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Aprovado em 2017 e obrigatório em todas as redes estaduais até 2024, o novo ensino médio prevê um aprofundamento em eixos temáticos das áreas de exatas, biológicas ou humanas, a serem escolhidos pelos alunos. Como essas disciplinas são ofertadas e quando os alunos fazem a opção, varia estado para estado, que criaram seus próprios currículos de referência.
Há uma insegurança entre alunos de que o foco em algumas disciplinas deixe lacunas de aprendizado que podem prejudicá-los no Enem e na maioria dos vestibulares, que continuam exigindo as disciplinas tradicionais. O Ministério da Educação planeja alinhar o Enem ao novo ensino médio até 2024.
Em São Paulo, o podcast ouve professores da escola estadual Alexandre Von Humboldt, na zona oeste da capital, que, como muitas escolas do país, passa pela reforma da etapa enquanto tenta reparar os prejuízos da pandemia.
Também ouve uma professora de uma escola piloto em Porto Alegre (RS) que, apesar de entender que as mudanças trazem boas novidades, acha que seus alunos estão sendo prejudicados pela nova organização.
Os especialistas Fernando Cassio, professor de políticas educacionais na Universidade Federal do ABC; João Paulo Cêpa, gerente de Articulação e Advocacy do Movimento pela Base e Vitor de Ângelo, presidente do Consed, discutem se o novo ensino médio traz mudanças positivas para a escola pública e de que forma os erros percebidos ao longo do processo podem ser corrigidos.
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A Câmara dos Deputados aprovou no início de maio, por 264 votos e a favor e 144 contra, o texto-base da regulamentação do homeschooling, o ensino domiciliar, uma pauta ligada à base eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (PL) e promessa de campanha.
O projeto ainda deve passar pela aprovação no Senado antes de ser sancionado. Entidades do setor e especialistas afirmam que o tema não merecia a prioridade e urgência que recebeu e que há temas mais importantes a serem debatidos no momento.
Há também a crítica de que o ensino domiciliar não se iguala ao trabalho de um professor profissional, em constante formação, nem oferece a socialização e o ambiente de aprendizagem que a escola proporciona aos alunos.
Por outro lado, entre os defensores do projeto, a argumentação é de que essa prática já vinha ocorrendo em muitas famílias e era preciso regulamentar para garantir direitos às crianças.
O Folha na Sala desta semana entra nesse debate para explicar o que está garantido na lei do homeschooling e como essa discussão pode afetar a escola pública.
Para entender mais sobre o que é o projeto, conversamos com deputada relatora, Luisa Canziani (PSD-PR), a pesquisadora Maria Celi Chaves Vasconcelos, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e com as mães Mariane Bessa e Vanessa de Lima Fernandes Motta, que optaram por ensinar seus filhos em casa.
Ouvimos ainda o deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, Carlos Roberto Jamil Cury, e presidente da Undime, Luiz Miguel Martins Garcia.
Nos ajudou a contar a história por trás desse projeto o repórter da Folha em Brasilía Paulo Saldaña.
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O Folha na Sala debate os desafios da educação de jovens e adultos em um país onde 72 milhões de pessoas ainda não concluíram o ensino básico. Apesar de toda a demanda potencial, a EJA tem visto o número de matrículas e investimentos despencarem.
A destinação de recursos para a modalidade vem caindo quase ininterruptamente desde a década passada. Em 2012, foram R$ 1,8 bilhão, em 2020, foram apenas R$ 8 milhões.
A pandemia, que poderia ter aprofundado o fosso, fez a queda no número de matrículas perder velocidade. De 2019 a 2020, a EJA registrou uma diminuição de 8,3% nas matrículas. Ou seja, quando a pandemia começou, já havia 270 mil estudantes a menos nas salas de aula.
Em 2021, depois de um ano de ensino remoto, as matrículas caíram apenas 1,3%, o que representa cerca de 40 mil alunos a menos.
Na escola estadual Pedro Moreira Matos, em São Miguel Paulista, extremo leste de São Paulo, fomos conhecer um trio de amigos nordestinos que voltou a estudar durante a pandemia, pelas facilidades do ensino remoto, uma das explicações para esse fenômeno.
No interior de Minas Gerais, em Alfenas, conhecemos José Carlos Nogueira, um pedreiro que dividiu seu tempo entre a obra e os estudos e se formou graças à EJA. Hoje, ele volta às salas de aula da Educação de Jovens e Adultos, mas de uma forma diferente.
Ainda contribuem para a análise do futuro e desafios do EJA as professoras e pesquisadoras Maria Clara di Pierro, da Faculdade de Educação da USP; Maria Hermínia Lage Fernandes, da UFSC, e os professores Adenilson Cunha Jr, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, e Fernando Frochtengarten, diretor da EJA do colégio Santa Cruz.
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Após um de episódio de crise de ansiedade coletiva que afetou 26 jovens em uma escola em Recife (PE), a discussão sobre a saúde mental de alunos e professores veio à tona, mas o assunto já é um desafio da educação muito antes da pandemia.
Uma pesquisa da Nova Escola feita com 5 mil docentes em 2019 mostrou que 60% dos professores tinham sintomas de ansiedade e estresse. 87% dos entrevistados acreditavam que isso estava relacionado à profissão.
Uma outra pesquisa, da Universidade de Calgary, no Canadá, focou os alunos e avaliou estudos com mais de 80 mil participantes com até 18 anos de diversos países. O resultado foi que, durante a pandemia, uma em cada quatro crianças e adolescentes apresentou sinais clínicos de depressão. E uma em cada cinco teve sintomas de ansiedade.
Na Vila Prudente, na zona leste de São, conhecemos a escola estadual Américo de Moura, que desenvolveu um programa de acolhimento dos alunos que virou referência para o estado.
O programa ainda entrevista os especialistas Gustavo Estanislau, do Instituto Ame Sua Mente, e Guilherme Polanczyk, da Faculdade de Medicina da USP.
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O episódio desta semana debate quais são as principais dificuldades encontradas pelos professores em sala e como as redes estão se organizando para combater o analfabetismo dentro da escola.
Na pequena Itaoca (SP), no Alto Vale do Ribeira, uma experiência tenta casar atividades em oficinas fora das salas de aula com a formação de professores, que têm mais tempo para avaliar e repensar seus planos de aula. O município quer alfabetizar todas as crianças do ensino fundamental 1 até junho.
Em São Paulo, conhecemos a escola estadual A Hebraica, no Parque Savoy City, zona leste de São Paulo, que há mais de 20 anos criou um método de reforço de aprendizagem que agora foi replicado por toda a rede estadual.
E em Timon (MA), o secretário municipal de educação Samuel Rodrigues fala da importância da avaliação constante, que tem melhorado, pouco a pouco, o nível de aprendizado das suas escolas.
Os especialistas Tiago Bartholo, da UFRJ; Inês Kisil, do Instituto Ayrton Senna e Veveu Arruda, da Associação Bem Comum, debatem soluções e práticas que podem ajudar a conter os danos da pandemia e a urgência de se criar um plano.
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Se antes os esforços tentavam evitar que os jovens abandonassem os estudos ao entrar ou durante o ensino médio, agora as estatísticas apontam um aumento da evasão de crianças de 6 a 10 anos.
Um estudo do Unicef, de novembro de 2020, mostrou que naquele momento mais de 5 milhões de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos estavam fora da escola ou sem atividades escolares. Isso representa 13,9% dos estudantes brasileiros.
A tendência se confirmou em 2021 com a volta às aulas, dados da Pnad mostram que a taxa de evasão escolar para crianças de 5 a 9 anos, de 2019 até o terceiro trimestre de 2021, aumentou de 1,41% para 5,51%, um índice semelhante ao de 2006..
No Jardim Aeroporto, zona sul de São Paulo, o podcast encontra Elenice Soares das Neves, que roda o bairro atrás de crianças que não aparecem na escola, como parte de um programa de busca ativa da prefeitura.
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O episódio conta como foi o retorno às aulas em Euclides da Cunha, no sertão da Bahia. A cidade só reabriu as escolas municipais mais de 700 dias após o fechamento devido à pandemia de coronavírus, em março de 2020.
Professores e gestores contam como foi a preparação para a volta e quais problemas devem encontrar no retorno às salas.
Os especialistas Carol Campos, diretora executiva da consultoria Vozes da Educação, Guilherme Lichand, da Universidade de Zurique, Júlia Ribeiro, do Unicef, e o presidente da Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação), Luiz Miguel Garcia, discutem os motivos de o Brasil ter ficado com escolas fechadas por tanto tempo.
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No primeiro episódio da nova temporada do Folha na Sala, o podcast de educação da Folha aborda o desafio de professores e gestores para lidar com a pobreza e a fome em sala de aula.
Em um Brasil com cerca de 25% das crianças vivendo em lares cuja renda per capita é inferior a um quarto de salário mínimo e com o país de volta ao Mapa da Fome, a escola tem que lidar com desafios não só educacionais, mas também sociais.
Em São Paulo, professores e diretores de escolas em comunidades no Glicério e em Paraisópolis, contam suas experiências com a pobreza dentro da sala de aula e como têm contornado o problema.
O podcast ainda ouve os especialistas Marcelo Gomes, do Observatório das Metrópoles, Daniel Cara, da Faculdade de Educação da USP, e Vanda Mendes Ribeiro, do Instituto Jus para debater possíveis soluções para o problema.
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Após dois anos de abre e fecha nas escolas em razão da pandemia de Covid, professores e diretores encontram uma série de questões na volta às aulas, como perda de aprendizagem, evasão, fome e problemas de saúde mental.
Também há desafios de gestão, como orçamentos mais apertados com a crise econômica e a turbulenta cooperação entre as redes e governo federal.
Os jornalistas Ricardo Ampudia e Juliana Deodoro entrevistam especialistas e professores e contam a história de escolas que estão lidando com estes problemas.
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No último episódio da sua quarta temporada, o Folha na Sala discute quais são as tendências para o futuro da educação e como será a escola do futuro.
A educação se voltará exclusivamente para a tecnologia? Os professores poderão ser substituídos por robôs ou softwares? Quais serão os valores dessa nova escola?
Para responder a essas perguntas, o Folha na Sala entrevista o professor Paulo Blikstein, da Universidade de Columbia, o professor português José Pacheco, criador da escola da Ponte, e a futurista Rosa Alegria.
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Um podcast da Folha voltado a estudantes, pais, professores e a todos que se interessam por educação

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