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A fraternidade cristã começa como um abraço. Entre o Colosso de Rodes, a Estátua da Liberdade e o Cristo Redentor, aparece uma imagem muito brasileira da vida cristã: não apenas uma luz que orienta, mas braços abertos que acolhem. O Brasil tem essa vocação de receber, aproximar, conversar e criar clima de família, uma cultura de gentileza que São Josemaria percebeu com admiração ao chegar ao Rio de Janeiro. Mas esse dom natural precisa ser elevado pela graça: transformar simpatia em caridade, cordialidade em amor sobrenatural, convivência pacífica em verdadeira fraternidade.
São Josemaria viu no povo brasileiro uma “mãe grande, bela, fecunda, terna”, capaz de abrir os braços a todos. Ao mesmo tempo, ensinou que a caridade não é indiferença nem permissividade. Amar também significa querer o bem do outro, corrigir quando for preciso, ajudar a crescer e não aceitar a mediocridade como destino. A fraternidade cristã exige misericórdia, mas também coragem: sair do comodismo, sacrificar-se pelos outros, antecipar necessidades, servir mais na família, entre amigos, no trabalho e nos ambientes onde Deus nos colocou.
A visita de São Josemaria ao Brasil aparece como dom e tarefa. A chamada bênção patriarcal, com aquela imagem belíssima das areias das praias, das árvores das montanhas, das flores dos campos e dos grãos aromáticos do café, recorda uma fecundidade espiritual confiada ao nosso país. O “Dilatasti cor meum” aponta para corações dilatados, grandes, capazes de ir além das próprias fronteiras. “No Brasil e a partir do Brasil” se torna um chamado missionário: levar santidade, paz, alegria e trabalho, daqui para muitos lugares, inclusive para terras que um dia nos transmitiram a fé.
A fraternidade também precisa de leveza, simplicidade e esperança. O brasileiro tem essa capacidade quase teológica de rir quando poderia chorar: nas enchentes surgem vídeos de pesca e surfe, nas dores nascem sambas, cordéis e brincadeiras. Não se trata de alienação nem de fechar os olhos para injustiças, mas de não se desesperar, porque Cristo ressuscitou e tudo pode ser redimido. Em tempos de polarização, o espírito cristão pede ambientes mais leves, onde as pessoas se sintam queridas, compreendidas e acolhidas, mesmo com defeitos e opiniões diferentes. Que Nossa Senhora Aparecida ajude a fazer irromper nesta Terra da Santa Cruz esse vulcão de amor.
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Referências usadas na meditação:
By Padre Pedro WillemsensA fraternidade cristã começa como um abraço. Entre o Colosso de Rodes, a Estátua da Liberdade e o Cristo Redentor, aparece uma imagem muito brasileira da vida cristã: não apenas uma luz que orienta, mas braços abertos que acolhem. O Brasil tem essa vocação de receber, aproximar, conversar e criar clima de família, uma cultura de gentileza que São Josemaria percebeu com admiração ao chegar ao Rio de Janeiro. Mas esse dom natural precisa ser elevado pela graça: transformar simpatia em caridade, cordialidade em amor sobrenatural, convivência pacífica em verdadeira fraternidade.
São Josemaria viu no povo brasileiro uma “mãe grande, bela, fecunda, terna”, capaz de abrir os braços a todos. Ao mesmo tempo, ensinou que a caridade não é indiferença nem permissividade. Amar também significa querer o bem do outro, corrigir quando for preciso, ajudar a crescer e não aceitar a mediocridade como destino. A fraternidade cristã exige misericórdia, mas também coragem: sair do comodismo, sacrificar-se pelos outros, antecipar necessidades, servir mais na família, entre amigos, no trabalho e nos ambientes onde Deus nos colocou.
A visita de São Josemaria ao Brasil aparece como dom e tarefa. A chamada bênção patriarcal, com aquela imagem belíssima das areias das praias, das árvores das montanhas, das flores dos campos e dos grãos aromáticos do café, recorda uma fecundidade espiritual confiada ao nosso país. O “Dilatasti cor meum” aponta para corações dilatados, grandes, capazes de ir além das próprias fronteiras. “No Brasil e a partir do Brasil” se torna um chamado missionário: levar santidade, paz, alegria e trabalho, daqui para muitos lugares, inclusive para terras que um dia nos transmitiram a fé.
A fraternidade também precisa de leveza, simplicidade e esperança. O brasileiro tem essa capacidade quase teológica de rir quando poderia chorar: nas enchentes surgem vídeos de pesca e surfe, nas dores nascem sambas, cordéis e brincadeiras. Não se trata de alienação nem de fechar os olhos para injustiças, mas de não se desesperar, porque Cristo ressuscitou e tudo pode ser redimido. Em tempos de polarização, o espírito cristão pede ambientes mais leves, onde as pessoas se sintam queridas, compreendidas e acolhidas, mesmo com defeitos e opiniões diferentes. Que Nossa Senhora Aparecida ajude a fazer irromper nesta Terra da Santa Cruz esse vulcão de amor.
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