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  • Conheça Afuá: a única cidade sem carro do Brasil - #Cidadania
    Uso de bicicleta e ações sustentáveis estimulam a qualidade de vida da “Veneza marajoara”.
    Já imaginou um lugar em que 90% das pessoas utilizam a bicicleta para se locomover? Assim é Afuá, o único município do país em que automóveis e motos são proibidos por lei. A cidade é erguida sobre palafitas, que evitam que haja inundação pelos rios que a cercam. “Os benefícios de não haver carro são muitos. Além de não poluir o meio ambiente, isso é bom para a saúde das pessoas, porque mesmo sem perceber estão praticando um exercício físico”, afirma o fotógrafo e morador local Jota Barbosa, um dos entrevistados no podcast.
    Em Afuá, carros e motos são proibidos por colocarem em risco as estruturas das ruas (crédito: Jota Barbosa)
    “Andar de bicicleta previne doenças cardiovasculares, auxilia na recuperação de lesões ósseas e artrite. A gente tem uma mente saudável junto com um corpo saudável”, defende o professor Elton Pinheiro Jardim, também ouvido pelo Instituto NET Claro Embratel.
    Já o geólogo e fotógrafo Manoel Raimundo Fonseca ressalta que há outros fatores que garantem a preservação do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas. No áudio, ele destaca um processo que transforma lixo em energia, a alimentação à base de camarão e açaí e o papel da educação na valorização de uma consciência ecológica.
    Com cerca de 40 mil habitantes e localizada a 254km de Belém, Afuá ainda se sobressai pela criatividade de seu povo, que inventa alternativas para as mais diferentes necessidades, como o bicitáxi e a bicilância, “ocupada com maca, oxigênio e um atendimento é muito bom”, ressalta Barbosa.
    Autorretrato de Manoel Raimundo Fonseca, fotógrafo e geólogo que tem um ponto de vista bastante positivo sobre Afuá (crédito: arquivo pessoal)
    Créditos:
    As músicas utilizadas no podcast, por ordem de entrada, são: “Saúde” (Rita Lee e Roberto de Carvalho) e “Planeta Sonho” (14 Bis).
    8 min
  • Quarta Revolução Industrial: como os avanços tecnológicos afetam o mercado de trabalho - #Cidadania
    Inovação pode beneficiar trabalhadores, mas é preciso adaptação às mudanças.
    Você já deve ter ouvido falar sobre a Quarta Revolução Industrial. Mas o que ela tem de diferente das anteriores? Para responder a essa pergunta e entender como os trabalhadores têm sido afetados pelas transformações advindas dos constantes avanços tecnológicos, o Instituto NET Claro Embratel conversa com o professor do Instituto de Economia (IE/Unicamp) e Pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), Anselmo Luis dos Santos. Para ele, a também chamada Indústria 4.0 “vai substituir não só funções manuais ou físicas, mas também cognitivas, que dependem de conhecimentos, de decisões das pessoas”.
    No entanto, o Brasil tem investido pouco em inovação, em comparação com países como França, Alemanha, Estados Unidos, Japão e China. Com isso, de acordo com o professor, corre-se o risco de aumentar ainda mais a distância de países considerados desenvolvidos. “Regredimos comparado ao mundo. Se for falar em indústria 4.0, estamos atrasados em relação a vários aspectos, porque o país não construiu capacidades para fazer um planejamento de políticas de desenvolvimento”, conclui.
    Créditos:
    As músicas utilizadas na edição do áudio, por ordem de entrada, são: “Um abraço e um olhar” (João Suplicy), com participação de Zeca Baleiro; “Homem primata” (Titãs); “Conformática” (Ayrton Mugnaini Jr), com Língua de Trapo; e “A Cidade” (Chico Science). As trilhas são de Reynaldo Bessa.
    10 min
  • Poemas Negros, de Jorge de Lima, trata da influência do escravo na cultura brasileira - #Educação
    Livro da segunda fase modernista está na lista de vestibulares, como o da Unicamp.
    “Poemas negros” é o nono livro do alagoano Jorge de Lima. O tema da obra é a realidade africana no Brasil e a vida nas regiões Norte e Nordeste do país. Para o professor do Cursinho da Poli e mestre em teoria literária e literatura comparada pela USP, Murilo Gonçalves, ouvido pelo Instituto NET Claro Embratel, há características que permitem enquadrar a publicação na segunda fase modernista, como o fato de os versos terem sido escritos entre 1927 e 1940 e também por causa do conteúdo do texto.
    “Enquanto a primeira geração tratava o atraso brasileiro de forma amena e trazia uma preocupação com a estética, a segunda geração traz uma consciência maior desse contexto e aborda os grupos desfavorecidos da população.”
    O livro traça uma espécie de história do negro no Brasil e aponta a presença de referências africanas em nossa cultura. Segundo Gonçalves, um mínimo conhecimento de “Casa-grande & Senzala” auxilia na compreensão da abordagem dada por Jorge de Lima a seus versos, fato que é destacado pelo professor ao apontar que na primeira edição de “Poemas Negros”, que é de 1947, o prefácio foi escrito por Gilberto Freyre. “Entender esta relação faz com que se compreenda porque, no livro, um indivíduo mulato tem mais privilégios do que um negro de origem, como no texto em que um mulato aparece como cabo militar. Ou seja, em uma posição de comando, ainda que de nível intermediário”, salienta.
    Outro contexto considerado importante pelo professor é o movimento Harlem Renaissance, que marcou os Estados Unidos na década de 1920, pela valorização da cultura negra. “É a partir deste cenário, que se espalha pelos anos 1920, 30 e 40 nas américas, que passa a haver um maior interesse em questões artísticas que descrevam os indivíduos negros”, explica.
    Créditos:
    As músicas utilizadas na edição do áudio, por ordem de entrada, são: a versão musicada do poema Nega Fulô, de Jorge de Lima, com Rogério Dias e Fagner Dubrown; e “Ponteio” e “Sina do sertão”, compostas por Chico César, Beto Lemos e Alfredo del Pinho para a trilha sonora da peça “Suassuna: o auto do reino do Sol”.
    10 min
  • Fake news é destaque em livro de aventura para público infantojuvenil - #Educação
    Lançamento do autor de “Guia dos curiosos” conta com casos de notícias falsas que viralizaram.
    O autor da série “Guia dos curiosos”, Marcelo Duarte, volta a se dedicar ao público infantojuvenil livro recém-lançado “Esquadrão curioso – caçadores de fake news”. Segundo o escritor e jornalista, a ideia é estimular o debate sobre o tema entre professores e alunos nas escolas.
    A motivação para tratar sobre como nascem e são espalhadas as notícias falsas pela rede veio de uma conversa com seu filho, de 12 anos. “Chego em casa e meu caçula me mostra uma matéria bizarra: cheirar o pum do parceiro ou da parceira aumenta a expectativa de vida das pessoas”. No áudio, é possível ter uma pequena amostra de como esse boato viralizou em 2012, época em que foi criado.
    Duarte notou que, apesar de o assunto estar em voga junto aos adultos, ele têm atraído também crianças, o que considera um perigo ainda maior para o futuro delas. “Talvez elas não fiquem divulgando rumores de política, economia, saúde, mas tem um tipo de fake news que chama a atenção delas. Se não aprenderem como procurar a veracidade do que estão consumindo agora, serão adultos que vão cair nessas farsas ”, alerta.
    No livro, uma aula de filosofia aborda o tema e propõe um trabalho em que os alunos devem desvendar os meandros de uma notícia falsa. É durante a realização dessa atividade em grupo que nasce o “Esquadrão Curioso”, um trio de adolescentes em busca de um basta nas mentiras que têm se alastrado. A novidade não agrada o maléfico Fake Nilson, responsável pelos postagens mentirosas.
    As histórias disseminadas pelo vilão no livro são baseadas em “boatos reais”, que chegaram a ter repercussão, inclusive, em sites respeitados. É o caso de uma notícia sobre a descoberta de baratas voadoras venenosas. A consultoria para a escolha dessas narrativas se deu por meio da parceria com Gilmar Lopes, que se dedica ao site E-Farsas desde 2002, sendo um dos pioneiros na “caça” de fake news. “Os assuntos não poderiam conter violência nem temas adultos. Por isso, foquei em casos inusitados e curiosos que se espalharam na web como se fossem reais e que enganaram muita gente”, ressalta Lopes.
    Link:
    Acesse o primeiro capítulo do livro “Esquadrão curioso – caçadores de fake news”
    Créditos:
    Os conteúdos referentes à notícia falsa “Cheirar pum do parceiro prolonga a vida” foram extraídos do podcast “Naruhodo” e dos canais no YouTube “Dicas e curiosidades”, “Plantão policial” e “Beckerral”. A música utilizada é “Mintchura” (Joe Euthanazia e Neuzinha Brizola).
    9 min
  • Vestibulares levam em consideração culturas e escolarização de povos indígenas - #Educação
    Além dos exames, há preocupação com estratégias de acolhimento e acompanhamento desses estudantes.
    Tanto a Constituição quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação preveem que os estudantes devem ser avaliados em vestibulares que levem em consideração as particularidades de suas experiências e percursos escolares. É com base nessa determinação que, desde 2008, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem uma prova específica para indígenas.
    Além da instituição, há outras que têm exames para essa população, como as universidades Federais do Paraná (UFPR), de Brasília (UnB) e de Roraima (UFRR). E, a partir deste ano, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também passa a oferecer essa opção.
    Deusilene Theodoro, primeira estudante indígena formada no curso de gestão e análise ambiental pela UFSCar (crédito: Ana P. Vieira/ 1ª Página)
    Nesta edição, você ouve o depoimento da pedagoga que acompanha esses alunos no campus São Carlos, desde 2009, e integra a coordenadoria de relações étnico-raciais da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar, Thaís Palomino. Ela afirma que, inicialmente, a prova era aplicada apenas lá. “Devido às solicitações dos movimentos indígenas para que o vestibular fosse levado para locais próximos das comunidades, nos últimos três anos, houve a descentralização”, explica. Atualmente, a aplicação é feita em Manaus, Recife, São Paulo e também em São Gabriel da Cachoeira.
    O Instituto NET Claro Embratel entrevista também o coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp(Comvest) e professor do departamento de história da instituição, José Alves de Freitas. Para ele, o vestibular indígena respeita a diversidade das culturas desses povos. Segundo dados do IBGE, existem cerca de 305 etnias que falam mais de 270 idiomas no Brasil.
    Das 610 inscrições no primeiro ano de aplicação da prova pela Unicamp, metade vem da cidade de São Gabriel da Cachoeira (noroeste do estado do Amazonas), de acordo com o docente. “Depois, nós temos outro fluxo grande em Manaus, e, em número menor, na própria cidade de Campinas, em Recife e Dourados”, revela.
    No podcast, os entrevistados explicam porque é necessária uma prova particular para os povos indígenas, comentam como as universidades acolhem e viabilizam a permanência dos ingressantes, revelam o que se ganha com a chegada desses alunos no grupo, além de destacarem as áreas mais procuradas por eles: saúde e educação.
    Estudante realiza vestibular especificamente voltado aos indígenas (crédito: MEC/divulgação)
    Créditos:
    As músicas utilizadas na edição do áudio, por ordem de entrada, são “Txai” (Milton Nascimento) e “Nozani Na” (Milton Nascimento e Marlui Miranda).
    10 min
  • Visão plural e obra feita por alunos de escolas públicas marcam a Bienal de São Paulo - #Educação
    Gabriel Pérez-Barreiro inova ao dividir a curadoria da mostra com outros sete artistas
    Intitulada “Afinidades afetivas”, a 33ª Bienal de Artes de São Paulo permanece aberta ao público até dia 9 de dezembro. O título remete ao romance de Johann Wolfgang von Goethe “Afinidades eletivas” (1809) e à tese “Da natureza afetiva da forma na obra de arte” (1949), de Mário Pedrosa.
    Fachada da 33ª Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera (crédito: Pedro Ivo Trasferetti/Fundação Bienal de São Paulo)
    No podcast, você ouve o depoimento do curador-geral da mostra, Gabriel Pérez-Barreiro. O artista espanhol elegeu doze projetos individuais e dividiu a tarefa com outros sete artistas-curadores para a seleção das demais mostras. “À medida que as pessoas circulam pelo prédio, deparam-se com pequenas ilhas. Cada uma com um sistema de organização”, justifica.
    Esta edição privilegia a vivência do público. “A atenção é um aspecto fundamental. É a energia que permite a construção dessas afinidades”, afirma. Ele explica como chegou ao tema: “A gente está sofrendo neste momento esta ideia de que uma pessoa tem a solução, um modelo um pouco messiânico, centralizado. Então, eu quis pensar uma Bienal distribuída com outros atores”.
    O local tradicionalmente recebe visitas de grupos escolares, de todas as idades. E o Instituto NET Claro Embratel acompanhou uma dessas excursões, ao lado de professores e alunos da Escola Estadual Paulo Machado de Carvalho. Para o docente de artes, Willian Maciel, a instalação “Sentido/comum”, “aproxima, porque é uma obra de arte que as crianças olham e sentem-se capazes de fazer”, salienta.
    “Sentido/comum” foi realizada por alunos de escolas públicas de São Paulo, a partir do ateliê comandado pelo espanhol Antonio Ballester Moreno (crédito: Marcelo Abud)
    Já seu criador, Antonio Ballester Moreno, defende que a arte é uma espécie de torre de Babel. “Existem muitas linguagens e é justamente isso que se fomenta com a arte: a subjetividade. Cada um recebe de uma maneira pessoal”, afirma.
    Créditos:
    “Divino Maravilhoso” (Gilberto Gil/Emanuel Viana e Caetano Veloso), com Gal Costa, “Um só amor” (Bob Marley), com Tribo de Jah, “Cio da Terra” (Milton Nascimento), “O Silêncio” (Arnaldo Antunes). A tradução do espanhol para o português foi feita por Reynaldo Bessa.
    10 min
  • Lei sobre ensino de cultura afro-brasileira tem aplicação tímida nas escolas - #Educação
    Para entrevistados, ambiente é muito pouco favorável e legislação está sob ameaça de extinção.
    A Lei 10.639/03, revista pela Lei 11.645/08, torna obrigatório o ensino da história e das culturas afro-brasileira e indígena em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o médio. A aplicação prevê que o conteúdo programático contemple diversos aspectos da formação da população brasileira, a partir desses grupos étnicos, resgatando suas contribuições nas áreas social, econômica e política.
    Mais de uma década e meia depois, o que mudou em relação ao estudo do tema nas escolas? Para responder a essa pergunta, o Instituto NET Claro Embratel ouviu a professora de sociologia da escola estadual Rui Barbosa Conselheiro, no Tremembé, zona norte de São Paulo (SP), e também criadora do app Alfabantu, Odara Délè; e o antropólogo e doutor em geografia, além de consultor e professor de afro-educação, Maurício Waldman.
    Coautor do livro “Memória D’África – a temática africana em sala de aula”, Waldman diz que houve pouca evolução no estudo da cultura afro-brasileira. Ele aponta, como um dos motivos para isso, o fato de uma parcela da sociedade não admitir que vivemos em um país racista. No entanto, rechaça essa argumentação e afirma que temos um racismo estrutural no país. “As religiões africanas são cultos. Quando tem guerra na África, é tribal. Você tem todo um universo que está permanentemente retomando, repondo e recompondo uma estrutura de discriminação. Não dá para escapar dessa ruptura de estereótipos e esse é um trabalho do educador”, explica.
    A opinião é compartilhada por Délè, que acrescenta a esse cenário a pouca disponibilidade de material didático adequado e também de formação nas universidades, para que o tema seja abordado nas escolas. Para preencher essas lacunas, a professora tem como uma das práticas pedagógicas de suas aulas o uso de músicas, textos e outros recursos alternativos. “Eu gosto de utilizar, por exemplo, músicas do Geraldo Filme, que é um sambista antigo, e dos Racionais Mc’s, que estão mais no universo deles, para mostrar como os dois discutem as questões da população negra”, diz.
    Odara diante de quadros da exposição “Limbo”, de José Rufino. As obras estão expostas na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, onde a professora conversou com o Instituto NET Claro Embratel (crédito: Marcelo Abud)
    Se a implantação da lei ainda necessita de mais empenho para que seja colocada efetivamente em prática, Waldman vê uma ameaça ainda maior a partir do discurso de forças conservadoras que têm ganhado espaço em nossa sociedade. “O ambiente é muito pouco favorável à progressão desta legislação e há inclusive vozes que querem que ela seja abolida”, avisa.
    Para ambos, docentes e pais devem estar atentos e empenhados na manutenção dessa lei. “Todo brasileiro tem de se empenhar na defesa do ensino da cultura negra e da africana. Elas não são de fora, são nossas”, conclui o antropólogo.
    Veja também:
    Série Africanidades reúne pesquisas desenvolvidas pelo professor e jornalista Maurício Waldman, relativas à cultura, história, geografia e economia africanas
    Dossiê Cultura Afro – O estudo da cultura afro-brasileira no ensino básico
    Créditos:
    As músicas utilizadas na edição do podcast, por ordem de entrada, são: “História da capoeira” (Geraldo Filme), “Racistas otários” (Mano Brown), com Racionais Mc’s e “Tanto faz” (Tim Bernardes).
    9 min
  • Livro e CD homenageiam Caio Fernando Abreu e reúnem letras inéditas de escritores gaúchos #Educação
    Trabalho de Kleiton & Kledir utiliza música para aproximar público da literatura.
    O mais recente trabalho da dupla Kleiton e Kledir reúne escritores do Rio Grande do Sul. Em CD e livro, “Com todas as letras” apresenta 10 canções inéditas compostas por grandes nomes da literatura especialmente para o projeto. “No primeiro encontro, a gente procurava entender o gosto musical do autor. A partir disso, criava uma música dentro daquele estilo e voltava com essa melodia pronta para que ele escrevesse a letra”, revela Kledir Ramil, entrevistado nesta edição do Livro Aberto.
    O ponto de partida da obra é a canção “Lixo e Purpurina”, parceria inédita entre os irmãos Ramil e o escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996). Desde os anos 70, ainda jovens, eles planejavam compor juntos. A vida os levou para lugares diferentes, distantes. E só muito mais tarde, se encontraram e puderam realizar esse sonho. “É a única letra que ele escreveu. Depois de um bom tempo, pensamos num projeto em que outros autores gaúchos pudessem experimentar essa experiência pela primeira vez”.
    Página do livro “Com todas as letras” que traz o manuscrito da letra da música “Lixo e purpurina”, a única escrita pelo autor Caio Fernando Abreu
    “Com todas as letras” traz ainda os textos em um livro digital, em que cada letra de música apresenta uma arte caligráfica diferente, assinada por artistas de várias partes do mundo. A dupla contou com curadoria do artista Felipe Taborda para a produção desse material gráfico.
    O trabalho com canções inéditas tem a participação dos seguintes nomes da literatura gaúcha contemporânea: Luis Fernando Veríssimo, Martha Medeiros, Fabrício Carpinejar, Leticia Wierzchowski, Daniel Galera, Paulo Scott, Claudia Tajes, Alcy Cheuiche e Lourenço Cazarré. “Tem muita gente que gosta de música, mas não tem o hábito da leitura. Com um projeto como esse, as pessoas podem começar a descobrir autores e daí se interessar um pouco mais por literatura”, acredita Kledir.
    9 min
  • Aplicativo de celular aproxima ONGs de doadores - #Cidadania
    Walp foi pensado por um estudante do ensino médio e está disponível para dispositivos Android
    O aplicativo Walp – da mescla das palavras em inglês wave (onda) e help (ajuda), algo como “onda de ajuda” – foi criado em outubro do ano passado pelos alunos da Etec Jorge Street, de São Caetano do Sul, no ABC Paulista. O objetivo principal do projeto é usar a tecnologia a favor das pessoas, ajudando ONGs e instituições que necessitam de donativos a encontrarem doadores próximos de sua localização.
    A idealização ocorreu ainda em 2016, no concurso do programa Startup in School, que premia aqueles que querem fazer a diferença na vida dos seus semelhantes, exercitando a solidariedade. A iniciativa é uma parceria do Centro Paula Souza (CPS) com o Google e a consultoria Ideias de Futuro.
    App criado por alunos de Etec de São Caetano do Sul foi lançado durante final do StartUp in School de 2017. Pedro Rezende está à direita na foto
    Para entender melhor as inspirações para a criação da ferramenta, disponível, por enquanto, apenas para aparelhos Android, o instituto NET Claro Embratel conversou com um dos idealizadores, o jovem Pedro Rezende, de apenas 17 anos. “Eu queria fazer uma doação para alguma instituição próxima e não encontrei. Sou estudante e não tenho tempo para pesquisas demoradas. Imaginei que esse era o dilema de muitas pessoas ocupadas em suas rotinas e foi então que tive a ideia do aplicativo”, conta.
    O download é gratuito e a partir daí o usuário tem acesso às instituições cadastradas mais próximas de sua casa por meio de um dispositivo de geolocalização. Ao navegar pela plataforma, é possível fazer uma busca por tipo de atendimento, além de entender as necessidades de cada organização. No podcast, é possível ouvir também o depoimento de um organizador de uma instituição que recebe donativos via Walp.
    Outro destaque do programa é a possibilidade do doador interagir com as ONGs. “As instituições cadastram suas necessidades, assim os interessados visualizam como podem contribuir. A partir do momento que a pessoa doa, ela recebe um respaldo daquilo que foi feito com a sua doação”. Desta maneira, ele acredita que há a geração de um vínculo emocional entre as partes, o que leva os usuários a participarem sempre mais.
    Para indicar e se cadastrar como nova ONG ou se tornar um novo doador, basta acessar o site do Walp e/ou baixar o aplicativo no Google Play. Também é possível entrar em contato pelo e-mail: [email protected].
    Créditos:
    As músicas utilizadas na edição do áudio, por ordem de entrada, são: “Amanhã” (Guilherme Arantes), “Pela internet 2” (Gilberto Gil) e “Eu preciso” (George Israel e Paula Toller), com Kid Abelha.
    9 min
  • 30 anos da Constituição Cidadã e os dias de hoje: ciência e comunicação
    Monopólio no setor comunicacional e diminuição de investimento em pesquisas são listados como retrocessos
    O artigo 218 da Constituição de 88 prevê que o Estado deve promover e incentivar o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a inovação. Já sobre comunicação, o artigo 220 define que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição”.
    Desde 2016, ciência e comunicação estão unidas em uma mesma pasta, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Um debate amplo abordou essa fusão, além de temas como liberdade de expressão, importância do investimento em pesquisa, diversidade e comunicação pública que também foram debatidos.
    Para o diálogo, estiveram reunidos o jornalista e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Ricardo Alexino Ferreira, a presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader e o jornalista e membro do Coletivo Brasil de Comunicação Social – Intervozes, Marcos Urupá.
    O debate nesse áudio compõe o capítulo 6 da série de podcasts “30 anos da Constituição Cidadã e os dias de hoje”.
    1 hr 11 min

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