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Um belo dia fui com meu pai ao shopping fazer umas compras. Como sempre ele ficava mudando a estação no rádio. Nesse dia em particular ele parou numa estação onde tocou uma musiquinha bem interessante. Era a abertura de um programa. Para a nossa surpresa era um programa que falava de ciências.
Ele sempre gostou muito de ciências e filmes em geral, embora os de ficção científica sejam seus favoritos, acho que é o tipo de coisa que passa de pai para filho. Na escola, de todas as disciplinas, as ciências são as que mais prendem minha atenção.
Em casa, sempre que possível falamos sobre as novidades que saem na mídia. Um eclipse, uma viagem espacial, a preservação de espécies, o aquecimento global, e ultimamente claro a pandemia, além de tantos outros exemplos que fazem parte das notícias no nosso dia a dia.
Segundo meu Pai ter acesso a um programa que fale de física, química, biologia e ciências em geral é um luxo para a maioria. Por isso nossa supressa numa despretensiosa tarde captarmos esse programa. Ouvimos parte dele no caminho para o shopping.
Desde então, nos tornamos ouvintes cativos, é bom saber que aqui pertinho de nós temos cientistas que assim como eu nutrem o desejo pela ciência desde a escola. Ouvir suas histórias e experiências é um incentivo. Saber que temos uma Universidade que tem uma forte produção científica nos permite sonhar.
Essa é a primeira parte do nosso programa especial comemorando 50 episódios! Nele fizemos conversamos sobre os temas e pessoas que gravaram conosco ao longo desses quase 2 anos de programa, fazendo um pequeno retrospecto de tudo o que foi dito. Um excelente programa para conhecer a enorme diversidade da pesquisa cientifica do nosso estado e também o que está por vir!
E a filosofia floresceu, desenvolveu-se, determinando a linha mestra da história do Ocidente, interpelando e abalizando a religião, a arte, a política e a ética. E na sua missão apolínea, e quando ela outra vez se voltou para a Natureza, após ter se demorado por séculos nas coisas humanas (antropologia filosófica), a filosofia pariu as primeiras ciências, as ciências da natureza: Física, Biologia, Química, criando um novo modo de ler o mundo. E assim, após essa guinada, o novo modelo de leitura e interpretação dos objetos ganhou identidade própria, estabeleceu-se como conhecimento racional, sistemático, metódico, rigoroso e universal, e se expandiu, a partir da modernidade, para todos os recantos da natureza e da sociedade. E a filha dileta cresceu, atingiu a maioridade e reivindicou a sua autonomia.
É razoável dizer que as ciências jamais podem se emancipar da filosofia completamente, pois operam com pressupostos filosóficos inelimináveis. Para os cientistas, por exemplo, a realidade, em todas as suas dimensões, é racional e linguisticamente articulável, mas isso, permanece fora do escopo das ciências e da atividade científica, ou seja, permanece não tematizado por ela, mas é seu ponto de partida necessário. Não assumir a racionalidade da natureza e da sociedade tornaria a pesquisa científica desprovida de sentido. No mesmo sentido, o modo como as ciências compreendem o ser das coisas, isto é, que a realidade é composta de substratos, propriedades e relações, é um pressuposto ontológico assumido passivamente, e uma condição necessária para o fazer científico, porém, a ciência mesma não o questiona, pois colocá-lo em dúvida implicaria sabotar a própria atividade científica. O empreendimento teórico do cientista pressupõe que a realidade é inteligível e dizível.
Essa introdução foi extraída do texto Filosofia e Ciência: continuidade e rupturas escrito pelo professor Doutor Custódio Luís Silva de Almeida, professor do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Cientista chefe de cultura do Estado. Essa é a continuação do nosso programa com o professor Custódio sobre filosofia e, como sugere a introdução, agora vamos abordar a complexa e essencial conexão entre Filosofia e Ciência, passando pela história dessa relação e os debates atuais sobre esse interessante tema!
Se você já se perguntou sobre a existência de Deus, se a vida tem algum propósito, se a beleza está no olhar do observador, o que fazem as ações serem certas ou erradas, se uma lei é justa, então você está pensando sobre filosofia! Mas afinal o que é filosofia? Essa questão por si só já é uma questão filosófica. A definição mais geral de filosofia é a busca pela sabedoria, verdade e conhecimento. De fato, a palavra filosofia significa ‘amor a sabedoria’ em grego.
Não se sabe ao certo se a Filosofia tem mais ou menos 2600 ou 5000 anos de tradição. Se considerarmos a influência do pensamento egípcio sobre os povos gregos, a Filosofia pode ter mais de 3000 anos e, se considerarmos que já havia uma produção de um tipo de pensamento filosófico no extremo oriente, a raiz primeira da Filosofia que pode ser identificada nos antigos ensinamentos budistas já passa dos 5.000 anos de existência.
Ao longo da história, diversos pensadores apresentaram diversas visões do que é a Filosofia. Se para Sócrates a Filosofia deveria partir do conhecimento interior para se chegar à verdade, para Aristóteles e Tomás de Aquino a Filosofia partiria do conhecimento das causas para se chegar a um conhecimento das essências. Se para Descartes a Filosofia era racionalista, devendo atuar somente no campo conceitual e abstrato do pensamento, para Hume e Bacon ela deveria partir da experiência prática.
Hoje em dia, o que chamamos de filosofia contemporânea é focada na filosofia linguística, filosofia política e na filosofia da mente. Mas a linha fundamental é a mesma, a busca da verdade.
No programa de hoje conversamos com o Doutor Custódio Luís Silva de Almeida, professor do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Cientista chefe de cultura do Estado. O tema do programa é filosofia, iremos abordar o que é Filosofia e sua importância para a sociedade. Uma excelente conversa sobre um tema que, embora seja muito antigo, nunca foi tão atual!
Uma das brincadeiras mais remotas da nossa existência é o reconhecimento de formas. Desde cedo, a geometria permeia as nossas vidas. Bolas, triângulos, cilindros, cubos... Brincando, as crianças começam a se familiarizar com esses objetos! Mas, o que é a Geometria? E como ela surgiu?
A palavra geometria vem do grego, onde geo significa terra e metria significa medida. Essa área da matemática trata das formas e de suas propriedades. Pontos, linhas, planos e sólidos são, portanto, as formas mensuráveis do nosso dia a dia. As primeiras ideias geométricas surgiram da necessidade do homem resolver problemas como construção de casas, delimitação de terrenos e plantações, entre outros.
Esse é o último dos 3 programas com o Professor Gregório Pacelli, do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Membro da Academia Brasileira de Ciências. Agora falamos sobre geometria! as definições, os diferentes tipos de geometria que existem, suas ligações com a física e a história do professor Pacelli com a matemática. Um excelente programa para conhecermos a geometria que vai além do que aprendemos na escola!
Axiomas, postulados e teoremas são palavras-chave que descrevem a matemática. Mas o que são essas estruturas?
Um axioma é uma afirmação cuja verdade é aceita sem prova. Por exemplo, quando afirmamos que João não pode estar simultaneamente em Fortaleza e Nova York, é auto evidente que essa afirmação não precisa de prova. Postulados são também afirmações matemáticas que são aceitas sem provas. A lógica e a matemática pura começam com essas afirmações não provadas e constroem teoremas a partir deles.
A palavra teorema tem sua origem na palavra teoria que vem do grego que significa contemplação, especulação, olhar para algo, e de THEOROS, “espectador, aquele que olha”, formada por THEA, “uma vista”, mais HORAN, “olhar”. Teorema significa uma afirmação que é considerada verdadeira porque é justificada por uma lógica matemática.
Em outras palavras, a afirmação não é auto evidente, mas é estabelecida por uma prova. Os teoremas são o coração da matemática, e são considerados para descrever fatos que são absolutamente verdadeiros. A matemática é fundamentalmente baseada na descoberta e compreensão das leis que dão suporte aos nossos sistemas numéricos, geometria e álgebra. Leis e princípios são na realidade teoremas que tem uma grande aplicação.
Esse é o segundo programa com o Prof. Titular do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Membro da Academia Brasileira de Ciências, Gregório Pacelli Feitosa Bessa. Continuamos nossa conversa sobre a a história e o funcionamento da matemática, agora falamos sobre Axiomas, Postulados e Teoremas, o que são esse conceitos, como eles funcionam e porque são tão importantes para o funcionamento da matemática?
A matemática é a linguagem da ciência e tem propiciado a humanidade fazer extraordinários avanços tecnológicos. Não há dúvida de que a ordem e a lógica que dão sustentação a matemática têm sido úteis na descrição de padrões e estruturas que encontramos na natureza.
Devido ao seu grande sucesso em descrever desde o cosmos até o comportamento de partículas subatômicas Einstein afirmou, “Como é possível que a matemática, sendo o produto do pensamento humano que é independente da experiência, pode ser tão admiravelmente apropriado para descrever os objetos e a realidade?”
No programa de hoje conversamos com o Prof. Titular do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Membro da Academia Brasileira de Ciências, Gregório Pacelli Feitosa Bessa. Falamos sobre as origens da matemática, ela foi inventada ou descoberta? Esse é o primeiro de dois programas super interessantes com o professor Pacelli, em que falamos sobre a historia e o funcionamento da matemática!
Por volta de um ano atrás o mundo era apresentado ao coronavírus, um misterioso vírus que havia surgido na China e estava se espalhando pelo mundo, estamos em 2021 e ainda enfrentamos a pandemia causado pela Covid-19, porém, agora estamos mais preparados para lidar com essa terrível doença.
Esse é o nosso segundo programa sobre a covid-19 e contamos com a participação do professor e médico José Xavier Neto, líder da equipe de cientistas feches da Secretária de Saúde do estado do Ceará, para debater sobre as medidas de combate ao coronavírus adotadas até agora no estado do Ceará e no mundo.
Um excelente programa para conhecer o que se tem realizado para combater o coronavírus e descobrir que existem outras medidas além do isolamento social (que continua sendo uma das medidas mais importantes).
Por volta de 1860 o navio ‘Palpite’ partia de Granja (CE) em direção a Fortaleza (CE) com o objetivo de transportar os estudos da “Comissão Científica de Exploração Imperial”, considerada a primeira viagem científica composta exclusivamente de Brasileiros, criada por Dom Pedro II.
Porém, a navegação nunca conseguiu chegar à capital cearense, em 1861 quando estava próximo à foz do rio Acaraú, o barco naufragou, levando junto inúmeros conhecimentos científicos adquiridos durante a viagem, com o passar dos anos tal acontecimento se tornou conhecido pela população local, desde então o naufrágio é conhecido como ‘Barco de Acaraú’.
Em 2012, quase 150 anos depois do acontecido, um mergulhador (Marcus Davis) ficou sabendo sobre o Barco de Acaraú ao conversar com um morador local, mas não deu tanta importância no momento, porém alguns anos depois, ao conhecer a história da Comissão Científica retomou o interesse naquele navio e junto de um amigo (Augusto César Bastos) montou uma expedição para estudar as origens daquele naufrágio para tentar descobrir se realmente se tratava do ‘Palpite’.
Em 2021, a expedição continua e conta com a ajuda de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará, Instituto Politécnico de Tomar, em Portugal, operadora de mergulho Mar do Ceará, Instituto Federal do Ceará e Universidade Federal do Piauí, o projeto conta conta desde missões de mergulho até o uso de satélites para obtenção de imagens 3d do fundo do mar.
O grupo espera conseguir desvendar a origem e os segredos deste misterioso naufrágio e com isso, fazer com que o navio Palpite faça parte da rica história de naufrágios do litoral cearense.
No programa de hoje conversamos com o "homem do fundo mar" Augusto Cesar Bastos, um entusiasta da história marítima do Ceará, sobre as incríveis histórias dos naufrágios no estado, principalmente o caso do Iate Palpite e também comentamos como esse estudo é realizado por mergulhadores e pesquisadores de todo o mundo.
No desenvolvimento de fármacos, busca-se descobrir novos agentes para serem usados na terapia medicamentosa e que possam ser seletivos para áreas específicas do corpo, obtendo-se o efeito terapêutico desejado.
A aplicação de nanopartículas como veículos para essa liberação de fármacos apresenta vantagens especiais como: penetração em pequenos vasos possibilitando a interação em sítios específicos do corpo humano, liberação controlada do fármaco no organismo e muitas vezes, a diminuição dos efeitos colaterais do tratamento.
Antes de 1950, os fármacos eram comercializados em comprimidos e em cápsulas e quando tomados, esses fármacos eram liberados no organismo, imediatamente após seu contato com a água sem que pudesse ocorrer qualquer tipo de controle de liberação deste fármaco no organismo.
Não faz muito tempo que quando precisávamos tomar algum antibiótico, este era tomado a cada seis horas. Hoje quando tomamos só uma vez ao dia, é devido ao processo de liberação controlada do antibiótico no organismo.
Entre 1950 e 1980, a ciência básica envolvida nos mecanismos de liberação controlada dos fármacos foi bem estudada, e vários fármacos com liberação controlada foram produzidos, entretanto novos desafios surgiram: liberação de fármacos com baixa solubilidade, sistemas carreadores com capacidade de responder a estímulos externos e que agissem em células específicas, carreadores capazes de passar as barreiras endoteliais entre outros.
Um dos caminhos encontrados na busca das soluções desses problemas foi a utilização da nanotecnologia.
No programa de hoje continuamos nossa conversa com a professora Regina Célia Monteiro de Paula, Profa. Titular do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da Universidade Federal do Ceará (UFC), agora falando sobre Nanocápsulas para Liberação de Medicamentos, ao longo do programa falamos sobre o que são materiais nanoestruturados, Relação das nanopartículas/nanocapsúlas e Polissacarídeos, Diferença de fármacos em cápsulas e em nanocápsulas e a liberação de fármacos, Como se produz uma nanocápsula e diversas aplicações como Nanopartículas inteligentes com respostas ao pH do meio, temperatura e luz, além disso iremos comentar sobre as pesquisas realizadas no centro de ciências da Universidade Federal do Ceará.
A produção de vacinas começa nos laboratórios de pesquisa. O primeiro passo dos cientistas é identificar o agente causador da doença. No caso mais recentes, falamos do coronavírus. É preciso compreender não apenas as suas características, mas a maneira como ele se liga às células do nosso corpo ou à corrente sanguínea.
Os pesquisadores então avaliam centenas de moléculas e buscam a formulação ideal da vacina. Aquela que possa ser eficaz, sem desperdícios, e que não traga efeitos colaterais nocivos para o organismo. Somente depois desse período de testes é que se inicia a chamada fase “pré-clínica”. Nesse momento, são realizados testes em animais que possam comprovar a eficácia da composição.
Somente quando elas são aprovadas é que tem início a fase clínica. Ela é composta de três etapas:
Fase 1: o primeiro objetivo é testar a segurança das vacinas. Para isso, os testes são aplicados em grupos pequenos de voluntários (no máximo 100 pessoas), que precisam ser adultos e saudáveis.
Fase 2: a segunda fase também tem relação com a segurança, mas aqui o número de participantes é mais amplo. A ideia é analisar o mesmo efeito diante de grupos maiores e menos homogêneos.
Fase 3: se a vacina for aprovada nas duas primeiras fases, parte-se para os testes de eficácia do produto. Nesse momento, milhares de pessoas podem ser testadas simultaneamente. O monitoramento segue por muitos anos, pois alguns efeitos colaterais podem aparecer apenas em longo prazo.
No caso específico da vacina contra o coronavírus, temos hoje diversos grupos nas mais variadas fases. Os mais avançados estão finalizando a fase 2 e iniciando a fase 3. Isso significa que um processo que em média leva três anos poderá ser concluído na metade do tempo, graças à força-tarefa dos cientistas.
Esse é o nosso segundo programa com a Doutora Rosemayre Freire, farmacêutica e Técnica em Microscopia Confocal da Central Analítica da Universidade Federal do Ceará (UFC). Vamos continuar nossa conversa sobre vacinas, porém agora iremos tratar sobre a imunização contra a Covid-19! Iremos tratar sobre a importância das vacinas no combate a covid-19, as fases de produção, a ação da vacina no corpo humano, os diferentes tipos de vacina, suas eficácias e muito mais, abordando todos os processos científicos desse tema. Também falamos sobre a enorme quantidade de mitos gerados pela desinformação e Fake News! Um tema de extrema importância para a sociedade que ainda hoje tem muitas dúvidas acerca dessa grande arma que temos para enfrentar o coronavírus.
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