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O célebre físico Richard Feynman uma vez disse que nós dividimos o universo em áreas por uma mera conveniência humana mas a natureza não sabe disso. Inspirado nessa frase o físico Claúdio Lucas Nunes (Universidade Federal do Ceará) resolveu se dedicar a estudar fenômenos interdisciplinares, principalmente aqueles com interface entre a física e a biologia.
Nesse Programa conversamos com o professor Lucas sobre o seu trabalho intitulado "Desvendando a física das células" que busca entender como processos bioquímicos celulares estão relacionadas com as propriedades físicas das células. Uma conversa que vale a pena ouvir para conhecer a interessante pesquisa do professor Lucas e refletir sobre como a divisão das áreas do conhecimento afetou a forma como enxergamos o universo e a forma de fazer ciência.
Ao se fazer ciência / Logo vem a indagação/ O que é fazer Ciência /Sem pensar em ficção.
Nada disso vem ao caso /Se estamos na academia /Mas logo vem a cobrança/ Quantos artigos produziria?
Fazemos ciência no esporte /Para podermos progredir/Não só com atletas de nível/O que nos faz refletir.
Na natação por exemplo/Área de grande valia/Trabalha-se desde o parto/Até o fim de nossos dias.
Aprende o bebê a nadar/ E também toda a família /Das crises de bronquite asmática/Você logo melhoraria.
Aristóteles foi citado, como o pai da Cinesiologia/Pois o mesmo era fascinado pelo estudo da Anatomia.
Arquimedes ao dizer que moveria o mundo apenas com uma mão/ Também soube estimar o Centro de Gravidade e o Centro de flutuação.
Da Vince qualificou a Mecânica como a mais nobre ciência/ Estudou Anatomia humana baseado em sua formação de engenharia/ Analisou forças musculares e funções articulares /E assim, muito contribuiria.
Essa é a segunda parte parte do nosso programa sobre esporte e ciência e ciência! Agora, além do Professor Antonio Barroso Lima, professor Titular do Instituto de Educação Física e Esportes (IEFES) da Universidade Federal do Ceará (UFC), também conversamos com o Professor Túlio Banja também do Instituto de Educação Física e Esportes (IEFES) da UFC. No programa de hoje iremos focar na Biomecânica, o que é? Qual a importância do seu estudo para atletas de alta performance e amadores? exemplos de pesquisa com a natação e o balé e também iremos abordar as pesquisas atuais que existem na UFC sobre o tema!
Ao se fazer ciência / Logo vem a indagação/ O que é fazer Ciência /Sem pensar em ficção.
Nada disso vem ao caso /Se estamos na academia /Mas logo vem a cobrança/ Quantos artigos produziria?
Fazemos ciência no esporte /Para podermos progredir/Não só com atletas de nível/O que nos faz refletir.
Na natação por exemplo/Área de grande valia/Trabalha-se desde o parto/Até o fim de nossos dias.
Aprende o bebê a nadar/ E também toda a família /Das crises de bronquite asmática/Você logo melhoraria.
Aristóteles foi citado, como o pai da Cinesiologia/Pois o mesmo era fascinado pelo estudo da Anatomia.
Arquimedes ao dizer que moveria o mundo apenas com uma mão/ Também soube estimar o Centro de Gravidade e o Centro de flutuação.
Da Vince qualificou a Mecânica como a mais nobre ciência/ Estudou Anatomia humana baseado em sua formação de engenharia/ Analisou forças musculares e funções articulares /E assim, muito contribuiria.
No programa de hoje conversamos com o Professor Antonio Barroso Lima, professor Titular do Instituto de Educação Física e Esportes (IEFES) da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre esportes e a sua ligação com a ciência! Ao longo do programa iremos abordar diversos tópicos como Qual é a definição de esportes? , O que estuda a ciência dos esportes? Formação em Educação Física?, O que leva uma pessoa à prática dos esportes? O que caracteriza um atleta? e também iremos comentar estudos relacionados com a natação os seus benefícios e as famosas terapias na água!
Quando falamos de metais no nosso organismo, muitas vezes associamos a algo que pode prejudicar a saúde, quando na verdade nós esquecemos que há um outro lado que muitas vezes, passa despercebido. Alguns metais são essenciais ao funcionamento do nosso organismo, um bom exemplo disso é o ferro, metal que participa diretamente do transporte de oxigênio no sangue, por intermédio da hemoglobina existente nos glóbulos vermelhos.
A Química Inorgânica Medicinal é uma área da Química que estudo o benefício dos metais na saúde. O uso de metais associados à saúde vem sendo praticado há mais de 5000 anos. 3000 aC os egípcios usavam cobre para esterilizar a água. O ouro, um metal nobre, foi usado em uma variedade de procedimentos na Arábia e China há 3500 anos, mais devido ao valor precioso do ouro do que atividades farmacológicas conhecidas. 1500 aC vários fármacos de zinco e ferro foram usados no Egito.
Na Europa renascentista, cloreto mercuroso foi usado como diurético e nessa época também, foi descoberta a necessidade nutricional do ferro. No início dos anos 1900, composto de ouro foram utilizados no tratamento da tuberculose, bem como vários compostos de antimônio foram usados para tratar lechimaniose e as atividades bactericida dos sais de ouro foram detectadas.
O uso destes compostos na medicina, principalmente aqueles contendo metais de transição, foi muito limitado até 1965, quando houve a clássica demonstração da atividade antitumoral do complexo de platina, denominado cisplatina, por Rosenberg e colaboradores. Até hoje, a cisplatina e seus derivados são extensamente utilizados no tratamento do câncer. As atividades apresentadas por compostos metálicos nos meios biológicos, têm estimulado cada vez mais, a pesquisa e o desenvolvimento de compostos inorgânicos como agentes terapêuticos.
No programa de hoje falamos com o Professor Luiz Gonzaga de França Lopes, Professor do Departamento de Orgânica e Inorgânica da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre Compostos Metálicos! Ao longo do programa o Prof. Luiz nós explicou o que define um metal, como eles podem ser utilizados na produção de fármacos, qual a importância dos metais para nossa saúde e por fim também falamos um pouco sobre a pesquisa do professor Luiz na utilização de ferro para o tratamento de Tuberculose e o seu trabalho com o Rutênio.
Na literatura brasileira, encontramos ricas obras que retratam a questão da seca, no sertão do Nordeste Brasileiro. Algumas dessas são: o Sertanejo de José de Alencar, o Alto da compadecida de Ariano Suassuna, Vidas Secas de Graciliano Ramos e O quinze de Raquel de Queiroz. Essa última obra retrata a grande seca de 1915, uma das piores secas do sertão nordestino.
Historicamente, o Nordeste sempre foi afetado pela escassez de água. Relatos de secas nessa região podem ser encontrados desde o século 17.
A preocupação com essa escassez implicou na construção dos primeiros recursos hídricos na região semiárida do Nordeste no final do século 19. O açude do Cedro no município de Quixadá no Estado do Ceará, é um bom exemplo disso.
O Açude do Cedro foi umas das primeiras grandes obras de combate à seca realizadas pelo Governo Brasileiro. A ordem de construção foi dada por D. Pedro II em decorrência do grande impacto social provocado pela seca de 1877.
A Grande Seca, ou a seca no Nordeste brasileiro de 1877–79, foi o mais devastador fenômeno de seca da história do Brasil, ocorrido no período imperial brasileiro. A calamidade foi responsável pela morte de milhares de pessoas. Foram três anos seguidos sem chuvas, sem colheita, sem plantio, com perda de rebanhos e com a fuga das famílias, deixando despovoado o sertão.
A região mais afetada foi o Ceará. Só no ano de 1877, a estiagem motivou a retirada de 100 mil sertanejos do interior, rumo à Fortaleza.
Como providência para minimizar essa calamidade, o imperador D. Pedro II pediu então um estudo das melhores áreas para construção de açudes. Iniciado em 1890, o açude do Cedro, seria concluído 16 anos depois, já no período republicano, com cinco barragens que represam o rio Sitiá. Foi a primeira grande construção no Brasil envolvendo canais de irrigação.
Com capacidade para 125 milhões de m³ de água (ou 50 mil piscinas olímpicas), o açude se integrou à paisagem local, em que se destaca a Pedra da Galinha Choca. Ponto turístico tombado pelo patrimônio histórico nacional.
Esse é o segundo programa com o Professor Francisco de Assis de Souza Filho, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC). Demos continuidade a nossa conversa sobre a história das secas no Ceará, agora dando ênfase no estudo dos Recursos Hídricos, falando sobre as definições, a questão da locação da água, gestão das secas, relação dos recursos hídricos com o clima e muito mais!
“Quando oiei a terra ardendo / Qual fogueira de São João/ Eu perguntei a Deus do céu, ai/ Por que tamanha judiação/ Que braseiro, que fornaia / Nem um pé de prantação/ Por falta d'água perdi meu gado / Morreu de sede meu alazão” Quem não conhece o trecho dessa famosa de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira? Asa branca, essa famosa canção, trouxe em sua bela letra um retrato da seca que é tão presente na vida do Nordestino.
A história das secas na região Nordeste é retratada em relatos que vêm desde o século 16. Uma das primeiras secas que se tem notícia aconteceu entre 1580 e 1583. Nos anos 1700, diversas secas atingiram a região. Secas relatadas no Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte foram as mais prejudicadas. Rebanhos, homens, mulheres e crianças morreram em grande número.
A Grande Seca, ou a seca no Nordeste brasileiro de 1877–79, foi o mais devastador fenômeno de seca da história do Brasil, ocorrido no período imperial brasileiro. A calamidade foi responsável pela morte de milhares de pessoas. Foram três anos seguidos sem chuvas, sem colheita, sem plantio, com perda de rebanhos e com a fuga das famílias, deixando despovoado o sertão.
Há quem estime que doenças, fome e sede dizimaram mais da metade da população do Ceará, que tinha 800 mil habitantes, na época. Entre 1919/1921 - Uma seca muito grave, atingiu principalmente o sertão de Pernambuco, fez aumentar muito o êxodo rural do Nordeste. A imprensa e a opinião pública pressionaram e exigiram uma atuação eficaz do governo para resolver o drama das famílias afetadas.
Entre 1934/1936 - ocorreu uma das maiores secas enfrentadas pelo Brasil (que se tem registro). O longo período de estiagem não ficou restrito ao Nordeste: além de afetar nove estados na região, Minas Gerais e São Paulo também sofreram com a falta de chuvas. Depois disso, o problema no sertão nordestino passou a ser encarado como um problema nacional.
No programa de hoje conversamos com o professor Francisco de Assis de Souza Filho, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre a história das secas no Nordeste e os métodos e definições científicas usadas para estudar esse conteúdo. Um excelente programa que traz diversas informações sobre essa questão de extrema importância para nosso país.
As águas subterrâneas são aquelas águas presentes no subsolo do planeta Terra, localizando-se, principalmente, em espaços vazios, entre as rochas. Estas representam uma importante fatia da água doce do planeta.
Como essas águas se formam? Aquíferos são formados quando a água da chuva se infiltra no solo e percola nos espaços entre as rochas, escorrendo muito devagar em direção ao fundo da Terra. À medida que vai penetrando no solo, essa água vai sendo filtrada, ficando cada vez mais limpa; podendo levar décadas para caminhar algumas centenas de metros. Ao encontrar rochas impermeáveis compactas, essa água forma um lençol freático.
Desde os primórdios da história das civilizações, as águas subterrâneas são utilizadas pelo homem, através de poços rasos escavados. Há relatos escritos, que registram escavações para obtenção de água potável que datam de 2000 a.C. como os que estão registrados na Bíblia. Acredita-se que os chineses foram os primeiros, a dominar a técnica de perfurar poços. Há registros de que por volta de 5000 a.C., eles já perfuravam poços com centenas de metros de profundidade.
Nos primeiros anos da era cristã, a utilização de poços já era muito comum em praticamente, todas as comunidades existentes no globo terrestre, seja na Ásia, na África, na Europa ou mesmo na América dos Maias e Incas.
Em função da falta de água doce em muitas regiões, as águas subterrâneas tornam-se uma excelente opção para o uso em diversas atividades. Em muitas regiões afastadas dos grandes centros urbanos, em que não há presença de água encanada, essas águas são extraídas do subsolo através de poços artesianos, tornando-se assim uma boa opção para o consumo.
Em muitos locais, a extração dessas águas pode ser uma tarefa complexa, em função da profundidade do aquífero ou da presença de rochas muito duras.
As águas subterrâneas estão presentes em grande volume no Brasil. Sendo que a maior quantidade deste tipo de água se localiza no Aquífero Guarani. Este aquífero possui, aproximadamente, 35 trilhões de metros cúbicos de água doce.
Neste programa falamos com o Prof. Mariano Castelo Branco - Professor do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) - sobre águas subterrâneas! Conversamos sobre como se formam essas águas, as suas diferentes classificações, as técnicas usadas para a descoberta dos aquíferos e a importância desse estudo para a sociedade. Também falamos um pouco sobre o trabalho do professor com a Geologia e sua conexão com os estudos dos aquíferos e o mapeamento de águas subterrâneas no Ceará, um excelente programa sobre esse importante tema!
Água que nasce na fonte/Serena do mundo/E que abre um Profundo grotão
Águas escuras dos rios, que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias/ E matam a sede da população/
Águas que caem das pedras, No véu das cascatas/ E depois dormem tranquilas/No leito
dos lagos
Águas que movem moinhos/ São as mesmas águas/ Que encharcam o chão/ E sempre
voltam humildes
Pro fundo da terra/ Pro fundo da terra/
Esse é um trecho de uma bela música de Guilherme Arantes, que nos fala da água, do seu ciclo e da sua importância. Desde a antiguidade, a humanidade percebe a importância desse precioso líquido. Na tradição judaico-cristã, a água está relacionada ao relato da criação. Tales de Mileto, o primeiro filósofo, da antiga Grécia do século VI (6) a.C., afirmava que ‘tudo é água’. Hoje, sabemos que esse líquido, considerado o solvente universal, compõe 70% do nosso planeta, estando presente em maior quantidade nos mares e oceanos e em menor porção em rios, lagos, lagoas e nas geleiras. Esse líquido também está presente em nosso corpo, sendo este composto de 70 a 75% de água.
No sangue, por exemplo, várias substâncias - como sais minerais, vitaminas, açucares, entre outras - são transportadas dissolvidas na água. Nas plantas, os sais minerais dissolvidos na água são levados das raízes às folhas. No interior dos organismos vivos, ocorrem inúmeras reações químicas indispensáveis a vida, que só acontece se as substâncias químicas estiverem dissolvidas em água. E não podemos deixar de ressaltar a importância da água, para a indústria, sendo o material mais usado na produção industrial. Só como exemplo, são necessárias cerca de 270 toneladas de água para fabricar uma tonelada de aço, e cerca de 250 toneladas de água para produzir uma tonelada de papel.
No programa de hoje conversamos com a professora Helena Becker, professora do Departamento de Química Analítica e Físico-Química da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre Água! Iremos falar sobre as propriedades químicas da água, suas fontes e abundancia, seus níveis de pureza, porque é tão importante para o nosso planeta e muito mais.
É incrível imaginar que uma molécula de DNA possua todas as nossas informações genéticas, desde a cor do nosso cabelo até a cor dos nossos olhos. Mas: o que a molécula de DNA tem a ver com cristais? No programa de hoje conversamos com Pedro Alejandro Ayala, professor e pesquisador do departamento de física da Universidade Federal do Ceará, sobre o que são Cristais e qual a sua enorme aplicação na área da saúde, contamos também com a participação da professora Diana Azevedo Marques, vice diretora do centro de tecnologias da Universidade Federal do Ceará.
O termo fóssil vem do latim fossilis, e significa extraído da terra, em razão de serem encontrados principalmente em rochas sedimentares. Por definição, é o nome dado aos restos ou vestígios de plantas ou animais que se encontram nas camadas terrestres, anteriores ao atual período geológico.
Os fósseis são extremamente difíceis de serem formados e, por isso, não são fáceis de serem encontrados. Para que um fóssil seja formado, uma série de eventos físicos, químicos e biológicos deve ocorrer.
A Chapada do Araripe, é um importante planalto do Nordeste brasileiro, com extensões leste-oeste de 160 quilômetros e norte-sul entre 30 a 50 quilômetros. Essa chapada está localizada entre os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Essa região é conhecida por ser um importante depósito de fósseis, sendo um dos mais importantes do Brasil.
Lá foram encontrados fósseis de dinossauros, lagartos, peixes, tartarugas, rãs, mosquitos, libélulas, aranhas, borboletas, escorpiões, plantas e troncos. E foi nessa chapada também, que fósseis do peixe Rhacolepis buccalis, foram descobertos. Esse peixe é datado do período Cretáceo, a era dos dinossauros, sendo pertencente à classe dos peixes de nadadeiras raiadas.
Em 2016, pesquisadores publicaram um importante artigo que descreveu um estudo minucioso de um coração fossilizado desse peixe. O trabalho, resultado de mais de dez anos de pesquisa, envolveu profissionais de várias áreas: químicos, físicos, biólogos, médicos, profissionais de computação, engenheiros, paleontólogos e geólogos do Brasil, França e Suécia.
O órgão petrificado do peixe Rhacolepis buccalis estava em ótimo estado de preservação, e por meio de tomografias de altíssima resolução, foi possível fazer imagens em 3D de todo o corpo desse peixe – que tinha cerca de 15 centímetros de comprimento – e também de seus órgãos internos.
No programa de hoje conversamos com o Prof. José Xavier Neto, Professor Visitante do Departamento de Morfologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), vamos conversar sobre Morfologia e fosseis, o que são fosseis? O que é o coração fossilizado? As técnicas de pesquisa, suas aplicações e muito mais!
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