
Sign up to save your podcasts
Or


Quando abrimos as páginas dos principais jornais do país os desdobramentos do ataque aos prédios dos três poderes em Brasília continuam. Agora, temos a lista de envolvidos surgindo. Investigações que apontam tentativa de golpe, um superministro da Justiça que que combate o vilão personalizado ao lado de um presidente que se coloca como perseguido. Heróis e bandidos, tudo o que em uma democracia é um risco para se ter atos autoritários.
Que democracia sobrevive carregada de personalismo?
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que já foi visto e ainda, para alguns é, o herói perseguido, agora se desenha como o bandido de plantão. O ‘bolsonarismo” virou prática religiosa, os seguidores agem como se a pessoa fosse a encarnação de um “semideus”. Como um “cristo”, o ex-presidente é tido como um inocente perseguido.
Com o mesmo discurso de santificação da injustiça e da perseguição, o atual presidente, Lula, também já foi visto como um “cristo”. Fazer pelos pobres e ser perseguido pelas “forças-ocultas”, o discurso varguista forjou e a história consolidou a generalização dos inimigos.
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, virou outro personagem que incorpora a “força da lei”, se não se sabe se é o que está escrito ou a maneira que ele interpreta. Para uns, um herói, um guardião da legalidade. Para outros, um manipulador do Poder Judiciário a favor de si e de seus aliados.
Culminamos com os invasores dos prédios dos três poderes, se considerando “revolucionários” e praticando vandalismo, dizendo serem o povo e não representam o voto e a escolha legítima. Desrespeitando as instituições.
O povo assiste a luta entre “heróis” e “bandidos”. Cada um faz as suas escolhas e vamos ver qual será o fim da história.
A questão fundamental é: “Onde ficam as instituições?” Elas que sempre foram mais importantes, permanentes, intocáveis. Por que se exalta tanto os seres humanos e não as funções que devem exercer?
A nossa pobreza está em considerar que o Estado, o poder, são pessoas e não a garantia das instituições. A preservação da liberdade e da democracia parece não estar acima de todos e acima de tudo.
Quem não olhou para o céu e apreciou as nuvens? Em um dia de domingo, deitado em um gramado, acompanhado ou não. Ficou observando o movimento delas e identificando formas, apontando e dizendo: - Olha! Aquela parece um cachorro, aquela outra um carro, já aquela um navio e a mais à frente um cavalo.
Depois disso, riu sozinho, interna ou externamente, e refletiu: - Nuvens são nuvens, mera coincidência. Nós estamos vendo nelas o que não existe. Um olhar humano determinando na realidade aparente e forja na simplicidade do acaso uma falsa imagem. Quando criança já fiz muito isso.
Porém, não vejo outra forma de explicar o que algumas pessoas fazem nas redes sociais diante dos fatos, lógica infantil e olhar nas nuvens. Elas estão forçando a ver o que não existe e justificar um absurdo. Leem, onde não há nada, alguma coisa. Expressam como alucinados uma possibilidade absurda.
Uma bandeira a meio mastro por causa do falecimento do Rei do Futebol, Pelé, é vista como um sinal de que as forças armadas estão dando um golpe. O ex-presidente Jair Bolsonaro grava um vídeo e enquanto fala bate com o dedo na mesa, seria um código morse, uma mensagem oculta. Blindados se deslocando de um quartel para outro são tropas do exército se preparando para tomar o poder. Isto é uma doença mental coletiva.
Estamos diante do que muitos teóricos chamam de “pós-verdade”. O termo teria surgido por definição do dramaturgo sérvio e erradicado nos Estados Unidos, Steve Tesich. Hoje, faz parte até do dicionário. É negar os fatos e criar uma verdade fundada somente no desejo, na emoção de que seja o que não é.
Logo, acredito que crianças deitadas na grama e olhando as nuvens, dando a elas as formas que desejavam, estavam mais próximas da realidade do que os alucinados adultos da atualidade. Esta perda de senso em relação a realidade gera conflitos e propaga violência sem uma proposta ou debate lógico. Isto é algo perigoso em uma democracia. Não podemos compactuar com isso.
Ontem o país viveu a expressão extrema de uma tendência mundial. A formação de grupos extremistas que consideram a democracia superada e exaltam a liberdade. Na infantilidade de seus atos, os radicais mostram a limitação que tem da compreensão da realidade. Diante de sua limitada percepção lógica e ideológica usam da violência como forma de expressão.
A pobreza política, foi isso que vimos na invasão do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Pessoas que não tem mérito ou merecimento como portadores de uma posição política, não conseguem se organizar obedecendo a lei, agem como crianças. Se não conseguem o poder pela representatividade, preferem tomá-lo de assalto pela violência.
Não há inteligência no que vimos ontem em Brasília. Quem se presta a estas ações não são agentes de mudança, não estão construindo nada e não tem um projeto de sociedade. São o resultado de sua limitação enquanto seres humanos. Não há nada de elevado nestes atos. São baixos.
O que reivindicam não se sustenta. Acabam sendo massa de manobra dos verdadeiros líderes destas manifestações que se escondem por de trás do dinheiro que patrocina os atos de vandalismo. A covardia de agir usando de uma massa empobrecida que vive nas angústias de sua particularidade como referência para tudo o que fazem.
Ontem, me lembrei do efeito manada, do bando, daqueles que seguem o caminho da violência por considerarem que é a forma de darem vida a morte de sua própria existência sem propósito. Infelizmente, tem crescido no mundo hoje um empobrecimento da existência e uma inflamação da lógica simplista. A visão complexa do mundo está se perdendo como referência por uma parte da sociedade.
Esta ação de vandalismo que assistimos em Brasília, no dia 07 de janeiro de 2023, deve ser reprimida, punida e superada com sobriedade. Se queremos a paz, não podemos declarar a guerra aos que se expressam como “cães raivosos”. Temos que demonstrar que as instituições funcionam e que a lei é para todos, principalmente para aqueles que consideram que estão acima delas.
O maior jogador da história, Edson Arantes do Nascimento, “O Pelé”, o “Rei Pelé”, se transformou ao longo do tempo em uma marca de sucesso. Seu nome esteve associado a produtos e serviços ao longo do tempo. O jogador foi um sucesso.
Quando presente em eventos, programas de entretenimento, shows e ações sociais, sua imagem gerava credibilidade e, claro, lucratividade. Inegavelmente, o “Rei do Futebol” enriqueceu muita gente. Mas ele, ficou rico?
Em uma reportagem do Portal GMC ON-LINE, o rei deixou uma quantia razoável para seus herdeiros, R$ 80 milhões aproximadamente. O número é incerto. Mesmo que seja um valor maior do que esse, Pelé acumulou pouco por sua marca. Mesmo sendo um dos pioneiros como celebridade em saber usar a fama a seu favor e fazer marketing com seu nome.
A lição deixada pelo craque acabou sendo bem apreendida por outros grandes nomes do esporte e em especial do futebol. Hoje, muitos jogadores fizeram fortuna imensamente maior do que a de Pelé. Ronaldo, o fenômeno, e Neymar são dois bons nomes para se ter uma ideia.
Podemos considerar inúmeras variáveis para comparar o sucesso de Pelé e o pouco que acumulou em relação a isso com o tempo. O desenvolvimento da mídia de massas e sua tecnologia de comunicação, o quanto isso está associado a rentabilidade, por exemplo. Resumindo, “os tempos são outros”.
A profissionalização da carreira de celebridades e como elas são administradas, com racionalidade e planejamento eficientes aproveitando ao máximo a imagem do atleta e o transformando em ídolo permanente e intensamente divulgado. Se fosse hoje, Pelé teria acumulado muito mais.
Pelé foi o maior jogador da história do futebol, porém, não foi o mais bem sucedido financeiramente. Uma demonstração clara de que a eficiência na atividade que fazemos não está ligada diretamente ao quanto somos capazes de receber pelo nosso trabalho e sim a inteligência em negociar seu potencial. Fica a lição.
A discriminação das mulheres em cargos de liderança é fato. Por mais que elas estejam no poder, manter-se é um desafio. Quanto mais a carreira se transforma em um sucesso os desafios aumentam. Elas passam a ser alvo de um olhar mais atento na busca de criticar e romper com a ascensão.
Mulheres no poder incomodam muito os machistas declarados e, os mais perigosos, os enrustidos. Estes últimos ficam na surdina, fazem aparência de que convivem bem com o sucesso delas, mas esperam um momento oportuno e traiçoeiro para dar o golpe.
Não pense você que é somente os colegas de trabalho que tem um “olhar torto” para o sucesso delas, as “colegas” também. Há muita inveja e discriminação daquelas que deveria apoiar a carreira profissional bem sucedida de uma mulher e a fazer servir de exemplo.
A moçada do “puxa para baixo” é intensa e extensa. São aqueles que quanto pior a situação do outro, melhor.
Uma pesquisa da empresa de prestação de serviços KPMG, mostra o quanto o sucesso das mulheres é um problema. Apresenta dados de preconceito de gênero sofrido por executivas em todo o mundo. Foram 884 mulheres que tem cargo de liderança em todo o mundo entrevistadas, 50 no Brasil.
86% das brasileiras afirmam ter sofrido ato de preconceito e discriminação na vida profissional. O maior índice entre as nacionalidades pesquisadas. Destas, 32% afirmam que em todos os comportamentos no ambiente corporativo.
A comunicação, com 24% e o favoritismo, também com 24%, vem na sequência, como fatores de discriminação. Ou seja, as informações e comunicações internas, profissionais ou não, são carregadas de preconceito. Também, na hora de escolher quem terá a promoção, eles são favorecidos, mesmo que elas tenham o melhor desempenho e currículo.
Se as líderes nas empresas falam sobre discriminação e apontam que sofrem, imagina aquelas que estão dentro do ambiente corporativo em atividades que não são de liderança. Quantas mulheres com talento e potencial são limitadas por práticas de discriminação?
Não por acaso, 96% das mulheres que participaram da pesquisa da KPMG afirmam que é preciso fazer alguma coisa.
E fazer não é algo que deva ser esperado. O “fazer alguma coisa” deve ser praticado constantemente, nas pequenas coisas dentro do ambiente de trabalho. Todos os dias. Importante pensarmos em nossas práticas, por menor que elas sejam, nós podemos estar contribuindo para a discriminação das mulheres no ambiente de trabalho.
Com o que devemos nos preocupar? Esta é uma pergunta difícil de responder diante dos interesses de cada um.
Há aqueles que preferem as coisas práticas e imediatas da vida. Se é para se preocupar com alguma coisa, afirma estes, é melhor que seja para resolver o que precisamos e não ficar delirando sem solução.
Já outros preferem ter um olhar analítico e além da prática e estão atentos aos sentidos das coisas. Qual o significado dos atos e o que eles expressam, porque devemos agir de forma “A” ou “B”. O que está por de trás das coisas é mais importante do que as coisas em si, é a preocupação de outros.
Porém, existe um outro tipo de seres e suas preocupações, os que chamo de alucinados. Os que veem o que não existe e constroem uma realidade somente sua. O desespero da crença que cega aos olhos e faz da realidade uma consequência do que deseja e não como ela realmente é. De antemão aviso, é difícil lidar com este ser humano.
Por isso, os dois primeiros são essenciais em uma democracia. Eles são passíveis do diálogo entre a ação e seu significado. Nos dois casos, aquele que prefere os fatos e os que desejam entender o seu significado, a realidade é o ponto de partida de suas considerações.
O problema está em quem alucina. Age orientado por uma realidade que não existe. Radicaliza e distorce a verdade. Para esse, não há espaço para diálogo, ele prefere considerar que toda a crítica ou oposição é ato de quem precisa ser eliminado. O assustador é que estes seres não são poucos.
Assédio nas empresas é coisa séria. Tem os que consideram que por serem proprietários, gestores, diretores, gerentes, coordenadores, enfim, terem um cargo superior ao de outra pessoa lhe dá o direito de abuso.
Segundo levantamento da Consultoria Vaga.com, mais da metade dos profissionais das empresas, 52%, para ser mais exato, foram assediados. O número é grave. Ainda mais que a pesquisa mostra que a maioria das pessoas que passaram por esta condição não denunciaram, 87,5%.
Como falei no início, a maioria dos que assediam são os chefes imediatos, 84% dos casos. O que deixa muitos líderes a vontade para assediar, é que não são denunciados e consideram que a prática nunca será reprimida, o famoso “vai dar nada não”.
Dos que sofreram assédio, a maioria não denuncia por medo de perder o emprego, 39,4%, ou temor de represaria, perseguição dentro da empresa e fora dela, 31,6%. Ainda há um percentual, 11%, que não denuncia por vergonha ou medo por se considerarem culpados, 8,2%.
No cotidiano é que expressamos a nossa personalidade. Não é nos discursos que fazemos. Nossa prática diária, a maneira como conduzimos nossa vida, denuncia a nossa intenção, onde estão sustentados nossos valores.
O machismo, patriarcalismo, domínio e percepção de que somos proprietários do corpo do outro é prática corriqueira nas corporações. Não por acaso, mais de 50% das ações de assédio se dão tendo as mulheres com vítimas e o agressor um homem.
O pior da hipocrisia que os números denunciam é que mesmo denunciando, em 74,6% dos casos, o agressor permaneceu na empresa.
Relações de trabalho denunciam intenções e valores. Cuidado, pense nisso. Não somos o desejo de nossa retórica e sim a intenção e expressão de nossos atos. Somos o critério de nossas escolhas.
O Ano Novo chega no domingo. Cheio de esperança ou de temor. Por isso, tinha me comprometido de falarmos do futuro, do que virá. Chamaria de projeções.
Imagine um projetor mesmo, estes de cinema. Aquele que joga sobre a tela em branco o que tem dentro de si. Fazemos isso em relação ao Ano Novo, projetamos. Uma busca de transformar em realidade o que construímos em nossa mente.
Porém, a vida não é tela e projeções não se realizam somente porque temos dentro de nós a vontade. Ela pode ser considerada um bom começo. Vale a frase, “De boas intenções o inferno está cheio”. Não depende só de nós e, mais ainda, mesmo nós não sabemos muito bem o que queremos. Entre o que projetamos de desejamos há uma diferença.
Logo, no Ano Novo, seria interessante mudar a lógica do que se quer. Aquela lista de coisas que você jura que fará no e que não duram nem uma semana depois que o Ano Novo começa.
Pare de construir projeções como desejos.
A primeira coisa a se fazer é prometer ser sincero com você mesmo e compreender onde se está, com quem se convive e o que importa realmente. Trace este compromisso para o ano que vem.
Lhe garanto que será mais desafiador a sinceridade de sua condição do que as promessas de emagrecer, parar de fumar, fazer exercícios, fazer um curso de inglês etc. Exige algo maior que projetar à vontade, arrumar, revisar e ajustar o projetor, a sua percepção sobre as coisas, sobre o mundo a sua volta. Descobrir que aquilo que você tanto diz querer não é o que você necessita, separar a vontade da necessidade.
Logo, aprenda a ter consciência de si e fazer para si a partir do que realmente se é. Não estamos no controle de tudo, porém, somos nós que organizamos a pauta do que nos é prioritário. Com o tempo devido podemos fazer muito, por isso, ansiedade não é ingrediente para quem deseja mudar, construir é a palavra certa em vez de projetar.
Difícil fazer mensagens de fim de ano. Desejar feliz Ano Novo é uma tradição. Então resolvi dividir meu comentário de despedida de 2022 e chegada de 2023 em dois tempos, um hoje e outra amanhã. Assim, haverá tempo para se fazer duas reflexões, o que vivemos e o que vamos viver.
Para falar do que vivemos, este é o tema do comentário de hoje, é bom sempre lembrar de que não há como refazer nada do que foi feito. Não há como apagar. Talvez, e se faz necessário, lembrar que o passado não é algo imóvel. Ele é constantemente transformado na memória. Podemos mudar a consideração sobre os fatos.
Para isso, há duas formas, uma infantil e outra madura.
A infantilidade é aquela que romantiza, é imparcial, deturpa, distorce e força um olhar que nos inocenta. Uma busca de reduzir o peso dos acontecimentos. Fácil de se fazer, difícil de se sustentar. Chamaria de passado dos tolos.
Outra forma é encarar, repensar e deixar o tempo acomodar o significado do que aconteceu. Entender que o futuro cicatriza, não cura feridas, reinterpreta a dor e nos faz melhor. O passado cria calos, nos faz ter “casca grossa” e demonstra que o que vier não será a mesma coisa do que já se foi. Aprendemos a valorizar o necessário e dispensar o superficial.
Quanto temos coisas boas do que passou, temos que dar também um tratamento adequado. A primeira forma é não viver do passado, ficar saudosista, melancólico, considerar que eternizar um momento seria maravilhoso. Sempre é bom lembrar que o valor dos melhores momentos é ter a capacidade de medi-lo exatamente porque ele já se foi. O gosto bom só pode ser sentido quando experimentamos o ruim.
2022 foi um ano das duas coisas, em proporções diferentes, coisas boas e ruins. Aquilo que queremos esquecer e o que desejamos eternamente lembrar. Momentos que desejamos e outros que evitamos. Independente de qual seja a proporção, para mais ou para menos, o que vivemos e como lembramos fará toda a diferença em enfrentar o que virá pela frente.
Feliz 2023!
Inventamos as passagens de anos. Elas geram marcos para que possamos contar o tempo e organizar o pensamento. Fazer “balanços” sobre o que foi feito. O fim é maravilhoso por isso. Saber que há um certo tempo para tudo. Nada pode ser para sempre.
Mas, e, porém, se vivêssemos para sempre, como seria? Para alguns a possibilidade da eternidade é e seria um alívio, um desejo que alguns buscam desesperadamente. Quantos fazem o que podem e fariam o que pudessem para viver para sempre, ou máximo de tempo possível, nesta vida.
A passagem do ano nos faz somar na conta do tempo os anos que já passamos. Acumulativo, a soma que não se pode parar. Logo, quem busca a eternidade confirma diariamente o quanto a finitude é uma realidade.
2022 está aí, chegando na esquina da agonia, vai acabar. Mas, nada é se não uma simbologia necessária para nos dar o alerta de que somos cientes e conscientes de que nosso tempo está contado. Lembrança necessária para dar um significado ao tempo que passamos boa parte contanto as satisfações dos minutos, sem olhar, por comodidade, medo, covardia e resistência de entender que há um fim.
Mas, e, que bom ou mau, há um ano que vem. Com ou sem nós, haverá um ano que vem. Independente de quanto contarmos ou se deixarmos de fazê-lo, haverá uma eternidade, com ou sem nós. Logo, saiba viver seu tempo, independente do quanto dure e deixe no futuro algo que seja eterno. Assim, não morrerás jamais.
From the publisher's feed