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Na obra “Indicador de violência contra a mulher”, que está ligado a um software com o mesmo nome, há uma análise profunda dos fatores que levam a violência de gênero. O trabalho tem o selo ODS e pode ser acessado no site www.violênciacontramulher.psc.br.
O trabalho foi desenvolvido a partir de pesquisa realizada com 679 correspondentes. O trabalho buscou diagnosticar as mulheres que são vítimas de violência, e os números são impressionantes.
A pesquisa é resultado de uma validação de instrumento de levantamento de violência desenvolvido pela Unicamp e que se destina ao desenvolvimento de um software para detectar a possibilidade de violência. Ele pode ser acessado no site que indicamos acima. Desta forma, as mulheres que respondem o questionário poderão saber se se classificação nos diferentes graus estabelecidos pelo aplicativo, “atenção”, “observação” e “perigo”.
O levantamento demonstrou que do universo de mulheres onde o questionário foi aplicado, 65% das mulheres sofreram algum tipo de violência. As mulheres pesquisadas têm domicílio em diversos estados brasileiros, mas com uma concentração em São Paulo e Paraná, 49,9%.
Outros dados que fogem ao padrão que consideramos como perfil predominante das mulheres que são vítimas de violência. 56,7% são mulheres com idade entre 39 e 49 anos, as mulheres brancas são a maioria das vítimas, 63,8%. 81,59% têm ensino superior e 84,09 tem renda própria.
Claro que temos que considerar que diante do perfil nacional que se apresenta a violência as mulheres pretas e pardas são a maioria das vítimas de violência no Brasil. Segundo o Instituto Igarapé, 67% dos feminicídios as vítimas são mulheres pretas e pardas. Os dados são de 2020.
Os dados que têm como fonte as pesquisas que abrangem toda a população acabam por apresentar dados diferentes do levantamento do Software Indicador de Violência Contra a Mulher. Porém, a ferramenta foi acessada por mulheres que tiveram oportunidade de responder ao questionário. Logo, é preciso aumentar este acesso.
Ferramentas como essa, demonstram que a violência contra a mulher não é uma questão de baixa renda e escolaridade. Não é uma questão só racial. Também entre as mulheres de melhor renda e escolaridade esta cultura existe. É preciso denunciar.
Por isso, se você for mulher, acesse o site: www.violenciacontramulher.psc.br/e acesse e responda o questionário
Em meados do Século XIX era comum você encontrar impresso nos jornais que circulavam nas principais cidades brasileiras a venda de escravos para trabalho doméstico. Muitos historiadores já transformaram estes recordes de jornais em fonte de pesquisa para analisar a escravidão no Brasil e a forma como ela se apresentava, ou seja, transformar o ser humano em uma coisa, um produto, um objeto.
Hoje, uma atitude dessa é impensada. Onde poderíamos acreditar que alguém pudesse colocar um anúncio, por exemplo, nas redes sociais, vendendo uma pessoa como escrava e ressuscitando no país seus dias de maior violência social?
Mas, aconteceu. Em Irati, no interior do estado, um homem de 29 anos postou, em março de 2013, no site especializado em venda de produtos uma mensagem vendendo um homem negro como escravo. A mensagem afirmava o seguinte: “Negro Africano Legítimo. Único Dono. Bom Estado de Saúde. Serviços. Animais. Transporte. Alguém precisa de UM ESCRAVO. Baratinho. Único Dono”.
A Justiça condenou o agressor a serviços comunitários, 365 horas, uma hora por dia durante um ano. Considerou uma ofensa de preconceito e injúria racial.
A defesa vai recorrer e considera que a pena não cabe por se tratar de uma brincadeira. Que o agressor e o agredido são amigos. Aqui vale lembrar que muitas das agressões mais dolorosas vem de onde menos você espera.
Publicar uma agressão dessa em ambiente público, em um site especializado em vendas, é um excesso de violência ainda maior. Sem dúvida que a sentença é justa, diria até que branda diante de um país que já naturalizou o preconceito e tem a obrigação de ser um exemplo no respeito a um dos elementos formadores do país.
Sei que o preconceito é prática constante e que o combater é um trabalho árduo. Contudo, esta prática de discriminação e violência tem como fonte a nossa própria formação. Ela deveria nos envergonhar e nunca ser esquecida.
Na formação de um povo, há que se ter orgulho, mas jamais esconder as suas vergonhas. Temos que exaltar nossas virtudes e aceitar e corrigir nossos defeitos.
Se você considera que o abandono escolar afeta apenas uma geração, daquele que abandonou a escola, sinto lhe informar que é um ledo engando. Ela compromete, ao menos, três gerações futuras.
A tendência dos filhos e netos daqueles que abandonaram a educação é de 76%. Os dados são do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento, que também aponta que 58,3% dos brasileiros abandonaram a educação sem terminar o ensino médio.
Um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), monstra que nos Estados Unidos, país usado como padrão, o abandono escolar antes do ensino médio é de 29,2%.
Falta de qualificação elimina parte considerável da possibilidade de aprimoramento tecnológico, a criação e inovação. Logo, as possibilidades de investimentos sustentáveis no país se limitam. A renda cai e a qualidade de vida também.
Esta realidade é demonstrada pela pesquisa da consultoria de recursos humanos, a ManpowerGroup. Segundo o levantamento feito com 40 mil empregadores, 81% consideram que não há mão de obra qualificada para a maioria das atividades profissionais que as empresas necessitam. O país é o nono neste quesito, o qual é o pior em 16 anos.
Os problemas de rentabilidade na economia estão diretamente ligados a qualificação. As incertezas e instabilidades são maiores onde há menos trabalho qualificado.
E, voltando ao começo de nossa conversa, a desqualificação daqueles que estão no mercado de trabalho na atualidade irá refletir nas próximas gerações.
Por isso, se você ama seus filhos educa e se educa.
A gente se acostuma, e este é o problema.
A gente pensa que vai durar para sempre, no final acaba, e nos surpreende o fim. Olhamos com uma cara e decepção e indignados achamos injusto aquilo que era um hábito ter terminado assim, “inesperadamente”.
Porém, tudo o que termina dá sinais. Nós é que não somos capazes de perceber. Se ficarmos mais atentos, não seríamos pegos de surpresa. A nossa cara de espanto é também a proporção da distração.
Quantas vezes, você crente no sentimento do outro, acaba sendo surpreendido.
O que falta é algo simples, o tal do feedback. Ele é bom para as relações profissionais e para a vida pessoal. Chamar as pessoas e avaliar a convivência, profissional ou do trabalho.
E se você se dispõe a construir relações duradouras, estáveis, é fundamental aprender a dar feedback.
Nós temos um péssimo hábito de criticar os outros pelo que não fazem. Colocar uma lista de descontentamentos, porém, somos incapazes de chamar os seres humanos, avaliar a conduta, apontar possibilidades, corrigir a rotas, ouvir e fazer críticas construtivas.
E acredite, se você não falar, ninguém vai saber. Se você não for capaz de ouvir não vai crescer, melhorar e ser alguém relevante na vida do outro.
Estas relações de aprendizado me lembram nos tempos coloniais os jesuítas. Os padres inacianos aprendiam os hábitos, a língua dos indígenas e aos poucos penetravam dentro da sociedade.
Com esta prática estabeleciam o caminho para iniciar a “evangelização” dos chamados “gentis”.
Não estou aqui pregando que devemos manipular a cultura do outro para impor nossos interesses. Mas entender minimamente com quem estamos nos relacionando é fundamental. Nos falta um pouco disso.
Claro, muitos indígenas sofreram e morreram nas mãos dos nativos, o inverso também se deu. A empresa jesuíta foi bem-sucedida. Isto não se pode negar.
Se fizermos um pouco disso, possivelmente nossas relações fundadas nos hábitos, em nós mesmos, na nossa visão parcial do mundo, tende a se romper. Existe um outro e é bom conhecer.
A educação no Brasil tem demonstrado um comportamento preocupante. Os números prévios do Censo Educacional da Educação Básica, que foram divulgados em janeiro dão uma demonstração disso. As matrículas no ensino médio, por exemplo, demonstram uma queda de 5,3% entre 2021 e 2022. A queda já havia ocorrido entre 2020 e 2021, mais de 7%.
Este é um sinal de alerta que demonstra o quanto adolescentes e jovens não estão concluindo o ensino médio na busca de um ingresso precoce no mercado de trabalho. Ainda o efeito de perda de renda das famílias como consequência da pandemia. Ou seja, ainda vamos colher por muitos anos a crise que a Covid-19 promoveu. Uma lição para quem vê no imediatismo a realidade de um problema.
E se falando de educação, as coisas já não vem bem nos anos anteriores. Segundo o levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a evasão escolar se dá em todos os anos do ensino fundamental e médio. Contudo, em dois anos o percentual é mais significativo. No sexto ano do Ensino Fundamental, onde a evasão é de 10,3% e no primeiro ano do Ensino Médio, onde chega a 12,7%.
As condições de manutenção dos filhos na escola para a atividade profissional dos pais também preocupam. As famílias de baixa renda que dependem dos serviços educacionais públicos tem um menor índice de filhos nas creches, por exemplo. Segundo levantamento do Inep, em 2022, 56,8% de crianças de baixa renda estão matriculadas. Já, nas escolas privadas, com famílias de melhor renda, a presença de crianças na pré-escola chega a 92,8%.
Logo, os filhos das famílias mais pobres estão expostos a limitadores na trajetória educacional que irão comprometer o futuro. Tanto os alunos como suas famílias não tem como projetar uma melhoria de renda sem a qualificação que a educação promove.
A limitação no mercado de trabalho é uma certeza para a maioria dos jovens. Segundo dados da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 21% dos jovens entre 25 e 34 anos concluíram o ensino superior. Para quem gosta de comparações com outras nações, nos Estados Unidos o índice desta mesma faixa de idade com curso superior é de 49%.
Se compararmos o Brasil com algumas nações da América Latina ficamos para trás. No México, por exemplo, o índice é de 24%, na Colômbia é de 30%, na Argentina e de 40% e no Chile e 34%.
Onde pretendemos chegar com isso? O futuro está ameaçado pela qualidade humana, o potencial produtivo, a capacidade de geração de renda. Qualquer projeto de desenvolvimento do país passa pela qualificação de sua população, e o quadro que se apresenta não é bom.
Valorize a educação. Incentive e acompanha a vida escolar dos seus filhos e a sua própria. Coloque a educação no lugar que ela merece. O maior capital que uma sociedade tem e cada um de nós e o seu conhecimento, sua potencialidade produtiva. Sem isso, será difícil superar a desigualdade de condições que o país vive. Leve a educação a sério.
Ela se foi. Deixou um vazio no coração. Sentimento apertado pela sua ausência. Se pudesse, eu a traria de volta. Estas expressões você já ouviu, não é? Inúmeras vezes.
O que as alimenta? O sentimento de ausência e o desejo de preencher “o vazio”. A incômoda medida do outro. Ela ou ele foi embora, abandonou a relação, e se tem que conviver, nem que por algum tempo, com o poder que o outro tem sobre a sua vida.
Quando isso acontecia, em um passado não muito distante, se sabia que a maturidade viria com o sabor amargo de uma ruim digestão emotiva. Contudo, passaria.
O próximo relacionamento seria diferente. Menos entrega, mais juízo, menos expectativa, enfim, melhor. O “coração” já tinha seus calos.
Porém, agora, existe o Replika AI. Um aplicativo que se relaciona com você e pode assumir contornos de quem se foi. Quanto mais você o alimenta com textos, fotos, informações, ele se molda e interage. Ele pode ser a forma de “preencher” a ausência.
Onde fica o aprendizado da perda? Onde fica o calo no coração que nos faz maduros nas relações?
Assim como o Chat GPT, o produtor de conteúdo inteligente, emburrecendo mentes, agora encontramos a fórmula perfeita de gerar um imbecil emocional. Nunca rejeitado, alimentando um amor platônico e convencido artificialmente de que achou a “tampa de sua panela”.
Vai ficar mais difícil encontrar alguém inteligente, maduro e que seja real. E, se prepare, apesar do envelhecimento da população, seremos governados por mentalidades infantis.
As pessoas estão ficando intolerantes e birrentas. Se posso te trocar por um relacionamento artificial, qual é o meu grau de tolerância às frustrações emocionais? Pequeno, ralo, na prática, inexistente.
Descarto os seres que me frustram, não suporto qualquer tipo de “ruído” na minha relação. Este está se tornando o perfil dos que agora tem a oportunidade de construir a pessoa ideal e artificial.
Não fica difícil de entender os fatores que motivam os seres humanos na atualidade não desejarem se vincular a alguém real de forma permanente. Por isso, os filhos não querem ter filhos, sabem o quanto é chato e frustrante criar e conviver com um ser humano.
Por isso, os filhos reclamam imensamente da presença dos pais. Desejam que eles lhes atendam em todas as suas demandas. Porém, sabendo o quanto são insuportáveis, preferem não arriscar, logo, abrem mão de terem filhos.
Logo, o Replika veio e vai ter adesão, terá clientes. Dará a sensação de satisfação a um ser que foge desesperadamente de si mesmo. O pobre ser só não percebe que quanto mais se relaciona com o ser criado para lhe atender se tornará insuportável para se conviver.
Na filosofia clássica, de Sócrates, Platão e Aristóteles, se considera que uma das virtudes humanas é a capacidade de controle da emoção pela razão. Não se deve se deixar levar pelos desejos imediatos e o comportamento “reto” deve ser determinante.
Agora vem o Carnaval. A partir desta sexta-feira, o ambiente de festa esperado por muitos convida a se divertir, esquecer a realidade, e “se permitir”, como muitos dizem.
Porém, até onde podemos nos deixar levar.
Carnaval já foi e ainda é associado a promiscuidade. Conceito que se tem que ter cautela. Afinal, a excessos e exageros no termo.
Um dos excessos que infelizmente cresce no Carnaval é a importunação sexual. No Paraná, o ano passado, houve um aumento de 24% em comparação com 2021. O fim das restrições por causa do abrandamento da pandemia trouxe consigo este excesso.
As principais vítimas são mulheres entre 13 à 25 anos. Os dados estão no Relatório de Ocorrências do Estado do Paraná e tem sido acompanhado de perto pela Secretaria Estadual de Educação, Defensoria Pública do Paraná e pelo Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (NUDEM).
A Justiça ainda discute até onde se pode punir e como se define a importunação. Mas, considero que não é só a física, aquele que envolve o toque. Puxar o braço, um beijo ou abraço forçado, passar as mãos e partes íntimas e muito mais. Deve-se levar em consideração a importunação verbal e o assédio visual.
Para alguns seres humanos, em especial os homens, o abuso e os excessos no Carnaval são considerados um direito. Voltamos a retórica do “se permitir”, do achar que pode tudo.
Mas, vale ainda a máxima dos gregos, a razão deve dominar a emoção e evitar os excessos. A boa conduta virtuosa é o respeito ao outro e não agir sem concessão. Logo, para “se permitir” deve-se considerar se dá parte do outro há permissão.
Hoje nós vamos gestar, vamos fazer a gestão da escolha de pular o Carnaval ou não.
E aí, você vai passar o Carnaval aqui? Vai viajar? Vai trabalhar? Vai pular o Carnaval ou ele te faz mal?
Dizem as más línguas que o Brasil só começa a trabalhar depois do Carnaval. Este ano cortaram fevereiro que é curto pela metade. A partir de quinta-feira, o Carnaval sai para a rua e muita gente aproveita e vai para casa ou se retira para o retiro ou sai para viajar.
Quanto trabalho o Carnaval para tanta gente dá.
Mas o negócio é falar mal do Carnaval. Ele é tempo perdido para os mais conservadores. Os mais religiosos fazem sua concentração e pensam no Carnaval na raiz de sua palavra, a “Feta da Carne”.
Porém, não pense você, que o Carnaval é coisa da gente africana. Não, ele é na prática uma festa que atravessou o Atlântico. Do da festa do entrudo, antecedendo a Quaresma. Aqui, ganhou contornos do Samba, tipicamente brasileiro e fortemente afro. Encontro da Bahia com o Rio de Janeiro.
Logo, este Carnaval só nosso é parte da identidade do Brasil.
Mas, você tem o direito de escolher gostar ou não, pular ou não, aproveitar ou não. Fazer do Carnaval o que quiser. Só não pense em defender seu fim. Pois ele é a finalidade de vida de muita gente.
Vamos falar de gestão? Vamos falar de gestão da vida. Principalmente quando ela chega no que se chama de terceira idade. Ficar idoso. Porém, sem ficar velho. Chegar a uma certa idade sem estar ultrapassado e limitado pela tecnologia. É possível gestar isso.
Sou cara com mais de cinquenta, meus pais já beiram os 80. Meu sogro e minha sogra estão na mesma faixa de idade.
O engraçado é a relação que eles têm com os dispositivos digitais. Enquanto minha sogra dá um show, tem até conta no Instagram na qual divulga seu trabalho com tricô, meu sogro prefere não arriscar nas redes sociais e manuseia bem os aplicativos de comunicação.
Meus pais estão longe disso. Minha mãe aprendeu recentemente a usar o WhatsApp, já meu pai, aprendeu e esqueceu.
Neste mundo digital, minha sogra é uma exceção e meu sogro um sobrevivente. Minha mãe uma esperança de inclusão e meu pai um isolado.
Precisamos mudar isso, no mundo digital os idosos estão distantes da inclusão. Hoje, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o país tem 37 milhões de pessoas com mais de 60 anos e, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 31,1% sabem usar a internet.
Os idosos da minha família são uma exceção. Eles, mesmo assim, sofrem as consequências de não terem acesso pleno aos serviços que a internet oferece.
Existem formas de inclusão que estão disponíveis a esta população. A Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) oferece cursos gratuitos no Youtube para que as pessoas com mais de 60 anos possam aprender a usar aplicativos.
O programa de inclusão foi acessado no ano passado por mais de 15 mil idosos. Ainda é pouco. Apenas pessoas de 27 cidades do Paraná acessaram o programa e estão aprendendo com aplicativos que são oferecidos para terem acesso a informação.
Cada um de nós, estando ou não na terceira idade, deve contribuir com esta inclusão. Orientando pessoas ou, caso seja alguém na chamada “melhor idade”, buscando ingressar neste programa.
As limitações de pessoas com mais de 60 anos aumentam conforme a idade avança. Claro, as futuras gerações de idosos estarão cada vez mais aptas e familiarizadas a ingressar no ambiente digital. Porém, os nossos analógicos de hoje podem ser incluídos para terem uma terceira idade tranquila.
Ser idoso é viver muitos anos, agora, envelhecer é perder o bonde, não ter mais a condição de ativo e isso pode não acontecer em nossas vidas, desde que estejamos preparados para isso.
Vale lembrar, segundo os dados do Dieese, que 18,5% dos que tem mais de 70 anos ainda trabalham e 75% deles ainda contribuem para a renda familiar. Logo, eles contam e ainda pagam as contas.
O que vamos fazer com nossas vidas? Pergunta difícil, acredito. Se alguém tem resposta fácil, via de regra é resposta pronta. Uma reflexão mais profunda, exige uma reflexão. E quando ela é feita, e necessita de ação, aí, a coisa fica mais complicada a inda.
Por isso, precisamos de gestão. E essa palavra vai fazer parte de nossa jornada daqui para frente. E, acredite, “gestão” não é só uma palavra que costumeiramente você vê associado a empresas, liderança de pessoas dentro da corporação.
A gestão envolve a vida em toda a sua complexidade de se administrar e agir, das relações que estabelecemos com tudo o que nos cerca, com as pessoas, como analisamos a sociedade e o que pretendemos fazer com o que fazem com a gente. Isso mesmo, temos que gestar o que não dominamos e nos atinge.
Veja, uma mulher está esperando uma criança, está gravida, ela é gestante. Administra dentro de si o processo de formação de um ser humano até ele nascer. Seu comportamento durante este período tem uma relação direta com o ser que ela leva dentro de sim. O resultado de gerar uma vida é fruto de como a gravidez foi gestada.
Como pais, mesmo depois de paridos, nossos filhos precisam ser gestados. E acredite, é mais complexo e desafiador do que os desafios que nossos pais pais e avós tinham que lidar com seus filhos, nós. A complexidade do que temos que conviver é na complexidade das possibilidades e escolhas que nossos filhos estão expostos.
Muito do que acreditava que seria minha vida no futuro estava estampada na realidade dos meus pais. Não seria muito diferente agir como eles agiam quando fosse a minha vez de assumir o papel de provedor ou provedora. O caminho estava em grande parte traçado.
Hoje, nada está definido. E, por sinal, ser filho ou filha já não tem prazo de validade. Há quem queira ser eternamente um e não ser pai ou mãe jamais. Como criar um filho para o mundo diante desta possibilidade? É, a gestão é desafiadora.
Por isso, vamos refletir? É disso que temos que falar, da gestão. Até a próxima.
E você pode ter acesso a mais conteúdos de Gilson Aguiar. Acesse: www.gilsonaguiar.com.br
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