Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Quem dá esmola não dá futuro

    Gilson Aguiar comenta sobre o problema de dar esmolas e não ajudar uma entidade assistencial e ou uma empresa do terceiro setor. Precisamos de saídas racionais e não de impulsos imediatos.

    "Tudo o que é feito pelo impulso, reação imediata a um

    sentimento, costuma não dar em bom lugar. E no caso das esmolas não é diferente.

    Te faço um convite, seja mais atuante. Reflita sobre as

    ações instituições que buscam superar problemas sociais. Se engaje, participe,
    antes de tudo, conheça. Procure ajudar através de ações institucionais quem
    está próximo, sem se deixar levar pelo impulso.

    Se fizermos o certo e não o imediato, as coisas vão se

    resolver da melhor forma. Pense nisso!"

    6 min
  • Por que casais não querem ter filhos?

    Você quer ter filhos?

    A resposta a esta pergunta parece simples, você mesmo

    pensaria, sim, os que não tem um filho gostariam de ter um dia.

    As coisas não são bem assim. Já há uma tendência no Brasil e

    em grande parte do mundo que quanto maior a renda e a escolaridade, a vontade
    de ter um ilho diminui ou “zera”.

    O levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e

    Estatística (IBGE) mostra isso, o número de casais no Brasil que não pretende
    ter filhos cresceu. Em 2019 era 18,3%, já em 2021 foi para 19%.

    Rejeitar a função materna e paterna, não é um fenômeno

    exclusivamente brasileiro, nos Estados Unidos este número saiu de 37% em 2019
    para 44% em 2021.

    Por que isso acontece?

    Simples, filhos, para algumas pessoas, travam a liberdade,

    limitam a carreira profissional, despendem muito trabalho e acabam gerando
    tensão, até mesmo entre os casais que tem como foco sua satisfação pessoal.

    Você pensar que isso é egoísmo, mas não é. Eu considero um

    tremendo juízo.

    Melhor não ter do que ter e fazer sofrer. Consciência de não

    assumir a responsabilidade sobre outra pessoa. Principalmente se você percebe
    que há risco de não dar aos filhos a atenção e condição que merecem.

    Há uma outra questão também...

    Os jovens de hoje sabem o trabalho que deram quando eram

    filhos. Tem plena consciência que cobraram de seus pais mais que o sentimento e
    fizeram acordos de troca de afetividade por bens materiais.

    Muitos dos que estão na idade de formar uma família não

    gostariam de ter filhos a sua imagem e semelhança. Não suportariam viver e
    conviver com as demandas e ações que promoveram quando estavam na dependência
    de seus pais.

    Você pode até considerar que este comentário é uma ameaça a

    família. Eu diria que temos que rever o papel que a família cumpre na sociedade atual e qual o legado que
    ela deixa naqueles que são fruto dela, os filhos. Aqueles que não querem ser
    pais.

    3 min
  • Jovens conservadores são um risco à liberdade

    Meu avô era um provedor. Senhor absoluto de sua casa, figura

    incontestável. Quem o desafiasse estaria comprando uma briga por uma tradição
    que a sociedade de seu tempo legitimava intensamente.

    Meus pais mantiveram muito desta prática patriarcal conduziu

    a vida dos meus avós. Eles sabiam que o futuro não teria segredos desde a
    infância. Que seriam cumpridores de um comportamento que se repetiria
    parcialmente. Estava naturalizada a desigualdade.

    Mas, você pode me dizer que tudo isso é “favas contadas”,

    coisa do passado. A prática do conservadorismo sim. O ambiente de sustentação
    do patriarcalismo tem ruído, mas a defesa de sua instituição não.

    Pelo menos é o que aponta uma pesquisa do Instituto Ideia.

    Feita no ano passado, ela demonstra que os mais jovens do sexo masculino são
    mais conservadores do que a geração que o antecedeu.

    Por exemplo, 54% dos que tem entre 18 e 24 anos aceitariam

    ter um membro da família que fosse homossexual, isso, contra 67% dos que tem
    entre 25 e 34 anos.

    Quando o assunto é igualdade de gênero, os homens mais

    jovens demonstram seu posicionamento conservador, apenas 27% dos mais jovens
    defendem os direitos iguais entre homens e mulheres. A média é de 33,8%.

    Mesmo com temas que se considera superados e com pouca

    adesão na sociedade, os mais jovens surpreendem. A virgindade é considerada
    importante para a maioria deles, 51%. Enquanto a média entre os homens é de
    44%.

    A maioria de quem tem entre 18 e 24 anos considera que a posse

    de arma de fogo é algo relevante e deve ser implantada, 60%, a média nacional é
    de 40%.

    Claro que a questão que não quer calar, é por quê?

    A resposta para isso está na perda de sentido de valor para

    a atual geração. Ela nasceu de uma liberdade que hoje contesta. Os filhos
    navegam em mar de múltiplas possibilidades que os pais reivindicaram e
    construíram, muitas vezes a “duras penas”.

    Porém, o sentido desta liberdade lhes foge como fundamento.

    Não veem sentido necessário para a defesa do que lhe parece ser um problema, a
    liberdade.

    Isso mesmo, há uma rejeição a liberdade por carência de

    orientação. Muitos dos jovens de hoje desejam intensamente a orientação de
    alguém que lhes seja próximo e demonstre com o autoritarismo a preocupação com
    sua existência.

    O argumento parece estranho, sei disso. Mas, é importante

    considerar o ambiente de afrouxamento dos vínculos domésticos. Na vida
    cotidiana da família, em média, a presença constante no dia a dia da
    convivência familiar é uma raridade.

    A construção de um sentido de existência não passa mais pelo

    cotidiano familiar e pelas pessoas que compõe o nosso parentesco direito. Em
    determinado momento se desprende a existência do outro daquilo que sou e, com
    isso, as suas escolhas em relação ao que desejo ser.

    O fruto do relacionamento não se demonstra preso a relação.

    Pais pariram filhos, mas não demonstram que sua presença é um ato de
    consciência cotidiana. Nossos avós e avôs mudavam drasticamente os rituais de
    sua vida cotidiana com a chegada da prole. Algo que não fazemos ou resistimos
    em fazer.

    4 min
  • 700 mil motivos

    Passamos de 700 mil mortes por Covid-19. Três anos depois do

    início das mortes pela doença. Em número de óbitos perdemos apenas para os
    Estados Unidos. Isso não tem mérito algum.

    Quantas mortes?

    Quem se lembra da trajetória que a pandemia teve até agora,

    se sentiu de alguma forma atropelado por ela. Foi inevitável ter sido afetado
    por ela.

    Agora, a questão é, o que vamos fazer com esta experiência?

    Como vamos agir daqui para frente. Pelo menos agora, na perda de intensidade
    das mortes, as pessoas não têm se vacinado com as doses de reforço de forma
    satisfatória.

    Também, não me esqueço, que se falava aos “quatro cantos” de

    forma convincente e convencida, que nada seria igual, seria o tempo do “novo
    normal”. Isto não aconteceu. Os velhos hábitos nos mataram.

    Vale lembrar o trabalho home-office, a inúmeras contratações

    do setor de Tecnologia que se transformaram agora em milhares de demissões.

    Por isso, apenas vale lembrar que são mais de 700 mil

    mortes. E que elas não tenham sido em vão.

    3 min
  • Violência na escola, por que?

    A história não é estranha, me lembra outras, sempre com um

    perfil semelhante. Um estudante invade a escola e armado ataca professores e
    alunos. Mata pessoas inocentes, mas que, para ele, o vingador de sua própria
    existência, merecem morrer.

    Foi o que aconteceu ontem, segunda-feira, pela manhã, em uma

    escola na Zona Sul de São Paulo, Escola Estadual Thomazia Monteiro. Um
    adolescente de 13 anos que cursa a 8ª série do Ensino Fundamental atacou
    professores, esfaqueou 4, e uma aluna.

    Uma vítima, professora, de 71 anos, faleceu após levar cinco

    facadas. A morte da docente foi por ataque cardíaco, derivado do ataque.

    Diante do fato, se reforça a ideia de colocar uma viatura em

    cada escola. Conter a violência é a defesa. Lutar contra a insegurança. Quem
    esperava que a escola seria local de extermínio. Por mais que boa parte de quem
    frequenta está lá contrariado.

    Mas, a conversa é outra, voltamos ao vingador de sua

    existência. O egocêntrico que tinha seus rancores e desejava vingar sua honra
    eliminando pessoas mais vulneráveis. O vingador nunca ataca um ambiente de
    risco, não que fazer a vingança sobre um inimigo mais poderoso.

    Porém, o caso é raro, no Brasil, este tipo de ocorrência

    ainda não demonstra uma tendência de comportamento preocupante, como em países
    como os Estados Unidos. Nós ficamos horrorizados, e temos que ficar, porque
    tudo é filmado, mostrado em detalhes. Por sinal, muitas vezes, é isso que o
    “vingador” assassino quer.

    Mas, temos que pensar que um adolescente, muito jovem, e tem

    a vontade de matar. Podemos entrar aqui em um debate sobre as tramas psíquicas
    que faz uma pessoa nesta idade partir para o extremo. Mas, seria uma análise
    invasiva. Há que se investigar.

    Já, a questão social que o fato representa já foi amplamente

    debatida. O nível de tolerância a frustração entre os jovens é baixo, mesmo
    entre adultos é possível perceber esta intolerância. Reagir de forma agressiva
    por pouca coisa é um sintoma da infantilidade lógica.

    Por que isso ocorre na escola? Porque ela é, como todas as

    outras instituições, uma expressão da vida social. Os seres humanos que a
    frequentam levam para dentro da sala de aula o que consideram como valor e
    identidade. Deveríamos nos preocupar mais com isso.

    Logo, se negue a fazer de casos particulares um horror. Este

    mundo está perdido? O que está acontecendo com as pessoas? Para estas questões
    a resposta é simples, o mundo não está perdido, as pessoas perderam o sentido
    de viver. Os seres humanos estão se educando fragilizados e pouco resistentes
    aos dessabores.

    Estamos matando o futuro pelo excesso e não pela falta.

    Parte considerável dos assassinos que invadem locais públicos e eliminam
    pessoas aleatoriamente são marcados pelo discurso de carência e falta de
    sentido, contudo, com um excesso de tempo para elaborarem suas vinganças
    medíocres e precárias.

    5 min
  • Como se livrar do inimigo íntimo

    Pode parecer brincadeira, mas o ser que mais inferniza sua vida é o seu "inimigo íntimo". Sabe que ele é? Melhor, sabe como eliminá-lo? É isso que Gilson Aguiar discute neste vídeo. E espere, vai ter mais por aí.

    3 min
  • Escravidão no Brasil persiste!

    Gilson Aguiar analisa o trabalho análogo a escravidão no Brasil. Os três primeiros meses deste ano os números são assustadores. Logo o nosso país que tem a história que tem com o trabalho compulsório.

    3 min
  • População armada mata por pouca coisa

    Esta história de armar a população para combater o crime é

    uma alucinação. Já falamos aqui inúmeras vezes que não se combate a violência
    com violência. Para combater o crime organizado tem que investir nas ações do poder
    público. Temos que ter ações e estratégias públicas e não ações privadas.

    O grande problema é que apostamos em acumular pessoas em

    presídios e transformamos crimes pontuais em problemas sociais. Por mais que há
    uma preocupação com a violência orquestrada, o que nos causa ameaça cotidiana é
    menos o crime organizado e mais a miséria da população.

    Um exemplo do destempero em relação as raízes da violência é

    o que aconteceu com o ex-juiz Sérgio Moro e atual senador pelo Paraná. Ele
    estava na lista de autoridades que o PCC queria combater e até mesmo eliminar.

    Na Operação Sequaz, a Polícia Federal prendeu nove pessoas

    ligadas ao PCC e que tinham planos de sequestrar e intimidar autoridades. Entre
    elas o ex-juiz e senador.

    O grupo criminoso tinha quartéis generais em São Paulo e

    Paraná e uma grande quantidade de armamento.

    O senador Sérgio Moro se pronunciou no Senado em relação à

    ser alvo do grupo criminoso. Ele defendeu o armamento para a população.
    Inclusive, considerando que a população deve ser armar mais que os criminosos.

    O político paranaense e ex-juiz está correto quando

    considera que temos que combater o crime organizado, mas peca ao estimular o
    armamento pesado a população. Ainda mais autorizando a ter um poder de fogo sem
    limite.

    Quanto mais armamos a população não vamos proteger e sim

    estimular uma guerra sem fim.

    O crime organizado não se intimida com o poder de fogo

    contrário. Ele simplesmente usa da violência e da ilegalidade para atingir seus
    objetivos. Armar a população é prepará-la para uma guerra sem fim em que ela
    será a principal vítima.

    Ao possibilitarmos uma grande quantidade de armas nas ruas,

    vamos multiplicar o potencial de destruição que poderá ser utilizado contra a
    população comum. Além da desproporcionalidade do poder de fogo e do estímulo a
    discussões de pouca relevância terminar em morte.

    Quem tem uma arma não mão está menos habilitado a combater

    um criminoso intencional do que disparar contra outro cidadão sem ficha na
    política por uma questão banal. Vamos usar o armamento para resolver nossas picuinhas
    e desavenças do dia a dia.

    3 min
  • Radicalismo nada, pobreza humana mesmo...

    Você deve se lembrar do assassinato do tesoureiro do PT, em

    Foz do Iguaçu, no ano passado, por um simpatizando de Jair Bolsonaro. O crime
    ganhou repercussão nacional e se transformou em um marco do radicalismo
    político que tomou e ainda toma o país.

    Agora, na segunda-feira, um homem de 36 anos, bolsonarista,

    foi morto em Selma, no Mato Grosso do Sul, após uma discussão com um outro, o
    assassino, um simpatizante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dois
    tiros no abdômen deram fim a vida de uma pessoa, por uma questão banal.

    Há uma associação enganosa de considerar que todo o

    assassinato que retrata um contexto de discussão política ocorre é intencionado
    por radicalismo. Não considero isso correto. Tem mais coisas por de trás
    destes fatos.

    As pessoas não são movidas pelas paixões ideológicas

    exclusivamente. Elas também têm seus motivos pessoais. Há um sentimento de
    desejo de extermínio. Existe um ódio incutido que incentiva o agressor a
    disparar o gatilho.

    Papo furado esta história de que a motivação é

    exclusivamente política. O perfil do assassino tem o desejo de matar. O culto
    ao extermínio estimula a ação. E os fatos históricos podem ajudar a entender
    isso.

    Adam Schaff é um historiador polonês e se dedicou em uma de

    suas obras a estudar a intenção dos atos humanos em momentos de grande
    relevância. No caso de sua obra, “História e Verdade” ele analisa a Revolução
    Francesa.

    Mas, o que tem relação o assassinato de simpatizantes

    partidários com a análise do historiador polonês? Bem, Schaff considera que
    muito da adesão violenta ocorrida na Revolução Francesa era uma expressão dos
    interesses pessoais das pessoas. Não a paixão pela causa.

    No Brasil, durante a colonização, quando os judeus foram

    perseguidos e só poderiam permanecer em território português ou em suas
    colônias se abdicassem de sua religião e adotassem o cristianismo católico, sob
    pena de perder seus bens e serem condenados a morte, muitos denunciaram os chamados
    “cristão novos” para ficarem com seus bens.

    Logo, as grandes causas sempre foram adesão de poucos, não é

    nenhuma novidade. A notoriedade do tema é resultado mais da propagação
    midiática do que de sua veracidade.

    Hans Magnus Enzensberger, o pensador e ensaísta alemão,

    considerava que nossa pobreza ideológica nos faz senhores de guerras constantes
    sem qualquer causa elevada ou projeto digno de sociedade.

    Vivemos tempos em que muitos morrem por muito pouca coisa. E

    nós damos um verniz maior ao fato que em sua essência esconde o nosso lado
    intelectualmente pobre e podre. Porém, denuncia muito do que os seres humanos
    são.

    3 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…