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O mundo pós pandemia não será mais o mesmo. Isto é uma verdade. Muitas mudanças já aconteceram em nosso cotidiano e nem sequer percebemos. Já, este período de pandemia, faz com que as mudanças ocorram mais rápido. Mas, como falamos, não será para todos.
Veremos o mundo mais pela internet, sem dúvida. Não por acaso, as empresas aumentaram em 74% o uso do home-office nas atividades profissionais. Também, segundo dados da Exame Academy, cresceu em mais de 770% as ações das empresas que trabalham com o desenvolvimento e transmissão de vídeos na bolsa de tecnologia de Nova York, a Nasdaq. Destaque para o Zoom, neste quesito.
Descobrimos que os problemas planetários importam. Não há como ficarmos isolados em nossas questões locais. Elas também têm seu peso, mas não explicam a totalidade do que somos sozinha. O mundo descobriu o mundo de forma trágica. Mesmo que uma grande parte da população não tenha a possibilidade de mobilidade por interesse, os de baixa renda que migram são por necessidade, a integração planetária é uma realidade.
Algumas questões antes consideradas de interesse puramente de ONGs na defesa de causas humanitárias ou ecológicas passam a ser um problema de todos nós. Teremos que resolver questões que dizem respeito a todos sob a pena de não existir futuro para ninguém.
As mudanças não serão iguais para todos. A miséria se intensificou e a faixa de pobreza aumentou. A distribuição de renda diminuiu e o fosso entre os mais ricos e os mais pobres também cresceu. O caminho em busca de uma justiça social é mais longo agora. Será que a mesma tecnologia que encurta caminho para inúmeras coisas vai também encurtar para a desigualdade econômica?
Por enquanto, nada dá sinal de que a tecnologia fará efeito positivo para a população de baixa renda. Ao contrário, o distanciamento é maior. A ausência de conhecimento e uso de instrumentos tecnológicos vai marginalizar uma população que se encontrará condenada a baixa ou nenhuma produtividade.
Por isso, vale novamente a afirmação e a pergunta: O mundo mudou. Mas para quem? E de que forma?
Lá vem o preconceito quando se fala que os brasileiros não gostam de trabalhar. Não é verdade. Em uma pesquisa feita pela empresa de comunicação GetVolp, a jornada média de trabalho no país é de 43,5 horas semanais. Em um levantamento com 44 países, o país ficou à frente de Dinamarca, com 38,3 horas semanais, França, com 40,5 horas e Estados Unidos, com 43 horas.
O nosso principal problema é a produtividade do trabalho. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), temos um terço da capacidade de geração de riqueza do padrão internacional, com base na força de trabalho norte-americana.
Logo, ter emprego, trabalhar e ser produtivo são condições que se integram de forma distinta. Faz parte de uma mesma realidade e não representa eficiência e resultado.
Para podermos ter uma panorama mais amplo, o levantamento da Agência de Classificação de Risco Austin Rating, usando dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), mostra que o Brasil terá este ano uma das maiores taxas de desemprego do mundo. Indo na contramão da tendência mundial. A taxa de desemprego global está caindo de 9,3% em 2020 para 8,7% em 2021. No Brasil saímos de um desemprego de 13,5% em 2020 para 14,3% em 2021.
Se queremos libertar os brasileiros do crescimento da pobreza, da desigualdade econômica extrema e da dependência da assistência pública para remediar a vida, temos que investir em qualificação. Gerar eficiência na produção, investir no futuro. Preparar as próximas gerações para que não tenhamos uma reprodução constante dos ambientes de miséria.
Enquanto não entendermos a importância da qualificação para a vida pessoal e profissional não vamos progredir. O culto a utilização de uma mão de obra de baixo custo acaba por resultar em uma produtividade medíocre. O que para muitos gestores é economizar pagando pouco, na prática, em longo prazo, é perder oportunidades, colocar em risco o futuro da empresa e jogar dinheiro fora, literalmente.
A mentalidade pobre na gestão de pessoas compromete o desenvolvimento do país. O imediato acaba por ser o determinante da orientação do comportamento dos empresários. Competitividade exige aprimoramento, eficiência e produtividade. Tudo o que o trabalho no Brasil não gera. Fora isso, estamos aumentando o número de desempregados Logo, a perspectiva não é boa.
Quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro. Você já deve ter ouvido essa. Uma demonstração de que todo o esforço na busca de sucesso partindo do trabalho não terá bom resultado. Quem cultua esta lógica? No Brasil ela faz todo o sentido.
Nossa herança escravocrata consolidou ao longo dos séculos a lógica de que aquele que faz o esforço físico do trabalho constante não é alguém bem sucedido. Ele está a serviço de outro, mais esperto, que não trabalha e explora o serviço alheio.
A lógica é eficiente em uma sociedade fundada na malandragem e não na honestidade. Na falta de competência daquele que trabalha se justifica a exploração. Logo, a relação se sustenta na miséria de quem está disponível no mercado para executar uma ação pelo menor ganho possível.
Mais que dar eficiência ao mercado, as relações de trabalho e produção, nos habituamos a tirar o mesmo da mesma coisa. Preferimos a manutenção dos ambientes empresariais para não termos que conviver com uma mudança onde o comando possa fugir de nossas mãos.
Gestores brasileiros expressam sem pudor ou guardam na intimidade a lógica de que “quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro”. Se esforçam para que não ocorra uma mudança neste ambiente que venha a colocar em xeque sua lógica.
Contra a mediocridade da exploração desqualificada, da miséria e ignorância, os ambientes têm que ser de aprendizado e de valorização da qualificação. Gerar mudança pelo comprometimento que é recompensado com o aprimoramento de quem está dentro das corporações ou das empresas que buscam resultado.
O lucro não é pecado, é digno, desde que seja a construção de uma eficiência dos envolvidos. Assim como não é traição quando alguém sai de uma empresa em busca de uma carreira profissional melhor. Construa uma vida profissional marcada pelo aprimoramento e eficiência e não compactue com a mediocridade ao explorar a permanência da vida medíocre.
Nós temos que romper com os vícios de considerar que quanto mais as coisas ficam como estão nas relações de trabalho, mais segurança temos em relação ao futuro. Isto é um engano, vamos ser condenados pela paralisação e ineficiência de um mercado competitivo que exige novas formas de ação eficientes. Mude e melhore, e se as pessoas à sua volta resistirem muito a mudar, mude de lugar.
Criado nos Estados Unidos em 1970, o Dia da Terra é marcado pela lembrança de que precisamos preservar o Planeta. Os recursos são finitos. Já passamos do limite na exploração da natureza e agora é hora de ajudarmos a preservar, recompor e agregar à Terra boas práticas ambientais.
Nossa região, que iniciou sua colonização na primeira metade do Século XX, antes coberta por uma imensa mata atlântica, foi aniquilada em pouco tempo. O dito “progresso” já esteve associado diretamente à devastação. A geração atual precisa dar sua contrapartida.
Entre as décadas de 1970 a 1990 foram realizadas conferências, encontros, simpósios, enfim, inúmeros eventos para discutir o Planeta, a questão ambiental ganhou força. Entre as expressões do movimento ambientalista estão as práticas das empresas na busca de se associarem às ações de preservação ambiental.
A economia de mercado descobre que a preservação do meio ambiente e práticas sustentáveis são um grande negócio, um nicho de mercado. Ele tem crescido e vai continuar crescendo. Tem quem despreze esta lógica. Mas sempre existirá uma percepção distorcida de uma questão lógica. Somos historicamente predadores.
A história da humanidade é a história da degradação. Mesmo nas comunidades que hoje exaltamos como boas práticas com a natureza, há momentos de embate na busca da superação de necessidades em que a natureza é sacrificada. Os indígenas também tiveram seu momento de devastadores em uma floresta imensa, muito além do que podiam e sabiam alterar.
Nossa civilização já tem outra organização e relação com o meio ambiente. Busca uma exploração intensa dos recursos naturais e, nos últimos 100 anos, aprendeu a construir uma natureza própria. Destaque para a energia atômica e a engenharia genética. O frango que consumimos, assim como, o gado e o porco, são frutos da melhoria da natureza a nosso serviço. Há mais cabeças de gado no mundo do que de seres humanos.
Nossa inteligência construída e estimulada ao longo da nossa luta pela sobrevivência em uma natureza inóspita e hoje, em parte, controlada, nos dá a condição de aprimorar nossas técnicas e gerar problemas e soluções. Se queremos preservar o Planeta, é nisso que temos que apostar. Porém, sem nunca deixar de compreender que a natureza nunca mais será a mesma e nem nós mesmos. A mudança é uma constante, mas ela pode não ser destrutiva.
Todos querem ser livres? Todos querem o sabor das escolhas. Fazer o que se deseja tem um preço. Quantos estão dispostos a pagar? A liberdade tem um custo e deve ser resultado de um investimento. Nem todos têm a oportunidade de investir em se tornar uma pessoa mais produtiva, ter renda, e bancar a sua liberdade.
Ser livre é conquistar a condição de sustentar suas escolhas, ações e reações. Aí há uma diferença entre os que podem ter tempo de se preparar melhor e buscar ir mais longe. Os que podem fazer de sua vida o que desejam, poucos, muitas vezes se perdem no excesso. Já a multidão de oportunidades raras se apegam às que têm e constrói muito a partir de parcas condições.
Nas minhas conversas diárias com João Ricardo Tonin, no Economia em Foco, falamos sobre a satisfação no e do trabalho. Porque são duas coisas diferentes. Nem sempre faço o que gosto, mas estou satisfeito com o que o trabalho me faz, “no”. Também, posso estar muito satisfeito com o que faço, “do”.
A questão é: quanto tempo você suporta ficar fazendo o que não gosta? Porém, tem algo interessante a se pensar, para saber o que não gosta, há que se ter em mente o que gostaria de fazer. E por incrível que pareça, uma grande parte das pessoas não sabe. Vaga pelas funções ou profissões sem nunca encontrar o “grande amor” laboral.
Para deixar a questão mais confusa, em grande parte, há os que aprendem a gostar do que fazem. Mais uma vez, como nos relacionamentos, a gente não ama quando casa, mas a convivência vai fazendo a gente gostar da pessoa com quem convive. Se acostuma, como dizem.
A conclusão de uma pesquisa apresentada por João Ricardo Tonin no Economia em Foco e que está no site do UOL, feita pelo colunista João Branco, mostra que entre mil trabalhadores brasileiros, 25% trabalham por dinheiro. Já, outra pesquisa da Employee Experience demonstra que as pessoas pedem demissão das empresas por falta de reconhecimento, entre outras coisas salário.
Como em todo o relacionamento, ficar ou não em uma atividade profissional, assim como, em uma relação amorosa ou seja ela qual for, implica no grau de satisfação que ela nos dá. Em tudo, seja na remuneração ou na promoção que recebemos, nas avaliações diárias, elogios e feedbacks, na demonstração de importância que temos dentro da corporação, tudo pode contribuir para que a relação seja duradoura.
Quem nos abandona é por descaso e desrespeito. Pela falta de significado do que representamos, no que estamos fazendo e com quem convivemos. O nosso trabalho, conta no grau de satisfação. Porém, o sentimento de frustração do que se faz pode piorar se não temos reconhecimento e não há sentido na atividade que exercemos.
Não pense que não faz falta as pessoas saberem se o trabalho que exercem tem valor, acrescenta, poderia ser melhorado e se não há reconhecimento de uma atividade bem feita. Dificulta qualquer ser humano ter apego ao que for se o sentimento de insegurança é maior do que satisfação do que se está fazendo e com quem se faz.
Aquela velha história de que “temos que vestir a camisa da empresa”. Contudo, ela pode ser de um número menor que o nosso. Aí, a saída é trocar de roupa. Podemos estar no lugar errado e estarmos sendo limitados pelo ambiente de trabalho. E acredite, a insatisfação no trabalho tem sequelas e contamina outras relações de nossa vida e faz de alguém um ser feliz ou infeliz.
Você tem a receita da felicidade, da satisfação, da realização? Me passa o passo a passo de como faço para alcançar o sucesso. Esta é a questão e os desejos de muitos. Uma fórmula mágica que redima todos os “erros” e nos faça ser o que nunca fomos ou o que sempre desejamos ser. Se você é um dos que está nesta busca, sinto lhe dizer, mas está atrás de algo que não existe. E ainda vai jogar muito dinheiro pelo ralo nesta busca.
Não existem respostas prontas. A vida não se resume em uma fórmula. Aquela bestialidade de repetir inúmeras vezes a mesma coisa até que se convença disso é de uma irresponsabilidade absurda. O vilão é quem dá esta “dica” e orientação. A tal da hipnose deturpada que gera inúmeros adeptos que se jogam no desconhecido e se perdem acreditando que estão no caminho certo.
A questão é simples, temos que aprimorar nossos conhecimentos e de forma racional compreendermos o contexto que vivemos. As coisas não são iguais para todos. O que temos e devemos refletir e sobre os problemas comuns. Contudo, sem esquecer de nossas particularidades.
As pessoas atravessam angústias semelhantes, mas têm históricos diferentes e contextos distintos, isto tem que ser levado em conta. Quem não considera estas particularidades em suas análises e orientações, está vendendo mentiras ao apontar as falsas soluções.
A resposta ainda está na sua base fundamental na máxima de Sócrates, “conhece-te a ti mesmo”. E o caminho para isso é o questionamento, a reflexão, e não a afirmação. Na mesma lógica do pai da filosofia, pensar que o conhecimento, principalmente sobre nós mesmos, é um parto. Gera vida, mas é dolorido.
Lamento na atualidade a busca por receitas prontas de como resolver a vida. Os títulos que estão abarrotando as prateleiras das livrarias como frases de efeito e discursos proféticos. Não por acaso, o charlatão religioso e o palestrante sensacionalista tem sempre um discurso muito próximo. Eles vendem uma mudança milagrosa sem ser, nem de perto, um santo para poder realizá-la.
As pessoas estão esquecendo do poder de fazer da consciência uma aliada. A importância de buscar um conhecimento e refletir sobre sua condição e contexto. Entender limites e necessidades. Agir com direção e sentido. Mas, sempre lembrando, que para cada a percepção sobre o ambiente muda. Ter claro que a história e valores de cada um de nós também são variáveis.
Os outros podem até ser nossa medida. Contudo, a verdadeira régua que nos dá a dimensão do que somos tem medida própria. Nossa medida não serve para os outros, assim como, a deles não nos serve como critério de avaliação. Talvez de reflexão, apenas isso.
O Brasil tem uma legislação avançada em inúmeros aspectos. Conversas com especialistas no direito público ou privado sempre falam sobre o quanto a ciência jurídica no Brasil avançou e tem normas modernas, leis que demonstram o respeito ao ser humano, a sua dignidade. Mas, se a lei é boa, por que temos tantos comportamentos ruins?
A Constituição é um bom exemplo. Promulgada em 1988, ela é considerada humana, avançada e cidadã. Contudo, há quem deseje mudar a lei. Considera que o problema é a falta de leis mais rígidas. Se tivéssemos uma legislação com maior rigor, punições, o cidadão se comportaria melhor. Será?
Todo o lugar que tem excessos de leis demonstra o quanto o mal comportamento está presente. O bom senso não impera onde se necessita de rigidez na norma. A má intenção impera. Nós, brasileiros, sabemos bem o que é isso. O excesso de regras se colocam como uma forma de fazer cumprir o combinado.
Mesmo com tantas regras, o país vive a impunidade. Sabe-se que a lei sempre foi objeto de estudo para que se garanta através de suas brechas uma forma de atender aos interesses pessoais sem que se burle a lei, apenas usar da interpretação para justificar a má intenção.
Já é fala corrente e constante, o Brasil tem o maior número de advogados do mundo. Talvez isso seja a demonstração do quanto as coisas se resolvam na Justiça porque nada se faz pelo que os princípios da ética, da boa conduta, se cumpra.
Logo, nossos hábitos nos condenam e isso não há norma que resolva. Ela apenas espelha ou o nosso mal caráter ou o ideal de se ter uma conduta correta sem que, necessariamente, isso seja cumprido.
Corre o discurso de que quando estamos vivendo uma crise humanitária não devemos nos preocupar com transparência, fiscalização dos gastos públicos. Denunciar abusos no poder é casuísmo. Tentar eliminar o inimigo político através de “golpes baixos”, não respeitar o luto nacional. Isto é um erro.
Penso o contrário. Desrespeito é se aproveitar da crise que estamos passando para encobrir atos ilícitos. Buscar usar da pandemia e da necessidade de ações urgentes para manter a velha prática de favorecimento ilícito. Ser desumano é saber que precisamos do máximo de esforço possível para conter a pandemia e há quem demagogicamente fala dela, mas só lembra dos mortos para livrar sua vida.
Infelizmente, as práticas de corrupção no país alimentam o interesse de muitos de permanecer como representantes públicos e por consequência de terem acesso às benesses que a presença no poder dá. Não só os políticos de carreira, mas aqueles que compõem a parafernália de assessores e apoiadores que os acompanham constantemente. Há quem viva da ascensão de seu padrinho e há os que sempre estão pagando favores aos seus apadrinhados.
Durante momentos de crise, ainda mais na proporção do que estamos vivendo, a oportunidade de abusar do poder e de recursos públicos é maior. A população está distraída pela dor e tensão. O foco está nas medidas tomadas para conter a Covid-19 e em tudo o que esteja relacionado às sequelas que ela trás. Um campo fértil para a má intenção e o mal intencionado.
Realmente, desta vida nada se leva. A gente se lança nesse mundo para procurar o reconhecimento alheio. Queremos o elogio. Ser considerado o asserto diante de todos. Queremos que nos vejam como o caminho a ser seguido. Contudo, a maioria de nós esconde as falhas para divulgar as virtudes enlatadas e expostas como objetos de compra.
A verdade de uma vida, os nossos limites e erros, enterramos. Mas eles brotam da terra que deixa a planta de nossas memórias. Quem vive depois de nós se lembra de quem fomos, os mais íntimos não esquecem de nossas contradições entre o que pregamos e quem éramos na intimidade. A fachada não tem que ser mantida quando o interessado vai desta vida para outra.
As brigas familiares por herança são as que mais recheiam o repertório da demagogia cotidiana. Os ilustres moralistas demonstram a imoralidade de suas criações quando suas próprias crias se digladiam pelo quinhão do que interessava do morto, as coisas que tinha. Não haverá lembrança que não sejam os bens materiais herdados. O falecido se desfaz na memória quando o último tostão sai do bolso do último herdeiro.
Podemos deixar algo maior do que a materialidade. Sim, nossa contribuição com algo permanente, que tenha significado para outras pessoas.O que possibilite soluções e demonstre caminhos que vão além do egoísmo de uma vida pessoal. Tem muitos que deixam legados imortais. Os importantes são construídos por aqueles que permanecem no anonimato. Não querem nada em troca.
As maiores heranças são feitas no trato do dia a dia, na convivência com respeito e na ação voltada a atender ao outro mais do que nós mesmos. Há inúmeras maneiras de agir para o próximo. Ser mais que uma passagem na vida, ser construtor de uma obra. Deixar como herança um legado.
No mundo corporativo é possível deixar um legado. Construir um empreendimento que vá além da simples objetividade do lucro. A mera busca de recompensa material diante da função social que as empresas exercem não pode ser o único fundamento do negócio. Se cumprirmos um papel na sociedade, temos a possibilidade de deixar algo que não seja perene como a materialidade.
Dar sentido ao empreendimento é demonstrar constantemente que o que reúne as pessoas vai além da medida mesquinha. Pessoas são muitas vezes um parâmetro pequeno para algo maior que se deseja construir. Se algo que deixa uma herança impossível de se dividir, de se perder, de se esquecer. E não será materialmente que você vai medí-la, ela sobreviverá além de você.
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