Falando Ciência

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By Rádio Universitária FM 107,9Science
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Falando Ciência episodes

  • Inovação na Odontologia

    Você já se perguntou sobre a origem da Odontologia? Na história da Odontologia, temos algumas curiosidades: - Você sabia que o termo “dentista” só começou a ser usado em 1363? - E também que até 1700, os consultórios dentários eram as praças públicas dos mercados? A história da Odontologia acompanha a evolução da civilização. A primeira data que registra aspectos relativos à odontologia foi 3.700 A.C. Manuscritos egípcios, mencionando alguns malefícios, como a dor de dente, feridas gengivais e outras manifestações orais.

     Foi também descoberta uma mandíbula, com vestígios de procedimentos cirúrgicos, quase 3000 anos antes da era cristã. Mas há relatos mais antigos. Uma equipe de arqueólogos e antropólogos da França revelaram que aldeões paquistaneses, que viveram há 9.500 anos, usavam brocas de pedras para abrir buracos nos próprios dentes. No século XVIII, o médico francês Pierre Fauchard com a obra “Tratado dos dentes para os cirurgiões dentistas” proporcionou um salto para a ciência da odontologia, sendo considerado o “Pai da Odontologia”. 

    A partir dessa época, começaram a surgir novos instrumentos e técnicas. O século XVIII foi pródigo em inovações na área da Odontologia. A modelagem em gesso passou a ser usada e próteses começaram a ser confeccionadas. No final do século surgiram os primeiros dentes de porcelana. No século XIX, os atendimentos eram na residência do dentista, e, logo depois, em consultórios montados com essa finalidade. 

    As cadeiras também evoluíram, a princípio fixas e feitas em madeira, foram substituídas por cadeiras de metal mais confortáveis. Alavancas substituíram as manivelas e incorporaramse as bandejas de instrumentos. Muitas inovações ocorreram na Odontologia e continuam ocorrendo. É fascinante constatar, o quanto esta área evoluiu, até chegar ao patamar atual.

    No programa de hoje conversamos com o professor e dentista José Jeová Siebra Moreira Neto, professor da Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre Odontologia e inovações tecnológicas. Nessa conversa iremos focar na evolução dos dispositivos na história da Odontologia e no desenvolvimento de um novo dispositivo para anestesia idealizado pelo professor José Jeová!

    27 min
  • Prêmios Nobel de Física e Química 2021

    Nobel Verde

    Fortaleza, 18 de novembro de 2021

    Os prêmios Nobel de física e química desse ano de 2021 foram dados a cientistas engajados nos estudos de sistemas complexos, meio ambiente e catalisadores orgânicos. Este ano o prêmio para a física foi divido em dois. Uma parte para Syukuro Manabe (90 anos) da Universidade de Princeton e Klaus Hasselman (89 anos) professor emérito da universidade de Hamburgo por desenvolverem modelos para o clima da terra. E outra parte do prêmio foi para Giorgio Parisi (73 anos) da Universidade de Roma “la sapienza”, por seu trabalho sobre sistemas complexos.

    Manabe é um meteorologista e climatologista que foi pioneiro no uso de simulações computacionais para o estudo das mudanças climáticas, enquanto Hasselman é um oceanógrafo. Parisi já havia ganho diversos prêmios desde teoria quântica de campos até mecânica estatística. Ele ganhou o Nobel pela descoberta da interação de desordem e flutuações em sistemas atômicos até escalas planetárias.

    O Nobel de química foi entregue a Benjamin List e David MacMillan, ambos com 53 anos de idade e pioneiros dos catalisadores orgânicos que são compostos sintetizados para acelerar as reações químicas. Catalisadores orgânicos são mais ambientalmente amigáveis que os catalisadores metálicos. Eles são usados na criação de materiais, desde shampoos até fibras de carpetes. MAcMillan é escocês da Universidade de Princeton e List é alemão do Instituto Max Planck.

    No programa de hoje continuamos nossa conversa especial sobre Prêmio Nobel. Agora, os professores Raimundo Nogueira e Saulo Reis do Departamento de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC) e a professora Pablyana Cunha do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da UFC irão  alar especificamente sobre os prêmios de Física e Química de 2021, iremos abordar quem são os ganhadores, quais as áreas de pesquisa envolvidas, do que se tratam os estudos que ganharam ganhadores e outras curiosidades! 

    29 min
  • Prêmio Nobel

    O prêmio foi idealizado por Alfred Nobel, Químico e Engenheiro Sueco nascido no ano de 1833, que era dono de uma grande fabricante de armas chamada Bofors, Nobel também foi responsável pela criação do balistite, o precursor da dinamite, o que o fez receber a alcunha de “Mercador da Morte”. Alfred Nobel Morreu em 1896 aos 63 anos devido a uma hemorragia cerebral e em seu testamento deixou 94% de sua fortuna para criar um prêmio para aqueles que realizam "o maior benefício para a humanidade" nas áreas de física, química, fisiologia ou medicina, literatura e paz. Um trecho de seu testamento diz:

    "A primeira parte a quem tiver feito a descoberta ou a invenção mais importante no campo da Física; a segunda a quem tiver realizado a descoberta ou progresso mais importante em Química; a terceira a quem tiver conseguido a descoberta mais importante no âmbito da Fisiologia ou da Medicina; a quarta a quem tiver produzido a obra mais destacada de tendência idealista no campo da Literatura; a quinta a quem tiver trabalhado mais ou melhor em favor da fraternidade entre os povos, da abolição ou da redução dos exércitos permanentes e da realização ou difusão de congressos pela paz".- Trecho do testamento de Alfred Nobel

    Assim, em 29 de Junho de 1900 foi criada a Fundação Nobel, uma instituição privada que tem função de gerenciar as finanças e a administração dos prêmios, hoje a fundação é constituída por um conselho de cinco cidadãos Suecos ou Noruegueses, com sede em Estocolmo.

    No programa de hoje conversamos sobre a joia da coroa de todo cientista, o prêmio Nobel! Vamos contar um pouco sobre a história do prêmio, sua idealização e criação e como ele funciona atualmente, como funciona a seleção dos ganhadores, a cerimônia, os prêmios e muito mais como curiosidades, estatísticas e fatos. Não deixe de ouvir para conhecer a história do prêmio que foi criado para celebrar "os maiores beneficios para a humanidade"! 

    28 min
  • Hidrogênio Verde - Parte 2

    Os diversos métodos que uma célula utiliza para capturar e processar energia do meio ambiente, constitui a diversidade que nós observamos no mundo microbiano. Essa diversidade metabólica inclui micro-organismos que respiram, entre aspas, rochas e produzem eletricidade. todas as células dependem das reações de oxidação e redução. Também chamadas reações redox. Para ajudar na produção de energia. elétrons são liberados por um doador de elétrons no processo chamado de oxidação e são recebidos por um aceptor de elétrons no processo chamado de redução. Energia é coletada pelos elétrons conforme eles são transferidos de uma substância para outra. Nossas células oxidam carbono do alimento que ingerimos e reduzem o oxigênio que respiramos. enzimas intracelulares reduzem oxigênio que conseguem entrar na célula e captura a energia para a produção de ATP. Alguns microrganismos respiram pedras que contém óxido de ferro sólido três que não são capazes de entrar na célula, a transferência de elétrons da célula para o mineral requer uma série de reações químicas que são chamadas de cadeia de transferências de elétrons extracelular. Essa cadeia transporta os elétrons como uma pequena corrente elétrica. Cientistas microrganismos capazes de fazer essa transferência extracelular de elétrons aproximadamente trinta anos. Desde então tem tentado aplicações inovadoras para esses micro-organismos fascinantes. incluindo a substituição destas pedras por eletrodos e possibilitando assim a produção de energia utilizando este processo. 

    Esse é o segundo programa sobre hidrogênio verde gravado com as professoras Fernanda Leite Lobo, Professora do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC), e Diana Azevedo, do departamento de engenharia química da Universidade Federal do Ceará (UFC). Vamos falar sobre o que é o hidrogênio verde, como ele pode ser obtido, quais seus benefícios, as pesquisas feitas na Universidade sobre o tema e muito mais!

    29 min
  • Hidrogênio Verde - Parte 1

    O carbono é o elemento químico mais usado como fonte de energia do nosso mundo. Será que o conteúdo total do elemento carbono do planeta Terra é constante? Desde a revolução industrial para cá o homem tem tirado o carbono da crosta terrestre e lançado na atmosfera. Temos como fazer esse carbono retornar para o solo plantas e oceano antes do efeito estufa matar a vida na terra? Por quanto tempo continuaremos a usar esse elemento químico? Essas questões e esse debate não é novo. Escute o seguinte diálogo: 

    - O que usaremos no lugar do carvão? 

    - Água. 

    - água? a água como combustível para caldeiras e motores? Água para esquentar? Água?

    - Sim, a água decomposta em seus elementos primitivos e claro que decomposta pela eletricidade. Sim meu amigo eu acredito que algum dia a água será usada como combustível Acredito que o hidrogênio e ou o oxigênio serão fontes inesgotáveis de calor e luz. De uma intensidade que o carvão jamais poderá fornecer.

    Esse diálogo é do livro A Ilha Misteriosa de Júlio Verne publicado em mil oitocentos e setenta e cinco. Isso parecia uma ficção a quase cento e cinquenta anos atrás se tornou uma realidade e hoje procuramos substituir o carbono pelo hidrogênio gerado de uma fonte limpa. O hidrogênio verde.

    Esse é o primeiro programa sobre hidrogênio verde gravado com as professoras Fernanda Leite Lobo, Professora do Departamento de Engenharia  Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC), e Diana Azevedo, do departamento de engenharia química da Universidade Federal do Ceará (UFC). Vamos falar sobre o que é o hidrogênio verde, como ele pode ser obtido, quais seus benefícios, as pesquisas feitas na Universidade sobre o tema e muito mais!

    28 min
  • As Vacinas das outras Pandemias

    Você já imaginou como seria o mundo atual sem o poder protetor da vacinação a presença constante de doenças que só lembramos o nome em épocas de vacinação como poliomielite, coqueluche e tétano. Em mil novecentos e setenta e três foi criado o PNI Plano Nacional de Imunizações Hoje, conhecido e valorizado por grande parte dos brasileiros. O primeiro calendário básico de vacinação surgiu em mil novecentos e setenta e sete como reflexo do PNI Já em 1986 nasceu Zé Gotinha, simpático personagem que simboliza as campanhas de vacinação. 

    O ano de mil novecentos e noventa e cinco foi bem relevante por conta da substituição da vacina monovalente contra o sarampo pela tríplice viral. Sarampo, caxumba e rubéola. Aplicada até os dias atuais. Nos anos que se seguiram e também já no século vinte e um o Brasil seguiu avançando na vacinação de seu povo doenças como tétano, gripe, difteria, coqueluche, hepatite B, catapora, HPV, entre outras passaram a ser evitadas ou minimizadas pela ação vacinal. 

    O surgimento de uma variante do já conhecido coronavírus em dois mil e dezenove nos deu um pouco de noção de como a vacinação é fundamental para a proteção de todos os seres humanos. assim a vacinação no Brasil tem um de seus picapes mais importantes no ano de dois mil e vinte e um. Em janeiro foi iniciada a campanha de imunização contra a COVID-19. contou com a capilaridade do seu sistema de saúde para agilizar o processo, mas houve o desafio de obtenção de doses. 

    Ainda assim o país caminha para proteger toda a população contra a covid até o final de dois mil e vinte e um. A vacina contra a doença causada pelo novo coronavírus é um excelente exemplo da importância da vacinação para salvar vidas. Muitas doenças só podem ser devidamente enfrentadas com a imunização em massa assim como busca se fazer no caso da covid. Ainda que a maior parte da população compreenda a importância das vacinas existe um desafio de informação muitos não enxergam o devido valor na aplicação do imunizante e resiste em receber as doses. Portanto, vamos nos vacinar.

    No programa de hoje continuamos nossa conversa com o professor e Infectologista Guilherme Alves de Lima Henn, Professor Assistente e Coordenador da disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias e do Internato em Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). Agora iremos conversar sobre o estudo do professor na área de vacinas, iremos abordar tanto o assunto da vacina da COVID-19 quanto outras vacinas e até um estudo do professor Guilherme sobre uma vacina para Dengue! Uma excelente e importante conversa que vale a pena ser ouvida.

    30 min
  • Como está a Pandemia atualmente?

    Em meio ao avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, Estados e municípios começam a relaxar medidas sanitárias, com o fim da restrição de horário do comércio, a retomada de jogos com torcida e os eventos-teste.

    Ao mesmo tempo, outros países já permitem a entrada de brasileiros imunizados sem a necessidade de quarentena e a realização de festas com grande presença de público.

    Nesse caminho, no entanto, um assunto tem dividido especialistas e se tornado um desafio para as nações: a obrigatoriedade do uso de máscaras. Os Estados Unidos chegaram a anunciar o fim do item de proteção, mas algumas regiões norte-americanas precisaram voltar atrás e retomar a exigência após um aumento de casos da doença em função da variante Delta, considerada mais transmissível.

    Nesse sentido, é possível falar em suspensão do uso de máscaras ainda em 2021? Com pouco mais de 36% da população imunizada com duas doses da vacina, o Brasil já pode planejar uma flexibilização?

    Na visão dos infectologistas, o Brasil só pode iniciar a discussão sobre um possível fim do uso de máscaras quando o país registrar níveis baixos de transmissão comunitária, o que seria entre os níveis 1 e 2 da escalada da Organização Mundial da Saúde (OMS), que vai até 7.

    A receita para que isso seja possível está na manutenção dos protocolos sanitários, incluindo distanciamento, uso de máscaras, aumento da imunização, com pelo menos 80% da população com o esquema vacinal completo e a testagem em massa, que até hoje não acontece no país e poderia traduzir os verdadeiros níveis de contágio e de casos assintomáticos.

    No programa de hoje conversamos com o professor Guilherme Alves de Lima Henn, Professor Assistente e Coordenador da disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias e do Internato em Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), iremos falar sobre a situação atual da pandemia da covid-19, abordando temas como os efeitos do isolamento, o uso de mascaras e as vacinas. Também  iremos falar sobre como o Brasil e outros países estão lidando com a pandemia atualmente, quais medidas de liberação estão sendo tomadas em cada lugar? Por fim, falamos sobre o crescimento de discursos negacionistas e o uso de medicamento sem comprovação em alguns países como o Brasil e Estados Unidos.

    27 min
  • O que é Economia? - Parte 2

    Houve um momento em nossa história econômica em que a inflação altíssima corroía o valor de compra do salário dos trabalhadores. O cruzeiro moeda do Brasil de mil novecentos e quarenta e dois a mil novecentos e sessenta e sete. De mil novecentos e setenta a mil novecentos e oitenta e seis e de mil novecentos e noventa a mil novecentos e noventa e três entrou em vigor por causa da alta da inflação e da necessidade de haver uma contabilidade mais adequada. Mas mesmo com este planos, a inflação continuou descontrolada e o dinheiro desvalorizado. Era um saco cheio de dinheiro para comprar um quilo de feijão. Dizia, o bem-humorado samba na voz da saudosa Beth Carvalho. A estabilidade dos preços só se tornou possível a partir do plano real colocado em prática em mil novecentos e noventa e quatro. 

    Mais recentemente a inflação parece assombrar o vazio novamente Divulgado IPCA quinze na sexta-feira dia vinte e quatro de setembro com inflação de um vírgula quatorze por cento. O indicador passou dos dez por cento em doze meses essa é a maior alta desse índice desde o início do Plano Real. O controle da inflação passa por medidas de apertos fiscal e monetário, ou seja, gasto públicos mais baixos, impostos mais elevados e juros mais altos. No curto prazo essas decisões ajudam a conter a demanda por bens e serviços. E uma demanda mais baixa para uma dada oferta no curto prazo faz com que o ritmo de aumento dos preços seja menor. ISO quase sempre tem um impacto recessivo na economia inflação de curto prazo causada por aumento de custos. Por exemplo, se ocorreu aumento no preço da energia. Nesse caso, podemos ter o fenômeno conhecido como estagflação da combinação de inflação alta com recessão.

    Hoje vamos continuar a nossa conversa com o professor Almir Bitencourt da Silva, professor titular do departamento de economia aplicada da Universidade Federal do Ceará (UFC) e também pró-reitor de planejamento da UFC, sobre o que é economia! Agora iremos abordar um importante tema que permeia nosso cotidiano, a inflação. Ao longo do programa o professor Almir, com sua enorme experiência no assunto, irá explicar o que é a inflação a sua história no Brasil e as consequências que a variação da inflação traz.

    29 min
  • O Que é Economia?

    Economia é a ciência humana que visa administrar a locação eficiente de recursos escassos necessário a sobrevivência do homem por meio da produção, distribuição e o consumo de bens e serviços. A economia é uma atividade política e cultural presente todos os aspectos da sociedade. A economia foca nas ações dos seres humanos baseado na consideração de que essas ações tem um comportamento racional, procurando sempre um nível ótimo de benefícios e utilidade.

     Os blocos básicos da economia são os estudos do trabalho e negócios, como existem muitas possíveis aplicações para o trabalho humano e muitas diferentes formas de aquisição de recursos é o objetivo da economia determinar os métodos que produzem os melhores resultados. A economia se divide em macroeconomia e microeconomia.

     Na macroeconomia se estuda o comportamento da economia como um todo, mercado e outros sistemas como um todo. Os objetos de estudos da macroeconomia são inflação, níveis de preço, razão de crescimento econômico, produto interno bruto e o desemprego, por exemplo. A microeconomia se concentra no estudo dos indivíduos e suas empresas. Hoje em dia devido a globalização e as conexões intrínsecas de todo o comércio e serviços o estudo da economia é vital para o bem-estar de uma sociedade.

    No programa de hoje iremos conversar com o professor Almir Bitencourt da Silva, professor titular do departamento de economia aplicada da Universidade Federal do Ceará (UFC) e também pró-reitor de planejamento da UFC, sobre o que é economia! Ao longo do programa o professor Almir, com sua enorme experiência no assunto, irá falar sobre conceitos básicos que permeiam o mundo da Economia a partir de sua trajetória pessoal e acadêmica!

    27 min
  • As galactomananas – Polissacarídeos de plantas

    Os polímeros são macromoléculas, isto é, moléculas gigantes, constituídas por unidades menores, os monômeros. Os monômeros ligam-se entre si, através de ligações covalentes. Este termo deriva do grego: poli "muitas" e meros "partes". Os meros são as unidades que se repetem em um polímero. Estas macromoléculas, há muito tempo estão presentes na história. Muito antes do termo polímero ter sido introduzido, o látex da borracha, a goma arábica, a celulose, e outros polímeros já eram conhecidos e utilizados pelo homem. 

    O primeiro polímero a ser sintetizado em laboratório foi o polietileno, no ano de 1934, em uma indústria na Inglaterra. Como podemos ver, os polímeros podem ser naturais ou sintéticos. Dentre os polímeros naturais, destacam-se um importante grupo, os polissacarídeos. Os polissacarídeos são macromoléculas formadas pela união de moléculas de açúcares (como glicose, galactose, frutose e outros) os quais podem ser constituídos de um único ou de diferentes tipos de monossacarídeos. 

    Estes estão presentes na natureza, sendo normalmente obtidos pela biossíntese em plantas, em algas, ou em animais; alguns também podem ser produzidos por microrganismos. Um dos tipos de polissacarídeos que podem ser extraídos de plantas são as galactomananas. As galactomananas são polissacarídeos neutros, extraídos do endosperma de sementes de certas leguminosas. 

    Esses polímeros se constituem de um esqueleto formado por unidades repetidas de manose, com unidade de galactose ligadas à cadeia principal. Elas produzem soluções aquosas de viscosidade elevada, o que as torna comercialmente úteis, principalmente como espessantes de sistemas aquosos. Dentre as galactomananas comerciais, podemos destacar a goma alfarroba e a goma guar.

    Esse é o nosso segundo programa com a professora Pablyana Leila Rodrigues da Cunha, Profª. do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica, da Universidade Federal do Ceará (UFC), e agora vamos falar sobre as galactomananas – Polissacarídeos de plantas, iremos debater sobre o que são polissacarídeos (açucares e os vários tipos que existem), o que são as galactomananas, alguns exemplos, sua importância e as pesquisas realizados na universidade, também conversamos sobre a trajetória acadêmica da professora Pablyana!  

    28 min

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O Programa Falando Ciência tem como objetivo divulgar o conhecimento científico e tecnológico produzido pela Universidade Federal do Ceará (UFC). É produzido pelos professores Raimundo Nogueira…