Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Pessoas são de carne e osso

    Você sabia que pessoas são de carne e osso? Para muitos, o óbvio se transformou em impensado, o ser humano é demasiadamente humano. Pessoas erram, pessoas temem, pessoas se deprimem, pessoas sofrem, pessoas são infelizes. Porque tudo isso pode ser passageiro, mas é humano.

    Seres humanos tem atos de coragem, momentos de felicidade, ficam empolgadas, confiantes e tem satisfação, também, porque são humanas. Por mais que o lado bom e ruim não sejam eternos, eles existem e fazem parte do dia a dia. E sabor do doce é realçada quando o salgado, azedo ou amargo ainda estão na memória do nosso paladar.

    A felicidade e a tristeza podem estar dentro de você. Porém, não saem sem a ajuda de outros. Como Sócrates afirmava sobre o conhecimento da verdade. Ele está em nós, mas é preciso o doloroso trabalho de parto para que ele possa ganhar vida. O que ele chamava de maiêutica, o “parto das ideias”. Logo, a felicidade de gerar a vida é um processo doloroso, a dor de um parto.

    O que tem relevância nesta vida não é fácil. Por isso, para muitos que tem a vida fácil a dificuldade e osbstáculos, por menor que sejam, parecem intransponíveis. Se tornam difíceis. Não porque são elevados, mas as pessoas são pequenas demais em sua competência, resiliência e experiência para reagir e dar as coisas o tamanho que elas realmente têm.

    Os seres humanos são de carne e osso. Ficamos idealizando pessoas e esquecemos de olhar para o que elas realmente são. Vendemos ilusões. Construímos a indústria dos sonhos como os manuais de solução rápida, de conduta assertiva, de comportamentos eficientes, os famosos e ventáveis manuais de autoajuda.

    Eles vendem tanto, são tantos, tantas fórmulas, e nenhum dos “manuais da felicidade” conseguiu resolver a vida definitivamente. Porque ela é demasiadamente humana e somos de carne e osso. Não há receita ideal, há seres reais. Enquanto não entendermos efetivamente quem somos não haverá respostas duradouras. E só haverá vida quando nos dispusermos a fazer o parto de refletir quem realmente somos para poder viver.

    2 min
  • Tempos de infantilização inbecil

    Conforme as eleições se aproximam o discurso tendem a ser mais críticos em relação aos adversários. Também, o ambiente tende a se polarizar, escolhas ficam mais nítidas e aliados políticos fervorosos começa a se pronunciar. Até aqui, faz parte da democracia.

    O limite que se teme ultrapassar e já foi este ano é o da violência, da agressão física, do ato de barbárie extrema. A dificuldade de convivência entre opostos gera clima de incerteza e pode ser o fator de estímulo a agressão. Intolerância é a palavra.

    Vale lembrar que este ambiente não é exclusivamente brasileiro. Não faz parte de uma realidade específica, é um fenômeno global. Uma parcela do mundo perdeu a capacidade de convivência. Qual seria o motivo?

    Chamo este momento que estamos vivendo de infantilização. O ser humano contemporâneo é estimulado a ter comportamentos que antes eram exclusivamente das crianças. O egoísmo típico de uma criança que não sabe e não compreende o valor do que está a sua volta e a complexidade da convivência, gera atitudes infantis.

    Agora, se aprende desde cedo e se consolida com a idade que tudo é permitido, tudo é possível, para uma parcela dos de melhor renda e para outra dos sem condição econômica, se esfrega constantemente na cara os discursos de empoderamento utópico e de valorização do absurdo.

    O desqualificado pode ser o que quiser. O descompensado emocional, radical, mimado e incoerente é considerado um “líder de personalidade forte”. Alguém que no fundo é um imbecil agora se transforma em gestor de pessoas e é visto como um diferencial.

    Os espaços da mídia de massas, em especial a digital, são ocupados por personalidades medíocres. Se enchem de histórias de analfabetos, ignorantes, desqualificados, estúpidos, vistos como gênios. A falta de qualificação e caráter virou pré-requisito para o sucesso.

    Diante deste mar de absurdos, a infantilização é regra. Quantos não se consideram injustiçados, já que tendo os atributos da imbecilidade considerada genial, porque o mundo não o reconhece e lhe dá que merece, o sucesso.

    Os que antes eram reprovados na escola, os piores alunos, os que desprezavam a educação, eram banidos de consideração. Poderia ter sucesso em outras atividades, mas nunca no que se considera a inteligência e reconhecimento como modelo de conduta.

    Escolhemos nossos modelos de sucesso consumindo o medíocre. Amamos a imbecilidade. Louvamos o absurdo e acreditamos no improvável. Permitimos ao idiota o direito de ser incluindo entre os coerentes e civilizados. Depois ficamos nos perguntando, por que as coisas ficaram assim? Por que tanto radicalismo?

    2 min
  • Pandemia deixa sequelas em sala de aula

    Começamos a perceber dentro de sala de aula a dificuldade dos alunos em acompanharem conteúdos por causa das deficiências de ensino durante o período de pandemia. Aqueles que estão ingressando no ensino universitário este ano, são fruto de aulas on-line durante as restrições necessárias para o combate a Covid-19.

    Mas, não se pode negar que a forma como foi dadas as aulas para estes alunos não foram o suficiente para garantir condições mínimas de conhecimento ao acesso universitário. Uma realidade que temos que compreender em sua dimensão e responsabilidade.

    Se denuncia uma condição precária na educação do país. Ela piorou com a necessidade do ensino remoto ou home-office. Muitos perderam grande parte do conhecimento que se poderia trabalhar nas condições tradicionais de ensino e não foram mantidos no ensino a distância.

    Há o ambiente social que deve ser considerado como contexto. Uma realidade difícil para as famílias de baixa renda que não apresentam condições mínimas para disponibilizar aos seus filhos um acesso a internet com qualidade.

    O problema já existia antes. Isso é fato. Mas é importante entender que esta condição piorou com a pandemia, quando as diferenças ficaram mais claras e no futuro vamos pagar um preço ainda maior por isso. Na crise o que é ruim fica pior.

    2 min
  • Brasil é único e diverso

    O Brasil é uma “colcha de retalhos”, nunca foi pano padronizado com a mesmas estampas. As pessoas dizem saber, mas se negam a refletir. Os diversos lugares onde vivemos não são o reflexo do que a nação é. Por isso, julgar a parte pelo todo é um risco.

    Veja a questão do preconceito racial, ele existe em todo o país e tem características diferentes de região a região em sua composição. Por mais que a história do trabalho escravo gerou muito ou pouco relevância na formação nacional.

    A média de pretos e pardos no país ultrapassa os 56% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Contudo, no Sul do país este percentual não ultrapassa os 26%.

    Quando falamos de intensidade de preconceito existe uma diferença regional. Em alguns lugares o preconceito é mais perceptível que outro? Há lugares onde ele já foi superado no país?

    Para estas perguntas a resposta é não. O preconceito é condição comum. A negativa da formação história e social das diversas regiões é mais variada. Se incorpora mais as heranças migratórias em alguns lugares do que outros.

    Há regiões onde a formação afro é inegável e se expressa em todos os cantos. Um olhar para a própria pele já denuncia o que em alguns lugares brasileiros as pessoas têm que fazer DNA para saber que tem um “pé na senzala”.

    Frequentamos ambientes que demonstram nossa formação miscigenada. No Sul do país o processo de miscigenação se deu com uma diversidade de nações maiores do que em outras regiões. O Paraná por exemplo é o Estado de maior encontro entre povos no país.

    Logo, somos fruto de miscigenação, isto está por todos os lugares. Não temos a mesma história social e econômica em nosso território, isto também é fato. O que é fundamental, está na maneira como encaramos isso. Conhecer, entender e incorporar em nosso olhar, ou negar e fazer de conta que se está onde não se está e se vive em uma país que é fruto da nossa fantasia e não da realidade.

    3 min
  • Vandalismo e autossabotagem

    Em Maringá, no noroeste do Paraná, 24 notebooks foram roubados da Secretaria de Educação do Município. Os equipamentos eram para os professores e seriam entregues ontem, segunda-feira. A educação “perdeu”, como dizem os bandidos.

    Roubar o patrimônio público não é um mal apenas de um município, acontece constantemente. A estrutura que deve atender a população é delapidada, ironicamente, por quem mais precisa.

    Grande parte dos equipamentos públicos que funcionam e sofrem vandalismo, danificados ou roubados, estavam ali para servir a população. Muitas vezes, o agente da destruição estava no público que é atendido pelo espaço que foi danificado.

    O vândalo revoltado que deseja resolver o seu problema ou descarregar sua raiva acaba por se vingar em sua própria possibilidade, destrói a sua saída.

    Falamos muito da desigualdade e do quanto a miséria se propaga. As medidas paliativas são usadas como forma de ter a população sempre a mão, refém da miséria quando é alimentada por migalhas. Já a infraestrutura é a saída vital e final. A escola, o posto de saúde, o ginásio de esportes, a escola e hospitais são o remédio definitivo e permanente.

    São exatamente estes espaços que sofrem com o vandalismo e o roubo constante. Os espaços definitivos e necessários para a melhoria da qualidade humana.

    Nós também fazemos isso com nossa vida. Se os vândalos nos incomodam, nós também vandalizamos nossa existência. Há em muitos a capacidade de destruir suas soluções. Roubar o que é sua condição fundamental para a superação de seus limites. Nós também jogamos oportunidades fora. Prejudicamos inúmeras pessoas com isso e principalmente nós mesmos.

    Quando se fica perguntando o que fazer, talvez a primeira coisa é não destruir o próprio patrimônio, acabar com suas possibilidades, não ser seu próprio sabotador.

    3 min
  • Desigualdade é uma constante diária

    Só para termos uma ideia do que é a discriminação das mulheres no mercado de trabalho, mesmo representando 54% da força de trabalho no país, o que é 15% a mais do que a média internacional, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil ainda é um país com uma desigualdade de remuneração significativa em comparação com outras nações no mundo. Segundo dados do Relatório Global sobre Lacuna do Fórum Econômico Mundial, entre 150 nações, o país ocupa a posição 130.

    Mais que isso, a violência contra as mulheres no ambiente de trabalho é nítida, um levantamento do Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva mostra que 76% das mulheres já sofreram algum tipo de agressão dentro do ambiente profissional. O que vem a demonstrar que se “naturaliza” a desigualdade. No caso das mulheres pretas esta é uma condição mais sensível. Um levantamento da empresa Triwi mostra que 24% das corporações não têm mulheres pretas em seu quadro de funcionários.

    Dados do Observatório da Diversidade e da Igualdade de Oportunidades no Ambiente de Trabalho, um trabalho conjunto do Smartlab que é uma plataforma da Organização Internacional do Trabalho e do Ministério Púbico do Trabalho (MPT) mostram que a média salarial do um trabalhador branco, em 2017, era de R$ 3,3 mil, de uma mulher branca era de R$ 2,6 mil, de um homem preto era de R$ 2,3 mil e de uma mulher preta era de R$ 1,8 mil. Uma desigualdade significativa.

    Quando a questão eram cargos de liderança dentro das empresas, segundo os dados, os homens pretos eram apenas 29%. O que demonstra uma pretensão clara a trabalhadores brancos quando se fala de cargos de comando dentro das corporações.

    Dados do IBGE, de 2019, mostram que os pretos e pardos são 64,2% da população desocupada e 66,1% da população subutilizada. Entre os informais, os pretos são 47,3%, enquanto os brancos são 34,6%.

    O rendimento médio da população branca, segundo o levantamento do IBGE, é 73,9% maior que o da população preta. Mesmo quando falamos de formação superior os brancos ganham 45% mais que os pretos e pardos.

    Entre os 10% com menor renda no Brasil, os pretos e pardos representam 75,2% do total. Já quando se fala dos 10% dos que tem melhor renda, os pretos e pardos são apenas 27,7%.

    Com certeza você já se deparou com estes temas. Sabe desta realidade no mundo corporativo. O quanto dentro das empresas reflete os problemas sociais e isso é um limitador para o desempenho dos empreendimentos dentro do país e seus parceiros externos. Sim, não pense que a desigualdade atrapalha apenas o mercado doméstico. Tem relações com os empreendimentos no exterior.

    Temos que aprender a lidar com os problemas e entendê-los como algo cotidiano. Precisamos mudar, onde estivermos. Cada qual com seu ato fazendo muito ao se comportar melhor onde estiver e com quem conviver.

    3 min
  • A lógica do interesseiro e a manipulação da miséria

    Governo conseguiu aprovar no Senado o “estado de calamidade” que permiti uma série de benesses para a população de forma imediata e remediativa. Gastos acima do teto que chegaram a mais de R$ 41 bilhões. Tem desde de ‘Pix caminhoneiro” a “vale-taxista” e “vale-gás”.

    O governo alega que é fundamental as medidas para poder reduzir os impactos da alta do petróleo sobre a vida de setores dos brasileiros que atravessam um momento de crise.

    A medida foi aprovada pela grande maioria dos senadores, na primeira votação foram 72 votos a favor e na segunda 67. Apenas um senador votou contra, Jose Serra do PSDB.

    A medida é eleitoreira. Se não fosse a decretação de uma PEC – Projeto de Emenda Parlamentar, ela não poderia existir. Foi ato com intenção imediatista usando de artimanhas para conquistar a simpatia em ano de eleição. “Ninguém que ficar de mal do povo”.

    Afinal, em um ano de eleição, mesmo a oposição, não quer ser contra o que beneficia a população de maneira imediatista e depois terá um custo caro quando a fatura chegar.

    Todo o gasto público sai de algum lugar. Se não tem de onde tirar fica como dívida que pressionará as fontes de arrecadação. Aumento de impostos e corte em outros investimentos, principalmente em infraestrutura e educação. Nada vem de graça.

    O grande problema nesta situação é saber que o benefício que está se dando é imediatista e não resolve o problema de forma definitiva. A sacanagem é manter uma situação de dificuldade crônica para ficar manipulando as necessidades na hora que interessa. É a história de dar o peixe e não a vara para pescar. E nós aceitamos. Sempre aceitamos.

    Mantemos a relação de dependência que nos explora em troca de migalhas. Isto não está certo. Precisamos parar de compactuar com as pessoas que nos fazem mal, nos estrangulam até quase a morte e depois alivia para nos dar um suspiro de vida.

    Lembre-se, na vida, quem aceita as migalhas, compactua com a desigualdade e a injustiça da relação.

    3 min
  • Discriminar é ato e não natureza

    Agressão contra a mulher não é um ato isolado. Não é manchete que se tem quando um homem do alto escalão faz a prática de assédio sexual ou moral contra uma mulher. O presidente da Caixa Econômica Federal foi denunciado por pelo menos cinco mulheres que o acusam as ter molestado.

    Contudo, a prática agressiva é diária. Ela começa no ambiente doméstico. Nos maus hábitos que pais ensinam aos seus filhos. Nem sempre de forma consciente, mas naturalizada, de considera que as mulheres têm um papel inferior aos dos homens. Que ter a masculinidade é exercitar a agressão para aquela que esteja mais próximo.

    Irmãs sofrem de seus irmãos a agressão, de seus pais e assistem suas mães também serem agredidas. Agressões veladas, sutis, feitas de maneira constante e naturalizada. Incorporada por muitas mulheres como um direito agregado ao destino de ter nascido com o privilégio masculino ou com a submissão feminina.

    Se queremos lutar contra isso, temos que fazer uma prática constante e diária. Começar dentro de nossa vida privada e romper com os hábitos da discriminação. Assumimos como conservador a violência. Falta de respeito ao ser humano, neste caso a mulher.

    No ambiente de trabalho, muitas sofrem esta violência e são humilhadas. Poucas denunciam. Segundo levantamento da consultoria de Recursos Humanos, a Mindsight, 97% das mulheres não denunciam o assédio que sofrem.

    Elas já têm uma limitação dentro da carreira. A ascensão em ume empresa apresenta um filtro que barra o reconhecimento das mulheres nos processos de promoções. Elas são cada vez mais a maioria dos funcionários, mas proporcionalmente não tem a mesma oportunidade quando se fala de nomeações e promoções.

    Logo, a insegurança na permanência dentro da empresa faz com que elas sejam pressionadas por um ambiente de fragilidade. As deixa vulnerável aos ataques de assédio moral ou sexual nas empresas.

    A questão é complexa e precisa ser combatida na formação das pessoas. Seja no ambiente doméstico ou profissional. Nos pequenos atos e em todos os lugares há que se estimular o respeito. Estamos todos envolvidos e não podemos nos eximir de nossa responsabilidade.

    3 min
  • Ética é para todos

    A ética sempre foi uma busca de fazer um bem maior, mesmo que em atos menores. Preservar uma sociedade com ações de indivíduos que tem como responsabilidade a garantia do bem-comum. O respeito muitas vezes ao um outro que se quer sem conhecer. Por mais que se praticarmos o bem a quem conhecemos, já um grande feito.

    Renunciar a um benefício para si em prol de outros. Aqueles que inocentes, podem ser prejudicados pelos nossos atos. A ética é colocar na balança o que realmente pesa e tem valor na ação. Fazer escolhas.

    Platão acreditava que o homem ético na política deveria renunciar aos benefícios pessoais. Não deveria ser beneficiado materialmente pela função que exerce. Não deveria “tocar em ouro”, como afirmava o filósofo grego.

    Inclusive, para Platão, nem deveria ter família. Pois poderia se corromper e ser persuadido a beneficiar os seus, deixar de ser imparcial, justo. Ter a razão dominada por impulsos e desejos.

    A ética de Platão se mostrou desumana. Difícil de ser seguida. A Grécia Antiga, onde vivia o pensador, tinha cidades menores com poucos com acesso a política. Não vivia a democracia de nossos dias carregada de variáveis e tantos outros. Uma sociedade com tantos hábitos culturais e tendências humanas.

    Porém, a ética não se perdeu e fazer o bem comum é possível. Não vivemos em um ambiente do cada um por si. Há um fator que liga a todos e uma condição comum dependendo de cada um.

    Existem valores que devem ser preservados. Temos que agir de forma racional e não nos deixar levar pelas paixões e desejos. Por mais que sejamos um animal político, não podemos ser arrastados pelos instintos.

    Liberdade não é cada uma faz o que quer e o que bem entende. Isso se chama anarquia. E a culpa não é da democracia, mas da falta de limites e respeito as instituições que a preservam. Entender que nossas escolhas são feitas dentro de uma possibilidade que não somos nós quem as criamos, mas sim nossa relação com os outros. Sem elas não seríamos livres.

    2 min
  • Fome histórica

    Pesquisa do DataFolha mostra o quanto fome no Brasil é o retrato da desigualdade em muitos aspectos. 1 em cada quatro brasileiros considera que a comida que tem em casa não é o suficiente. Entre eles 25% estão os que historicamente estão no grupo de risco a muito tempo.

    O retrato da fome pode ser momentâneo, mas ele se repete como condição constante para uma população que já amarga esta condição a décadas. A maioria dos que passam fome são mulheres, pretos, nas regiões mais pobres do país, norte e nordeste.

    As famílias comandadas por mulheres e que tem menor grau de instrução. Os que tem menos qualificação passam mais necessidade.

    A inflação correu o poder de ganho dos brasileiros, isso é fato. 13,84% nos últimos doze meses. Quem vai a um supermercado sabe disso. Quem percorre as ruas e vê o aumento do número de pessoas pedindo também percebe.

    Logo, as pesquisas podem parecer novidade, mas elas sempre demonstram o mesmo com novos números ou aspectos diferentes de um mesmo problema. Ele é crônico.

    Lembrando que esta pesquisa do DataFolha foi feita nos dias 22 e 23 de junho, com 2.336 pessoas, nas cinco regiões do país e em 181 municípios.

    3 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…