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Uma das primeiras coisas que vemos, ao entrarmos em um laboratório de Química, é uma tabela periódica. Ela normalmente está lá, como um belo quadro pendurado na parede. Mas, de onde surgiu essa tabela tão famosa?
Para responder essa pergunta, conversamos em 2019, comemorando os 150 anos da tabela periódica, com o professor Luís Brudna, da Universidade Federal do Pampa, sobre o que é a tabela periódica e a sua importância passando por diversos temas desde o que é um elemento químico até a importância da química na sociedade atual. Um excelente programa para conhecer um pouco mais sobre esse tema que já esteve presente na vida de todos em algum momento!
Você já ouviu falar sobre polímeros?
Há muito tempo, antes do descobrimento do Brasil, os índios da Amazônia e do México observaram uma árvore da qual saia um líquido branco, que podia ser utilizado para fazer bolas que saltavam. Em 1774, o naturalista francês Charles Marie, relatou que essas pequenas bolas, tinham uma propriedade interessante, elas se achatavam quando apertadas, mas depois tornavam a sua forma original.
Essa árvore, a seringueira, ficou conhecida como a árvore da borracha, por causa do látex que ela produzia, esse líquido branco com o qual é possível produzir um polímero, que chamamos de borracha natural.
Os polímeros, há muito tempo estão presentes na história. Muito antes do termo polímero ter sido introduzido, o látex da borracha, a goma arábica, a celulose, e outros polímeros já eram conhecidos e utilizados pelo homem.
O primeiro polímero a ser sintetizado em laboratório foi o polietileno, no ano de 1934, em uma indústria na Inglaterra, mas esse polímero só ficou conhecido anos depois durante a Segunda Guerra Mundial. Nessa época desempenhou um importante papel, era utilizado como isolante elétrico de radares militares.
A substituição progressiva dos materiais tradicionais por novos polímeros sintéticos, mudou o conceito de forma, ergonomia e utilidade dos objetos que o homem estava acostumado a manusear em seu dia-a-dia.
Com a introdução dos plásticos, no mercado mundial, novas demandas para os polímeros, foram surgindo, como produtos descartáveis, artigos para o lazer, eletroeletrônicos, entre outros.
Desde o início do século XX até os dias atuais, a grande diversidade de técnicas de polimerização, síntese de novos materiais poliméricos, polímeros biodegradáveis e compósitos vem aumentando gradativamente. Atualmente a ênfase está em desenvolver e aprimorar formulações de polímeros já existentes, utilizando novas tecnologias e processos para a obtenção de materiais com propriedades otimizadas.
No programa de hoje conversamos com a professora Judith Feitosa, Profa. Titular do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre polímeros! Vamos falar o que são polímeros e macromoléculas, a diferença entre polímeros naturais e sintéticos, plásticos biodegradáveis, borracha natural e também sobre a história e as pesquisas atuais da professora Judith.
Como se descobre uma nova espécie científica? É sobre isso que vamos falar. A Biodiversidade é formada pelas espécies de animais, vegetais e microrganismos do planeta, mas também pode referir-se à biodiversidade de um determinado país, local, ou de um grupo animal. O Brasil apresenta grande diversidade de anfíbios, de serpentes e lagartos, entre outros grupos. A Serra de Maranguape apresenta uma biodiversidade incrível e diferente da Caatinga que rodeia, porque é resquício da Mata Atlântica que já esteve aqui no Ceará.
No dia 15 de novembro de 1995, subindo uma trilha nessa serra, com um grupo de estudantes, encontrei um exemplar de um lagarto, que vinha rolando e parou nos meus pés. Nolaboratório, comparei com os dados da literatura e com exemplares de várias coleções científicas. Para uma espécie ser reconhecida pelas ciências, é necessário seguir alguns trâmites. Existe o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica que rege as principais regras para a zoologia e torna a descrição da espécie fácil de ser entendida.
Cheguei à conclusão que se tratava de uma nova espécie e que essa só ocorre nas Serras de Maranguape e Baturité, ou seja, é uma espécie endêmica destas áreas. Então, como fiz? Seguindo as regras do código, procedi da seguinte forma: esperei coletar outros exemplares, para formar a série-tipo, que foi tombada nas Coleções Científicas da UFC e outras instituições; escolhi o exemplar mais bonito e fiz a descrição detalhada das características externas dele e das variações dos demais; meus orientadores de mestrado e doutorado me ajudaram a incluir no manuscrito, outras informações importantes sobre a espécie.
Para colocar o seu nome científico, escolhi um nome em homenagem ao meu orientador de graduação (Placosoma limaverdorum); tombei o novo registro no ZooBank e enviei o manuscrito para uma Revista Científica Internacional. Desta forma, depois da publicação, este lagartinho da nossa região, passou a ser uma espécie científica conhecida por todo o planeta.
Nesse programa conversamos com a professora Diva Maria Borges-Nojosa, Professora Titular (PROPAP) no Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre Repteis e Anfíbios, principalmente sobre seu incrível feito de ter descoberto uma nova espécie! Iremos falar sobre o que é Herpetologia e Zoologia, a aplicação do Estudo e área de atuação da Herpetologia, a representatividade feminina nessa área e como dissemos antes, iremos discutir a experiência de descobrir uma nova espécie e como é o trabalho da professora na universidade e seu estudo com cobras. Um programa super interessante e de extrema importância que mostra o incrível trabalho feito pelas(os) pesquisadoras(es) da UFC!
O que é um grafo? Se você nunca ouviu falar nisso antes, esta é certamente uma pergunta que você deve estar se fazendo. Vamos tentar matar sua curiosidade contando como foi que a teoria dos grafos surgiu. A história afirma que a teoria dos grafos começou na cidade de Konigsberg em 1736 pelo grande matemático suiço Leonhard Euler. A cidade era cortada pelo rio Pregel, que possuía duas ilhas.
Como era muito complicado fazer o transporte de cargas e pessoas através de barcos, sete pontes foram construídas para auxiliar neste deslocamento entre as ilhas e as duas margens. Após algum tempo, as pessoas começaram a se perguntar se era possível sair de sua casa, passar por cada ponte uma única vez e voltar para a segurança de seu lar.
Para resolver o problema, Euler montou um diagrama que representasse o mapa da cidade. Ele o fez da seguinte maneira: A cada ilha e margem ele associou a um ponto, que chamaremos de vértice e a cada ponte uma ligação, que chamaremos de aresta. Essa figura com vários pontos (vértices) e algumas ligações (arestas) é o que denominamos de grafo. Para finalizar seu raciocínio, Euler percebeu que existiam vértices com exatamente três arestas incidentes.
Por outro lado, como os moradores queriam atravessar cada ponte apenas uma única vez, cada vértice deveria ter um número par de arestas. Logo, se tornaria impossível fazer um percurso 2 seguindo essas regras impostas pelos moradores. No entanto se o número de pontes fosse, digamos seis, haveria tal possibilidade. Hoje, a teoria dos grafos estuda objetos combinatórios – grafos- que são um bom modelo para muitos problemas em vários ramos da matemática, da computação, da engenharia, da química, da psicologia e até da indústria. Ao caminhar pelas ruas você poderá visualizar as aplicações, da teoria dos grafos na resolução de problemas de elaboração de horários, sinalização de trânsito, alocação de tarefas e transporte de bens.
No programa de hoje conversamos com a professora Cláudia Linhares Sales, professora titular do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre teoria dos grafos! Ao longo do programa vamos esclarecer o que é a Teoria dos Grafos, sua conexão com a computação, as aplicações (como o estudo de coloração) e também falamos sobre a história da professora Cláudia.
Quem nunca ouviu falar sobre o homem das cavernas?
As cavernas foram utilizadas pelo homem primitivo, como um ambiente seguro para moradia. Em tempos pré-históricos, esses lugares protegiam os nossos antepassados das intempéries e dos animais selvagens.
Com o fim das eras glaciais, o homem abandona as grutas e instala-se nos campos. Essas passam então, a servir de armazéns, lugares de culto ou túmulos funerários.
Só a partir da segunda metade do séc. XIX (19), as cavernas começam novamente, a ser alvo de visitas e explorações. Agora já não é a busca de proteção, mas sim a curiosidade, que faz o homem regressar a esses fascinantes lugares.
As primeiras expedições de carácter científico, eram motivadas pela Paleontologia, ciência que busca os vestígios do homem e dos animais pré-históricos. Crê-se que tenham sido os participantes dessas expedições, que mais tarde se agruparam e se tornaram os primeiros espeleólogos, aqueles que estudam as cavernas.
As cavernas hoje são estudadas por espeleólogos e os arqueólogos estudam as suas pinturas rupestres.
Hoje algumas cavernas tornaram-se um local turístico, como a Son Doong do Vietnã que possui 9 km de extensão, 200 m de largura e 150 m de altura, essa caverna vietnamita é considerada a maior do mundo. O local foi encontrado em 1991, mas só em 2009 foi devidamente explorado.
Atualmente no Brasil, existem mais de 6.000 cavernas cadastradas, catalogadas e mapeadas no país, mas estima-se que possa haver muito mais.
Os espeleologistas destacam os estados de Minas Gerais e São Paulo, pois ambos reúnem a maior e mais importante concentração de cavernas.
No Ceará, até 2018 foi registrado a existência de 217 cavernas. O Parque Nacional de Ubajara é responsável pela preservação e conservação de 11 (onze) Cavernas, onde a Gruta de Ubajara, é aberta à visitação.
No programa de hoje conversamos com o Professor e Doutor César Ulisses Vieira Veríssimo, professor titular do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre cavernas! Vamos falar sobre que são cavernas, suas características, qual a importância de se estudar cavernas atualmente, quais os riscos na exploração de uma caverna e também iremos falar sobre o trabalho do professor de mapeamento de cavernas no Ceará!
Como dizia Pitágoras “Os números governam o mundo”.
O homem, ao longo dos anos, utilizou a Matemática como ferramenta para facilitar a organização e a estruturação de processos, desde o ato de contar ovelhas em um campo, até o uso para calcular o diâmetro do Terra.
A matemática aplicada é uma área na qual se utiliza o conhecimento matemático em outros domínios do conhecimento humano. Tais aplicações incluem a probabilidade e estatística, a matemática voltada a engenharia, a computação, a matemática financeira, a modelagem, a simulação, entre outras.
Na computação, por exemplo, os primeiros cientistas dessa área eram matemáticos, que queriam mecanizar alguns processos de cálculos.
Nos últimos anos, uma área que utiliza a matemática aplicada, e que vem assumindo uma importância cada vez maior, como uma ferramenta de aquisição do conhecimento é a simulação computacional.
A simulação computacional, ou apenas simulação, consiste na utilização de certa técnicas matemáticas, empregadas em computadores, as quais permitem imitar o funcionamento de praticamente qualquer tipo de operação, ou processo no mundo real, ou seja, é o estudo do comportamento de sistemas reais através de modelos.
Quando pensamos em uma maquete de um prédio ou navio, estamos reproduzindo um objeto maior que se assemelhe em funcionamento, aparência, e resultados dentro de condições parecidas com as condições reais.
Assim, tudo que realmente aconteceria em diferentes situações a esse prédio ou navio, seria antecipado em uma imitação desses objetos. Isso chamamos de simulação.
No programa de hoje conversamos com o professor Michael Ferreira de Souza, Prof. do Departamento de Estatística e matemática aplicada da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre matemática aplicada! vamos conversar sobre o que são simulações, suas aplicações em diversas áreas, como a farmacêutica, e sobre o trabalho do professor com otimização. Um excelente programa para aprender mais sobre as inúmeras aplicações da matemática!
"As crianças nascem cientistas. Eles estão sempre virando pedras e arrancando pétalas de flores. Eles estão sempre fazendo coisas que em geral são destrutivas. Isso é o que tipo de exploração. Se você desmontar as coisas, saiba ou não como montá-las novamente. Isso é o que as crianças fazem. Um cientista adulto é uma criança que nunca cresceu. Isso é o que um cientista adulto faz. Então, eu não estou preocupado com crianças. As pessoas dizem: o que posso fazer para que meus filhos se interessem por ciências. Eles já estão interessados em ciência. Você é aquele que é o problema. Quase toda a minha energia profissional está focada em adultos porque eles são mais numerosos que crianças. Eles votam. Eles comandam o mundo. Eles detêm oportunidades. Crianças ficarão bem."
Esse é um trecho de um discurso do Neil deGrasse Tyson, astrofísico e um dos divulgadores científicos mais famosos da atualidade, sobre sua visão de que as crianças naturalmente nascem com um espirito de um cientista. Nesse programa conversamos com a professora e vice-diretora do Campus de Russas da Universidade Federal do Ceará (UFC) Aliny Abreu sobre o tema "Toda Criança é um Cientista" e, como a fala de Neil deGrasse Tyson, discutimos o talento que elas tem para a ciência e como o incentivo desse talento pode ser benéfico para as suas vidas e para a evolução da sociedade.
“Um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”. A famosa frase do astronauta Neil Armstrong, dita a 50 anos, ao desembarcar na Lua, representou o sucesso de um enorme esforço humano.
A corrida espacial travada entre Estados Unidos e União Soviética, que culminou na chegada da humanidade à lua em 20 de julho de 1969, é uma história bem conhecida de todos. E essa história não seria possível sem o desenvolvimento de uma das máquinas mais espetaculares já criadas pelo homem. O foguete.
No programa de hoje conversamos com o Professor Claus Wehmann, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre a história da corrida espacial, como é a exploração espacial atualmente e claro, como funciona um foguete, principal maquina para que tudo isso aconteça!
Quem nunca fez uma pesquisa na internet sobre um assunto, e depois ao abrir a sua conta nas redes sociais, observou anúncios e propagandas sobre o mesmo assunto?
Curioso não? mas esse é um fenômeno comum no nosso dia-a-dia que está associado ao famoso “algoritmo”. Um algoritmo nada mais é do que uma sequência de instruções para executar uma tarefa. Instruções que não deixam margem a dúvidas ou interpretações e que sempre levam aos mesmos resultados.
Neste Programa conversamos com a professora Ana Shirley Silva, do departamento de Matemática da Universidade Federal do Ceará (UFC), sobre o que são algoritmos e como eles estão presentes nas nossas vidas, uma boa conversa para esclarecer os questionamentos acerca desse tema que permeia o cotidiano!
Com o avanço da agricultura, o homem necessitava ferramentas que o auxiliassem nas diversas etapas do trabalho. Tarefas como a moagem de grãos e bombeamento de água... exigiam cada vez mais esforço braçal e animal. Isso levou ao desenvolvimento de uma forma primitiva de moinho de vento... que transformava a força do vento em energia mecânica. Com o avanço da rede elétrica, foram feitas no início do século XX (20), várias pesquisas para o aproveitamento da energia eólica na geração de energia elétrica.
Nesse programa conversamos com a professora Adryane Gorayeb, do departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceara (UFC), sobre a energia dos ventos, ou seja, a energia eólica, falamos sobre os impactos positivos e negativos que esse tipo de energia trouxe para o país e, mais especificamente, para o estado do Ceará, também falamos sobre a importante pesquisa da professora Gorayeb acerca desse tema que permeia bastante o nosso cotidiano, nesse período de debate das energias limpas em que vivemos.
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