Popularizado nos Estados Unidos no começo dos anos 2000, o trap — um subgênero do rap — caiu no gosto dos jovens brasileiros nos últimos anos. Apesar de ser conhecido por músicas em que artistas ostentam suas conquistas pessoais, o trap também traz letras que retratam a realidade da sociedade brasileira, debatendo violência, desigualdade, criminalidade e racismo. Hampesco é um traper que explora o ritmo em seu canal no YouTube. Ele convida sua mãe, a psicóloga Fernanda Hampe, — que classifica como feminista — para participar de diversos vídeos ouvindo as músicas a seu lado e apresentar suas reações ao público.
“A gente vê artistas que fazem músicas mais pra festa, parecidas com o funk, mas esse mesmo artista vai fazer músicas mais carregadas de crítica, de protesto, de até coisa mais emocional da vida dele, do passado dele, do que ele teve que passar pra chegar onde ele está hoje”, analisa Hampesco.
No áudio, ele e a mãe selecionam músicas às quais reagiram e comentam o valor que essas composições têm para o melhor entendimento do contexto social do Brasil. “Eu gostei muito de ‘Lei Áurea’. Acho que a gente tem muito a aprender sobre o nosso lugar na luta antirracista, que é romper com essa ideia salvacionista, que os negros foram salvos pela assinatura da abolição da escravatura pela princesa e etc”, exemplifica Fernanda Hampe.
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Acompanhe os reacts citados no podcast:
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The Cypher Deffect 3 – Costa Gold