Dorothy Louise Eady nasceu em 16 de janeiro de 1904 em Londres, Inglaterra. A família dela era bem normal, sua mãe era dona de casa e seu pai era um mestre alfaiate. Porém, as coisas na vida da pequena Dorothy começaram a mudar quando ela completou três anos de idade. Ela estava na casa dela e de repente caiu da escada! Rolou escada à baixo e parecia que a Dorothy tinha morrido. A família foi para cima da criança saber se estava tudo bem, e as primeiras palavras da Dorothy depois de cair da escada foram: “Me leva para casa...Me leva para casa”.
Depois de alguns dias, ela começou a apresentar alguns comportamentos muito estranhos. Por exemplo, ela desenvolveu uma síndrome que chama Síndrome do Sotaque Estrangeiro, ela começou a falar como uma não-inglesa. A família de Dorothy era cristã e eles tinham um hábito de levar a criança para uma coisa que chama “escola dominical”, só que a professora dessa escola bíblica chegou pros pais dela e disse: “Olha, não tragam mais sua filha não, ela fica comparando o cristianismo com umas religiões pagãs”. Só que o curioso é que a criança gostava de ir na missa e na igreja, pois isso lembrava ela da “Velha Religião”, assim que ela se referia a algum tipo de culto antigo. A Dorothy chegou a ser expulsa de uma escola que estudava porque se recusou a cantar o hino que fazia referência ao deus cristão.
Depois do acidente ela também começou a sonhar com muita frequência com um grande prédio que tinha grandes colunas e jardins, durante a noite ela tinha crises de choro e voltava a falar que queria voltar para casa, mas que não sabia muito bem onde seria essa casa. Mas as coisas começaram a mudar quando a garota completou 4 anos de idade, em 1908. Nessa data, os pais levaram a garota para conhecer o Museu Britânico. Quando a Dorothy chegou no corredor do Egito ela ficou alucinada! Começou a beijar os pés das estátuas que estavam ali e ficou parada por alguns minutos na frente de uma múmia. Quando os pais dela tentaram tirá-la de lá para irem embora a garota disse: “Deixe-me aqui, este é o meu povo!”.
De alguma forma ela achava que era egípcia ou algo assim. Os pais conseguiram levá-la para casa, e o pai comprou uma enciclopédia infantil que tinha imagens de artefatos egípcios e a garota se acalmou por um tempo.
Quando a Dorothy chegou na adolescência ela voltou para o Museu Britânico, mas agora para ir atrás de um pesquisador que tinha lá chamado Wallies Budge, e aprender com ele tudo sobre arqueologia egípcia. Ele era um arqueólogo britânico que já tinha feito escavações no Egito, Sudão e na Mesopotâmia. Então quando a Dorothy não estava na escola, estava com o Sir Ernest Wallies Budge sendo praticamente sua discípula na arte de decifrar os hieróglifos egípcios.
Quando ela atingiu a fase adulta, Dorothy ingressou em uma escola de arte onde começou a colecionar antiguidades egípcias que eram mais acessíveis. Foi nessa fase da vida que ela começou a frequentar grupos que falavam sobre reencarnação, e assuntos relacionados a isso. Porém, depois de visitar uma série de grupos ela desistiu porque nenhum supriu aquilo que ela estava procurando.
Dorothy Eady passou a escrever artigos defendendo a independência e libertação do Egito da dominação Inglesa. Próxima dos 30 anos de idade ela conhece um estudante egípcio chamado Emam Abdel Meguid e logo eles se casam. Em 1931 o casal se mudou para o Egito e a Dorothy disse: “Finalmente estou em casa”, e beijou o chão. Foi no Egito que ela engravidou e deu o nome de seu filho de Seti, e ela recebeu o apelido Omm Seti, que significa “mãe de Seti”; seguindo um antigo costume egípcio de não chamar as mulheres pelo nome.
Em algumas noites Dorothy levantava da cama no meio da noite e começava a escrever hieróglifos, em que ela dizia serem ditados por um espírito chamado Hor-Rá. Dessas visões, ela escreveu setenta páginas onde estava o relato de que ela teria vivido durante a antiguidade egípcia e que era uma mulher que tinha falecido muito jovem,