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Manifestações pelo passe livre e ocupações de escolas de SP são temas centrais do documentário.
O filme “Espero tua (re)volta” (Your Turn) dá voz a três ex-secundaristas, com visões diferentes, que participaram ativamente das manifestações de 2013 a 2015. Ainda sem data de estreia no Brasil, o material retrata desde o movimento pelo passe livre até as ocupações das escolas de São Paulo.
Com direção de Eliza Capai, o longa sobre essa recente história das lutas estudantis participou em fevereiro de 2019 do Festival de Berlim e ganhou dois prêmios. “Estou muito feliz porque conquistamos o Prêmio da Anistia e o Prêmio da Paz, que considero um lembrete de como essa desobediência civil, muitas vezes, é para a construção de sociedades mais pacíficas”, celebra a documentarista, entrevistada pelo Instituto NET Claro Embratel neste podcast.
A estratégia de Capai foi promover uma disputa da narrativa entre esses jovens. Na obra, Marcela Jesus, Nayara de Souza e Lucas Koka Penteado representam importantes pautas da sociedade, como feminismo, lutas LGBTQ+, e antirracismo. “Chama atenção, por exemplo, a forma que o Koka trata as manifestações de 2013 sobre o passe livre. Como representante negro e da periferia, ele fala da cultura, do lazer: parques e espaços que, apesar de públicos, estão disponíveis na verdade para quem tem acesso às regiões centrais da cidade.”
Em junho de 2013, o país viveu marchas gigantescas, em que milhões de pessoas saíram às ruas contra o aumento das passagens de ônibus. Logo, os centavos a mais se transformaram em muitas outras reivindicações e desembocaram em lutas pela manutenção e conquista de direitos em direção a uma sociedade mais inclusiva. “A educação pública de qualidade, o roubo da merenda das escolas públicas são pautas importantes que estão no filme”, cita a diretora.
Em outubro de 2015, os secundaristas de São Paulo se organizaram contra cortes propostos no orçamento da rede estadual de ensino. Em novembro, mais de 200 escolas estavam ocupadas pela defesa de um ensino público de qualidade. O tratamento dado por parte da mídia – contrária à mobilização – em contraponto com o olhar de parcela da população – que viu a atitude dos jovens com esperança e o início de uma grande transformação – são apresentados em “Espero tua (re)volta” por meio de uma minuciosa pesquisa em imagens de arquivo.
Um dos desafios da diretora foi tratar o tema de forma imparcial, mostrando visões diferentes sobre os acontecimentos e, ao mesmo tempo, buscando pistas que possam levar o público a entender como, mesmo diante de movimentos populares que lutam por mais inclusão e democracia, o Brasil elegeu um presidente que, entre suas promessas de campanha, já indicava a criminalização dessas iniciativas.
“Um dos sonhos que tenho é que o filme seja assistido por aqueles que criminalizam o movimento estudantil. Na página do Facebook tem comentários dizendo que se trata de um monte de vândalos. Gostaria que essas pessoas assistissem. Não para concordar, mas para que tenham oportunidade de pensar de forma mais profunda o que são essas lutas sociais e porque há a intenção de se criminalizá-las”, conclui Eliza Capai.
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Projeto visa combater agressões domésticas e psicológicas contra a população feminina.
O projeto “Mãos Empenhadas contra a Violência” foi criado pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, região centro-oeste do país. A ação capacita cabeleireiros, manicures e esteticistas para que ajudem mulheres a identificarem quando são vítimas de qualquer tipo de agressão física ou psicológica. “A iniciativa visa o apoio da sociedade a essas vítimas, ao capacitar profissionais da beleza para que entendam a gravidade do tema e saibam como orientar”, afirma a juíza, responsável pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (MS) e pela primeira Vara de Medidas Protetivas do país, Jacqueline Machado, ouvida pelo Instituto NET Claro Embratel.
Também no podcast, você acompanha o depoimento do cabeleireiro Emannuel Álvares, que faz parte das centenas de voluntários do “Mãos empenhadas”. “O treinamento nos ensina a encorajar a mulher a denunciar. Só assim vamos lutar contra isso”, diz.
Todo semestre é feita a capacitação em dezenas de salões, ampliando o alcance do treinamento, para que se identifiquem indícios de agressões, como uma mancha no corpo ou um comportamento de fragilidade da cliente. Segundo a juíza, a ação passou a contar neste ano com a parceria do Senac, que oferece o conteúdo em seus cursos profissionalizantes na área de estética. “O projeto também está sendo replicado em vários estados, como Piauí e Pará. E está em fase de estudo em Goiás e Rio de Janeiro, além de cidades como Foz do Iguaçu e Barueri”, indica Machado.
Com isso, um número cada vez maior de profissionais de beleza está apto a explicar às mulheres que tipos de violência doméstica existem, como acontece um relacionamento abusivo e como sair dele, situações que às vezes parecem normais às vítimas. “Os crimes mais comuns são agressão física e ameaça moral ou psicológica. Ao identificar qualquer um deles, os voluntários orientam sobre como pode ser feita a denúncia.”
Para ela, o que causa a violência de gênero e o feminicídio é o machismo estrutural da sociedade, em que o homem é o chefe da família. “Nós temos até hoje várias pessoas que acreditam que as mulheres devem viver dentro de casa, além da dificuldade delas ascenderem a cargos políticos. Neste quesito, estamos atrás de muitos países, inclusive alguns muito mais pobres do que o Brasil”, conclui a juíza ao defender a necessidade da expansão do projeto.
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Os áudios utilizados no podcast, por ordem de entrada são: “Maria da Vila Matilde” (Douglas Germano), com Elza Soares; “Me Estuprem” (Toni Belloto/Sergio Britto), interpretada por Luiza Possi e Titãs; Spot da Campanha “Mulheres Caladas”, da Ong Themis; e “Respeita as mina”, Kell Smith. A música de fundo é de autoria e execução de Reynaldo Bessa.
Crédito das imagens: Comunicação/TJ-MS.
Educador defende uso de objetos cotidianos, como smartphones, para despertar curiosidade dos alunos pelo tema.
Existe conexão entre um smartphone e um giz? O que liga essas tecnologias aos elementos químicos de uma tabela periódica? As respostas estão na entrevista concedida pelo professor titular do Instituto de Química e coordenador do Núcleo de Apoio à Nanotecnologia e Nanociências da Universidade de São Paulo (USP), Henrique Eisi Toma. O assunto ganha ainda mais relevância neste ano de 2019, em que as Nações Unidas comemoram um século e meio da descoberta desse sistema periódico pelo russo Dmitri Mendeleev, que aconteceu em 1869.
“A tabela periódica está para a ciência como o alfabeto para a comunicação. Os elementos equivalem às letras, que, combinados, formam o ‘abecedário’ da química. Shakespeare soube usar as palavras de maneira única. O químico também tem de combinar elementos para revelar aquilo que não está aparente”, filosofa o entrevistado.
É o que Toma faz no podcast, ao apresentar exemplos para que docentes se apropriam de dois objetos que estão ao alcance das mãos tornando uma aula sobre a tabela periódica mais atraente: o celular e o giz.
O professor explica que um smartphone tem em torno de 20 elementos, mas aponta que, se for feita uma análise minuciosa, estarão lá todos os elementos da tabela periódica, em menor ou maior quantidade. “As terras raras, por exemplo, conseguem transformar luz em impulsos. Toda a parte da internet depende desses elementos, porque amplificam o sinal”.
No áudio ele relaciona alguns componentes que estão na tela, na bateria, no processador e em outros itens de um celular e que representam de que forma evoluções tecnológicas estão ligadas aos elementos químicos e ao avanço da nanociência. “O adolescente vai ter curiosidade de saber o que é uma bateria, como a energia é armazenada, como o impulso elétrico é transformado em impulso ótico e de que forma se consegue gerar eletricidade a partir da luz”, garante.
Ainda no podcast, o professor explica que o descarte do lixo eletrônico pode resultar em prejuízos inestimáveis ao meio ambiente ou em dividendos para o país, de acordo com o que é feito no processo. “Hoje o celular está no nosso bolso, mas amanhã estará no lixo e vai gerar montanhas de celulares cheias de resíduos eletrônicos. A China pega de volta todos os descartes para reprocessar e produzir novos aparelhos, gerando economia e preservando a natureza”.
Outro objeto citado pelo professor que ajuda no estudo dos elementos químicos é o giz. Ele relaciona as substâncias que são encontradas nesse objeto tão presente no dia a dia de alunos e professores.
Convite
O professor Henrique Toma recepciona escolas em visitas e conta histórias relacionadas aos elementos químicos, com o apoio de uma enorme tabela periódica que fica na entrada do Instituto de Química da USP. Os agendamentos podem ser feitos pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone: (11) 3091-3887.
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A música utilizada na edição do áudio é “Cérebro eletrônico” (Gilberto Gil), com Marisa Monte. A trilha de fundo é de autoria de Reynaldo Bessa.
Crédito da imagem: Apiruk – iStock.
Para Marisa Leite de Barros, música estimula a repetição e facilita o entendimento do inglês.
Em 1969, quando estreava na TV Cultura o “Inglês com música”, Marisa Leite de Barros já acumulava 4 anos de experiência como professora de uma renomada escola de idiomas. A ideia de usar essa arte como veículo para o aprendizado da língua veio de sua própria experiência. “Na adolescência, ouvia muitos discos americanos e pesquisava em dicionários para entender o que as canções diziam”, revela.
Autodidata, aos 22 anos de idade, passou a compartilhar essa fórmula com o público em cursos transmitidos inicialmente pela TV e, nos dias de hoje, pelas redes sociais. O aprimoramento para atuar em mídias educativas veio ainda na década de 1970, quando foi bolsista do CEDO Training course for Educational Television, na BBC. A emissora de Londres é tida como referência mundial nessa área. A didática de Barros é baseada na crença de que “aprender língua é memorizar palavras e frases dentro de um contexto”, o que faz principalmente por meio de músicas.
No áudio, além da professora, você ouve um depoimento da cantora, atriz e apresentadora da fase mais recente do programa, Amanda Acosta. “Essa produção tem um valor inestimável ao agregar educação com entretenimento”.
Nas centenas de edições do “Inglês com música”, disponíveis gratuitamente no site da Univesp TV, Marisa Leite de Barros e Amanda Acosta conduzem uma série de jogos entre equipes formadas por estudantes, tendo a música como forma de treino para a pronúncia e vocabulário. “Numa canção, você repete muitas vezes e acaba praticando”, defende Barros.
O conceito do aprendizado por meio de frases completas é utilizado também no curso “Follow Me”, produzido para a Univesp, com 60 aulas em vídeo. Já a música continua a ser foco das aulas semanais publicadas pela professora toda terça, às 21h, em lives da página dela no Facebook e que, no dia seguinte, são publicadas em seu canal no YouTube. “Eu entro no ar e ensino uma música. Traduzo, peço pra repetir e cantar. Só que este chama ‘Inglês com amor’, porque eu ensino de graça”.
Milhares de alunos de diferentes gerações acompanham as aulas nas redes sociais. É o caso da bailarina e jornalista, Juliana Mel. “Muitas pessoas podem se beneficiar disso, até aquelas que não têm dinheiro para pagar um curso de inglês. No meu caso, percebo que tenho entendido muito melhor o que se canta e o que se fala nesse idioma”, diz.
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Os trechos do programa “Inglês com música” foram extraídos do acervo do canal oficial de Marisa Leite de Barros no YouTube e dos vídeos da Univesp TV.
Cooperação financeira aumenta o poder de compra das pessoas e traz dinamismo ao comércio local.
O Brasil possui mais de uma centena de bancos comunitários de desenvolvimento (BCDs), distribuídos por todas as regiões do país. Pioneiro na iniciativa, o Banco Comunitário Palmas foi fundado em 1998 no Conjunto Palmeiras, um bairro da periferia de Fortaleza (CE) que conta com cerca de 35 mil habitantes. “Era um lixão a céu aberto, sem nenhuma infraestrutura urbana, com milhares de pessoas sem água, sem saneamento, vivendo em barracas de palha”, afirma o educador popular, líder comunitário e fundador do banco, Joaquim Melo, ouvido pelo Instituto NET Claro Embratel neste podcast.
O ex-seminarista chegou ao local em meados da década de 1980, quando participava do programa “Padres na Favela”. Ele encontrou um cenário de extrema pobreza e com alto índice de mortalidade infantil. Ao participar de assembleias e fazer uma pesquisa, Melo percebeu que o problema era que 90% das pessoas compravam fora do bairro. “Então começou a criar aquele sentimento: ‘vamos comprar um do outro’, ‘vamos produzir uns para os outros’. Isso passou a estimular o conceito de economia solidária, que tem o objetivo de garantir microcréditos para produção e consumo locais, com taxas de juros mínimas e sem requisitos para inscrição, comprovante de renda ou fiador.
“A confiabilidade do tomador é garantida por vizinhos”, destaca. “Os moradores começaram a comprar do comércio local, que passou a produzir mais. A partir daí, surgiram pequenas empresas e a gente foi montando nosso fundo, com a filosofia de emprestar tanto para quem produz quanto para o consumidor do bairro”, explica Melo.
Os BCDs estão presentes também em ilhas ribeirinhas na Amazônia e nas periferias do Rio Grande do Sul, passando por comunidades quilombolas, indígenas, assentamentos, vilas de pescadores, territórios rurais e urbanos. Gerar mercado para as pequenas e médias empresas dinamiza a economia local. “Conseguimos ser hoje modelo de desenvolvimento para muitos outros bairros neste país. E vemos, principalmente, uma melhora na organização, na autoestima e na capacidade natural de resolver os próprios problemas”, conclui Joaquim Melo.
No áudio, o Instituto NET Claro Embratel entrevista também o economista e professor titular de pós-graduação da PUC-São Paulo, Ladislau Dowbor, que cita os benefícios do dinheiro local para o crescimento econômico e social de uma comunidade. “Você tira os intermediários, e tudo aquilo que seria drenado pelas taxas de juros do sistema financeiro tradicional se transforma em capacidade de compra pras pessoas”, atesta o especialista.
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Crédito das imagens: arquivo Banco Palmas.
“Maquinação do Mundo” percorre a destruição da paisagem de Itabira (MG) pela ótica do poeta.
Numa viagem circunstancial à Itabira (MG), o professor aposentado de literatura da Universidade de São Paulo (USP), José Miguel Wisnik, se deparou com uma relação entre a atividade mineradora e a cidade natal de Carlos Drummond de Andrade. “A gente está acostumado a pensar no poeta como aquele que diz pertencer a uma cidade de 90% de ferro nas calçadas e 80% de ferro nas almas, envolvida de corpo e alma com o mundo ferrífero. Mas eu não tinha a dimensão de que essa atividade econômica tinha provocado no local uma devastação de grande porte”, afirma o autor do livro “Maquinação do mundo – Drummond e a mineração”.
Na obra, que é destaque deste podcast, Wisnik identifica no surgimento da Companhia Vale do Rio Doce uma questão crucial para o escritor, apegado ao provinciano lugar de origem e ao mesmo tempo marcado por um sentimento cosmopolita do vasto mundo. “Com a criação da companhia, Drummond vê o Pico do Cauê, que era um cartão postal local, virar uma cratera, desaparecer, como retrata em um de seus poemas”, exemplifica, se referindo aos versos de “Montanha pulverizada”.
Ao descobrir esta escrita inexplorada na produção do “poeta do cotidiano”, o autor escreveu um ensaio crítico, em que, ao associar parte da poesia drummondiana ao contexto histórico da mineração, expõe um cenário propício a desastres como os que foram registrados no Brasil nos últimos anos: Mariana (MG), em 2015, e Brumadinho (MG), em 2019. “Ao longo da vida, ele acompanha essa história de uma maneira sofrida, porque vê os danos que a mineração provoca na cidade e tenta trazer isso à tona para interferir nessa relação desigual, em que a empresa acumula lucros fantásticos e Itabira não recebe uma contrapartida”, conclui o professor.
No áudio, além da entrevista com o autor de “Maquinação do mundo”, você acompanha trechos de poemas nas vozes do próprio Drummond (“Confidência do Itabirano”), do ator Fernando Silveira (“Montanha pulverizada”) e do professor titular de literatura brasileira da USP e escritor, Alcides Villaça. Ele dá voz aos versos de “A Máquina do mundo”, considerado por Wisnik o mais representativo texto do poeta sobre a devastação gerada pela mineração mal planejada. A trilha sonora é assinada por Reynaldo Bessa, que compôs as músicas da peça “O Caminho das pedras” – espetáculo com foco na obra do poeta.
Estudo multidisciplinar do meio ambiente acontece com crianças de 5 e 6 anos de idade.
A Escola Municipal Ambiental Bosque do Saber foi inaugurada em 2004, com uma área verde de cerca de 11 mil m² em Indaiatuba, a menos de 100 km da cidade de São Paulo. Sua proposta é desenvolver atividades de apoio e pesquisas referentes ao estudo do meio.
“Promover o bem-estar e o contato com a natureza, mas sempre buscando a questão da preservação, dos cuidados que se tem que ter com o meio ambiente”. É assim que a coordenadora pedagógica Marcia Aparecida Favaro define o objetivo do contato das crianças com o espaço.
Entrevistada neste podcast, ela recebeu e guiou a equipe do Instituto NET Claro Embratel pela trilha do conhecimento proporcionado a estudantes da etapa 2 da educação infantil e do 1º ano do ensino fundamental. Os primeiros têm no “Semeando” o principal projeto pedagógico. Em uma horta, eles plantam, colhem e experimentam novos sabores. “A gente começa com os pequenininhos pra tentar conscientizar sobre a questão da alimentação mais saudável”, justifica a educadora.
Para as crianças de 6 anos, o estudo multidisciplinar do meio ambiente trabalha a biodiversidade, a partir dos animais e plantas nativos do bosque, como pau-brasil e peroba-poca. “As professoras percorrem a trilha e, por meio de explicações e orientações, falam sobre a preservação do meio ambiente e de questões ligadas à poluição da água. Assim, o aluno reflete sobre o assunto e leva essas informações pra casa também”, defende Favaro.
Além das aulas voltadas aos estudantes das escolas municipais da região, prioritariamente, há também as que acontecem fora do Bosque. As atividades internas e externas são pensadas por uma equipe de três professoras, todas formadas em pedagogia e uma delas também em biologia.
Segundo a coordenadora pedagógica, somando todas as atividades, ao longo do ano letivo, 15 mil crianças são impactadas com noções sobre o meio ambiente. “Temos um projeto em que nossas professoras fazem o percurso histórico da cidade. Quando a gente traz a memória do município, também está preservando, porque mostra o que foi modificado pelo homem e o que precisa ser feito para que essa história continue sendo bonita”, revela.
Aos finais de semana, o Bosque do Saber é aberto ao público em geral, que pode desfrutar de ambientes como os quiosques dos projetos Ecoleitura e Ecojogos, viveiro de mudas, orquidário, jardim das borboletas e dos beija-flores, pomar e horta orgânicos e da trilha em mata nativa.
No áudio, além de Favaro, há também a entrevista de um pai que costuma levar as duas filhas pequenas para que tenham contato com a natureza e a bióloga Frances Roveri Marques, que, no dia da gravação, esteve à frente de uma aula sobre orquídeas.
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Crédito das imagens: Marcelo Abud.
Falta de controle e troca de atividades reais por virtuais podem ser indícios desse excesso.
Com que frequência você passa mais tempo online do que pretendia? Seu desempenho ou produtividade no trabalho sofre por causa disso? Você se irrita se alguém pede sua atenção enquanto está navegando na rede? Quantas vezes você deixa de sair com outras pessoas para ficar na web? As respostas a essas e outras perguntas podem indicar se uma pessoa é ou não dependente de internet.
Para entender quando o uso da tecnologia passa de saudável a prejudicial, o Instituto NET Claro Embratel entrevista, neste podcast, a psicóloga do grupo de dependência tecnológica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, Dora Sampaio Góes. Para ela, é preciso diagnosticar caso a caso, porque nem sempre quem usa muito a internet é um dependente. “É normal a pessoa, ao ficar encantada por algo, querer fazer uso pelo maior tempo possível daquilo. Com o tempo, ela pode atingir o equilíbrio sozinha”, pondera.
No entanto, a tecnologia pode causar dependência porque produz substâncias que dão prazer e o cérebro identifica isso. “Na experiência com a internet, há uma série de estímulos que geram uma quantidade de dopamina (neurotransmissor que estimula o sistema nervoso central) suficiente no cérebro para a sensação de prazer.”
No áudio, a psicóloga aponta quais sintomas costumam indicar que uma pessoa está dependente de internet. “A partir do momento em que estar online passa a conflitar com as relações de trabalho, nível de estudo ou vida social, é hora de tomar uma providência. Se a pessoa conseguir fazer isso sozinha, perfeito, caso contrário, é preciso procurar ajuda”, indica.
Ela também conta mais sobre a atuação do grupo de dependência tecnológica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, que oferece atendimento gratuito a pacientes com dependência tecnológica. Orientações a amigos e familiares também podem ser obtidas pelo site Dependência de Internet.
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Crédito da imagem principal: sam thomas – iStock
Bate-papo entre aspirante à profissão e docente experiente revela o que mantém interesse pela docência.
O Instituto NET Claro Embratel promoveu um encontro, no dia 5 de janeiro de 2019, entre o aspirante a professor Everton da Silva Chaves e a experiente arte-educadora Diva Nunes. A conversa revela o que há em comum entre profissionais de diferentes gerações e o que mantém o interesse de ambos pela docência. “Como toda profissão, ser educador também depende de vocação. É pra quem gosta de uma vida bastante dinâmica, não existe tédio em sala de aula”, atesta ela.
Everton da Silva Chaves afirma que deseja ser professor, motivado pelas aulas de geografia que teve no ensino médio. “Foi quando comecei a me interessar mais por livros, pesquisas, notícias. Conheci o professor Luís, que me influenciou a fazer geografia e querer, consequentemente, lecionar e fazer com que meus alunos possam ser cidadãos críticos”, revela o futuro educador.
Diva não faz parte dos 48% dos professores que afirmaram não indicar a profissão aos jovens, em pesquisa realizada pelo Ibope, entre março e maio de 2018, com 2.160 entrevistados. Na outra metade desta estatística, ao saber da vontade de Everton de lecionar na rede pública de ensino, a professora de artes da EMEF General Júlio Marcondes Salgado, localizada no Parque Edu Chaves, zona norte da cidade de São Paulo, se dispôs a apontar para o jovem o que ele deve encontrar na trajetória que escolheu.
Ainda no podcast, ambos destacam que vieram de famílias que sempre valorizaram a leitura. Além disso, falam da formação que tiveram em escolas públicas e do orgulho de ensinar e aprender com o ambiente da sala de aula.
Crédito da imagem: AndreaObzerova – iStock
Objetivo da saga repleta de super-heróis é conscientizar o público infantojuvenil sobre importância da floresta.
A ideia de criar uma série com super-heróis que têm a missão de preservar a floresta e conscientizar o público infantojuvenil sobre a importância da Amazônia surgiu em 1998, quando Ronaldo Barcelos pensou, inicialmente, em uma série de desenhos animados. Quase duas décadas depois, o projeto ganhou vida por meio de uma coleção de livros. “Existem guerreiros de todas as idades, de todos os tipos, o guerreiro está dentro de cada um de nós”, defende o publicitário e escritor.
A história tem origem em uma grande reunião na floresta, no início da chegada dos colonizadores, há mais de 500 anos. Para manter a cultura e crenças vivas, os indígenas criam a cidade Amazon. “A ideia é que ficassem lá até quando não houvesse mais perigo ou que a floresta começasse a ser destruída e pudessem colaborar com toda a sabedoria deles”, explica Barcelos.
Ao longo dos três livros, voltados principalmente a um público de 9 a 14 anos, o leitor entra em contato com 10 heróis. Juntos, eles combatem o Dr. Zach, um vilão que quer ficar rico a qualquer custo. Os títulos buscam criar identificação com esses heróis que usam armaduras sagradas e detêm os poderes dos animais. “O objetivo é resgatar o amor e a autoestima das crianças que vivem nas florestas e o entendimento para as que nasceram e vivem em grandes centros urbanos. Essas, que são a maioria, cresceram sem a conexão com a natureza”.
Por meio das histórias, crianças e jovens têm um panorama da Amazônia continental, englobando oito países e um território francês, e passam a conhecer melhor o bioma da floresta e sua importância para questões como clima, biodiversidade e consumo consciente. “A gente fala dos problemas, mas também das diversas alternativas que podem gerar mudança de comportamento nas crianças, na forma de viver e de entender o meio ambiente”, conclui o idealizador do projeto, que também conta com animações para o público infantil e uma ação social com distribuição de kits em escolas da região amazônica e do sudeste.
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