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Neste episódio comemorativo dos 5 anos do Fronteiras no Tempo damos início a uma série sobre a Era Vargas, que durou de 1930 a 1945. Nesta primeira parte falaremos sobre os momentos iniciais do período, especificamente da Revolução de 1930. Naquele ano, foi deposto o presidente e tomou posse o candidato que havia sido derrotado, Getúlio Vargas. Diversos fatores precedentes contribuíram para que este movimento fosse vitorioso e desse início a um dos períodos mais expressivos na constituição da nossa identidade, da nossa economia, e até mesmo da nossa cultura política, dentre outras grandes transformações.
Neste episódio:
Descubra por que os militares estavam descontentes com os rumos da República e como alguns de seus membros demonstraram essa insatisfação; entenda como se organizavam os acordos políticos para as eleições presidenciais e como isso se quebrou a partir do governo de Washington Luiz; reflita conosco acerca das informações sobre a campanha e os resultados das eleições para presidente de março de 1930; surpreenda-se com os casos (e acasos) que culminaram no movimento armado que depôs o presidente e instalou um governo provisório.
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Expediente Produção Geral e Hosts: C. A e Beraba, Recordar é Viver: Willian Spengler. Vitrine: Augusto Carvalho, Edição: Talk’nCast
Material Complementar
Livros, capítulos e artigos
CANDIDO, Antonio. A revolução de 1930 e a cultura. Novos estudos CEBRAP, v. 2, n. 4, p. 27-35, 1984.
CARONE, Edgar. A República Velha no Brasil II (evolução política). São Paulo: Difusão Europeia do livro, 1971
CARVALHO, José Murilo de. Formação das almas. São Paulo: Cia das Letras, 1990
FAUSTO, Boris. A revolução de 1930: história e historiografia. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
FERREIRA, Marieta de Moraes; PINTO, Surama Conde Sá. A crise dos anos 1920 e a Revolução de 1930. FERREIRA, Jorge e DELGADO, Lucília de Almeida Neves. (org.). O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo oligárquico. 3.ed. São Paulo: Civilização Brasileira, 2008, p. 387, 1930.
LANNA JÚNIOR, Mario Cléber Martins. Tenentismo e crises políticas na Primeira República. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilla de Almeida Neves (org.). O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo oligárquico. 3.ed. São Paulo: Civilização Brasileira, 2008, p.313-350
LOVE, Joseph LeRoy. O regionalismo gaúcho e as origens da Revolução de 1930. São Paulo: Perspectiva, 1975.
MENDONÇA, Sônia Regina de. Estado e sociedade: a consolidação da república oligárquica. IN: LINHARES, M. Y. (org.). História Geral do Brasil: Rio de Janeiro: Campus, 1990.
PAIXÃO, Cristiano. Direito, política, autoritarismo e democracia no Brasil: da Revolução de 30 à promulgação da Constituição da República de 1988. Araucaria, v. 13, n. 26, 2011.
PANDOLFI, Dulce Chaves. Os anos 1930: as incertezas do regime. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. O Brasil Republicano, vol. 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.
SKIDMORE, Thomas E. Brasil : de Getúlio a Castello (1930-64). São Paulo: Companhia das Letras, 2010
VERISSIMO, Erico. Incidente em Antares. 54.ed. São Paulo: Globo, 2001.
Vídeos
Luis Carlos Prestes no Programa Jô Soares onze e meia
Roda Viva com Luiz Carlos Prestes em 1986
Revolução de 30 – Histórias do Brasil – TV Senado
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Alexandre Strapação Guedes Vianna, Alexsandro de Souza Junior, Anderson O Garcia, Andre Trapani Costa Possignolo, Andréa Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Artur Henrique de Andrade Cornejo, Caio César Damasceno da Silva, Caio Sérgio Damasceno da Silva, Carlos Alberto de Souza Palmezani, Carlos Alberto Jr., Carolina Pereira Lyon, Cláudia Bovo, Eani Marculino de Moura, Eduardo Saavedra Losada Lopes, Ettore Riter, Felipe Augusto Roza, Felipe Sousa Santana, Flavio Henrique Dias Saldanha, Henry Schaefer, Iago Mardones, Iara Grisi, Jonatas Pinto Lima, João Gentil de Galiza, José Carlos dos Santos, Leticia Duarte Hartmann, Manuel Macias, Marcos Sorrilha, Mayara Araujo dos Reis, Moises Antiqueira, Paulo Henrique de Nunzio, Rafael Alves de Oliveira, Rafael Igino Serafim, Rafael Machado Saldanha, Raphael Almeida, Raul Landim Borges, Renata Sanches, Rodrigo Raupp, Rodrigo Vieira Pimentel, Rubens Lima, Sr. Pinto, Tiago Gonçalves, Wagner de Andrade Alves, Willian Scaquett, Willian Spengler, Yuri Morales e 2 padrinhos anônimosSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No décimo primeiro episódio da segunda temporada do Historicidade, o programa de entrevista do Fronteiras no Tempo: um podcast de história, recebemos o professor doutor Fábio Frizzo (UFTM) para bater um papo sobre Ensino de História Antiga.
Neste episódio buscamos responder à uma questão fundamental: para que serve ensinar/aprender História Antiga no Brasil? Desde que começaram os debates sobre as primeiras versões da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a comunidade de historiadores tem sido instigada a refletir sobre o porquê e como estudar história nos ensinos fundamental e médio. No caso dos conteúdos de História Antiga, houve mudanças drásticas e o professor Fábio pôde nos mostrar as implicações que estas podem ter na forma como compreendemos o mundo presente. Segundo o entrevistado, estudar história em geral, e história antiga em especial, tem o potencial de desnaturalizar o presente, mostrando que a humanidade já construiu e constrói muitas formas diferentes de vida em sociedade. Venham conosco refletir também sobre o que podemos (e certamente devemos) aprender com os nossos antepassados que viveram há milhares de anos.
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Indicações de Referências sobre o tema abordado
BARNABÉ, L. “De olho no Presente: História Antiga e Livros Didáticos no século XXI”. Opsis. v. 14, n. 2. jul.-dez., 2014, p. 114-132.
DEGAN, A. e BOVO, C. “As temporalidades recuadas e sua contribuição para a aprendizagem histórica: o espaço como fonte para a História Antiga e Medieval”. Revista História Hoje. v. 6, n. 12, 2017, p. 55-76.
GUARINELLO, Norberto. “Uma morfologia da História: as formas da História Antiga”. Politeia: História e Sociedade. v.3, n.1, 2003, p.41-61
SILVA, U. “Uma Antiguidade Fora do Lugar?”. Mare Nostrum. n. 8, 2017. p.1-12
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Arte da vitrine: Augusto Carvalho; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Marcelo Beraba
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No décimo episódio da segunda temporada do Historicidade, o programa de entrevista do Fronteiras no Tempo: um podcast de história, recebemos o professor doutor Rogério Rosa Rodrigues (UDESC) para bater um papo sobre a Guerra do Contestado.
Conversamos sobre as pesquisas do professor Rogério e as suas interpretações a respeito da guerra do Contestado, que ocorreu na região entre os Estados do Paraná e Santa Catarina entre 1912 e 1916, envolvendo agentes públicos e o Exército contra grupos de sertanejos moradores da região motivados por anseios de justiça e acesso à terra misturados com messianismo. O povo na nossa história, especialmente quando se revolta, nem sempre foi bem representado, muitas vezes tratados como “obstáculos” ao desenvolvimento. É preciso rever estas histórias buscando desmistificar as atuações dos grupos populares na defesa de seus desejos e visões de mundo. Mais de cem anos após os eventos principais, esta guerra ainda é muito presente para a população da região do conflito e seu estudo é crucial para a compreensão de outros aspectos da cultura, sociedade e política brasileiras nos anos iniciais do período republicano.
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Produção
RODRIGUES, Rogério Rosa. Nas árvores, entre oficiais e em famílias: a fotografia e o desejo de entrar para a história. In: Angela Alonso, Heloísa Espada. (Org.). Conflitos: fotografia e violência política no Brasil: 1889-1964. 1ed.São Paulo: IMS, 2017, v. 1, p. 117-133.
RODRIGUES, Rogério Rosa. Nas águas do esquecimento. O movimento do Contestado e o dever de memória. In: Priori, Angelo; Gruner, Clóvis Mendes. (Org.). Contestado: 100 anos de uma guerra sem fim. Curitiba: ANPUH-PR, 2016.
RODRIGUES, Rogério Rosa. Estilhaços da violência: a Guerra do Contestado e a memória oficial. Revista Contemporânea, v. 1, p. 1-25, 2015.
RODRIGUES, Rogério Rosa. Animatógrafo da guerra: Canudos e Contestado e a fotografia militar no Brasil. BOLETIM DO MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI. CIÊNCIAS HUMANAS, v. 9, p. 383-401, 2014.
RODRIGUES, Rogério Rosa. Imagens cruzadas: exército e sertão na Primeira República. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro , v. 19, n. 4, p. 1301-1317, Dec. 2012 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702012000400011&lng=en&nrm=iso>. access on 02 July 2019. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702012000400011.
O Contestado encenado por Hassis ou a arte de antecipar o que a história não iluminou. In: TOMPOROSKI, Alexandre Assis; ESPIG, Márcia Janete. (Org.). Tempos de muito pasto e pouco rastro. 1ed.São Paulo: LiberArs, 2018, v. 1, p. 17-30
Indicações de Referências sobre o tema abordado
MACHADO, Paulo Pinheiro. Lideranças do Contestado. Campinas/SP: Ed. Unicamp
ESPIG, Márcia Janete. Personagens do Contestado. Os turmeiros da estrada de ferro São Paulo – Rio Grande (1908-1915). Pelotas/RS: UFPEL, 2011.
KARSBURG, Alexandre. O eremita das Américas: a odisseia de um peregrino italiano no século XIX. Santa Maria: Editora UFSM, 2014.
RODRIGUES, R. R.; VALENTINI, D. J. (Org.) . Contestado: fronteiras, colonização e conflitos (1912-1916). 1. ed. Chapecó/SC: Letra&Vida, 2015.
TOMPOROSKI, Alexandre Assis; ESPIG, Márcia Janete. (Org.). Tempos de muito pasto e pouco rastro. 1ed.São Paulo: LiberArs, 2018, v. 1, p. 17-30
Dois documentários importantes
Terra Cabocla. Direção Márcia Paraíso. [Youtube – parte 1] [Plural Filmes]
TV Senado -Esquecida pela história, Guerra do Contestado terminou há 100 anos https://www.youtube.com/watch?v=clz3NhqPUf0
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Orgulhosamente apresentamos aos nossos ouvintes o Crossover entre o Fronteiras no Tempo e o podcast de cinema MeiaEntradaCast!
No MeiaEntradaCast de hoje, Renan Fileto, Marcelo Silva (Fronteiras no Tempo) e Cesar Agenor (Fronteiras no Tempo e Scicast) retiram suas máscaras e se reúnem para discutem um ESPETACULAR documentário: The Mask You Live In, um excelente filme para debatermos o efeito do machismo na formação dos homens.
Que o machismo é um tema importante, disso ninguém pode duvidar. Vários trabalhos, sobretudo relacionados aos debates feministas, trazem provas e argumentos que mostram a necessidade de se repensar as relações entre homens e mulheres. Porém, a discussão sobre as masculinidades (sim, no plural) e sua simbiose com o machismo é tema de igual importância, porém bem mais recente. Nesse sentido, “The Mask You Live In” é uma excelente ferramenta para suscitar o debate.
Todo homo sapiens do sexo masculino já ouviu as seguintes frases: “homem não chora”, “homem de verdade não faz isso ou aquilo”, “você tem que ser macho para ser respeitado”, etc. Todas são frases bem comuns. E todas são invariavelmente tóxicas e opressoras. Na linha de pensamento dessas frases, só existe um tipo certo de homem e toda variação é considerada errada. Ah, e qualquer aproximação de algo dito “feminino” é fortemente desencorajada.
No documentário, vemos diversos depoimentos de pessoas que sofreram com frases desse tipo, mas que, com muita força e persistência, foram vencendo a barreira da norma. Afinal, existem homenS. No plural. E, até mesmo por conta disso, existem masculinidadeS. Também no plural. E tá tudo bem. Sempre esteve e sempre estará, não é mesmo?
Vem com a gente que o debate está excelente!
Venha para o programa e se prepare para saber: 1) porque o machismo também afeta os homens 2) quais são nossas histórias com o tema 3) e porque você DEVE assistir The Mask You Live In (tem na Netflix!).
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Os historiadores C. A. e Beraba, junto com o Estagiário Rodolfo e Willian Spengler, exploram temas sobre o passado humano. A intenção é aproximar o público que gosta de História com a maneira como o conhecimento histórico é pensado e construído. Isso tudo de forma leve e descontraída.
Atualmente, contamos com três atrações: