Felipe Simão - Poesias

Felipe Simão - Poesias

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Felipe Simão - Poesias episodes

  • 36 - Tieta
    Se fosse de Tieta
    a mão da minha punheta,
    seria mais divinal que o afago da
    benção de Maria,
    porque Tieta é mulher de verdade
    que não se finge casta,
    nem faz duvidosa caridade,
    onde já se viu virgem com barriga?!
    E que mal há em sentir prazer,
    tanto em dar quanto receber?!
    Da bondade da puta se duvida,
    mas se aceita a mentira da Santa sem
    fazer intriga;
    para mim, basta!
    Prefiro Tieta e suas nádegas
    amostradas
    a uma virgem de conto de fadas
    1 min
  • 35 - Florípedes
    Quem foi que disse que o amor é só
    para dois,
    larga essa ideia feijão-com-arroz,
    e que venham três,
    e que venham seis,
    e que venha do além
    para dizer amém
    antes de dormir,
    deixa sentir o calor da paixão;
    o coração
    é uma porta por onde entram mais de
    um,
    e de um em um
    se faz do amor uma imensidão
    1 min
  • 34 - Feira de profissões
    Seu Dorival era joalheiro
    e só gostava de fazer anel,
    Seu Sandoval era vaqueiro
    e gostava de coçar a ponta do
    chapéu,
    Seu Percival era pedreiro
    e só erguia viga de arranha-céu
     
    Seu Prudêncio era carpinteiro
    e só colocava mão em pé de mesa,
    Seu Clarêncio era o seu parceiro,
    e ajudava com a despesa,
    Seu Juvêncio era marceneiro
    e também madrugava na empresa
     
    O filho de Seu Jurandir era
    empregado
    e passava o rodo na limpeza,
    o filho de Seu Ademir era advogado,
    e sempre tinha uma defesa,
    o filho de Seu Jair também era
    veado,
    mas não tinha certeza
    1 min
  • 33 - Bernardo
    Quer dizer que foi embaixo?
    Também de foi de frente?
    Foi de quatro?
    Foi de lado?
    Conte mais, Bernardo!
    Foi de boca,
    foi no cu,
    até em cima ela subiu?
    Ah Bernardo, puta que pariu,
    para cima de mim você quer jogar
    essa conversinha,
    aquela gordinha,
    eu sei que você dedou,
    inclusive queria ter desvisto essa
    lamentável cena;
    aliás, qual é o seu problema?!
    Sete horas da manhã, na aula de
    Química,
    é impossível ter química;
    enfim, o assunto se desviou,
    do que estávamos falando?
    Ah, sim, de você ser um comedor,
    Uhm… não dá,
    traidor
    pode até ser,
    porque você traiu todas as suas
    namoradas,
    mas você querer me dizer
    que aos quatorze anos você começou a
    foder,
    aí já é demais;
    o máximo que você fazia era dar uns
    beijinhos,
    e no meio desses carinhos,
    ela fazia uma vozinha de neném,
    e você ficava de saco roxo com essa
    merda,
    nem vem que não tem!
    depois, ela agachava para lhe
    mostrar a bundinha,
    mas nem a calcinha dela você viu,
    nesse seu papo muita gente caiu,
    só que eu conheço a parte não
    contada;
     
    Bernardo, pára!
    Por que você insiste nessa conversa
    fiada,
    você realmente quer me convencer ou
    é só piada?
    Ehhh, quase me esqueci, pode ser
    comédia,
    afinal você é um grande gozador, não
    é, Bernardo?
    Não se faça de desconversado, seu
    mentirosinho descarado,
    eu sei muito bem o que você fez no
    verão passado,
    explique para mim, Bernardo,
    que mancha era aquela na sua
    bermuda,
    quando você apertou o peito de Duda
    2 min
  • 32 - Calcinha azul
    Mesmo já tendo sido completamente
    sabatinada pela minha rola
    você se deixou ficar com essa
    'vergoinha' tola,
    fez toda uma pose,
    duas horas de cu-doce,
    segurando a vontade louca pelo meu
    caralho,
    me fez chegar atrasado no trabalho,
    enfrentando o rush pra sair da Zona
    Sul,
    e tudo isso só por causa duma
    calcinha azul
    1 min
  • 31 - Encasulados
    Mais apertados que no champanhe a
    rolha,
    nós dois enrolados em plástico
    bolha;
    teu fetiche maldito
    impede-me de te enfiar meu palito;
    puta que pariu!
    Meto parecendo um playmobile
    1 min
  • 30 - Embriagado de prazer
    Rompendo o momento de celebração,
    o estoque de bebidas vazio então,
    foi a criatura sozinha
    buscar o álcool de cozinha;
    inovação sensacional,
    sorvê-lo pela via anal
     
    No buraco da malícia,
    provada a etílica delícia,
    já de aflições cru,
    ébrio pelo cu;
    ao longo do corpo, formigamentos
    fazendo parcours,
    nas terminações uma festa,
    bêbado do calcanhar à testa
     
    Embriagado de prazer,
    calado já nem sabe o que dizer,
    dormente da cabeça ao pé,
    desconhece o que o mundo é
    1 min
  • 29 - Pesadelo Erótico
    Impera o caos hipnótico
    durante o pesadelo erótico,
    sensação indesejada,
    questão psicológica entabulada,
    não pode ser explicada,
    não é maldade,
    é pura insanidade;
    os olhos se abrem de supetão,
    assustados com o repudiado tesão
    1 min
  • 28 - Punheta
    Como é fácil bater uma punheta,
    parece maldição do capeta,
    o meu urologista,
    diz que isso me atrapalha,
    fogo de palha;
    embora seja especialista,
    sua crítica é sensacionalista,
    o doutor não sabe que o que me
    atrapalha é mulher,
    nenhuma me quer
    1 min
  • 27 - Bacalhau
    Ela me seduziu
    e por fim me iludiu;
    quando vi sua imagem deslumbrante,
    fez-se minha flauta retumbante,
    porém antes de fodê-la em prosa,
    veio ela me pedir toda dengosa,
    que eu ainda não a penetrasse,
    que antes a chupasse;
     
    Deparei-me com xota suntuosa,
    parecia-me deveras apetitosa,
    atendi ao chamado de prontidão,
    empenhei em minha língua demasiada
    animação,
    todavia, o que provei foi o fel da
    desilusão
     
    Aprendi que beleza
    não é sinônimo de limpeza;
    até hoje passo mal,
    quando me servem bacalhau!
    1 min

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