Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Na internet, invasores também são invadidos

    Vivemos o tempo dos invasores. O que mais presenciamos rede

    sociais são as invasões a nossa privacidade e o nosso desejo de invadir a
    privacidade de alguém.

    Nunca a vida pessoal das pessoas interessou tanto a tantos e

    nunca a vida de cada um foi exporta de forma voluntária. Sim, uma grande
    maioria das pessoas tem uma ou mais redes sociais.

    Através dos dados da We Are Social e Meltwater é possível

    compreender a adesão dos brasileiros ao mundo digital e as plataformas de
    comunicação e exposição pessoal de conteúdo.

    A rede mais conhecida é o WhatsApp. Ele tem hoje 93,4% dos

    que estão na internet. São nada mais nada menos que 169 milhões de brasileiros.

    Em segundo lugar está o YouTube, com 142 milhões e o

    Instagram com 113,5 milhões.

    Nossa vida está lá, para o bem e para o mal.

    Exatamente neste mundo, uma grande parte das pessoas não

    sabe se comportar e nem sempre consegue respeitar o limite entre a exposição
    saudável ou excessiva. As redes sociais nos denunciam e podem ser um obstáculo.

    Quantas já perderam oportunidades de trabalho por causa das

    redes? Inúmeras, uma imensa quantidade de pessoas. E elas geraram e estão
    gerando conteúdos contra si mesmas.

    O mundo digital, a vida na virtualidade, pode nos trazer

    benefícios, contudo, não é a resposta para nossas carências afetivas, nossa
    busca de aprovação social. O que somos está nas relações mais próximas,
    físicas, reais, cotidianas.

    O virtual pode nos fazer conhece multidões, mas há uma

    condição de convivência próxima, diária, pessoal, que nos é insubstituível e
    necessária. Sem ela, não se compensa o sentido de existir e viver.

    Ou aprendemos a usar as redes sociais como um canal de

    comunicação com limites de privacidade ou vamos perder a nossa própria
    identidade e percepção do que realmente somos.

    E isso é fácil de perceber, olhe quantas pessoas mentem nas

    redes sociais. Segundo um levantamento feito em 2019 pela revista Computer in
    Human Behavior, 84% das pessoas admitem já ter mentido na internet.

    Não por acaso, segundo a mesma pesquisa, 98% não acreditam ou

    desconfiam das pessoas com quem se relacionam nas redes sociais.

    Logo, a falta de confiança quando o mundo virtual é o único

    campo no qual você se relaciona. No faz de conta que corre pela rede mundial de
    computadores há um mundo que se deseja ter e que aos poucos destrói a
    consciência necessária de quem se é. 

    Se deixar levar e viver pelas redes pessoais é um risco. Não

    deixe isso acontecer com você!!! Suas relações físicas precisam de sua atenção.

    5 min
  • Você é diplomático ou inconveniente?

    Qual é a de Lula em relação a Ucrânia?

    Estamos vivendo por estes dias umas idas e vindas em relação

    a diplomacia brasileira. Coisa maluca.

    Veja o que acontece atualmente, hora abraçamos chineses, recebemos

    representante russo, condenamos a Ucrânia pela como uma das responsáveis pela
    guerra.

    Claro que tudo isso nos fez ficar de mal com União Europeia

    e Estados Unidos, acusados pelo presidente Lula de financiarem e apoiarem a
    guerra na Ucrânia.

    Na sequência, por pressão norte americana e europeia, se

    pede desculpas e condena a violação do território ucraniano. Vai entender!

    Difícil! Ainda mais porque o governo do ex-presidente Jair

    Bolsonaro criticou os Estados Unidos, visitou a Rússia e criticou os chineses.
    Antes de Lula, parte da postura era idêntica e depois contrária.

    As peripécias diplomáticas brasileiras vêm de longa data. A

    busca de demarcar poder e influência se dá exatamente na diplomacia. Sem ela,
    não se fecha negócios e acordos, não se estabelece alianças estratégicas para
    ampliar mercados, forças militares e interesses internacionais sobre os mais
    diversos temas.

    •  
    • Ucrânia e o dilema nacional (http://gilsonaguiar.com.br/ucrania-e-o-dilema-nacional/)
    •      
    • Agressão não é solução (http://gilsonaguiar.com.br/agressao-nao-e-solucao/)
    •        
    • O Mundo faz parte da nossa vida (http://gilsonaguiar.com.br/o-mundo-faz-parte-de-nossa-vida/)

       

      Há que se ter diplomacia sempre. A grande questão é ao que

      ela serve e em que momento está sendo feita. Porque na nossa vida não é
      diferente. A gente vive fazendo alianças, promovendo acordos recebendo ou fazendo
      visitas e buscando aliados. De vez enquanto, também, gerando inimigos.

      Na história brasileira, um dos maiores articuladores e

      diplomatas do país foi o Barão do Rio Branco (1845 a 1912). Apesar do título,
      suas maiores peripécias diplomáticas se deram na República Velha (1889 a 1930).

      Graças a ele se deve a anexação do Acre e a consolidação das

      fronteiras do Brasil com a Argentina, nosso maior rival no cone sul. Fora isso,
      conseguiu a consolidação do território paraense na disputa com os francesas na
      Guiana.  

      A diplomacia muitas vezes consegue mais vitórias que

      inúmeras guerras. Gera prestígio e poder.

      Se lembrarmos nossa vida pessoal, o quanto não se consegue

      com o que se chama de um bom “networking”. Bons relacionamentos constroem
      carreiras e empresas, ampliam negócios.

      Logo, se as vezes abraçarmos lados opostos de um conflito e

      termos boas relações com os envolvidos em crise não é um problema. Faz parte do
      jogo, das negociações, da relação de interesses, do jogo de forças. Mas, a
      diferença entre a habilidade e a falta dela é tênue.

      Hoje, dia 20 de abril, é o Dia do Diplomat

      5 min
    • Como nasce a escravidão voluntária?

      O trabalho análogo a escravidão no Brasil está crescendo e já

      comentamos sobre este tema aqui. Um dado importante é que nos primeiros meses
      deste ano o crescimento de denúncias de prática de violência no trabalho aumentou
      124%. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego.

      Lembro que grande parte das denúncias é de condições de

      exploração de trabalhadores na zona rural. O que mais impactou o país nos
      últimos meses foram as denúncias de exploração de trabalhadores em vinícolas
      famosas no Rio Grande do Sul.

      Mas, há uma exploração e violência no trabalho urbano. Falando

      de violência no trabalho nas cidades, o trabalho doméstico é outro ambiente
      onde as denúncias de condições insalubres e de violência no trabalho ocorre
      constantemente.

      Ironicamente, dez anos atrás foi criada a Emenda

      Constitucional 72, ou a chamada PEC das Domésticas, que buscou regularizar e
      dar garantias as condições de trabalho no ambiente doméstico.

      Contudo, o número de trabalhadores nesta atividade está diminuindo,

      principalmente os que são registrados. Logo, diante da lei cresce a informalidade.
      E, lembro, se cresce a informalidade é porque os lados envolvidos veem algum
      benefício.

      Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio

      (Penad), ocorreu uma queda de 4,3% do número de trabalhadores domésticos. Em
      2013 eram 303 mil, hoje são 290 mil. Os que tem carteira assinada, em 2013,
      eram 28%, hoje são 22,8%. Preocupante, não?

      Logo, a insegurança cresceu no trabalho. O que permite

      a construção de um ambiente de risco para trabalhadores que se sujeitam a esta
      condição por falta de outra oportunidade. Por isso, eles não têm saída.

      Se não tem saída, é preciso construí-la. E a saída seria o

      investimento em qualificação de trabalhadores adultos. Criar programas de melhoria
      do potencial profissional. Se possível com incentivo, para terem condições de
      estudarem e buscarem uma oportunidade melhor no mercado de trabalho.

      Empresas precisam investir na qualificação profissional,

      seja através do Sistema “S”, ou criar dentro das instituições um programa de
      qualificação. Isto pode ser feito em conjunto com instituições de ensino superior
      através de programas de qualificação direcionados.

      Se queremos acabar com a escravidão voluntária, se queremos

      proteger a dignidade humana, temos que dar condições de escolhas. Sem isso, não
      há uma sociedade de pessoas livres.

      3 min
    • Como ficam os excluídos digitais?

      Um dia a inteligência artificial vai dominar, tomar o poder.

      Uma parte restrita de pessoas bem-sucedidas nas regras da vida econômica
      continuaram produtivas no mercado. Estarão rodeadas de todas as cosias que lhes
      podem ser a extensão de desejos e realizador de vontades.

      Empresas já estão organizando a produção de robôs com a

      capacidade de tomar as mais diferentes atividades e decisões humanas. Eles
      estão tomando formas humanoides, está é uma das metas das empresas que investem
      no setor.

      Em reportagem em Época Negócios, Elon Musk já

      incorporou empresa que desenvolve inteligência generativa. Integrar vários
      campos de conhecimento em um mesmo elemento inteligente artificialmente.

      A perfeição está, por exemplo, na ancoragem da televisão,

      onde já há uma profissional virtual, na China. Ela, a âncora, 24 horas por dia,
      365 dias do ano. Por enquanto, ela apenas dá notícias do Partido Comunista
      chinês. Ironia, o símbolo da crítica ao capitalismo é hoje a vanguarda de uma
      tecnologia que deve ganhar o mercado.

      Yoval Noah Harari, o israelense que se transformou uma

      expressão intelectual no tema do avanço tecnológico, lembra do distanciamento
      entre dois mundos. Aqueles que tem acesso a tecnologia e vão saborear todos os
      avanços que ela permite e os que serão excluídos deste ambiente.

      Estes dois mundos tendem a crescer e ser um problema

      internacional. O mundo já estava dividido e agora ainda mais. Não é mais uma
      questão de fronteira nacional e sim de acesso aos meios tecnológicos que
      permite a inclusão de negócios e pessoas. A fome está associada ao acesso aos
      recursos da tecnologia da informação (TI) e o desenvolvimento da inteligência
      artificial (IA).

      Vamos em frente ainda por muitos anos. Teremos mais exclusão

      e divisão da renda de forma absurda. A miséria deve se generalizar em
      populações apartadas dos meios tecnológicos. Haverá dois mundos.

      O mais pobre deles será profundamente humano, empilhados de

      pessoas. Elas, terão que reinventar uma sociedade onde a presença da
      inteligência e das ações humanas é a única saída para viver e sobreviver. Talvez
      seja nessa sociedade que repouse o futuro da humanidade.

      3 min
    • Depois da tragédia, o que fazer?

      Agora estamos preocupados de quando deve ocorrer o próximo

      ataque a uma escola. A sequência de ataques, um em São Paulo e outro em
      Blumenau deixou a sociedade abalada. O primeiro custou a vida de uma professora
      e o segundo levou a morte de quatro crianças.

      Prefeituras em todo o Brasil buscam meios de evitar ataques.

      Se teme o próximo. Em algumas cidades se quer um policiamento mais ostensivo
      nas proximidades das instituições de ensino.

      Também, há quem defenda que exista um monitoramento nas

      redes sociais, detectar ameaças, responsabilizar pessoas por conteúdos
      considerados suspeitos. Deter ataque enquanto as ameaças ainda são virtuais.

      Será que todas as medidas geram segurança?

      Enquanto alternativas imediatas nos dão uma sensação de que

      algo está sendo feito. Porém, o fator que pode determinar o crescimento desta
      onda de violência é saber que os agressores, aqueles que atacam
      estabelecimentos e atacam pessoas inocentes, expressam suas intenções na vida
      doméstica.

      Temos que aceitar que os agressores têm uma vida comum,

      estão dentro das casas, no ambiente doméstico, tem pai e mãe ou tem filhos. Os
      alucinados precisam ser reconhecidos não pela anormalidade, mas pela
      proximidade dos hábitos com as pessoas comuns.

      A qualidade das relações domésticas podem ser a melhor

      reação para contar os alucinados. Eles não estão do portão para fora, eles
      vivem entre nós.

       

      2 min
    • Como nasce o poder no Brasil?

      Max Weber, pensador alemão, um clássico das ciências

      sociais, ao analisar a formação do estado nacional moderno, lembra do papel que
      o poder deve ter na vida das pessoas para que elas aceitem sua autoridade.

      O que ele quer dizer é simples, para reconhecer o poder ele

      deve ser exercido na minha vida, todos os dias, de forma clara ou sutil.

      No Brasil, a construção do Estado Nacional foi um exercício

      de imposição sensível. Constituído ao longo da história com a centralização e
      intervenção sobre a vida cotidiana, de forma distinta e em momentos diferentes
      conforme a região que analisamos.

      Na construção de uma máquina estatal absurda foi decisivo

      para a imposição do governo federal em nossas vidas e mesmo os governos
      estatais.

      Não é por acaso que os recursos federais são determinantes para

      gerar possibilidades em diversas regiões do país, por mais que seja nas cidades
      que a vida ocorre e as diferenças podem ter suas necessidades próprias.

      Getúlio Vargas, o ditador idolatrado da história brasileira,

      um dos inventores do nacionalismo, seguindo o centralismo iniciado pela
      monarquia, foi o criador de uma máquina estatal e distribuidor de recursos que
      exigiam obediência para se receber concessões.

      As mesmas estatais permitem a constituição de acordos e

      cargos favorecendo alianças que ideologicamente seriam improváveis. O aperto de
      mão entre líderes de partidos em lados opostos a favor de um governo que retribuí
      com cargos na poderosa máquina.

      A prática é antiga. Ela permanece, independente dos governos

      e garante a governabilidade. Esta é a forma que os líderes locais constituem
      seu poder associando-se a uma máquina centralizadora e se tornando os caciques
      regionais apoiando as decisões do senhor absoluto do país, o poder central.

      Não é por acaso, que o sonho de crescer constituindo sua

      empresa, buscando ter sucesso no mundo dos negócios, não é uma questão de
      eficiência, mas de apadrinhamento, aliança e acordos, mais do que eficiência.

      Logo, este papo que todos reclamam do excesso de centralização

      do governo federal na vida dos brasileiros, deste mando impositor, da
      tributação injusta, de leis excessivas, de um poder fundado na dependência dos
      recursos públicos, vem da formação do país e de sua autoridade central. Não
      é de hoje, é histórico.

      3 min
    • Pedir desculpas é sinal de fraqueza?

      Você é daqueles que pede desculpa o tempo todo? Livros especializados

      em comportamento humano consideram que esta atitude é um erro. Será?

      Há livros e artigos que tratam do tema com os mais

      diferentes títulos. Considerando que pedir desculpas é uma humilhação ou uma
      forma desnecessária e prejudicial a imagem pessoal.

      Os que associam o pedido de desculpa ao fracasso, afirmam

      que pedir desculpas demonstram submissão. Os fortes e poderosos raramente pedem
      desculpa.

      Porém um estudo da Havard Business School vai contra esta

      lógica e demonstra que o pedido de desculpas gera empatia. Pessoas são capazes
      de ceder a um pedido ou serem mais empáticas e influenciadas por quem pede
      desculpas.

      Feita por Alison Wood Brooks, o experimento foi feito com

      pessoas que estavam em uma estação do metrô e foram abordadas por uma pessoa
      que pediu o celular emprestado. 91% dos que foram abordados se negaram a emprestar.

      Porém, quando o pedido de emprestar foi antecedido por um

      pedido de desculpas, as coisas mudaram, metade cedeu e emprestou o aparelho. Claro
      que o levantamento vai além disso. Mas é uma demonstração de que pedir
      desculpas gera empatia.

      O levantamento também mostra que as pessoas que pedem

      desculpas são consideradas menos arrogantes e preocupadas com os semelhantes.
      Aqueles que assumem seus erros demonstram potencial de mudança, resiliência e respeito
      pelo próximo.

      Se for uma prática automática, quase um tique-nervoso, um

      hábito corriqueiro e associado as mais diferentes situações, tende a ser
      banalizado. E o que é banalizado não é valorizado. A velha história de que se
      dá valor a escassez possivelmente funcione aqui.

      Ninguém deve pedir desculpas porque cuida de sim, porque

      fala a verdade ou porque tem sucesso na vida. Não somos obrigados a pedir
      desculpa pela existência. Somos sim, responsáveis pelos nossos atos, e quando
      ele fere alguém, prejudica outra pessoa, colabora com algo que fere os outros, o
      pedido de desculpa vale.

      Porém, sinceramente, prefiro o defeito de quem sempre pede

      desculpas do que a arrogância daquele que considera que não deve nada a ninguém
      e de que os outros que suportem a sua presença.
      Mas tem momentos em que o pedido de desculpas excede?

      3 min
    • Como nascem os assassinos em série?

      Os anormais estão à solta e não é de hoje.

      O ataque que ocorreu a escola infantil Bom Pastor, onde

      crianças entre três meses e 7 anos de idade ficavam, abalou mais uma vez o
      país. O autor do ato estúpido, bárbaro, insano, foi um homem de 25 anos.

      Quatro crianças foram mortas pelo invasor. A arma, um

      machado.

      Segundo relato das professoras, que não esperavam viver

      tamanha estupidez, o alvo do assassino em série eram as crianças. Elas, as
      professoras, como sempre, tentaram evitar o pior, e teria sido se elas não protegessem
      os menores.

      O assassino, depois de cometer os crimes, se entregou a

      polícia.

      O chefe de polícia da cidade de Blumenau afirma que o caso é

      um ato isolado. Também, justifica que o assassino tenha sido motivado por um
      surto psicótico. Os traumas pessoas sempre são usados para explicar o ato de
      imbecilidade coletiva!

      O assassino cometeu o crime de forma pensada, elaborou o ato

      e focou as ações para atingir seu objetivo. Ele sabia o que estava fazendo.

      Se nos assusta a agressão, é porque ela é proporcional a

      pobreza humana que a executou.

      Não entendo o porquê as pessoas tendem a buscar nos autores

      de violência extrema, bárbara, absurda, uma peculiaridade que desassocie seus
      atos dos demais seres humanos. Esta nossa tendência a considerar que a mente
      criminosa é apartada, separada, isolada, contrária, ao padrão de comportamento
      social. Não é não, ele não.

      Claro, a grande maioria de nós não vai atacar uma escola,

      matar crianças, alunos e professores. Porém, o campo fértil para este tipo de
      ato está propagado. E muitos seres humanos se sentem estimulados a cometer
      absurdos contra si mesmos e contra outros.

      Hoje se propaga ideias tolas. Elas motivam pessoas com

      lógicas superficiais para cometerem atos extremos. Estimulamos mentes infantis
      com baixa capacidade de compreensão da vida a considerarem que elas são o
      “centro do universo”, que tudo podem, e o que é pior, que tem razão. Foi por
      isso que um ser humano infantilizado acabou com a infância de quatro crianças.

      Estas mesmas mentes ensimesmadas, quando estão rancorosas

      com a vida, culpam quem quiser e eliminam os que escolherem. Selecionam os
      culpados de sua dor, angústia, frustração e fraqueza, e os elimina.

      A ironia é que o egocêntrico exterminador sempre elimina

      inocentes e frágeis. Os que vão sofrer a ira do imbecil é sempre os que não
      podem se proteger. O alucinado assassino nunca invade um quartel militar
      cheio de soldados bem armados.

      Perceba que em outros atos de violência há o mesmo

      personagem. Quantas vezes a mesma história, o homem agride a mulher, se impõe,
      porque sabe que ela tem dificuldade de se defender fisicamente.

      Os revoltados que arrumam brigas nos bares na madrugada,

      nunca desafiam, ofendem ou socam alguém a sua altura ou com sua força. O
      exterminador é sempre um covarde.

      Logo, é lamentável o que ocorreu na escola em Blumenau. Entristece

      saber que o inocente é atingido por um ato de agressão de um ser humano a quem
      nada fizeram. Dói mais quando a perda são crianças.

      Há muito o que lamentar, mas também refletir.

      Porém, não considero correto afirmar que o perfil do

      assassino e o mal que o moldou é uma exceção. Ele, o cretino agressor é fruto
      de muitos dos estimuladores e ambientes de valorização da fraqueza humana a que
      estamos sujeitos. A mente criminosa está entre nós, porém nem todos
      cometemos crimes. 

      3 min

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    A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…