Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Discriminação não!!!

    A discriminação racial é tema deste comentário de Gilson Aguiar.

    Ele fala sobre o sistema carcerário brasileiro, uma expressão do preconceito. Também lembra do Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial.

    6 min
  • A escola na UTI e aluno se finge de morto

    É manhã, a mãe acorda, prepara o café para a família. Hora

    de todos irem ao compromisso do dia, seja o trabalho ou a escola. Entre os que
    tinham que despertar e estar atento a mesa era o filho da família, de oito
    anos.

    A mãe vai ao quarto da criança, tenta acordá-lo, mas ele não

    responde. A mãe se apavora, o filho parece estar desmaiado, mas ela não sabe o
    que está realmente acontecendo. Pode ser algo grave? Como saber? Desesperada
    ela chama o SAMU.

    A emergência chega, atende o garoto e logo detecta que é

    fingimento. Isso mesmo, o menino simulou um desmaio para não ir a aula.
    Incrível não?

    A cena é cômica? Sim, por um lado. Por outro desperta o lado

    trágico. A mobilização de uma equipe de emergência que poderia estar atendendo
    outro chamado. A mãe, desesperada, preocupada com o filho. Todos enganados.

    Mas, há mais engano por aí. O de uma sociedade que tem na

    escola um castigo. Um lugar detestável ao ponto de uma criança simular estar
    passando mal para não cumprir o destino diário.

    A educação não faz bem para o garoto. E ele não é um caso

    isolado.

    Você já imaginou quantos que estão vivendo o mesmo dilema.

    Na “cabeça” de quantas crianças já passou a vontade de fingir-se de morto para
    não ter que ir para a escola? A lista é grande.

    O bastante para demonstrar que há algo de errado na escola e

    na vida das pessoas em relação ao conhecimento. Educação é castigo? O imediato
    é o mais importante? O agora ganhou conotações de relevância porque o conhecimento
    perdeu sentido com a realidade.

    Logo, a criança finge ficar doente para não ter que estudar,

    ir à escola. A ambulância do SAMU atende ao caso que é um alarme falso.
    Contudo, a situação da educação brasileira precisa de um Serviço de Atendimento
    Móvel de Urgência.

    Tem alguém morrendo sim, e é a educação, a importância da

    ciência e a perda de consciência.

    3 min
  • Elas são mais produtivas

    Elas ainda são poucas na alta gestão, mas fazem toda a diferença. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa mostra que as mulheres são apenas 17,5% dos gestores executivos das empresas de capital aberto, ou seja, das grandes empresas na bolsa de valores.

    Considera pouco? Olha que os números estão melhorando. Elas já foram 12,8% em 2021 e 14,3% em 2022.

    O levantamento foi feito com 389 empresas de capital aberto.

    Outras curiosidades da pesquisa é que a maioria delas são administradoras de empresas, 20,3%, advogadas, 15,9% e Economistas, 14,1%.

    Das empresas pesquisadas, 17,5% não tem nenhuma mulher na gestão. O que demonstra que ainda há resistência em nomear elas para os cargos de liderança. Porém, por dedução óbvia, a grande maioria das empresas tem uma gestora executiva em seu quadro.

    O curioso é que as empresas que contam com mulheres por exemplo em seu conselho administrativo tendem a ter um desempenho melhor, mais lucratividade e valorização do capital.

    A diversidade já é um fator comprovado de melhor desempenho no mundo corporativo.

    Um outro detalhe, é que a maioria das gestoras administrativas tem entre 53 e 57 anos. Elas têm experiência e maturidade no mercado.

    A qualificação das mulheres em busca de atingirem os cargos de gestão deve ser impulsionado desde sua formação. Devemos ter claro que o sucesso profissional e o potencial de liderança pode ser construídos ao longo da formação das pessoas. Elas precisam ser estimuladas desde cedo, na vida doméstica, a acreditarem e confiarem que a gestão é, também, o seu lugar.

    Produtividade nas empresas

    A questão das mulheres tem mais espaço na liderança das empresas não é somente uma questão de igualdade de gênero. Vai além e muito mais. Toca no ponto que as empresas e empresários mais gostam, lucratividade.

    Empresas que têm a diversidade como realidade tendem a ter uma produtividade de até 20 a mais. A afirmação é do relatório “Mulheres nos Negócios e na Gerência”, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), instituição ligada a Organização das Nações Unidas (ONU).

    O levantamento foi feito com mais de 70 mil empresas em 13 países, incluindo o Brasil. Mostrando que as empresas que tem a presença da diversidade, incluindo a questão da mulher, melhoram a reputação em 57%.

    Sim, uma boa imagem da empresa atrai investidores, consumidores, parceiros e talentos. Há um aumento da procura por estas empresas em média de 10 a 15%. As pessoas gostam de se associar a estas empresas.

    Contudo, e sempre é bom lembrar, a média de participação das mulheres na gestão das empresas, segundo o relatório da OIT, é de 30%. Bem diferente do que nós falamos, lá em cima, que no Brasil é de 15,2%., ou seja, metade.

    A questão da diversidade não é uma inovação. Não deve ser encarada como estratégia de negócios. É sim, condição básica das empresas existirem.

    3 min
  • Esta história de "geração" é "papo furado"

    As instituições de ensino superior estão tendo alunos mais velhos. Os que tem mais de 40 anos representam 12,8% das matrículas. O crescimento foi de quase 105% (104,9). O que demonstra que as pessoas estão mudando sua carreira profissional mesmo que já tenham construído uma em boa parte da vida.

    Os fatores que levam a este aumento são contraditórios, mas tem na educação, na qualificação, uma saída.

    Em primeiro lugar a pandemia encerrou o empreendimento de muitas pessoas. O que transformou a necessidade de se construir uma nova carreira uma urgência. A busca de uma qualificação superior foi a saída.

    Outro fator foi a vontade de realizar um desejo de mudança que o tempo sempre foi um limitador. Aos poucos as pessoas estão perdendo o “tabu” de que a idade impede de se refazer o caminho, reinventar.

    Quando estes dois fatores se associam, as coisas tendem a ficar melhor. A necessidade de mudança e o desejo de mudar. Se um não vier acompanhado do outro a possibilidade de desistência de um novo projeto de vida é grande.

    Os números dos matriculados com mais de 40 em uma graduação deve crescer. Quanto mais eles são dentro das salas de aula, colaboram decisivamente para que os jovens reconsiderem ou repense o seu futuro. Isso mesmo, ver pessoas com mais idade se reinventando e mudando ao longo do tempo faz quem está começando a ser mais tolerante com os erros.

    Os jovens vivem hoje uma pressão muito grande de terem que responder rapidamente ao mercado. São bombardeados de que devem fazer a escolha certa. Não projetam o presente pensando nos desdobramentos futuros.

    Agora, se aumentarem o número de pessoas com mais idade ao seu lado e fazendo uma mesma escolha que eles, isso pode gerar confiança e compreenderem que nada é para sempre, não se tem que acertar de primeira, e haverá uma possibilidade de mudança.

    Logo, todos temos que comemorar os mais velhos nas salas de aula com os mais novos. Vamos romper muito desta barreira da idade. Parar de dividir gerações em Y, Z ou Baby Boomers, seja lá o que for.

    Estamos aqui e agora, e o futuro será o que fizermos e refizermos ao longo do tempo, sem medo de errar ou mudar o caminho e a estratégia.

    3 min
  • O futuro é dos velhos

    Há idade para alguém querer iniciar uma faculdade? Qual a sua opinião?

    Você considera que o mundo é dos jovens, faculdade é para a moçada e uma graduação não deve ser pensado para quem tem mais de 40 ou 50 anos?

    Uma aluna do primeiro semestre de Biomedicina em Bauru, no interior de São Paulo, tem 44 anos e foi ironizada por “colegas de curso”.

    Claro, a maioria dos alunos do curso de Biomedicina se solidarizaram com Patrícia Linares. Que antes de cursar a faculdade foi comerciante. Teve sua empresa fechada, com tantas outras, no auge da Pandemia.

    Mas, a discriminação existe. E em vídeo gravado, duas alunas ironizam a idade da estudante e afirmam de forma chocosa que ela deveria ter a matrícula trancada, que ter mais de 40 anos e fazer um curso superior. Segundo quem ironizou, ela, aluna com mais de 40, deveria estar aposentada.

    Você deve estar considerando óbvio que o fato é algo isolado. Na maioria das vezes, ambientes de formação superior, ou mesmo profissional, as pessoas com mais idade são tratadas com respeito e como iguais. As coisas não são bem assim.

    Há uma discriminação declarada e velada em relação as pessoas de mais idade.

    Ironicamente, o país nunca foi tão velho como agora e tem a maioria das pessoas com mais de trinta anos, são 56,1% da população. Os que tem mais de quarenta anos, são 40% dos brasileiros. E eles estão ativos. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Mas, por que temos a idolatria da juventude?

    O desejo da juventude eterna é lenda e nunca fato. Todos vão envelhecer. Voltando a falar dos números do IBGE, nos próximos 20 anos, os com mais de 60 anos serão 25% da população.

    Envelhecer faz parte da regra e é importante que a sociedade se adapte a isso. O futuro não é dos jovens e sim dos mais velhos. Eles serão fundamentais em todas as atividades sociais. Eles devem ocupar cada vez mais espaços também nas instituições de ensino superior.

    Sempre bom lembrar que se vai viver cada vez mais. A perspectiva de vida no Brasil está crescendo. E deve aumentar nas próximas décadas. Hoje é 77 anos.

    Há o melhor e o pior de se viver muito. Depende de como se vai chegar lá. Hoje, os que tratam com preconceito os mais velhos chegarão lá. Serão chatos e sem educação. Neste caso, quem suporta alguém assim e para que viver tanto?

    3 min
  • Estados e empresas escondem a violência

    Ninguém toma uma atitude assertiva sem ter informação. Esse papo de “senso comum” enche o saco.

    Quando vamos discutir temas relevantes a sociedade, saber do que se está falando é fundamental. Hoje, as pessoas abandonam a estatística, os fatos observados, investigados e fundamentados, preferem o “achômetro”.

    O Brasil pena com a desinformação. E fique surpreso, os Estados acabam sendo grandes responsáveis por isso.

    O Distrito Federal e 18 estados não forneceram os dados sobre a violência contra a mulher que são um direito do cidadão pela Leia de Acesso a Informação (LAI).

    Os dados fazem parte do mapeamento do Observatório da Mulher Contra a Violência, do Senado Federal e também da empresa social Gênero Humano e do Instituto Avon.

    Fora isso, interessa muito a população ter uma dimensão o mais precisa possível sobre o tema. Condição fundamental para se fazer uma política integrada, respaldada por medidas do Congresso Nacional e do Poder Executivo.

    Sem dados não há ação.

    Entre os estados que entregaram os dados parcialmente está o Paraná. Contudo, a Agência Brasil, que fez a denúncia, não houve resposta dos Estados sobre a falha na informação ou a negativo no envio dos dados.

    Se queremos resolver as questões que envolvem o país, temos que ter um levantamento preciso de informações. Os números do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são fundamentais.

    Há vezes, me parece, que as pessoas têm medo da verdade. Governos temem a exposição de dados. Há um comportamento combinado e de convergência para que números de violência não venham à tona. E quanto eles vêm, são distorcidos.

    Por exemplo, percebe-se isso nas empresas. Um local pequeno, onde a condição da mulher está exposta diariamente com seus colegas de trabalho. Veja que incrível, há uma resistência no levantamento de dados sobre as condições destas mulheres na vida pessoal e profissional.

    Não se pode esquecer o quanto a violência interfere na carreira e no desempenho das profissionais.

    Mas, se tem medo da verdade. A pergunta é, POR QUÊ?

    2 min
  • O que sai da torneira?

    Claro que ninguém quer matar a sede tomando um veneno. Seria um absurdo, a não ser que você faça isso por engano. E, pode acontecer se levar em conta o Mapa da Água, levantamento feito pelo Ministério da Saúde através do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Seres Humanos (Sisagua) dá a dimensão do risco.

    A pesquisa realizada entre 2018 e 2020, mostra que 763 municípios do país têm algum tipo de substância química ou radioativa na água. Resumindo, você pode estar se contaminando ao tomar a água que sai da torneira em uma de quadro cidades pesquisadas.

    Os sintomas podem ser os mais variados, uma diarreia, vômito, mal-estar e até algo coisa mais sério. Tudo depende do que está na composição da água que atende a população de 25% das cidades do país.

    Então, como é que isso acontece? Bem, diria que esta condição da água não é uma questão de não reparar no que você está tomando ou usando. Considero que desconhecer como as coisas são feitas, como elas chegaram até você é algo comum em nossa vida. A gente não sabe de como estão as condições daquilo que consumimos e usamos diariamente.

    Nós não sabemos se o motorista do ônibus que pegamos dormiu direito, também não temos a menor noção se a revisão no avião está em dia, acreditamos que sim, apreciamos a viagem pela janela. O cabeamento de energia dos lugares que frequentamos, não sabemos. Apenas, como falei, confiamos que tudo vai bem.

    No caso da água que corre pelo encanamento até nos atender diariamente a lógica é a mesma. Somos pouco atentos aos serviços que nos são prestados. Sejam eles públicos ou privados.

    Muitos destes serviços estão em áreas vitais, envolvem muitas pessoas, a falha ou contaminação do sistema gera em cadeia de consequências para muitos e por vezes trágicas.

    Há responsáveis e há aqueles que devem ser responsabilizados. Há um poder público que precisa agir preventivamente. Tem que se ter mecanismos de denuncia que sejam eficientes. Temos que cobrar mais ação de prevenção do que de remediação.

    As tragédias são anunciadas, geralmente. Há indícios, tem quem alerte, e todos agem de forma desatenta, propositalmente ou não. Sempre existem fiscalizações que já apontavam o risco.

    Por isso, nem sempre estamos seguros onde consideramos impossível de algo acontecer. Temos que ficar atentos e não tensos nos atos mais simples. Entre eles, a hora em que você abre a torneira e acabar se contaminando. Por isso, fique mais atento e cobre de quem deve o comportamento de fiscalizar e evitar que o risco silencioso vire um problema generalizado.

    3 min
  • Felicidade na "caixinha" de remédios

    Esta mania de perseguir a felicidade cansa. Agora, há uma linha de pesquisa da Universidade do Rio de Janeiro que criou uma linha de pesquisa com o título: Felicidade e Ambiente de Trabalho.

    O grupo de pesquisadores que defende linha de pesquisa considera que é preciso levar em conta o poder econômico para se medir a felicidade. O que, segundo, Chrystina Barros, uma das pesquisadoras e responsável pela defesa da linha de pesquisa. A felicidade é fruto de sensações provocadas por reações químicas, logo, situações provocam esta condição.

    Esta sensação está ligada a possibilidades que a vida pode gerar com condição financeira para poder promover a sensação de felicidade. Alimentação, moradia, educação, segurança são algumas das condições que promovem a sensação química da felicidade.

    O debate sobre a felicidade já foi tema de um clássico da literatura mundial, “O admirável mundo novo”, de Aldous Huxley. Na obra futurista, ele falava sobre a necessidade das pessoas, com suas vidas organizadas, tomarem somo, um composto da excitação. Uma forma de rebater os dissabores da vida.

    Qual a diferença entre as drogas que se busca abrigo contra a depressão ou a sensação de frustração. Não é uma forma de se ter a sensação da felicidade? Estamos desesperados por uma saída contra o mal do século, a ansiedade, a depressão, os riscos que nossa vida traz.

    A busca de uma saída química só dá a dimensão de nosso desespero. Talvez, se buscássemos mais o entendimento do que a vida humana em sociedade e como ela se dá. Os conflitos que construímos e que nos levam a depressão. Entendêssemos as conflituosas relações de trabalho, teríamos uma vida com saídas mais humanas e menos dependente de produtos químicos.

    3 min
  • Falsos deuses do dia a dia

    Os seres humanos têm uma tendência de criar tudo a sua imagem e semelhança. Por isso, sempre se sentiram felizes em considera que Deus os fez desta forma. Porém, podemos estar equivocados.

    Vá que o Universo, esta coisa da qual não conhecemos nem 5% e não temos dimensão de sua proporção e mistérios, um dia venha nos destituir desta mania de achar que somos o centro de todas as coisas. Que somos os “queridinhos” da história. Vai que não?

    Quando Copérnico descobriu que a terra não estava no centro do Universo e muito menos que o Sol girava em torno dela, deu um tombo no Geocentrismo e Egocentrismo da cristandade europeia. Uma dolorosa lição que agora os alucinados da atualidade desejam retomar. Somos um grão de areia no Universo.

    Spinoza, o pensador holandês do Século XVII, talvez o mais profundo pensador cristão sobre a ética, considerava que Deus não é uma entidade na forma de um homem, do século masculino, sentado em um trono impondo-se através de ordens a mudando o destino de todas as coisas.

    Spinoza considerava que Deus é o Universo em toda a sua expressão e inteligência. É a regra determinante da existência na qual todos estamos inseridos, inclusive os seres humanos. Ou seja, não somos melhores que ninguém. Apenas fazemos parte da totalidade lógica que nos dá sentido.

    Sempre é bom começar a semana pensando que talvez não sejamos tão importantes ao ponto de nos impormos sobre os outros e desejarmos que a verdade esteja em nós. Há mais complexidade nesta vida e nossa visão é precária deste mundo que nos cerca. Uma boa dose de humildade não faz mal a ninguém.

    Porém, sempre é bom lembrar, não confunda ser humilde com se humilhar. Humildade e humilhação são coisas bem diferentes. E olhe que coisa engraçada, a diferença entre humildade e humilhação é uma diferença tênue. Enquanto a humildade nos lembra da falta de soberba, a humilhação nos leva a perder a dignidade.

    Tem muita gente sendo humilhada por aí, por pessoas muito pouco humildes.

    Segundo dados do Superior Tribunal do Trabalho (TST), mais de 52 mil casos de assédio moral foram ajuizados em 2021. Tem muito chefe abusando por aí, humilhando.

    Pesquisa feita pela Vagas Profissões, 52% dos profissionais já sofreram algum tipo de agressão no ambiente de trabalho. As mulheres são a maioria, 51,9%. E o maior assediador são os chefes, em mais de 89% dos casos.

    Talvez, seja por isso que muitos líderes consideram que a imagem de Deus lhe cai bem. E que ela deva refletir seus atos. Exigem de seus funcionários uma obediência cega e passível de punição, caso não ocorra como o desejado.

    Como um “deus” querem manter a distância de seus súditos e enveredar pelo mando alucinado sem serem questionados. São senhores da razão, distantes demais. Tentam passar a imagem de seres além do humano, mesmo desumanos. Assim, se impõem se ter que se justificar.

    Por isso, não precisamos de deus ou deuses, mas de líderes. Seres humanos que estejam sujeitos as regras e não as manipulem para atender aos seus interesses, como muitos “homens de fé” fazem para manter o controle sobre os seus fiéis.

    Precisamos ver nascer lideranças que justifiquem a condição da qualidade humana que os fizeram se destacar dos demais e terem o mérito necessário para ocupar a função que ocupam.

    Hoje, muitos falsos deuses repousam na internet propagando a imagem da perfeição. Expressando sua face mentirosa da vida perfeita. O ser humano bom, a pessoa completa. Eles são proporcionalmente o oposto do que tentam expressar.

    Precisamos de pessoas, normais, seguindo a condição fundamental de respeito. Nada faz de ninguém alguém acima de qualquer pessoa. O que constrói as obrigações de um ser humano é o grau de responsabilidade que ele assume ao se tornar um líder e ter como responsabilidade gerar eficiência e resolução para um grupo de pessoas.

    3 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…