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A sigla ESG, tão na moda hoje, mas....o que seria ESG aplicado à ciência? Então, vamos lá. Primeiramente ESG é a sigla de governança (G) ambiental (E de environmental), social (S) e corporativa. Talvez nem todos os aspectos mais comuns estejam ligados à vida acadêmica, mas a ideia e os processos ESG podem e devem, sim, ser aplicados ao mundo da ciência.
É muito importante falar sobre o assunto, manter os canais de comunicação abertos e, o foco deste bate-papo aqui, investir, conscientizar e reforçar sempre o uso humanitário dos animais com finalidade de ensino e pesquisa científica.
Estamos chegando ao final desta série de vídeos sobre os pilares da integridade científica, e hoje vamos abordar um tema relevante e atual, que permeia toda a sociedade que é a responsabilidade na formação e supervisão do trabalho de jovens cientistas.
Hoje o nosso papo é sobre uma questão cada vez mais séria nesse nosso mundo onde informações verdadeiras e falsas nos inundam diariamente. Como podemos fazer para garantir a veracidade dos fatos, dos nossos resultados e do conhecimento científico? Como temperar as nossas comunicações científicas para que sejam interessantes e chamem a atenção sem que a gente falte com a veracidade da informação ou que suscitem interpretações duvidosas?
O tema hoje é sobre RESPEITO, um tema que chega na academia e na pesquisa na esteira das discussões cada vez mais abrangentes em nossa sociedade. Não pretendo ter respostas para essas questões, mas, quem sabe, convidá-los à reflexão sobre esse tema tão atual.
Anna Carla conversa com Joana Balardin sobre a Lei Geral de Proteção de Dados que entrou em vigor em 8 de agosto passado.
A objetividade, irmã gêmea da imparcialidade, é um dos pilares da integridade científica, que na verdade, aborda assuntos que já vimos nas nossas conversas anteriores, mas aqui vistos por outro ângulo.
O assunto é tão importante que consta das diretrizes do Escritório de Integridade Científica americano (http://ori.hhs.gov/), onde fazer ciência com ética e boa governança exige não só o uso de métodos confiáveis e passíveis de verificação na proposição, desenvolvimento e avaliação da pesquisa conduzida mas também a comunicação de resultados da pesquisa de forma objetiva e precisa, com especial atenção às regras, regulamentos e diretrizes apropriadas além de, é claro, a adesão aos códigos e normas universalmente aceitos na profissão.
Não, pessoal, não é o que parece! eu não estou na Suíça, e sim, em São Paulo. Hoje, o nosso papo será sobre mais um tema que associamos muito com países com a Suíça, mais um pilar da integridade científica, a IMPARCIALIDADE. Mais um desse conceitos que parecem óbvios. Mas o que vem a ser imparcialidade na condução da ciência?
Nessa era de tanta polarização na sociedade, a imparcialidade se transforma num tema de extrema importância para a integridade científica. Como ser imparcial na escolha de temas para estudar, nos cuidados na hora de propor o projeto com planejamento estatístico, registro de ensaios clínicos, ou usando a ferramenta de pré-registro do desenho experimental, ou ainda no acesso e uso de repositórios de dados?
Com a proliferação de revistas predatórias, pesquisadores famosos são listados, sem sua anuência, como autores ou participantes do corpo editorial de revistas. Nem é preciso dizer que esses casos aparecem muito mais do que a legião de artigos e pesquisas feitas dentro das melhores práticas, com ética e com reprodutibilidade verificadas.
O que vem a sua mente quando alguém fala: Ah aquele pesquisador é da Universidade de Harvard ou de Oxford, ou ainda, ah ele acaba de publicar na Nature ou na Science?
Pois é.... integrar as escolas da Ivy League Americana ou dos campus ingleses de Oxford ou Cambridge imediatamente faz a gente confiar naquele cientista e dar mais crédito ao conhecimento que ele produziu. E se ele publicou no New England Journal of Medicine, cujo fator de impacto é o mais alto na área médica, então? Ai a gente confia sem ter nenhuma dúvida! É por isso que A MÁ-CONDUTA na pesquisa é tão desastrosa.
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