckel que em 1869 definiu a ecologia como “a ciência capaz de compreender a relação do organismo com seu ambiente”.

    Desde então o escopo da Ecologia tem apresentado modificações e muitos conceitos com diferentes significados, têm sido a ela atribuída. A palavra ECOLOGIA é derivada dos termos gregos “Oikos”, que significa “casa” ou “lugar onde se vive”, e “logos”, que significa “estudo”. Assim, a Ecologia pode ser compreendida como o estudo do “lugar onde se vive”, com ênfase sobre “a totalidade ou padrão de relações entre os organismos e o seu ambiente”.

    Na década de 1950, o zóologo e ecólogo estadunidense Eugene Odum definiu a ecologia como o estudo das relações dos organismos ou grupos de organismos com o seu ambiente, ou a ciência das inter-relações que ligam os organismos vivos ao seu ambiente. Odum defendeu a ecologia como uma nova ciência integrativa, e ficou conhecido como o “pai da ecologia de ecossistemas moderna”.

    A Ecologia compreende o estudo das relações entre os organismos e a totalidade dos fatores físicos, químicos e biológicos que afetam ou são afetados por eles, buscando compreender como o organismo afeta seu ambiente e como este, por sua vez, afeta o organismo.

    Esta ciência traz contribuições muito relevantes para o estudo da natureza e para a sua preservação. Essa área de estudos também ajuda a entender como a presença de uma espécie ou a sua ausência pode impactar uma comunidade.

    27 min
  • Academia Brasileira de Ciências

    A Accademia dei Lincei, fundada em Roma em 1603, à qual se juntou Galileu oito anos mais tarde, é considerada a mais antiga academia científica do mundo, mantendo ainda hoje grande prestígio. Os seus propósitos originais consistiam em cultivar as ciências naturais.

    Na Inglaterra, a Royal Society of London era fundada em 1660, com o objetivo de fomentar a aprendizagem experimental físico-matemática. A constituição de uma biblioteca e a reunião de espécies de interesse científico enquadram-se entre as medidas iniciais da Royal Society.

    Em 1665 saiu o primeiro número das Philosophical transactions of the Royal Society of London, considerada entre as primeiras revistas científicas do mundo, que ainda hoje se publica.

    A Academia Brasileira de Ciências (ABC), fundada em 1916, é uma entidade independente, não governamental e sem fins lucrativos, que atua como sociedade científica honorífica e contribui para o estudo de temas de primeira importância para a sociedade, visando dar subsídios científicos para a formulação de políticas públicas. Seu foco é o desenvolvimento científico, educacional e do bem-estar social do país, além da interação entre os cientistas brasileiros e destes com pesquisadores de outras nações.

    A ABC recebe contribuições de seus membros individuais e corporativos e apoio financeiro de agências governamentais. Com um quadro atual de mais de 900 membros no total, a Academia Brasileira de Ciências é uma das mais antigas associações de cientistas no país e reconhecidamente a mais prestigiosa dessas entidades.

    Com o objetivo principal de promover a qualidade científica e o avanço da Ciência brasileira, a ABC tem como característica fundamental seu caráter supra-institucional e a diversidade de áreas de interesse de seus membros.

    Estas credenciais a qualificam para discutir e propor novas soluções para questões científicas e sócioeconômicas que requeiram uma abordagem multidisciplinar, sua mais importante missão para o futuro.

    27 min

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O Programa Falando Ciência tem como objetivo divulgar o conhecimento científico e tecnológico produzido pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É produzido pelos professores Raimundo Nogueira…