Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Ilusão pandêmica

    A pandemia não acabou. Os dados do aumento do número de casos ontem é uma demonstração disso. Foram mais de 28.800 casos em 24 horas, 50 mortes. Um aumento de 92% em relação a duas semanas.

    Se não fosse a vacinação estaríamos vivendo um ambiente mais crítico. Um número de mortos maiores e a necessidade de restrições extremas. O que nos alivia é a imunização que já foi criticada e considerada uma “falácia”. No fundo, sem ela, muitos devem a vacina esta condição.

    Temos uma tendência a ilusão. Buscamos uma maneira de aliviar a dor fugindo da realidade. Minimizamos ou ignoramos os riscos para alimentar a sensação de satisfação. O chamado “autoconvencimento”. Os discursos fantasiosos do acreditar na própria vontade como se fosse uma verdade.

    3 min
  • Profissional de sucesso encara a incerteza e mantém a liberdade

    O futuro profissional já foi uma imposição. Não se precisava escolher, era apenas seguir o curso que as oportunidades nos davam e manter a fidelidade a uma empresa e atividade. O longo tempo na profissão gerava méritos e consolidava sua posição. Era a tão almejada estabilidade. Isto não existe mais.

    Não estamos mais nos tempos em que nos “casamos” com a empresa e somos felizes para sempre. Empresas são estáveis e podem mudar de curso e encerrar suas atividades. Podem ser vendidas ou incorporadas.

    Pessoas não são mais seres que fazem a mesma coisa o tempo todo. Viver repetindo a mesma atividade é ficar no tempo e restringir a possibilidade de uma remuneração melhor. Uma atividade profissional pode ficar obsoleta ou exigir novas práticas e habilidades muitas vezes em uma mesma geração de profissionais.

    Um dado que vale lembrar é que nas empresas profissionais com diferentes formações acabam assumindo atividades que não expressam no que se formaram. Engenheiros e zootecnistas estão na área de Tecnologia da Informação. Tem agrônomo no jornalismo e médicos no marketing.

    Se perguntar como alguém formado para uma determinada atividade acabou abraçando outra, as respostas serão as mais variadas. Contudo, uma questão é dominante, eles reconstruíram a carreira profissional descobrindo a possibilidade de sucesso em algo que não tinham planejado.

    Tiveram a ousadia de sair daquilo que estava programado e poderia ser naturalmente o seu destino. A vida do óbvio não cabe mais na carreira profissional. Logo, a grande interrogação está a nossa frente. Ao mesmo tempo que nos gera insegurança nos dá um mundo de oportunidades.

    Lembre-se, a liberdade vem associada a instabilidade e a segurança a perda de escolhas. Por mais que todos gostariam de ser livres e seguros na vida, seja profissional ou pessoal, isso não existe. Não há como dar garantias de coisas antagônicas.

    Sempre há tempo de recomeçar na carreira. Mudar de curso e tentar algo novo. Então, há tempo. O que não há é o conforto de uma jornada, o fim da linha e o limite. Podemos caminhar até o último minuto em nossa vida profissional.

    Vale apena lembrar que a qualificação é o elemento chave para a jornada longa de uma carreira bem-sucedida.

    3 min
  • Seres humanos são falíveis, quem diz o contrário mente.

    Esta é a sociedade dos seres “perfeitos” que se irritam com a imperfeição dos outros. É o tempo dos heróis inventados e incorporados por celebridades infalíveis e de curta duração. Pessoas que se tornam um personagem de filme ou história em quadrinhos. Vivem para dizer que a fantasia é “viável” e que podemos ser a ilusão que eles pregam. Não acredite nisso.

    Não caia na armadilha que desejam vender de que por não nos encaixarmos na perfeição dos atos dos heróis somos imperfeitos. Que nossa vida cotidiana e simples não merece consideração diante do que é e aparentemente faz o herói enlatado e vendido diariamente como um sucesso alcançável. Eles não são.

    A pregação da perfeição se tornou exigência nas relações que estabelecemos com as pessoas. Agora há quem consome um ser humano como se fosse um objeto e exige que ele se comporte de maneira programada. Não pode desapontar, não pode ser humano.

    O mundo é feito de pessoas comuns. Elas são os construtores de tudo o que nos cerca, seja do bem ou do mal. São os imperfeitos que vivem e convivem conosco. Falíveis e assertivos a todo o tempo como um ser humano normal.

    São seres humanos normais e imperfeitos que idolatram a perfeição e negam o que são se apaixonando por algo inalcançável. Sã os seres humanos falíveis que propagam o valor das práticas infalíveis de ídolos falsos que todos os dias escondem seus erros e tiram foto sempre do seu melhor lado.

    Por isso, acredite, ser humano, com limites e contradições, é condição de todos. E tudo o que se coloca acima disso, é fantasia.

    2 min
  • Quem maltrata o capital humano compromete o futuro

    Já ouvi de empresários que uma coisa é investir em terrenos, maquinários e estrutura para suas empresas. Isso é capitalizar, segundo eles. Contudo, quando o assunto é pessoas, seres humanos, muitos deles dizem “isto é gasto”. Ou seja, não se investe em pessoas e sim, para quem sofre de miopia empresarial, elas te trazem custos.

    As pessoas são o maior capital de uma empresa. E o nível de satisfação ou insatisfação delas pode arruinar o negócio. E se isso acontece, quem está à frente da gestão é o maior responsável. Por isso, os que consideram fácil dizer que a dificuldade de fazer uma empresa crescer é falta de mão-de-obra qualificada, deveria pensar se o líder é qualificado.

    Não adianta querer tirar o melhor das pessoas em um ambiente que tem o pior a oferecer. Isto não vai acontecer. Podemos trabalhar em condições estruturais deficitárias, mas conviver com gente desleal, arrogante, agressiva e egocêntrica é impossível.

    Se fala em ESG, a sigla para ações sociais, ambientais e de governança nas empresas. Mas a questão social é o principal problema. E a governança tem muito com isso. Existe uma coisa chamada capital humano. Ele se deteriora com rapidez e acaba sendo a escassez para o enfrentamento de crises.

    Um levantamento da Harbor Capital Advisors, consultoria de gestão norte-americana, analisando a satisfação das pessoas em empresas de capital acima de US$ 1 bilhão. Os dados apresentaram a realidade de colaboradores em 100 empresas que tinham o melhor índice de satisfação humana. A conclusão foi de que o crescimento destas empresas, em 5 anos, foi acima de 16%.

    Sei que empresários falam que tudo o que se relaciona a melhora no tratamento de colaboradores é “passar a mão na cabeça”. Consideram que esta política de cordialidade e tratamento humanitário é perfumaria. Quem pensa assim está metendo a mão na cara e um dia provará do próprio veneno.

    Melhor investir na qualificação, criar um ambiente ético e valorizar o bom desempenho, sabendo fazer a cobrança de produtividade com regras claras e transparentes. O que não significa brutalidade no trato. É possível fazer bem-feito e se ter resultado pela influência mais que pelo mando e ameaça.

    Presenciei em uma empresa um colaborador chorando e seu líder imediato o humilhando publicamente. Satisfeito em se impor, o “chefe” não percebe que aos poucos constrói um campo minado em que irá explodir a sua volta e por todos os lados.

    O humilhado foi demitido da empresa, mas a humilhação ainda está presente e ressoa na cabeça dos que ficam. E quanto mais a humilhação se repete, a regra fica clara. É melhor se preparar, agredir antes de ser agredido e buscar alguma forma de fugir da agressão.

    A notícia de agressões constantes se espalha e todos sabem do mau-cheiro que exala da empresa e que pode ser sentido a quilômetros de distância por aqueles que divulgam a amarga experiência que tiveram. Ex-colaboradores rancorosos são porta-vozes das dores que carregam na triste experiência em uma organização. Cuidado!

    3 min
  • Cada povo tem o governo que merece?

    O que esperamos daquele que vai comandar? Acreditamos que aquele que detém o comando faz dele o que quiser, não é bem assim. O maior tirano tem aqueles que o reconhecem no governo.

    Por isso, se o incompetente, o despreparado, o corrupto e ou o mal-educado estão no comando, há quem os escolhe, os que legitimam e o aceitam.

    Nunca inocente de forma completa os oprimidos. É possível lutar contra a opressão. Em uma república, em um estado democrático de direito, esta condição é uma verdade absoluta.

    Os líderes são o resultado do lugar que os geram, das condições históricas que o formam e sobem ao poder quando o contexto é favorável.

    Elegemos pessoas em nossas vidas pela paixão, no calor da hora. Escolhemos outras pela saudade, pela lembrança de bons momentos. Tem quem sempre sonha e reencontrar um amor do passado para ser feliz ou viver da saudade. Se conhece o ontem hoje mudaria de ideia.

    Podemos conviver com um comando, uma liderança que nos faz mal. Podemos também não ser grande coisa. Mas uma coisa você pode ter certeza, de um jeito ou de outro, somos fruto de nossas escolhas.

    3 min
  • Porque somos diferentes

    O Brasil tem mais de 2,9 milhões de pessoas se declaram homossexuais ou bissexuais. O que corresponde a 1,8% da população. No Paraná, o percentual é maior, 2. E coloca o Estado entre os que mais tem população não hetero.

    A população LGBTQI+ questiona os números e considera que há subnotificação. O próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera que isto pode ter ocorrido pela forma como o levantamento foi feito.

    Muitas pessoas podem ter escondido sua identificação ou o membro da família que respondeu ao questionário pode ter ocultado a informação, intencionalmente ou não.

    Que o país é preconceituoso, isso é fato. Não se nega e nem se pode. Os fatos cotidianos, os hábitos e a história social e cultura brasileira justifica isso. Com certeza os números da população homossexual e bissexual é maior.

    Precisamos aprender a conviver com isso e ser capazes de percebermos que a diversidade de gênero é uma questão ampla. A homossexualidade e bissexualidade é fato histórico e tradicional entre as sociedades humanas. Sempre aconteceu. Está impregnado na condição natural humana. Não é uma anormalidade.

    Ao longo da história há diversidade sexual é intensa e imensa. Se há civilizações que buscaram coibir os atos sexuais, na maioria delas isso não fez cessar o fato. A diversidade de gênero não é uma anomalia e sim uma normalidade. Não conspira contra a ordem social e sim legitima nossa natureza.

    Ainda acredito que aqueles mais resistem de forma nervosa e radical a homossexualidade a liberdade de gênero ou a população LGBTQI+ deve refletir sobre seu radicalismo e negação. Ninguém se destempera sem ser profundamente tocado por aquilo que nega.

    3 min
  • A vida não se resume em um dia

    “Viva um dia atrás do outro”, será? A vida não pode ser resumir no momento. Ela é um longo tempo que se constrói todos os dias. Não é do amanhecer ao anoitecer que uma vida se resumo.

    Aos que amam a ideia de se preocupar com o que o dia traz sempre é bom lembrar que há uma jornada que se constrói a cada dia. Dependendo do passo que damos podemos nos perder. E se não olharmos para frente o caminho é incerto e um abismo pode ser o destino.

    As ações têm que ter sentido e ele é construído na medida em que o comportamento imediato visa realizar um plano maior. O que fazemos agora e focado no futuro dá mais confiança na realização gradativa de uma meta maior.

    Nossos problemas se acumulam na medida em que não são resolvidos e antecipados na convivência do dia a dia. Nem tudo se resolve rápido. Inclusive os nossos principais dilemas são solucionados com uma construção gradativa e com um caminhar de longa distância.

    Por isso, é importante agir olhando para o futuro.

    3 min
  • Economia mundial discute desigualdade longe da miséria

    Depois de dois anos as lideranças mundiais voltam a Davos, na Suíça, para discutir os principais problemas mundiais. Os russos não vão participar e a Covid-19 com certeza será o principal tema.

    Minorias do mudo inteiro e o problema da desigualdade mundial estará no foco. Muitos setores enriqueceram durante a pandemia, o setor de alimentos por exemplo, informática e farmacêutica. O que não causa admiração e deixa claro a máxima de que em uma economia de mercado sempre alguém sai ganhando. Desgraça também é negócio.

    O mundo precisa mais do que isso. Discutir os problemas a distância não resolvem nem a nossa vida. Se aproximar e intervir de forma direta e pacífica é fundamental. Temos que entender os mecanismos que fazem diferenças se manter uma constante.

    Este é o tema deste comentário. Ouça:

    3 min
  • As coisas não são as pessoas

    Julgar as pessoas pela aparência, se condena e se faz. Todo mundo considera a afirmação um erro, porém, em grande parte se pratica. Se faz de critério o que se vê e não a essência. Muito desta tendência faz parte da sociedade que vende a felicidade.

    Sim, isto mesmo, esta sociedade vende a felicidade. Enlatada, exposta nas prateleiras de mercado, o sentimento que sempre foi uma busca e conquista rara pode até estar em dia de “desconto”.

    A mídia publicitária e sua mensagem clara, oferece cotidianamente o “elixir” da felicidade. Com frases bombásticas afirma mudar a sua vida e fazê-la se dividida antes e depois da aquisição. Compre e nunca mais será a mesma pessoa.

    Nos debates sobre a lógica do que se consome se afirma, o que você veste fala muito sobre você. A roupa que você usa pode ser o seu melhor argumento. A casa onde você mora trará consigo a felicidade para a sua família.

    O que não se fala, mas se educa de maneira eficiente se precisar declarar, é que a compra da felicidade é uma condição permanente. Deverá ser praticada a todo o instante, não se pode deixar a sensação de realização escorrer pelos dedos.

    Logo, a compra da felicidade é um vício. Constante e vital. Somos mais cientes da condição de consumidores do que de nossa identidade quando está envolvido, para muitos, o sentido de viver.

    Não podemos resumir a vida há uma eterna coleção de objetos e compras afetivas que anestesiam a ausência de um sentido lógico e intenso para nossas vidas. Vida é descoberta de si mesmo na relação com outras pessoas. Sem isso, só há anestesia sem a garantia de que o sabor da felicidade que sentimos é verdadeira.

    3 min
  • Quem não tem memória vota mal

    Não há muitas escolhas. Queremos sair do problema e nem entendemos a dimensão dele. Esta é a questão que nos envolve nesta eleição. A trama montada chega ao ar de comédia e denuncia uma tragédia.

    Os dois principais candidatos são condenáveis. Um deles, o ex-presidente Lula, inclusive já foi. O atual presidente tem posturas caricaturescas, ações familiares suspeitas e baixa qualificação para a função que exerce. Para quem é ignorante, ver um no poder dá um ar de satisfação equivocada.

    Loucura considerar que a insanidade e falas descabidas devem ser atos da maior autoridade do país. Se assim for, vamos assumir que o país é um circo e que há um palhaço no centro do picadeiro. Por este lado talvez os palhaços sejam nós brasileiros.

    A tal da terceira via descobre que não é opção para a nação carregada de ufanismo messiânico e sensacionalista. Para quem espera as palavras de um profeta ter um discurso racional não convence. Ninguém vai a Igreja para ouvir a razão dos homens, a grande maioria vai a espera de um milagre.

    Os brasileiros, em sua maioria, querem resolver seu problema imediato, a fome. Querem a inclusão do consumo, desejam o combustível mais barato e temem perder o emprego. O problema que se mede é da mão para a boca.

    Veja a pandemia, se passar antes das eleições, não será critério de escolha. Exatamente aquilo que foi um fato histórico, matou mais de 665 mil pessoas. Muitos dos que vão votar nos profetas perderam alguém próximo em uma catástrofe internacional.

    Logo, não há possibilidade de uma terceira via quando a maioria das pessoas não enxergam onde estão dificilmente sabem onde devem chegar.

    2 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…